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O risco de erro é
mínimo
Aeroporto
de Londres testa
máquinas de leitura da íris
para melhorar a segurança
Ricardo
Mendonça
Claudio Rossi
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Fotomontagem
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| Equipamento
em operação: traços dos olhos são individuais e inconfundíveis |
Após
os atentados às torres do World Trade Center, no ano passado, várias
equipes de especialistas vêm se dedicando a melhorar os sistemas
de segurança de locais públicos, como os aeroportos. Os
administradores do Aeroporto Heathrow, na Inglaterra, anunciaram recentemente
que conseguiram avanços consideráveis nessa área.
Durante os últimos meses, eles testaram com sucesso o mais moderno
sistema de identificação desenvolvido pela indústria.
Ele faz o reconhecimento pela leitura da íris do olho humano. O
programa funciona assim: em vez de apresentar o passaporte no balcão
de imigração, os passageiros aproximam o rosto de uma câmara
digital. Essa foto é enviada a um banco de dados, onde ficam arquivados
milhares de imagens de íris, com a ficha de seus respectivos donos.
Em alguns segundos, o equipamento diz se o estrangeiro tem ou não
autorização para entrar no país. O sistema está
sendo utilizado em caráter experimental num grupo de 2.000 turistas
que viajam com freqüência para Londres. Caso não ocorram
problemas, ele será adotado como procedimento de rotina em Heathrow
num futuro próximo. Outros aeroportos, como o JFK, em Nova York,
também estudam sua implantação.
Essa nova tecnologia se tornou uma grande promessa para reforçar
a vigilância em locais como aeroportos graças a seu grau
de precisão. A íris é formada por inúmeros
traços irregulares, com grossura, tamanho, tonalidade e relevo
completamente distintos. Mesmo no caso de dois irmãos gêmeos,
existem milhões de pontos diferentes que podem ser detectados pelo
equipamento. "Nas impressões digitais, a única variável
analisada é o contorno dos traços, que podem ser bastante
semelhantes em alguns casos, induzindo ao erro", afirma Guilherme Otero,
gerente de marketing da Siemens, empresa alemã que está
desenvolvendo a tecnologia de escâneres de íris. O risco
de erro na identificação da nova tecnologia chega a ser
desprezível um em 10 milhões, contra um em 10.000
nas impressões digitais. No limite, um ladrão pode queimar
a ponta dos dedos para dificultar o reconhecimento. Para evitar a identificação
pela íris, seria preciso arrancar os olhos.

Impressão
digital: maior risco de fraude |
Existem
vários bancos na Europa e nos Estados Unidos que utilizam esse
equipamento para controlar o acesso de funcionários a seus cofres.
O sistema chegou ao Brasil no ano passado. A Telefônica foi uma
das companhias pioneiras em adotá-lo. Em agosto passado, ela gastou
200.000 reais para instalar máquinas desse tipo no controle de
acesso em cinco salas de sua central de servidores. Num futuro breve,
imaginam os especialistas, os escâneres de íris vão
estar presentes também em lugares como penitenciárias, hospitais,
escolas e até academias de ginástica. O único empecilho
à instalação generalizada do equipamento ainda é
o preço. "Implantar esse controle de acesso numa única porta
custa doze vezes mais que um sistema de identificação por
cartão magnético", afirma Renato Zatz, diretor da LG Electronics,
que começou a vender no ano passado a nova tecnologia no Brasil.
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