Panorama
Radar

Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Eleições
Ed
Ferreira/AE
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Lobão
no páreo
De um jeito mineiro, o maranhense Edison Lobão trabalha para ser o companheiro de chapa de Dilma Rousseff. Se o candidato
do PMDB não for Michel Temer e tiver de ser um nome do Nordeste,
Lobão quer surgir como uma espécie de "solução
natural". |
De olho na vice
Lobão: aposta
no vice nordestino |
Se Lula deixar, Marta disputa
Antonio Milena/AE
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Enquanto Lula trabalha para
empurrar goela abaixo do PT paulista Ciro Gomes como candidato ao governo, Marta
Suplicy voltou a trabalhar a possibilidade de sair candidata. Se Lula bater
na mesa, o PT abaixa a cabeça e vai de Ciro. Mas, até
lá, Marta virou o nome do partido para a disputa. |
Alternativa
Marta: se não for Ciro,
a ex-prefeita
sairá candidata ao governo paulista |
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Brasil
Enfim,
deprimiu
Depois de quase dois meses de brutais revelações,
José Roberto Arruda finalmente deu sinais de estar deprimido no meio
da semana passada.
Economia
Um
furo de 200 milhões de dólares
Depois de
gastar 200 milhões de dólares para tentar achar petróleo
no bloco BMS-4, localizado na Bacia de Santos, a Vale entregou os pontos.
Não achou óleo que valesse a pena e acaba de devolver o bloco
para a ANP. Para entrar de sócia do BMS-4, pertencente à italiana
Eni, a Vale se comprometeu a bancar sozinha os 200 milhões de
dólares para a exploração do bloco.
Clima
de divórcio
Não é boa a relação
entre a SulAmérica e o Banco do Brasil, sócios na seguradora
Brasilsaúde. As negociações para que um compre
a parte do outro na empresa começaram há três meses
e estão emperradas.
Dentes afiados
A
propósito, o Banco do Brasil prepara, via aquisição, sua
entrada no setor de planos odontológicos.
Muita
energia 1
A Camargo Corrêa está negociando a compra da parte de distribuição de energia da AES, ou seja, a
AES Eletropaulo, a maior da América Latina, e a AES Sul. Coisa de gente
grande: é um negócio avaliado em 4 bilhões de reais.
A Camargo já tem o o.k. do governo para a transação.
Muita
energia 2
O apetite da Camargo é grande: está
de olho também no terceiro maior grupo privado do setor elétrico,
a Neoenergia, empresa de geração, transmissão e distribuição
de energia da Previ, do Banco do Brasil e da espanhola Iberdrola.
A
novela do cimento
A compra da cimenteira portuguesa Cimpor
passa por lances emocionantes nos bastidores. Depois das ofertas de compra
por parte da CSN, Camargo Corrêa e Votorantim, o governo entrou no
jogo a suspeita é que a Camargo e a Votorantim tenham feito
ofertas apenas para barrar a entrada de um novo concorrente, ou seja, a CSN.
Na sexta-feira passada, a secretária de Direito Econômico, Mariana
Tavares, que comanda investigações por prática de cartel
no setor, notificou as interessadas na Cimpor para prestar esclarecimentos
detalhados sobre as respectivas ofertas.
Futebol
Patrocínio
de técnico
O Palmeiras descobriu um jeito
inédito de faturar: lança nos próximos dias o patrocínio
de treinador. Por 840 000 reais por ano, a Unimed terá o direito
de estampar sua marca no uniforme de Muricy Ramalho. Chegou-se à conclusão
de que, dada a quantidade de vezes que um técnico aparece dando entrevista
ou é filmado durante os jogos e treinos, se estava deixando de ganhar
dinheiro com um fabuloso outdoor ambulante.
Livros
Fernando Moraes
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Papo
de bibliófilo
Um diálogo apaixonado sobre livros
(e o futuro deles) entre o italiano Umberto Eco e o escritor e roteirista
francês Jean-Claude Carrière, publicado na França no fim de
2009, traz diversas menções elogiosas ao bibliófilo José
Mindlin. Em Não Contem com o Fim dos Livros, que sai aqui em
abril pela Record, Carrière se refere, admirado, a uma edição
de Os Miseráveis traduzida para o português, impressa no Rio
de Janeiro em 1862, que viu na biblioteca "do grande colecionador brasileiro".
A razão do assombro: o livro de Mindlin foi impresso no mesmo ano
da primeira edição francesa.
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Pré-Kindle
Mindlin: uma biblioteca
de tirar o fôlego |
Com
Paulo Celso Pereira Colaborou Felipe Patury |