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• Especial: Haiti, do caos à esperançaLeitor
Catástrofe no Haiti"A tragédia e o sofrimento
que observamos nestes dias nos dão
uma sensação de impotência
diante da magnitude do poder da natureza." Parabéns pela reportagem "O dia em que o mundo acabou"
(20 de janeiro). Belíssima. O tom da narrativa e a profundidade da reportagem
servem de prova - para os que duvidam - de que o jornalismo impresso
ainda tem um longo futuro pela frente. O que se perdeu em tempo para as notícias
da internet ganhou-se em realismo e dados. Comovente o relato do jornalista
Diego Escosteguy ("Diário do desastre", 20 de janeiro), dramáticas
as fotos. VEJA mostrou o que é bom jornalismo. Ao ler a reportagem especial sobre a catástrofe no Haiti,
fiquei horrorizada com a tragédia que tombou ainda mais o necessitado
país. Fico feliz em saber que o Brasil mantém 1 266
militares naquele país devastado e já gastou 703 milhões
de reais nessa empreitada. Cumprimento VEJA por mais uma excelente reportagem,
que emocionou a todos. Agora resta a nós, brasileiros, despedir-nos dos heróis
nacionais, que deram sua vida por aquele povo tão sofrido, e chorar pelas
mais de 100 000 vidas perdidas na maior tragédia dos últimos
tempos. Obrigado, VEJA, por mais uma edição brilhante ("A
tragédia dos heróis brasileiros", 20 de janeiro). Ao vê-los fardados numa parada militar, no supermercado
ou numa fila de banco, não prestamos atenção em seus rostos.
Embora nos sejam desconhecidos, são filhos, irmãos, pais, maridos,
e alguém os conhece e espera. Escolheram a profissão das armas
pelo amor à paz. Aos que tombaram no cumprimento do dever, a certeza
de que nunca serão esquecidos. Que essa tragédia sirva para concretizar a união
de todas as nações do mundo. A abertura do espaço aéreo de
Cuba para que os americanos possam agilizar o socorro às vítimas
já é um bom começo. Nobre guerreira que sempre foi, Zilda Arns morreu no campo de
batalha. Como se a tragédia no Haiti não fosse suficientemente
penosa, ainda levou aquela que, se viva estivesse, não se furtaria a
arregaçar as mangas para ajudar uma nação que, antes mesmo
do terremoto, já precisava tanto dela ("Viveu como santa, morreu
como mártir", 20 de janeiro). O segredo do sucesso de Zilda Arns na Pastoral da Criança
foi saber partir da escala certa: a dedicação à pequena
obra, pobre de recursos, mas que mesmo assim se impôs no Brasil e em mais
vinte países. A morte da doutora Zilda em meio ao caos de fim de mundo
do Haiti foi seu último gesto de solidariedade para com os que estão
no limite do sofrimento.
Direitos humanosO Programa Nacional de Direitos Humanos do governo Lula não
sai dos holofotes, levando bordoadas de todos os lados. Não sem motivos,
já que ele propõe violações à liberdade de
imprensa, ao direito à propriedade, à Lei da Anistia, ao
direito à vida etc. ("Eles têm outros planos",
20 de janeiro). Deviam mudar seu nome para Plano Nacional de Violação
de Direitos Humanos. Na reportagem de Otávio Cabral, foi oportuna a citação
da frase do chanceler alemão Otto von Bismarck (l8l5-l898): "As
leis são como as salsichas. O melhor é não ver como são
feitas". O Programa Nacional de Direitos Humanos pode ser classificado
como um autêntico salsichão, se considerarmos o verdadeiro objetivo
gerado em suas entranhas. O revanchismo e o ódio tornam esse calhamaço
uma obra de mentes doentias, que ainda acalentam o sonho de um Brasil cubanizado.
Carta ao LeitorSomente um partido norteado por ideias anacrônicas seria
capaz de elaborar esse famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos.
O PT só queria democracia plena quando estava ávido pelo poder.
Esse golpe que querem dar na liberdade de imprensa é uma coisa abominável
sob todos os aspectos ("Que se enterre o que é autoritário",
Carta ao Leitor, 20 de janeiro)!
Maílson da NóbregaCumprimento o senhor Maílson da Nóbrega pela clareza
ao demonstrar que o PT é apenas um plágio de partido político.
Seu maior e talvez único mérito foi não mexer na política
monetária de governos anteriores. Querer ser o marco zero é um
sonho muito elevado para esses déspotas ("O PT mudou o Brasil? Ou
foi o contrário?", 20 de janeiro).
Abandono de cãesParabéns pela excelente reportagem a respeito do abandono
de animais. Cuido de dezenas de bichos resgatados de situações
de abandono e crueldade e fico angustiada com a impossibilidade de dar uma chance
aos milhares que precisam. Pena que ainda exista a mentalidade de que "bicho
é coisa" e pode ser adquirido e descartado conforme a conveniência
("Os amigos abandonados", 20 de janeiro). Finalmente uma reportagem sobre como a nossa população,
cada vez mais incentivada por um consumismo desenfreado, se desfaz de um ser
vivo da pior forma possível. É o tipo de atitude do ser humano
que está predisposto a abandonar seus pais na velhice.
Morgan FreemanMorgan Freeman é uma figura fantástica, não
apenas como ator, mas como ser humano. E, ao contrário do que ele mesmo
pensa, é um ícone. Não apenas para negros, mas para brancos
também (Entrevista, 20 de janeiro).
Lya LuftExtraordinário, magnífico, excelente, de profundidade
ímpar o artigo de Lya Luft ("Trabalhar e sofrer", 20 de janeiro).
A crônica deve ser adotada como leitura obrigatória por chefes,
chefetes, prepostos, por todos aqueles que se consideram, enfim, donos da verdade.
Veja EssaUfa, pensei que estava com problemas de vista. Em dezembro de
2008 fui a Salvador e fiquei estarrecido com o volume de lixo nas ruas, praças
e praias. A quantidade de mendigos chamava atenção e eu temia
andar nas ruas. Finalmente um baiano (Nizan Guanaes) de capacidade e notoriedade
indiscutíveis dá uma declaração dessas (Veja Essa,
20 de janeiro). A Secretaria de Turismo precisa abrir os olhos. A verdade vai
ficar cada vez mais evidente e o turista ausente. |