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Home  »  Revistas  »  Edição 2149 / 27 de janeiro de 2010


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Conversa com Elymar Santos

"Sem meu Armani, me falta o chão!"

Depois de anos e anos exibindo o mesmo visual – cabelos longuíssimos
presos em um rabo de cavalo –, o cantor Elymar Santos, de 57 anos,
decidiu dar uma repaginada e cortou os cachos


Gabriele Jimenez

Oscar Cabral
ELYMAR
O cabelo no ombro
dá uma aflição...


Por quanto tempo você usou rabo de cavalo?

Quinze anos. Um dia, antes de um show, percebi que o penteado havia dado errado. Para tentar consertar, amarrei o cabelo e entrei em cena. A plateia enlouqueceu! Com cabelo preso, ficava chique, né?

E por que resolveu mudar?
Estava passando calor demais por causa do cabelo. Peguei uma tesoura e eu mesmo cortei o rabo. Ainda preciso me acostumar: o cabelo esbarra no ombro e faz cócegas. Dá uma aflição...

Os fãs aprovaram a mudança?
Todo mundo que viu falou que está o máximo!

Você é muito vaidoso?
Eu, Elymar mesmo, não sou, não. Mas o artista Elymar é. Muito, muito, muito. Se eu não tiver o meu Armani, por exemplo, não entro em cena.

O terno?
Não, o perfume. Outro dia, na hora do show, não achei meu Armani. Foi uma confusão. Tiveram que abrir um shopping para pegar um frasco.

De onde surgiu essa mania?
Um dia, a Lucinha Araújo, mãe do Cazuza, entrou no meu camarim com um Armani e falou: "No dia em que eu te encontrar e você não estiver usando esse perfume, vou te meter porrada!". Nunca mais parei de usar. Hoje, se eu não tiver meu Armani para cantar, me falta o chão!

 
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