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Edição 2040

26 de dezembro de 2007
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DOIS MIL E SETE.
ÚLTIMO DECÁLOGO

I Todos os caminhos continuam levando a Roma. O problema, agora, é o engarrafamento.

II Se você conseguir dispensar o indispensável, suportar o insuportável e amar o odioso, você tornará possível o impossível.

III A maioria silenciosa estará para a minoria estridente assim como a minoria excêntrica está para a maioria concêntrica.

IV Não espere nada DELE. Quando LHE disseram que o ser humano tinha sido feito à SUA semelhança, ELE se ofendeu e disse que nunca mais pisa aqui.

V Não faça experiências filosóficas suspeitas. Todos sabemos, teoricamente, que a queda de um corpo do alto de um edifício (ou montanha) multiplica ene vezes a percepção do cadente da altura de que cai. Mas só a partir de uma altura em que a queda é fatal ao indivíduo projetado. Donde a impossibilidade de provar empiricamente a teoria.

VI O país estará até aqui de psicanalistas. E ainda mais de analistas.

VII No início do século passado artistas criaram a arte não-figurativa. Estamos bem perto de criar a natureza desfigurada.

VIII E seja otimista – quanto mais tempo você esperar a condução, mais perto ela estará de chegar.

IX Vivo fosse Millôr Fernandes, em 2008, completaria 15 anos de idade.

X E fique tranqüilo: não existe happy end.

 




 

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