"O
Senado Federal ajudou o governo
do presidente Lula a iniciar a tão
esperada reforma tributária." Edvaldo Araújo Salvador, BA
O fim da CPMF
Nós, brasileiros
éticos, recebemos antecipadamente o nosso presente
de Papai Noel. A não-aprovação da CPMF
foi a realização dos nossos sonhos ("À
CPMF, eles disseram... basta!", 19 de dezembro). Essa
decisão do Senado, apesar de ser pela minoria, restabelece
um pouco de moral aos nossos políticos. Estamos alegres
e felizes pela vitória conseguida ante nossos inimigos.
Derrotar um inimigo tão poderoso quanto o governo federal
e seus aliados que dispunham de todo tipo de munição
(cargos, verbas, imoralidade, mensalão, dólar
na cueca) é fantástico. Vamos comemorar! Adoniro Prieto Mathias Londrina, PR
Enfim, um presente
de Natal para o povo brasileiro: o fim da CPMF. Não
acho que quem é contra o tributo está contra
o país. Chega de pagar tributos de Primeiro Mundo e
receber serviços de Terceiro. Precisamos é que
o governo diminua o tamanho do estado, volte às privatizações,
às reformas tributária, da Previdência
e política, que todos sabem ser essenciais para o país
mas não saem do papel. Glauco Gonçalves
Rios Não-Me-Toque,
RS
O fim da CPMF não
foi só uma vitória na seara do direito tributário,
mas um avanço da democracia, pois nossos representantes
políticos cumpriram o papel que devem exercer no Congresso
Nacional: atender ao interesse público, e não
a interesses privados. A CPMF era um tributo odioso, que incidia
de forma cumulativa, ou seja, em cascata, e não atendia
aos princípios constitucionais mais relevantes, como
o da igualdade. Sarah Maria Linhares
de Araújo Curitiba, PR
Que capas de VEJA
são um capítulo à parte de sua excelência
a gente já sabia. Mas esta última, com aquela
piscadela provocante e sensual do Leão travestido de
Papai Noel, se superou. A propósito do final feliz
da CPMF, minha única tristeza foi ver Minas Gerais
de joelhos, via Aécio Neves, pedinchando apoio a sua
manutenção. Maria Cândida
Guimarães Aguiar Divinópolis,
MG
Se o governo tiver
compromisso e respeito para com seus cidadãos, aproveitará
o fim da CPMF de maneira inteligente, enxugando a máquina
administrativa e não onerando ainda mais o contribuinte. Pablo Vasconcelos Pavan Goiânia, GO
Maílson
da Nóbrega
O ex-ministro da
Fazenda Maílson da Nóbrega sintetizou com clareza,
talento e a experiência adquirida com o passar dos anos
a fase político-institucional em que vivemos ("A
CPMF e o novo Brasil", Artigo, 19 de dezembro). É
com muita propriedade que ele constata que "o Brasil
é cada vez mais um país normal" e que "dispomos
de instituições que criam incentivos ao comportamento
responsável em políticas públicas fundamentais
e inibem a prática do populismo". Marcio Prado São Paulo, SP
Garibaldi Alves
Filho
A simplicidade do
senador Garibaldi Alves Filho é excelente presságio
para a retomada de rumo da Casa, tão desacreditada.
Em um ambiente prenhe de egos inflados, eloqüências
descomprometidas e culto à imagem, sua suposta "lentidão",
aliada ao conteúdo de seu pensamento, cheira muito
mais a sabedoria, no melhor sentido desta palavra ("Gary,
para os íntimos", 19 de dezembro). Maria do Carmo Guedes
Basílio de
Oliveira Recife, PE
Kátia
Abreu
Os demais membros
do Congresso Nacional deveriam seguir o exemplo da senadora
Kátia Abreu e, em vez de brigar pelo recebimento do
mensalão, lutar pela melhoria da distribuição
de renda e pelo combate à leonina carga tributária
("A Ivete Sangalo do Senado", 19 de dezembro). Sheila Tussi Cunha Barbosa Brasília, DF
O protesto de
dom Cappio
Dom Luiz Cappio
trouxe para o debate nacional uma questão decidida
pelo governo Lula sem que o país a entendesse bem,
como em tantas outras ocasiões. É uma atitude
superficial julgar o que está por trás da consciência
de uma pessoa, e dom Luiz, certo ou errado no plano objetivo,
demonstra por ora unir-se às populações
que vivem na pobreza do Nordeste. Antonio Carlos Rodrigues
do Amaral São Paulo, SP
Inaceitável
a decisão absurda do bispo de Barra, na Bahia, que
faz uma greve de fome com a pretensão tacanha de evitar
que milhões de pessoas da mesma região nordestina
continuem a viver sem água, enquanto o precioso líquido
vai escorrendo para o Atlântico. Neuzemar Gomes de Moraes Fortaleza, CE
A questão
da transposição do Rio São Francisco
foi reduzida a uma disputa de forças. Ainda não
foram formulados elementos convincentes para uma efetiva tomada
de posição sobre um assunto que nos parece pautado
pela polarização, pela vaidade e pela intransigência.
Ângela Luiza S.
Bonacci São Paulo, SP
André
Petry
Nunca li um artigo
tão bem elaborado e profundo como esse "A fanfarra
católica" (19 de dezembro). Os bispos que fazem
parte da CNBB deveriam praticar o simples, o óbvio,
que é a religião, e deixar de se intrometer
onde não são chamados. João Batista
de Oliveira Cuiabá, MT
Diogo Mainardi
Se cada execução
salvasse apenas uma vida, já valeria a "pena".
O que vale mais: a vida de um bandido ou de um cidadão?
Cadeia é para crimes comuns, e pena de morte, para
crimes hediondos (incluindo colarinho-branco). Imaginem a
repercussão que isso iria ter na mídia e na
cabeça do bandido e quantas vidas seriam poupadas com
apenas uma execução ("Meu prato de Natal",
19 de dezembro). Isabel Dutko Rudnik Ponta Grossa, PR
Cumprimento Mainardi
pela coragem de tocar em um tema tão difícil
para uma sociedade que se acostumou a conviver com crianças
sendo estupradas por padres ou arrastadas pelas ruas
do nosso querido Rio de Janeiro. Fernando Saffi São Paulo, SP
Mainardi colocou
o dedo na ferida. O tema é delicado e polêmico.
A maioria dos bandidos, após cumprir parte da pena,
consegue liberdade e volta a praticar crimes, e com mais crueldade.
Celso Benini Brasília, DF
Professores
faltosos
Brilhante trabalho
sobre os professores irresponsáveis, relapsos, absenteístas
e desumanos que mancham a educação brasileira.
É simplesmente revoltante deparar com uma realidade
na qual o professor se ampara em leis para se beneficiar,
deixando alunos ou escolas inteiras a sua espera ("Sumidos
da sala de aula", 19 de dezembro). Graciete Queiroz Monteiro Professora Belém, PA
Correção:
a foto veiculada na edição 1 920, pág.
94, ano 38, n° 35, não retrata pessoa envolvida
nas atividades descritas na reportagem.
Um promotor
para Jutaí
Fórum de Jutaí:
precisa-se de promotor
Há dois meses
VEJA publicou carta do leitor José Miguel sobre
a reportagem "Osso duro de roer" (10 de outubro),
em que ele dizia: "Aqui em Jutaí, no interior
do Amazonas, falta cinema, falta juiz, falta Ministério
Público, mas não nos falta um DVD pirata
como esse (Tropa de Elite)". Na semana passada
ele voltou a escrever, agora para contar uma novidade:
"Gostaria de atualizá-los quanto à
situação aqui no município. Desde
1º de novembro o município de Jutaí
conta com uma juíza. Mas continuamos sem cinema
e sem Ministério Público. Será
que VEJA não poderia publicar uma foto do fórum
de Jutaí? Vai que um promotor ache o prédio
bonito e se interesse pelo município...".
Esperamos que Jutaí atraia um promotor para pegar
no pé dos piratas locais. Mas, se depender da
beleza do prédio do fórum, vai ser mais
fácil a cidade inaugurar antes seu cinema.
A árvore
da discórdia
Thomas Korontai,
presidente do Partido Federalista, informa que "medidas
legais e apropriadas já estão sendo tomadas"
para impedir que os Democratas continuem usando o logotipo
do partido, um plágio da marca de sua agremiação.
"A marca é utilizada por nós desde
1999, sendo já bastante conhecida, e é
objeto de pedido de registro no Inpi desde 5 de dezembro
de 2005", diz Korontai. "Acredito que tudo
não passa de uma infeliz coincidência e
que o presidente do DEM, assim que tomar conhecimento
do fato, será coerente com os discursos motivados
pela ética que vêm caracterizando os Democratas
na oposição ao atual governo e determinará
a mudança para uma nova logomarca, que se distancie
dos conceitos gráficos da marca federalista",
diz o presidente dos federalistas. Confira ao lado e
abaixo os dois logotipos ou visite os sites dos partidos:
www.federalista.org.br
e www.democratas.org.br.
Viva a água
mineral!
Uma
súbita e aparentemente inexplicável sucessão
de referências negativas às garrafas plásticas
em reportagens de VEJA foi alvo de uma carta de
protesto de Carlos Alberto Lance, presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Águas Minerais
(Abinam). Lance escreveu que a revista "se
engaja numa absurda campanha deflagrada por uma ONG
americana que visa a atribuir às garrafas de
água a responsabilidade exclusiva pela poluição
ambiental". VEJA não faz campanhas
em suas páginas editoriais. A preocupação
dos ambientalistas com a proliferação
das garrafas plásticas está longe
de ser absurda e não é produto da obsessão
de uma única ONG. Tampouco se atribui às
embalagens PET "a responsabilidade exclusiva
pela poluição ambiental". Elas são
tão-somente parte de um dos problemas ambientais
do planeta. Porém, como apenas 1% de todo
o estoque líquido do planeta é potável, o
conteúdo mais freqüente das embalagens PET,
a água mineral, é parte da solução. Portanto,
viva a água mineral.