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Edição 2040

26 de dezembro de 2007
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Cartas

 

"O Senado Federal ajudou o governo
do presidente Lula a iniciar a tão
esperada reforma tributária."

Edvaldo Araújo
Salvador, BA

O fim da CPMF

Nós, brasileiros éticos, recebemos antecipadamente o nosso presente de Papai Noel. A não-aprovação da CPMF foi a realização dos nossos sonhos ("À CPMF, eles disseram... basta!", 19 de dezembro). Essa decisão do Senado, apesar de ser pela minoria, restabelece um pouco de moral aos nossos políticos. Estamos alegres e felizes pela vitória conseguida ante nossos inimigos. Derrotar um inimigo tão poderoso quanto o governo federal e seus aliados que dispunham de todo tipo de munição (cargos, verbas, imoralidade, mensalão, dólar na cueca) é fantástico. Vamos comemorar!
Adoniro Prieto Mathias
Londrina, PR

Enfim, um presente de Natal para o povo brasileiro: o fim da CPMF. Não acho que quem é contra o tributo está contra o país. Chega de pagar tributos de Primeiro Mundo e receber serviços de Terceiro. Precisamos é que o governo diminua o tamanho do estado, volte às privatizações, às reformas tributária, da Previdência e política, que todos sabem ser essenciais para o país mas não saem do papel.
Glauco Gonçalves Rios
Não-Me-Toque, RS

O fim da CPMF não foi só uma vitória na seara do direito tributário, mas um avanço da democracia, pois nossos representantes políticos cumpriram o papel que devem exercer no Congresso Nacional: atender ao interesse público, e não a interesses privados. A CPMF era um tributo odioso, que incidia de forma cumulativa, ou seja, em cascata, e não atendia aos princípios constitucionais mais relevantes, como o da igualdade.
Sarah Maria Linhares de Araújo
Curitiba, PR

Que capas de VEJA são um capítulo à parte de sua excelência a gente já sabia. Mas esta última, com aquela piscadela provocante e sensual do Leão travestido de Papai Noel, se superou. A propósito do final feliz da CPMF, minha única tristeza foi ver Minas Gerais de joelhos, via Aécio Neves, pedinchando apoio a sua manutenção.
Maria Cândida Guimarães Aguiar
Divinópolis, MG

Se o governo tiver compromisso e respeito para com seus cidadãos, aproveitará o fim da CPMF de maneira inteligente, enxugando a máquina administrativa e não onerando ainda mais o contribuinte.
Pablo Vasconcelos Pavan
Goiânia, GO

 

Maílson da Nóbrega

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega sintetizou com clareza, talento e a experiência adquirida com o passar dos anos a fase político-institucional em que vivemos ("A CPMF e o novo Brasil", Artigo, 19 de dezembro). É com muita propriedade que ele constata que "o Brasil é cada vez mais um país normal" e que "dispomos de instituições que criam incentivos ao comportamento responsável em políticas públicas fundamentais e inibem a prática do populismo".
Marcio Prado
São Paulo, SP

 

Garibaldi Alves Filho

A simplicidade do senador Garibaldi Alves Filho é excelente presságio para a retomada de rumo da Casa, tão desacreditada. Em um ambiente prenhe de egos inflados, eloqüências descomprometidas e culto à imagem, sua suposta "lentidão", aliada ao conteúdo de seu pensamento, cheira muito mais a sabedoria, no melhor sentido desta palavra ("Gary, para os íntimos", 19 de dezembro).
Maria do Carmo Guedes Basílio de Oliveira
Recife, PE

 

Kátia Abreu

Os demais membros do Congresso Nacional deveriam seguir o exemplo da senadora Kátia Abreu e, em vez de brigar pelo recebimento do mensalão, lutar pela melhoria da distribuição de renda e pelo combate à leonina carga tributária ("A Ivete Sangalo do Senado", 19 de dezembro).
Sheila Tussi Cunha Barbosa
Brasília, DF

 

O protesto de dom Cappio

Dom Luiz Cappio trouxe para o debate nacional uma questão decidida pelo governo Lula sem que o país a entendesse bem, como em tantas outras ocasiões. É uma atitude superficial julgar o que está por trás da consciência de uma pessoa, e dom Luiz, certo ou errado no plano objetivo, demonstra por ora unir-se às populações que vivem na pobreza do Nordeste.
Antonio Carlos Rodrigues do Amaral
São Paulo, SP

Inaceitável a decisão absurda do bispo de Barra, na Bahia, que faz uma greve de fome com a pretensão tacanha de evitar que milhões de pessoas da mesma região nordestina continuem a viver sem água, enquanto o precioso líquido vai escorrendo para o Atlântico.
Neuzemar Gomes de Moraes
Fortaleza, CE

A questão da transposição do Rio São Francisco foi reduzida a uma disputa de forças. Ainda não foram formulados elementos convincentes para uma efetiva tomada de posição sobre um assunto que nos parece pautado pela polarização, pela vaidade e pela intransigência.
Ângela Luiza S. Bonacci
São Paulo, SP

 

André Petry

Nunca li um artigo tão bem elaborado e profundo como esse "A fanfarra católica" (19 de dezembro). Os bispos que fazem parte da CNBB deveriam praticar o simples, o óbvio, que é a religião, e deixar de se intrometer onde não são chamados.
João Batista de Oliveira
Cuiabá, MT

 

Diogo Mainardi

Se cada execução salvasse apenas uma vida, já valeria a "pena". O que vale mais: a vida de um bandido ou de um cidadão? Cadeia é para crimes comuns, e pena de morte, para crimes hediondos (incluindo colarinho-branco). Imaginem a repercussão que isso iria ter na mídia e na cabeça do bandido e quantas vidas seriam poupadas com apenas uma execução ("Meu prato de Natal", 19 de dezembro).
Isabel Dutko Rudnik
Ponta Grossa, PR

Cumprimento Mainardi pela coragem de tocar em um tema tão difícil para uma sociedade que se acostumou a conviver com crianças sendo estupradas por padres ou arrastadas pelas ruas do nosso querido Rio de Janeiro.
Fernando Saffi
São Paulo, SP

Mainardi colocou o dedo na ferida. O tema é delicado e polêmico. A maioria dos bandidos, após cumprir parte da pena, consegue liberdade e volta a praticar crimes, e com mais crueldade.
Celso Benini
Brasília, DF

 

Professores faltosos

Brilhante trabalho sobre os professores irresponsáveis, relapsos, absenteístas e desumanos que mancham a educação brasileira. É simplesmente revoltante deparar com uma realidade na qual o professor se ampara em leis para se beneficiar, deixando alunos ou escolas inteiras a sua espera ("Sumidos da sala de aula", 19 de dezembro).
Graciete Queiroz Monteiro
Professora
Belém, PA

 

Correção: a foto veiculada na edição 1 920, pág. 94, ano 38, n° 35, não retrata pessoa envolvida nas atividades descritas na reportagem.

 

 

Um promotor para Jutaí

Fórum de Jutaí: precisa-se de promotor

Há dois meses VEJA publicou carta do leitor José Miguel sobre a reportagem "Osso duro de roer" (10 de outubro), em que ele dizia: "Aqui em Jutaí, no interior do Amazonas, falta cinema, falta juiz, falta Ministério Público, mas não nos falta um DVD pirata como esse (Tropa de Elite)". Na semana passada ele voltou a escrever, agora para contar uma novidade: "Gostaria de atualizá-los quanto à situação aqui no município. Desde 1º de novembro o município de Jutaí conta com uma juíza. Mas continuamos sem cinema e sem Ministério Público. Será que VEJA não poderia publicar uma foto do fórum de Jutaí? Vai que um promotor ache o prédio bonito e se interesse pelo município...". Esperamos que Jutaí atraia um promotor para pegar no pé dos piratas locais. Mas, se depender da beleza do prédio do fórum, vai ser mais fácil a cidade inaugurar antes seu cinema.



A árvore da discórdia

Thomas Korontai, presidente do Partido Federalista, informa que "medidas legais e apropriadas já estão sendo tomadas" para impedir que os Democratas continuem usando o logotipo do partido, um plágio da marca de sua agremiação. "A marca é utilizada por nós desde 1999, sendo já bastante conhecida, e é objeto de pedido de registro no Inpi desde 5 de dezembro de 2005", diz Korontai. "Acredito que tudo não passa de uma infeliz coincidência e que o presidente do DEM, assim que tomar conhecimento do fato, será coerente com os discursos motivados pela ética que vêm caracterizando os Democratas na oposição ao atual governo e determinará a mudança para uma nova logomarca, que se distancie dos conceitos gráficos da marca federalista", diz o presidente dos federalistas. Confira ao lado e abaixo os dois logotipos ou visite os sites dos partidos: www.federalista.org.br e www.democratas.org.br.



Viva a água mineral!

Uma súbita e aparentemente inexplicável sucessão de referências negativas às garrafas plásticas em reportagens de VEJA  foi alvo de uma carta de protesto de Carlos Alberto Lance, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam). Lance escreveu que a revista "se engaja numa absurda campanha deflagrada por uma ONG americana que visa a atribuir às garrafas de água a responsabilidade exclusiva pela poluição ambiental".  VEJA não faz campanhas em suas páginas editoriais. A preocupação dos ambientalistas com a proliferação das garrafas plásticas está longe de ser absurda e não é produto da obsessão de uma única ONG. Tampouco se atribui às embalagens PET "a responsabilidade exclusiva pela poluição ambiental". Elas são tão-somente parte de um dos problemas ambientais do planeta. Porém, como apenas 1% de todo o estoque líquido do planeta é potável, o conteúdo mais freqüente das embalagens PET, a água mineral, é parte da solução. Portanto, viva a água mineral.



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