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Oscar
Para
não ficar na história
4
de abril
Beleza hollywoodiana
Fotos AFP
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Fotos AFP
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| A
opulência de Catherine e a transparência de Jennifer: destaques em
noite de poucas estrelas de primeira grandeza |
A
festa do Oscar deste ano foi meio mixuruca, com poucas estrelas ofuscantes.
Três beldades de coque brilharam entre seus pares. Com seu megassorriso
e um vestido Valentino vintage tradução: velho
(de 1952), usado e devastador , Julia Roberts, melhor atriz,
emanava beleza mesmo quando quase tropeçou, atrapalhada pela cauda
e pelo salto altíssimo. Também de cauda e salto, mas muito
desenvolta, Catherine Zeta-Jones, indicada a nada, exibiu-se em
opulenta glória num Versace preto tomara-que-caia. Outra grife
poderosa, Chanel, assinava a bela saia-balão de Jennifer Lopez,
mas todos os olhos estavam pregados na blusinha de um ombro só,
de gaze translúcida. Um show.
Sendo
Armani, tudo bem
AFP
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AP
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| Steven
Soderbergh |
Tom
Cruise |
AP
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| Benicio
Del Toro |
Aprendam, rapazes: quando o convite diz black-tie, sendo Armani, vale
tudo. Recém-chegado ao olimpo, Benicio Del Toro (melhor
coadjuvante) ficou no tradicional, mas outro estreante, Russell Crowe
(melhor ator), optou por casaco comprido com condecoração
do avô na lapela embora não tão comprido quanto
o de Samuel L. Jackson. A cor da camisa e gravata variou do azul-bebê
(Ed Harris) ao branco total (Benjamin Bratt), passando pelo dourado
Oscar de Steven Soderbergh. Joaquin Phoenix fez o desleixado-chique,
de nó de gravata frouxo e camisa mal ajambrada. Tom Cruise
não usou nem black (preto), nem tie (gravata): foi terno azul-escuro
e colarinho desabotoado. Será depressão?

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