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Edição 1 732 - 26 de dezembro de 2001
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Carnaval 2001

Como sempre, pouca roupa
e muita animação

28 de fevereiro

Olhos abertos para o pecado

Luma "Pouca Roupa" de Oliveira acontece o ano inteiro em razão do material que recheia o apelido, mas é no Carnaval que multiplica sua capacidade de produzir zunzunzum. A última foi ter conseguido arrastar o mangueirense Chico Buarque de Holanda para conferir o derradeiro ensaio da Viradouro. Esfuziante, como de costume, Luma entrou na mira dos famosos olhos verdes, mas desconversou. "Ele não estava olhando para mim, e sim para toda a escola", garante. Chico, que neste ano vai passar o Carnaval em Paris, limitou-se a comentar filosoficamente o enredo da escola, sobre os sete pecados capitais. "Eu me identifico com todos os pecados. Mas não vou contar qual é meu maior", declarou. Pelo olhar...

Paulo Zulu

Qual visão do paraíso, Paulo Zulu espalhou beleza para os sequiosos olhos femininos do alto do carro abre-alas da Mangueira. O problema foi depois. Ao chegar à dispersão, o inexperiente destaque tirou a fantasia de guerreiro fenício e ficou de sunga, crente que alguém o esperava com outra roupa. Nada disso. Diante da perspectiva de ter de ir sem roupa para a rua, junto com a massa ululante, Zulu apelou: "Implorei para a segurança me deixar voltar ao camarote pela própria Sapucaí". Teve gente que achou essa a parte mais sublime do desfile.

7 de março

Silvio Santos

A audiência da Globo subiu e o público aplaudiu sem parar a fulgurante passagem de Silvio Santos, rosto e cabelos impecavelmente repuxados, no alto do primeiro carro da Tradição - da qual era o tema. Atrás dele, entre os foliões da escola, 300 funcionários do Baú da Felicidade, que tiveram viagem e fantasias financiadas pela empresa. O valor, claro, será descontado em folha de pagamento.

Arnold Schwarzenegger e Maria Shriver


AP

Schwarzenegger, sob marcação de Maria: cansando os músculos


O grandalhão Arnold Schwarzenegger cansou os músculos, já um pouquinho flácidos, na estafante posição de celebridade estrangeira máxima. Tudo sob a marcação cerrada da patroa, a kennediana Maria Shriver, atenta ao efeito suadouro do clima e das curvas cariocas sobre o maridão. No dia seguinte, nem o estilo divisão panzer foi capaz de reverter uma das decisões mais burocráticas de todos os tempos: funcionários da cervejaria anfitriã não deixaram de jeito nenhum Arnie e companhia entrar no camarote sem a camiseta-propaganda.

 



 
 
   
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