Cinema
Veneza
tropical
Uma mostra traz o
melhor do festival italiano

Isabela Boscov
Divulgação
 |
ENIGMA
Em Un Giorno Perfetto,
as horas que antecedem uma crise |
Pelo quarto ano consecutivo,
a mostra Venezia Cinema Italiano traz para a platéia
brasileira alguns dos principais títulos apresentados
no festival realizado em setembro um dos mais influentes
do circuito internacional. A partir do dia 25, espectadores
de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília
e Recife poderão ver não apenas a co-produção
Terra Vermelha, que logo depois entra em exibição
comercial, como seis outros filmes que ajudam a confirmar
que os cineastas italianos vêm recuperando o fôlego
que os transformou numa força entre os anos 50 e 70,
mas que quase se extinguiu nas décadas de 80 e 90.
Conflitos íntimos dão o tom da seleção.
Em Un Giorno Perfetto, Ferzan Ozpetek volta no tempo
para investigar o que sucedeu nas horas anteriores a um telefonema
feito para a polícia, enquanto Pupi Avati narra, em
Il Papà di Giovanna, a aflição
de um pai cuja filha é acusada de assassinato. Il
Seme della Discordia, de Pappi Corsicato, trata de um
dilema conjugal um marido estéril e uma mulher
que engravida do que parece ser um estupro. No curioso Almoço
em Agosto, de Gianni Di Gregorio, um homem de meia-idade
se vê refém de um grupo de velhas senhoras durante
um feriado. Nesta edição, até um sobrenome
famoso volta a figurar, agora em sua segunda geração:
é Marco Pontecorvo, filho de Gillo, da obra-prima A
Batalha de Argel, quem assina Pa-ra-da, sobre a
história real de um palhaço que criou uma companhia
circense com meninos de rua romenos.