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Edição 2088

26 de novembro de 2008
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Procuram-se novos especialistas

Analistas de palavra-chave, arquitetos da informação e cientistas do exercício são alguns dos novos profissionais que, ainda raros no Brasil, começam a ser bastante requisitados por certas empresas.

Muitas dessas ocupações estão ligadas à área de tecnologia, cujo avanço permanente cria novas demandas por gente mais especializada. Um analista de palavra-chave, por exemplo, tem a única missão de combinar as palavras de um site de modo que as ferramentas de busca o situem, sempre, entre os primeiros da lista. Numa outra frente, surgiram funções relativas a assuntos ambientais, como a do "consultor de sustentabilidade", profissional que, entre outras coisas, faz estudos de impacto sobre o ambiente. É algo básico para muitos negócios. A pedido de VEJA, um grupo de especialistas selecionou seis dos novos tipos de profissional que hoje mais despertam interesse nas empresas. Falam sobre suas atribuições - e dizem qual o melhor caminho, afinal, para se tornar um deles.

Marcelo Rudini
Um "arquiteto"
de internet

Jeferson Jess, 25 anos, já conhecia outros arquitetos da informação e ficou interessado no ofício. Depois de uma especialização em estratégias de comunicação para a internet, foi treinado para desempenhar a função numa consultoria, onde trabalha até hoje: "Meu objetivo é facilitar a navegação"

Arquiteto da informação
O que faz: enquanto o web designer se encarrega da concepção gráfica dos sites, esses "arquitetos" organizam o conteúdo para que as pessoas encontrem as informações com facilidade e façam suas compras na rede sem que esse seja um processo demorado demais
Candidatos à vaga: analistas de sistemas ou cientistas da computação - ambos pelo conhecimento técnico de internet e por suas noções de design gráfico. Tem mais chance quem fizer ainda uma especialização em marketing para a web
Salário inicial*: 3 500 reais
Quem mais contrata: empresas com sites de venda on-line, como Lojas Americanas e Ponto Frio. Também provedores de internet e agências de publicidade

Analista de palavra-chave
O que faz: trata-se de função bem técnica. Espera-se de um analista desses que consiga relacionar certas palavras num site de modo que a página apareça entre as primeiras referências da lista quando alguém pesquisa aquele tema na internet
Candidatos à vaga: programadores ou analistas de sistemas, porque combinam domínio técnico da internet a conhecimentos de estatística e matemática. Na ausência de formação específica para a função, costumam ser treinados pelas próprias empresas
Salário inicial*: 2 000 reais
Quem mais contrata: agências de publicidade e consultorias que produzem os sites das grandes companhias

Cientista do exercício
O que faz: um plano completo de prevenção de doenças, incluindo check-ups e programas de condicionamento físico - basicamente, para dois grupos: clientes de planos de saúde e funcionários de uma empresa
Candidatos à vaga: graduados e pós-graduados em ciências do exercício (sim, esta já é uma especialização). Com um diploma de educação física, fisioterapia ou medicina, as chances de conseguir o emprego crescem exponencialmente 
Salário inicial*: 3 500 reais
Quem contrata: seguradoras de saúde e empresas de previdência privada, que ajudam na prevenção de doenças dos próprios clientes. Grandes companhias também começaram a contratar esses profissionais 

Consultor de sustentabilidade
O que faz: estudos sobre o impacto ambiental de um negócio e projetos para minimizá-lo. Ainda cria programas com o objetivo de reduzir o desperdício de recursos na empresa
Candidatos à vaga: engenheiros ambientais (pela visão específica do tema), advogados (pelo conhecimento da legislação na área) e administradores de empresas (experientes na gerência de projetos). Sobressaem aqueles com alguma pós-graduação em gestão ambiental
Salário inicial*: 4 000 reais
Quem mais contrata: montadoras, indústrias químicas e bancos de varejo

Demografia empresarial
A função de Jacqueline Busnello Vaz, 36 anos, há cinco meses gerente de diversidade do banco HSBC, é garantir que a empresa tenha diferentes perfis profissionais em seu quadro de funcionários: "Essa composição resulta em mais produtividade"
Marcelo Rudini

Gerente de diversidade
O que faz: num setor de RH, é quem tem uma visão mais panorâmica do quadro de funcionários. Ele diagnostica que tipos estão em falta - olhando para idade, sexo, raça e perfil profissional. A empresa irá justamente atrás desses
Candidatos à vaga: administradores de empresas, psicólogos e assistentes sociais, que saem da universidade com certo preparo para trabalhar num RH
Salário inicial*: 8 000 reais
Quem mais contrata: empresas com grande quadro de funcionários, como IBM e Itaú

Roberto Setton
Mudança depois dos 40
O neurocirurgião Cláudio Péricles, 43 anos, trabalhava em hospitais até resolver tornar-se farmacoeconomista. Fez antes um mestrado em economia da saúde e um MBA na área: "Como são poucos os especialistas na área, para mim o mercado está ótimo"

Farmacoeconomista
O que faz: análises sobre a viabilidade econômica de um remédio. Precisa saber se existe demanda por ele e reunir dados objetivos sobre seu custo-benefício
Candidatos à vaga: especialistas ou pós-graduados em farmacoeconomia. A preferência das empresas é por pessoas formadas em farmácia com alguma noção de economia ou economistas familiarizados com a indústria de medicamentos
Salário inicial*: 8 000 reais
Quem mais contrata: empresas farmacêuticas, como Roche e Novartis, e consultorias que prestam serviço a elas

* Valores médios



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