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Leitor
Fama e drogas "VEJA foi
muito feliz ao retratar a atitude infeliz das pessoas que
entram nessa viagem quase sem retorno das drogas."
O exercício
de mais de vinte anos como médica de adolescentes me
permite reiterar as palavras de VEJA e acrescentar algumas.
A ciência já revelou que a existência de
um familiar com história de abuso de substância,
seja bebida alcoólica, seja outra droga, é importante
fator de risco para o jovem repetir a trajetória de
seu antecessor. A dor de pais que perdem um filho nas armadilhas
dos prazeres químicos é inenarrável.
Perder um paciente por overdose ou torturado e executado pelos
algozes do tráfico é uma experiência que
deixa marcas profundas no profissional. Agradecemos a divulgação
do logotipo da Parceria contra Drogas na reportagem sobre
o drama vivido por Fábio Assunção. Para
nós, é da maior importância chamar atenção,
na revista mais lida do Brasil, para esta entidade sem fins
lucrativos que depende de doações para produzir
mais catorze campanhas publicitárias contra o uso de
drogas no país. A divulgação foi também
especialmente relevante por ser em matéria focada nos
mesmos princípios defendidos pela Parceria nos 77 filmes
que já conseguiu produzir e pôr no ar: a necessidade
de tirar o glamour e a inocência de substâncias
tão destrutivas e que provocam tanta violência
no Brasil.
Crack Excelente e oportuna
a reportagem "Confissões de quem saiu do inferno"
(19 de novembro), sobre o problema das drogas. Uma abordagem
corajosa e inovadora, com enfoque no dependente químico.
É um grito de alerta e abre caminho para o enfrentamento
do problema. Espero que represente o início de uma
grande campanha para o combate e a prevenção.
As famílias agradecem.
Educação Ao ler a reportagem
"Do Ceará para o ITA" (19 de novembro), sobre
educação, fiquei imaginando como é fácil
mudar um país do Terceiro Mundo para o Primeiro. Vejam
o exemplo das escolas do Ceará, onde os alunos têm
motivação total para estudar. Essas escolas
estão entre as melhores do mundo em educação,
comparáveis às da Finlândia e da Coréia
do Sul. Fiquei impressionado com o fato de os alunos pensarem
a maior parte do tempo em entrar no Instituto Tecnológico
da Aeronáutica (ITA), em que a exigência em matemática,
química e física é total. Os dirigentes
de escolas de outros estados poderão fazer uma visita
a essas instituições e ver que, no Nordeste,
não há só seca. É por meio da
educação que mudaremos o país para melhor. Ficamos surpresas
com o desempenho dos alunos do Ceará e com essa reportagem
tão estimulante para nós. Com certeza vamos
seguir o exemplo desses alunos. Queremos cumprimentar os estudantes
do Ceará que foram para o ITA, um sonho que, com certeza,
vai servir de exemplo para todos nós. O Colégio
Ari de Sá tem o maior índice de aprovação
no ITA do Ceará. Em 2008 foram 48 alunos inscritos
e nove aprovados, um índice de 18,75% de aprovação.
Não temos conhecimento de índice no Brasil igual
ou superior ao nosso. O aluno Tarcísio Neto, aprovado
no ITA aos 16 anos, estudou no Colégio Ari de Sá
dos 10 aos 16 anos.
Espionagem VEJA publicou várias
reportagens sobre a Operação Satiagraha de forma
neutra e abrangente. Na reportagem "A prova dos abusos"
(19 de novembro), entende-se que houve uma troca de favores
entre o delegado Protógenes Queiróz e o juiz
Fausto de Sanctis. Como fica o cidadão comum, em processos,
principalmente de comarcas do interior deste Brasil, nos quais
alguns juízes de primeira instância, inexperientes
e tendenciosos, decidem de forma a prejudicar uma das partes?
Não tendo a cobertura da imprensa, nesses casos, só
resta recorrer a instâncias superiores e esperar uma
decisão justa. A declaração
do "juiz de direito" Fausto de Sanctis de que a
Constituição não pode se sobrepujar à
vontade do povo deveria permitir sua exoneração
para o bem do serviço público. Ele tem direito
à livre opinião, mas não tem direito
de estar na magistratura pensando dessa forma. Não
é justo.
Claudio de Moura Castro O artigo "Ônibus
é educação?" (19 de novembro), de
Claudio de Moura Castro, cita os estados do Norte e Nordeste
como usuá-rios de escolas multisseriadas. Como nordestina
e professora, ratifico a afirmação do economista.
No nosso caso, trabalhar com diferentes níveis de conhecimento
é apenas um detalhe. Aqui, se as escolas
multisseriadas não funcionarem bem, outros fatores
poderão ser apontados pelo fracasso, como a precária
situação da escola e da família desses
alunos, problemas que não enfrentam os países
ricos que adotam esse método com sucesso.
A dor da garota Lucélia A respeito da reportagem
"Dor sem hora para acabar" (12 de novembro), que
mostra Lucélia Rodrigues da Silva participando de um
evento em nossa empresa, gostaríamos de esclarecer
que ela aqui esteve como acompanhante da senhora Maria Cecília
Machado, diretora do Centro de Valorização da
Mulher, e não com o objetivo específico de relatar
a sua história, como foi apresentado pela revista.
A senhora Maria Cecília Machado foi convidada pela
Mabel para proferir uma das vinte palestras ministradas por
ocasião da Semana de Prevenção de Acidente
de Trabalho (Sipat), evento promovido anualmente pela empresa.
Durante a palestra, alguns colaboradores manifestaram solidariedade
a Lucélia, com muito respeito e carinho, nada mais
do que isso. Quanto à citação do deputado
federal Sandro Mabel, esclarecemos que ele ocupa hoje a presidência
do conselho de administração do grupo Mabel,
não participando das decisões operacionais da
empresa, as quais estão sob responsabilidade de um
grupo de executivos.
Nota da Redação: em um quadro da reportagem "No coração do império" (19 de novembro), a marquesa de Santos foi descrita de maneira historicamente imprópria com um termo chulo.
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