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Edição 2088

26 de novembro de 2008
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Assuntos mais comentados
A fama e as drogas (capa) — 135
Ciências em Fortaleza — 67
Espionagem — 16
Claudio de Moura Castro — 15
Crack — 13

Fama e drogas

"VEJA foi muito feliz ao retratar a atitude infeliz das pessoas que entram nessa viagem quase sem retorno das drogas."
JORGE JOSSI WAGNER
Ribeirão Preto, SP

Oscar Cabral
Assunto proibido
Aguinaldo Silva: "O tema drogas assusta o telespectador das novelas"


Muito oportuna a reportagem "A luta de Fábio" (19 de novembro). O ponto destacável da reportagem é a importante reflexão que faz com respeito à responsabilidade social do usuário de drogas. O universo das drogas não se restringe a produtores e traficantes. Conforme a também muito feliz Carta ao Leitor ("Os pós que reduzem ao pó"), os consumidores são responsáveis por alimentar essa cadeia criminosa.
Eustázio Alves Pereira Filho
Psicoterapeuta especialista no tratamento da dependência química
Santos, SP

O exercício de mais de vinte anos como médica de adolescentes me permite reiterar as palavras de VEJA e acrescentar algumas. A ciência já revelou que a existência de um familiar com história de abuso de substância, seja bebida alcoólica, seja outra droga, é importante fator de risco para o jovem repetir a trajetória de seu antecessor. A dor de pais que perdem um filho nas armadilhas dos prazeres químicos é inenarrável. Perder um paciente por overdose ou torturado e executado pelos algozes do tráfico é uma experiência que deixa marcas profundas no profissional.
Betinha C. Fernandes
Hebiatra e professora responsável pelo Ambulatório de Pediatria Comportamental do Hospital das Clínicas
Recife, PE

Agradecemos a divulgação do logotipo da Parceria contra Drogas na reportagem sobre o drama vivido por Fábio Assunção. Para nós, é da maior importância chamar atenção, na revista mais lida do Brasil, para esta entidade sem fins lucrativos que depende de doações para produzir mais catorze campanhas publicitárias contra o uso de drogas no país. A divulgação foi também especialmente relevante por ser em matéria focada nos mesmos princípios defendidos pela Parceria nos 77 filmes que já conseguiu produzir e pôr no ar: a necessidade de tirar o glamour e a inocência de substâncias tão destrutivas e que provocam tanta violência no Brasil.
Luiz Roberto Valente
Presidente da Associação Parceria contra Drogas
São Paulo, SP

 

Crack

Excelente e oportuna a reportagem "Confissões de quem saiu do inferno" (19 de novembro), sobre o problema das drogas. Uma abordagem corajosa e inovadora, com enfoque no dependente químico. É um grito de alerta e abre caminho para o enfrentamento do problema. Espero que represente o início de uma grande campanha para o combate e a prevenção. As famílias agradecem.
Norma Araújo
Recife, PE

 

Educação

Ao ler a reportagem "Do Ceará para o ITA" (19 de novembro), sobre educação, fiquei imaginando como é fácil mudar um país do Terceiro Mundo para o Primeiro. Vejam o exemplo das escolas do Ceará, onde os alunos têm motivação total para estudar. Essas escolas estão entre as melhores do mundo em educação, comparáveis às da Finlândia e da Coréia do Sul. Fiquei impressionado com o fato de os alunos pensarem a maior parte do tempo em entrar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em que a exigência em matemática, química e física é total. Os dirigentes de escolas de outros estados poderão fazer uma visita a essas instituições e ver que, no Nordeste, não há só seca. É por meio da educação que mudaremos o país para melhor.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

Ficamos surpresas com o desempenho dos alunos do Ceará e com essa reportagem tão estimulante para nós. Com certeza vamos seguir o exemplo desses alunos. Queremos cumprimentar os estudantes do Ceará que foram para o ITA, um sonho que, com certeza, vai servir de exemplo para todos nós.
Corina Pezzini Bachmann, 12 anos
Luise Scheidemantel Schroeder, 12 anos
Blumenau, SC

O Colégio Ari de Sá tem o maior índice de aprovação no ITA do Ceará. Em 2008 foram 48 alunos inscritos e nove aprovados, um índice de 18,75% de aprovação. Não temos conhecimento de índice no Brasil igual ou superior ao nosso. O aluno Tarcísio Neto, aprovado no ITA aos 16 anos, estudou no Colégio Ari de Sá dos 10 aos 16 anos.
Estênio de Sabóia Mota
Diretor do Colégio Ari de Sá
Fortaleza, CE

 

Espionagem

VEJA publicou várias reportagens sobre a Operação Satiagraha de forma neutra e abrangente. Na reportagem "A prova dos abusos" (19 de novembro), entende-se que houve uma troca de favores entre o delegado Protógenes Queiróz e o juiz Fausto de Sanctis. Como fica o cidadão comum, em processos, principalmente de comarcas do interior deste Brasil, nos quais alguns juízes de primeira instância, inexperientes e tendenciosos, decidem de forma a prejudicar uma das partes? Não tendo a cobertura da imprensa, nesses casos, só resta recorrer a instâncias superiores e esperar uma decisão justa.
Clécio Reiter
Curitiba, PR

A declaração do "juiz de direito" Fausto de Sanctis de que a Constituição não pode se sobrepujar à vontade do povo deveria permitir sua exoneração para o bem do serviço público. Ele tem direito à livre opinião, mas não tem direito de estar na magistratura pensando dessa forma. Não é justo.
Marco Aurélio Ferreira Lisboa
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

O artigo "Ônibus é educação?" (19 de novembro), de Claudio de Moura Castro, cita os estados do Norte e Nordeste como usuá-rios de escolas multisseriadas. Como nordestina e professora, ratifico a afirmação do economista. No nosso caso, trabalhar com diferentes níveis de conhecimento é apenas um detalhe. Aqui, se as escolas multisseriadas não funcionarem bem, outros fatores poderão ser apontados pelo fracasso, como a precária situação da escola e da família desses alunos, problemas que não enfrentam os países ricos que adotam esse método com sucesso.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

 

A dor da garota Lucélia

A respeito da reportagem "Dor sem hora para acabar" (12 de novembro), que mostra Lucélia Rodrigues da Silva participando de um evento em nossa empresa, gostaríamos de esclarecer que ela aqui esteve como acompanhante da senhora Maria Cecília Machado, diretora do Centro de Valorização da Mulher, e não com o objetivo específico de relatar a sua história, como foi apresentado pela revista. A senhora Maria Cecília Machado foi convidada pela Mabel para proferir uma das vinte palestras ministradas por ocasião da Semana de Prevenção de Acidente de Trabalho (Sipat), evento promovido anualmente pela empresa. Durante a palestra, alguns colaboradores manifestaram solidariedade a Lucélia, com muito respeito e carinho, nada mais do que isso. Quanto à citação do deputado federal Sandro Mabel, esclarecemos que ele ocupa hoje a presidência do conselho de administração do grupo Mabel, não participando das decisões operacionais da empresa, as quais estão sob responsabilidade de um grupo de executivos.
Vicente Barros
Diretor-presidente da Mabel
Aparecida de Goiânia, GO

 

Nota da Redação: em um quadro da reportagem "No coração do império" (19 de novembro), a marquesa de Santos foi descrita de maneira historicamente imprópria com um termo chulo.

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
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(11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br.

Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

 



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