BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2088

26 de novembro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Lya Luft
Leitor
Millôr
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja Essa
 

Carta ao Leitor
Sete cães a um osso

Ademir Almeida/Folha Imagem
Vítimas do fisiologismo Índios guaranis de Mato Grosso do Sul: a Funasa deveria cuidar da saúde deles. Mas quem cuida da Funasa?

As disputas mais renhidas entre os partidos brasileios – e também intrapartidos – ocorrem em torno de cargos na administração federal e suas respectivas verbas. Altos cargos e polpudas verbas, para ser exato. Recentemente, esteve em jogo o dinheiro da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), cujas atribuições principais são o saneamento básico em municípios com menos de 50 000 habitantes e o bem-estar das populações indígenas. De um lado, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. De outro, a agremiação à qual ele próprio pertence, o inefável PMDB. Em certo momento, o ministro chegou a acusar a gestão da Funasa, na esfera peemedebista, de ser "de baixa qualidade e corrupta". Afirmação gravíssima, vinda de alguém em posição de saber o que estava dizendo, e que, fosse o Brasil menos anestesiado, deveria merecer investigação profunda. No entanto, como que por encanto, ao temporal causado por Temporão substituiu-se uma leve brisa e, ao que tudo indica, aproxima-se a calmaria. O motivo do súbito abrandamento está relatado na reportagem que começa na página 70.

Ao cidadão que tenta acompanhar pelo noticiário diário as contendas partidárias por cargos e dinheiro, tudo parece não passar de um Flamengo e Fluminense ou de um Corinthians e Palmeiras, já que não há menção ao que de fato está em disputa. Não se fala sobre as razões que levam os partidos a lançar-se sobre a administração federal com a fome de "sete cães a um osso", para usar uma expressão de Portugal, terra natal de Temporão. Na reportagem sobre a Funasa, órgão com
33 000 funcionários e 4 bilhões de reais de orçamento anual, VEJA vai direto à questão que interessa: a do vergonhoso loteamento fisiológico que impede a gestão profissional da coisa pública. As conseqüências são visivelmente funestas. Entre elas, a corrupção desenfreada e a péssima qualidade do serviço prestado aos brasileiros que trabalham cinco meses do ano só para pagar impostos.



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |