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VEJA
Recomenda
DVDs
Divulgação
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| Nemo:
um show de animação |
Procurando Nemo (Finding Nemo, Estados Unidos, 2003.
Buena Vista) A produtora Pixar é a melhor em tudo
o que faz: roteiro, animação e até criação
de extras, como os que recheiam o segundo disco deste lançamento.
Basta ver o documentário apresentado por Jean-Michel Cousteau
filho de Jean-Jacques , em que o oceanógrafo
é levado ao desespero pelas intervenções de
Marlin, Nemo e Dory, os três protagonistas do desenho. Quanto
ao filme em si, não é surpresa que ele tenha desbancado
O Rei Leão do posto de animação recordista
em bilheteria: a história do peixe-palhaço medroso
que cruza o oceano em busca de seu filho, preso no aquário
de um dentista, é irresistível. Uma sugestão:
esquecer o áudio dublado e assistir ao filme no original,
para apreciar o trabalho soberbo de Ellen DeGeneres como a confusa,
mas sempre alegre, Dory.
Mila Maluhy
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| Martin,
cantor do Coldplay: arrebatador |
Live 2003, Coldplay (EMI) Em setembro passado, o
grupo liderado pelo cantor e guitarrista Chris Martin baixou no
Brasil para apresentações únicas no Rio de
Janeiro e em São Paulo. Foi um sucesso arrebatador, com gente
saindo pelo ladrão e uma platéia que sabia todas as
letras do grupo de cor. Esse lançamento é um belo
prêmio de consolação para quem não teve
a chance de conferi-los em ação. Live reúne
um CD e um DVD que também podem ser comprados separadamente
com dois concertos da banda em Sydney, na Austrália.
Um dos grupos mais melodiosos da nova safra do rock inglês,
o Coldplay encontra sua razão de ser no palco, como comprovam
suas performances dos sucessos Yellow e Parachutes.
Como extra, há um documentário sobre os bastidores
da turnê.
DISCO
Miúcha
Canta Vinicius: Música e Letra, Miúcha (Biscoito
Fino) Entre as diversas homenagens que foram feitas para
lembrar o aniversário de 90 anos de Vinicius de Moraes, essa
é, sem dúvida, uma das mais significativas. Miúcha
compilou catorze canções, cujas melodias e letras
foram compostas somente por Vinicius, e chamou um time de respeito
para tocá-las a lista de convidados vai de Bebel Gilberto
e Chico Buarque, respectivamente filha e irmão da cantora,
ao violonista Yamandu Costa. O resultado mostra que o talento de
Vinicius ia além da criação de versos. Ele
compôs sambas, valsas e fados de belíssima cepa. A
voz pequena e delicada de Miúcha brilha particularmente em
duas composições: Ai, Quem Me Dera (gravada
também por Clara Nunes) e Valsa
de Eurídice.
FILME
Divulgação
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| Geração:
a história fala por si |
Geração Roubada (Rabbit-Proof Fence,
Austrália, 2002. Desde sexta-feira em cartaz) Em 1931,
a menina Molly Craig, de 14 anos, tomou pela mão sua irmã
e sua prima e atravessou a pé 1 600 quilômetros de
deserto, para voltar para casa. Molly foi uma entre milhares de
crianças mestiças de aborígines que, de 1905
a 1971, foram tiradas de suas famílias pelo governo australiano,
num programa de "embranquecimento" com o resultado de que
quase sempre as crianças viravam empregadas domésticas
(e sexuais) de patrões brancos. É uma história
tão extraordinária que dispensa floreios: basta mostrá-la.
É o que faz Phillip Noyce, diretor de Jogos Patrióticos,
que aqui filma em seu país, com pouco dinheiro e excelentes
atores Kenneth Branagh, no papel do chefe do programa estatal,
e três meninas recrutadas em vilarejos aborígines.
LIVROS
Moscou
contra 007, de Ian Fleming (tradução de Sylvio
Gonçalves; Record; 318 páginas; 36 reais) Antes
de se tornar famoso no cinema, interpretado na primeira encarnação
por Sean Connery, James Bond já fazia sucesso nas listas
de best-sellers. O agente 007 veio ao mundo nos anos 50, numa série
de romances do inglês Ian Fleming (1908-1964). Ex-jornalista
que fez reportagens na União Soviética nos anos 30
e atuou no serviço secreto da Marinha britânica na
II Guerra Mundial, o escritor explorou de forma bem-humorada a paranóia
da Guerra Fria nos catorze títulos da série. Há
vários anos fora de catálogo, Moscou contra 007
que deu origem ao filme homônimo volta às
livrarias em nova tradução. No livro, Bond enfrenta
uma organização de espiões criminosos. Espiões
comunistas, é claro. A editora pretende lançar outras
aventuras do agente secreto.
O
Demônio no Freezer, de Richard Preston (tradução
de Ana Deiró; Rocco; 318 páginas; 38,50 reais)
Em 1994, o jornalista americano Richard Preston causou algum pânico
nos Estados Unidos com o best-seller Zona Quente, no qual
fala sobre o poder mortífero do vírus Ebola. Ele volta
a combinar reportagem e ciência num relato não-ficcional
de tirar o sono dos mais impressionáveis: dessa vez, sobre
a possibilidade de um ataque bioterrorista com o vírus da
varíola. A moléstia, que mata um em cada três
doentes, foi erradicada oficialmente em 1980. Hoje, existem apenas
duas amostras do vírus no mundo, em poder dos governos americano
e russo. Preston aventa hipóteses assustadoras, como a de
que outros países teriam o vírus em seu poder e de
que bioterroristas poderiam produzir uma cepa de varíola
resistente a vacinas. Leia
trecho.
| Bergman
em dois tempos |
Divulgação
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Pandora Filmes
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Fanny:
o passado sempre
presente
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Donzela:
uma raridade lançada
em DVD
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Na
família do pastor Erik Bergman, as contravenções
eram punidas com surras metódicas. O filho em
questão Dag, Ingmar ou Margareta
se curvava sobre a mesa e alguém o segurava pela
nuca enquanto os golpes eram dados. Ao final, o penitente
tinha de beijar a mão do pai. Há uma cena
idêntica a essa em Fanny e Alexander (Fanny
och Alexander, Suécia, 1982), relançado
em cópia nova, em São Paulo, na sexta-feira.
Toda a obra do sueco Ingmar Bergman é autobiográfica,
e toda ela se desenrola num território que Woody
Allen chama de "o campo de batalha da alma". É
um território que Bergman desbravou praticamente
sozinho, e no qual, apesar da aposentadoria que se impôs
desde Fanny e Alexander (apenas do cinema, não
do teatro), ele se mantém insuperável,
pelo olhar que confronta tudo, sem esconder nada. A
importância do que Bergman fez está na
constância desse exame, e na aceitação
de que o passado nunca deixa de fazer parte do presente.
Basta conferir em A Fonte da Donzela (Jungfrukällan,
Suécia, 1959), uma raridade que sai agora em
DVD. Na Suécia medieval, dois andarilhos estupram
e matam uma jovem e depois, por acaso, pedem abrigo
na casa dos pais dela. Apesar das circunstâncias
tão distintas, é enorme o número
de temas coincidentes nos dois filmes e é
impressionante também o pouco que, como cineasta,
Bergman teve de evoluir entre os anos 50 e os 80, tal
o seu domínio estupendo do meio.
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