Edição 1830 . 26 de novembro de 2003

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Radar


TELECOMUNICAÇÕES

Embratel na mira
O trio Brasil Telecom, Telefônica e Telemar voltou a conversar sobre a possibilidade de compra conjunta da Embratel.

 

GOVERNO

Bier e Armínio
Amaury Bier está trocando seu posto como representante do Brasil no Banco Mundial para ir trabalhar com Armínio Fraga, na Gávea Investimentos. Bier sai ao completar apenas o primeiro de seus dois anos de mandato. Discreto, ele não tornará público o motivo de sua saída, mas sabe-se que foram divergências suas com o ministro Antonio Palocci. O substituto de Bier já foi definido por Palocci. É um nome que agradará ao mercado financeiro.

Pela bola sete
O desconforto em relação ao desempenho de Luiz Pinguelli Rosa na presidência da Eletrobrás passa pela ministra Dilma Rousseff e ganha adeptos no Palácio do Planalto. Qualquer mudança, no entanto, será feita no bojo da reforma ministerial, para não criar marola.

 

POLÍCIA FEDERAL

Extravio de mercadoria
Dois delegados e oito agentes da Polícia Federal saíram da Bahia, há duas semanas, para levar quatro imigrantes ilegais de volta à África. Apesar do tamanho da escolta, na escala em Paris dois presos deram no pé, depois de um tumulto no avião. Só um foi recapturado. O outro, a esta altura, passeia às margens do Sena. Cada policial recebeu 600 dólares de diária pelos dois dias de operação.

 

 
Amigo dos reis


Fábio Motta/AE
Gil: ministro de memória curta


Excepcional cantor e compositor, o ministro Gilberto Gil padece de memória curta. Na quarta-feira passada, durante a cerimônia de apresentação do programa de investimentos culturais da Petrobras/BR para o ano que vem, fez um discurso veemente. "Queremos o fim do obscuro balcão voltado para uma clientela privilegiada de amigos do rei. Este processo deve ser conduzido trabalhando à luz do dia", atacou. Beleza. Só que Gil talvez seja o único que não possa manifestar-se assim: no governo FHC, ele foi um atuante membro do Conselho de Cultura da BR Distribuidora, a quem cabia justamente aprovar patrocínios culturais.


ENERGIA

MP polêmica
Quem teve acesso à minuta da medida provisória que estabelece o novo modelo do setor elétrico prevê polêmica das grandes pela frente. Primeiro, porque a partir da MP todo o poder emanará do Ministério das Minas e Energia, cabendo à Aneel um papel semelhante ao daqueles coadjuvantes que entram mudos e saem calados dos filmes. Depois, porque afastaria os investidores. E, finalmente, porque centraliza no Ministério das Minas e Energia e no da Ciência e Tecnologia o repasse do porcentual do faturamento das empresas de energia para o desenvolvimento de pesquisas do setor. Hoje, esse repasse cabe às próprias empresas.

 

TST

Na berlinda
O Tribunal Superior do Trabalho acaba de entrar na mira do Tribunal de Contas da União. O TCU quer saber por que o TST contratou, através de um convênio – portanto, sem licitação –, serviços de divulgação por internet, áudio e vídeo no valor de 4,9 milhões de reais.

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Transparência, mas nem tanto
Os congressistas bradam o tempo inteiro por transparência – uma espécie de mantra dos políticos de todos os partidos. A propósito, há um projeto na Câmara que obriga os deputados a tornar públicas na internet suas declarações de renda. Seria a hora da verdade. Mas, por enquanto, a Mesa da Câmara está segurando o projeto, apesar do parecer favorável do primeiro-secretário Geddel Vieira Lima.

 

ECONOMIA

Ladeira acima 1
Em outubro, o consumo de combustíveis no país cresceu 8% em relação a setembro. E neste mês a expectativa é de que se repita a dose.

Ladeira acima 2
Voltou a ficar aquecido o mercado imobiliário de superluxo – ou seja, o daqueles imóveis acima de 1 milhão de reais. Os investidores, que haviam sumido desse nicho milionário, estão de volta. Possivelmente há relação com o desempenho recorde da Bovespa neste ano.

Vento a favor
A consultoria Korn/Ferry acaba de fechar uma extensa pesquisa com 100 presidentes de grandes empresas baseadas no Brasil. O resultado revela que boa parte das nuvens da economia se dissipou para esses executivos. Cerca de 70% deles acham que o cenário econômico brasileiro "vai melhorar" nos próximos meses. E 77% pretendem manter as contratações deste ano ou contratar mais. Se farão realmente isso, só com bola de cristal – mas é sinal inequívoco de que o ambiente de negócios está mudando de cara.

Ainda falta muito
As vendas de automóveis subiram, e isso tem de ser comemorado. Não se deve esquecer, no entanto, que a ociosidade média das montadoras ainda é de 35% do total da capacidade de produção.

 

CINEMA

Em busca do dinheiro
A publicidade anda piscando para o cinema nacional. Dos 4,9 milhões de reais gastos na produção do filme A Taça do Mundo É Nossa, da turma do Casseta & Planeta, 1,2 milhão foi arrecadado via merchandising.

 

TELEVISÃO

Tela queimada
Gugu Liberato está procurando um especialista para cuidar de sua arranhada imagem pública.

 
Um país blindado


Kiko Ferrite
Blindagem em São Paulo: a febre continua


Eis quatro notícias fresquinhas da guerra urbana: o governo do Espírito Santo está comprando 45 veículos blindados – e não são carros para a polícia. O Bradesco renovou recentemente sua frota com sessenta carros blindados. A Johnson&Johnson tem 42 automóveis blindados para servir a seus executivos no país. E, finalmente, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro está fazendo uma concorrência para blindar os carros oficiais dos 42 vereadores contra tiros de fuzil.

Lauro Jardim
e-mail: ljardim@abril.com.br

Colaborou Ronaldo França

 

 

 

 
 
 
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