Edição 1830 . 26 de novembro de 2003

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Computador
Rapidez não é tudo

Agora a Intel aposta em processadores
que poupam a bateria


Bruno Veiga/Strana

Loja de jogos em rede: velocidade no limite

O foco da indústria de processadores sempre foi produzir equipamentos mais velozes. O primeiro chip de uso comercial era capaz de realizar 750 000 operações matemáticas por segundo. Um Pentium 4 de última geração realiza mais de 3 bilhões de operações. Segundo uma comparação que costuma ser usada pelos engenheiros, se os carros tivessem tido um ganho de velocidade semelhante, já atingiriam 160.000 quilômetros por hora, percorrendo a distância entre Porto Alegre e Fortaleza em um minuto e meio. Depois de passar quinze anos na corrida pelo desenvolvimento de chips mais rápidos, a principal fabricante, a Intel, que domina 80% do mercado de processadores, decidiu concentrar esforços em outras áreas. Em suas pesquisas, a empresa percebeu que os processadores mais modernos já oferecem velocidade suficiente para as tarefas mais comuns, como o uso de editores de texto e a navegação na internet.

Um dos principais objetivos da Intel agora é produzir equipamentos melhores para as máquinas portáteis. Uma das estrela desse novo segmento chama-se Pentium M. Esse processador chega a ser um pouco mais lento que os outros, porém consome muito menos energia e confere vida mais longa às baterias dos laptops. Nos Estados Unidos, quase metade dos usuários de computador possui um laptop. A curta duração das baterias é a grande queixa nesse mercado. O produto alavancou as vendas da empresa e ajudou a garantir o melhor ano para a Intel desde 1996. Quem gosta de velocidade não tem razão para se preocupar. A grande concorrente da Intel, a AMD, continua focada nesse filão. A própria Intel seguirá pesquisando processadores mais velozes. A empresa investe anualmente 12 bilhões de reais em pesquisa e mantém oitenta laboratórios. São boas notícias para o consumidor.

 



Fonte: Gabriel Torres, autor do livro Hardware Curso Completo
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