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Cartas
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"A
reportagem trouxe a versão teórica dos benefícios que eu sinto
na prática, desde que comecei na ioga."
Graziela Szabunia
Joinville, SC
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Ioga
Depois dessa reportagem, haverá uma corrida às academias,
atrás do iorgasmo (ioga + orgasmo), o prazer inigualável!
Pena que não dá para praticar entre quatro paredes,
como sugere De Rose.
Ana Marisa de Oliveira Costa
Dourados, MS
A
reportagem de capa sobre o yoga ateve-se ao boom comercial que permeia
a milenar técnica indiana no Ocidente. Priorizou os aspectos
externos (contorcionismos e culto ao corpo), desprezando a essência
subjacente: a busca do equilíbrio corpo-mente e a transcendência
mente-alma, e não mencionou que os reais praticantes de yoga
devem observar a ética embutida nos yamas e nyamas, como
a prática da não-violência. Como bem ensina
o professor Hermógenes: não se faz yoga, vive-se o
yoga.
Fátima Memória de Andrade
Fortaleza, CE
É
muito grande o número de escolas e institutos independentes
e professores de Yóga que se recusam a trabalhar em academias,
em razão dessa deturpação de nossas metodologias.
Todos nós, professores de Yóga éticos e responsáveis,
temos lutado arduamente para que nosso trabalho seja reconhecido
e respeitado, e a reportagem representa um duro e amargo golpe contra
essa realidade.
Claudio Duarte
Presidente da Associação
Brasileira de Yóga
www.yogaclassico.com.br
Achei
interessante o fato de a matéria ser abrangente, citando
vários professores e mestres de linhas diferentes, mostrando
as inúmeras caras que, infelizmente, o nome Yôga tomou
nessas últimas décadas, derivando de seu aspecto filosófico
e iniciático para as citadas ginásticas baseadas em
algumas de suas técnicas.
Bruno Kiraly
Instrutor de Swásthya Yôga
Por e-mail
Jessica
Stern
Parabéns à revista VEJA pela excelente entrevista
com Jessica Stern (Amarelas, 19 de novembro). O conteúdo
elucida um dos temas mais obscuros da atualidade, o terrorismo,
e demonstra de forma convincente o que impulsiona essa máquina
e como funcionam seus mecanismos.
Ernando José Souza
Alterosa, MG
Com
a insensatez de George W. Bush, o terrorismo está propenso
a se alastrar por toda parte no mundo. O melhor combate ao terrorismo
é tentar dar a esses países menos favorecidos condições
de ter uma vida mais digna.
Vitor Moreira Vargas
Brasília, DF
João
Mellão Neto
Talvez a ascensão do PT ao poder tenha servido para alguma
coisa. Parece que nossos liberais estão finalmente despertando
e talvez venhamos a ter um ou mais partidos realmente liberais,
em vez de siglas de aluguel. João Mellão resumiu em
seu magistral artigo ("Você também é liberal",
19 de novembro) tudo aquilo de que precisamos. Que venha o "choque
liberal" que o saudoso Roberto Campos preconizava!
Chrysógeno Rocha de Oliveira
Niterói, RJ
Também
acreditava ser liberal, até ler sua coluna em VEJA de 19
de novembro. Introduzindo o assunto de forma conciliatória,
acompanho 100% de seus artigos no Estado e concordo com 90%
das idéias que você defende. Talvez por isso mesmo
tenha ficado surpreso e até um pouco consternado com as freqüentes
referências ao divino e ao sagrado na coluna mencionada. Para
ser liberal, tenho de louvar? Tenho de me submeter a alguma ordem
supernatural, conduzida por uma entidade com o nome Deus? Espero
que o sagrado e o divino não separem, mais uma vez, dois
seres humanos que parecem e querem acreditar na liberdade.
Paulo A. Franke
São José dos Campos, SP
Já
compararam o cristianismo com o socialismo. O sensatíssimo
artigo de João Mellão Neto corroborou minha crença
de que ditos como "No suor do teu rosto comerás o teu pão"
e "Não devemos ser pesados a ninguém", contidos na
perfeita lei cristã, casam perfeitamente com o liberalismo,
e não com o desestímulo ao trabalho e escoramento
no Estado que é o socialismo. Eu também sou liberal,
pois sou cristão.
Fábio Borges de Aquino
São Paulo, SP
Ioga
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Quero
cumprimentar Roberta Salomone pela excelente reportagem sobre o
Yôga. A opinião desse conceituado veículo de
comunicação é muito importante para todos nós.
Gostaria de aproveitar a oportunidade para informar que DeRose é
o meu nome de família, pois da forma como foi redigido dava
a impressão de se tratar de nome adotado, o que não
é fato. Ao fornecer os subsídios por escrito à
entrevista, esclareci que não trabalho com franquia. Não
obstante, a reportagem afirma que sim. Só pode ter sido ato
falho ao redigir a matéria, pois estou certo de que não
houve a intenção de nos contradizer. Quanto à
declaração "por suas aulas já passaram, segundo
ele, mais de 50.000 alunos", o que está
escrito nos textos de apoio enviados à jornalista é
que "contamos com mais de 50.000 alunos
inscritos na Universidade de Yôga". Embora eu tenha esclarecido
que não somos academia e mostrado a Certidão de Personalidade
Jurídica, as salas de aulas teóricas, a biblioteca
etc., a matéria termina declarando que somos academia. No
entanto, preservo o clima de agradecimento desta carta, pois sei
que não foram equívocos intencionais nem graves.
Mestre DeRose
www.uni-yoga.org.br
São Paulo, SP
Ao
longo de quase cinqüenta anos tenho vivido a doutrina e o método
e, por isso, não tenho vendido Yoga. Cumprindo o preceito
aparigraha (não-ambição), renunciando
à corrida pelo prazer, pelo poder e pelas riquezas falazes,
não vendo Yoga. Trabalho há quase meio século
no mesmo espaço e ainda pago aluguel. Assim como no apartamento
onde moro. Não tenho carro. O fato de receber 900 reais de
empresas que me contratam não significa vender Yoga, como
VEJA ironicamente insinuou. As empresas querem aprender como administrar
o stress e ampliar a eficiência dos profissionais. Há
mais de quarenta anos não adoeço nem tomo remédios.
Yoga tem me ensinado a ser feliz amando e servindo. Declarei a VEJA
quanto lamento ver Yoga sendo transformado de algo milenar, santo
e sagrado em mero objeto de consumo, atendendo às necessidades
imaturas das multidões, que agitadamente compram ginástica
supondo ser Yoga, comendo a casca da fruta e jogando fora a polpa.
Hermógenes de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
Transgênicos
A
elaboração do denominado "guia do consumidor"
lista de produtos com ou sem transgênicos pelo Greenpeace
se deu por meio do envio de carta às indústrias de
alimentos, para que firmassem termo de garantia de que os ingredientes
utilizados na fabricação de seus produtos não
eram derivados de organismos geneticamente modificados, sob pena
de lançarem esses produtos na lista vermelha (contaminados
com OGM). Inconformada com a metodologia utilizada pelo Greenpeace,
uma vez que entende que a forma adequada para atestar a existência
ou não de OGM é a detecção através
de um processo analítico, a Abia dirigiu-se aos órgãos
públicos afetos ao tema, comprometidos com a verdade científica,
solicitando seu ponto de vista sobre os métodos utilizados
pelo Greenpeace. Assim, o Ministério da Saúde e a
CTNBio esclareceram a questão dos métodos científicos
válidos para a detecção de organismos geneticamente
modificados em produtos alimentícios, concluindo que "o critério
utilizado para a classificação dos produtos listados
não apresenta nenhuma fundamentação científica".
Diante do exposto, ficou demonstrado que as ações
dos ditos "ambientalistas" embasadas no "guia do consumidor" resultam
inadequadas, contrariando o Código de Defesa do Consumidor,
que exige que as informações sobre o produto sejam
precisas ("Transgênicos Os grãos que assustam",
29 de outubro).
Edmundo Klotz
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias
da Alimentação
São Paulo, SP
Com
relação à reportagem "A soja ideológica"
(19 de novembro), a Monsanto esclarece que não produz e nunca
produziu sementes estéreis (terminator). Inclusive, em 1999,
a empresa fez um anúncio público comprometendo-se
a não produzir esse tipo de semente. O desenvolvimento pela
Monsanto de sementes modificadas geneticamente que poderiam ser
estéreis, impedindo o agricultor de replantá-las e
obrigando-o a sempre comprar novos lotes da empresa, é mais
um boato que ronda a biotecnologia aplicada à agricultura.
Com referência à Medida Provisória 131/03, em
votação no Congresso Nacional, a Monsanto acredita
que o texto atual ainda contém aspectos que podem ser aprimorados
ao longo do processo de aprovação final. Os direitos
de propriedade intelectual são garantidos pela Constituição
brasileira e também pelos acordos comerciais internacionais
assinados pelo Brasil. Os direitos de propriedade intelectual da
Monsanto se aplicam ao gene Roundup Ready existente dentro de qualquer
semente geneticamente modificada resistente a herbicidas à
base de glifosato, independentemente de qual seja a variedade da
semente. Por esse motivo, atrelar o pagamento da propriedade intelectual
exclusivamente à venda de novas sementes não é
consistente com a legislação brasileira de patentes,
que protege essta tecnologia.
Lúcio Pedro Mocsányi
Diretor de comunicação Monsanto do Brasil
São Paulo, SP
Operação
Anaconda
Sobre
"Como funciona a quadrilha de Rocha Mattos" (19 de novembro), é
forçoso esclarecer que, conforme documentos em poder de VEJA,
nenhuma linha de minha defesa contesta laudo sobre os custos da
obra do TRT, e o próprio MP, na folha 12 de sua apelação,
critica o fato de a sentença ter sido disponibilizada na
internet no dia de sua prolação. Não menti
para o Senado. Não sou, nunca fui dono da construtora responsável
pelas obras do TRT, conforme comprovam perícias e depoimentos
de testemunhas, inclusive de acusação. O Senado, sim,
fraudou a Constituição ao quebrar o sigilo da votação
de minha cassação, adulterou o resultado daquela decisão
e usou essa anunciada ilegalidade para coagir e influenciar o voto
dos senadores.
Luiz Estevão de Oliveira Neto
Brasília, DF
Governo
Lula
Em
relação à reportagem "Lula como chanceler...
Dirceu como presidente" (19 de novembro), na qual meu nome é
citado, gostaria de esclarecer o seguinte: 1) não há
nenhuma "disputa de poder" com a ministra das Minas e Energia, Dilma
Roussef; 2) não houve, em momento algum, solicitação
de intervenção militar ou policial na usina Amazonas
da El Paso, mas sim resposta sobre uma possível interrupção
do funcionamento da usina aventada, não pela Eletrobrás,
e que afligiria a população de Manaus com o risco
de blecaute. Estranhamente, hipótese mencionada pela El Paso
após se ter chegado a um acordo aceitável por ambas
as partes.
Luiz Pinguelli Rosa
Presidente da Eletrobrás
Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi
O
excelente artigo de Diogo Mainardi mostra com clareza como foi extenuante
a construção de uma das mais belas cidades africanas
à custa do apartheid. Muitos ditadores sanguinolentos viraram
nome de praças e ruas nessa bela cidade construída
para brancos. Todo brasileiro por natureza gosta do que é
bom, inclusive o presidente Lula, que fez muitos elogios a Winhoek,
os quais devem servir de inspiração aos ministros
de Lula e às autoridades brasileiras para dar início
à urbanização das favelas que já existem
e fim às que estão para nascer.
Bruno G. Buzzulini
Campinas, SP
Sérgio
Abranches
Sérgio
Abranches conseguiu sintetizar em seu artigo "Retrato falado do
Brasil" (Em foco, 19 de novembro) uma situação penosa
para os negros que é essa pseudo-aceitação
da sociedade brasileira. Sobre seu aluno, de 1973, passei por essa
situação em minha pós-graduação
em 2003, ou seja, trinta anos depois ainda vivemos nesse maremoto
em que o próprio governo gosta de propagar que o Brasil não
é um país racista, o que nós, negros, sabemos
que é. Quando iniciei minha vida profissional, lutei para
melhorar e procurava sempre promoções por meu desempenho
profissional, mas nunca consegui nada. Entrava e ficava em uma função
até o dia em que me cansava completamente e saía para
outra empresa em busca de alguém que pudesse valorizar meu
talento. Mas, infelizmente, até hoje continuo nessa luta.
Maria Elisa S. Doppenschmitt
São Paulo, SP
CORREÇÕES:
A maior tela individual de projeção oferecida em
vôos comerciais pelas empresas aéreas é a de
14 polegadas, e não a de 10, como foi publicado ("Vôo
cinco-estrelas", 19 de novembro). A Universidade
Emory fica na cidade americana de Atlanta, e não em Nova
Orleans ("Pílula
contra o medo", Guia, 19 de novembro).
O preço do rodízio de carnes do restaurante Ambrosio's
é 56 reais por casal, e não 28, como foi publicado
no especial Veja Belo Horizonte O Melhor da Cidade 2003.
Esse último valor é o preço cobrado por pessoa.
| IOGA,
YOGA, YÔGA, YÓGA |
Pedro Rubens
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Ao
ler a seção de cartas desta semana, os
leitores poderão estranhar as diversas grafias
utilizadas para designar a milenar prática oriental
da ioga (arte, ciência, filosofia, ginástica?).
Há uma fartura de correntes distintas de cultores
da ioga, cada qual com características peculiares.
Para alguns desses grupos de praticantes, a grafia é
fundamental e dela eles não abrem mão.
Mestre DeRose, da Universidade Uni-Yôga, dá
a pista da razão para tal variedade de grafias:
"Existem 108 ramos de Yôga e, ainda, a possibilidade
de que cada um deles pertença a uma das quatro
grandes linhas, o que poderia chegar a mais de 400 interpretações,
diferentes e divergentes, surgidas em culturas distintas,
desenvolvidas por várias etnias mutuamente hostis
ao longo de 5 000 anos de história indiana".
Por esse motivo foi mantida a forma grafada pelos missivistas.
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| APAIXONADOS
POR VEJA |
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| Almeida
com sua coleção de VEJA: a busca por exemplares
para completar o acervo |
Freqüentemente,
a redação recebe pedidos de exemplares
antigos de VEJA para complementar a coleção
de algum colecionador. É o caso de Saulo Chaves
Almeida (na foto), de Viamão, no Estado
do Rio Grande do Sul, um apaixonado por VEJA desde a
primeira edição, publicada em 11 de setembro
de 1968. No fim de outubro, Almeida solicitou algumas
edições para completar sua valiosa coleção.
Em casos como esse, a redação que
não dispõe desses exemplares antigos,
mas apenas das seis últimas edições
da revista recomenda ao interessado consultar
sebos ou instituições como o Museu da
Revista, de Santo André, na região metropolitana
de São Paulo, que conta com um vasto acervo.
"O museu vende alguns exemplares, analisa propostas
de compra e se encarrega de localizar edições
que estão em falta, dentro de suas limitações",
explica Lucile O. Alencar, proprietária e pesquisadora
do Museu da Revista (www.museudarevista.cjb.net).
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| O
exemplo de Funilândia |
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O
artigo "Funilândia
existe?", de Claudio de Moura Castro (Ponto
de vista, 12 de novembro), que falou do sucesso do sistema
de gerenciamento da educação naquele município
mineiro, mexeu com os leitores. Setenta cartas sobre
o assunto chegaram à redação. "É
preciso funilandizar o Brasil antes que nossos demagogos
desmantelem o pouco de bom de que ainda dispomos", escreveu
Álamo C. de Oliveira Pinheiro, de Belo Horizonte.
"Adorei o artigo. É assim mesmo que me sinto
desde que na rede municipal de São José
dos Campos foi implantado um sistema de gestão
integrada. Uma das vantagens do sistema é que
se pode perceber o que dá e o que não
dá certo", escreveu Denise Clarissa, de São
José dos Campos. Priscila Orsi Moretto Boarato,
de Lençóis Paulista, interior de São
Paulo, gostou tanto do que leu que quer Claudio de Moura
Castro como "ministro da Educação, já"!
O prefeito municipal de Funilândia, José
Inácio Pereira, escreveu emocionado com a citação
de sua cidade como exemplo positivo para o resto do
país.
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