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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Cruzada:
recriação da guerra de cristãos e muçulmanos por Jerusalém |
Cruzada (Kingdom of Heaven, Estados Unidos/Inglaterra,
2005. Fox) Filho ilegítimo de um nobre cruzado, o jovem ferreiro
Balian de Ibelin (Orlando Bloom) encontra, na Jerusalém do século
XII, sua missão: defender o ideal de uma convivência pacífica
entre cristãos e muçulmanos estes liderados pelo legendário
sultão Saladino, num ótimo desempenho do sírio Ghassan Massoud.
O cineasta inglês Ridley Scott recria, com grande beleza e surpreendente
fidelidade, um momento singular da presença européia no Oriente
Médio. O disco está disponível em versão simples e
dupla, e esta é a que interessa. Entre seus vários extras, destaca-se
uma bem cuidada comparação dos fatos históricos com sua versão
cinematográfica. Vejas
cenas.
Photos
12/AFP
 | | Noites
com Sol: drama inspirado em Tolstoi |
Noites
com Sol (Il Sole Anche di Notte, Itália/França/Alemanha,
1990. Versátil) Descendente da pequena aristocracia rural, o jovem
conde Sergio Giuramondo (Julian Sands) abre mão da honraria máxima
a que poderia aspirar a de ser ajudante do rei quando descobre que
está sendo usado para devolver a virtude a uma dama da corte. Refugiado
num convento e, depois, isolado nas montanhas do sul da Itália como padre
eremita, ele continua, entretanto, a ser perseguido pelo destino de grandeza que
quer renegar. Vagamente adaptado do romance Padre Sérgio, de Leon
Tolstoi, pelo roteirista Tonino Guerra, o filme dos irmãos Paolo e Vittorio
Taviani preserva a essência de sua fonte original: a religiosidade mística
e exaltada (alguns diriam excêntrica) do russo Tolstoi. Veja
cenas:
56K |
100K | 200K
Synchronicity Concert, The Police (Universal)
Em 1983, o trio inglês formado por Sting (baixo e vocais), Andy Summers
(guitarra) e Stewart Copeland (bateria) chegou ao ápice da carreira. Eles
lançaram o disco Synchronicity, que trazia sucessos como Every
Breath You Take, e incrementaram seus shows com a participação
de cantoras e músicos de apoio. O resultado foi uma turnê antológica,
que virou CD e VHS ao vivo e que finalmente chega ao DVD. Ele traz os hits do
trio numa qualidade sonora superior, além de uma novidade: algumas canções
(como Synchronicity II, Invisible Sun e Don't Stand So Close
to Me) podem ser apreciadas de diferentes ângulos do palco. É
o registro de uma época em que Sting ainda era um compositor digno de nota.
LIVROS As
Vidas de Miguel de Cervantes, de Andrés Trapiello (tradução
de Luís Carlos Cabral; José Olympio; 350 páginas; 43 reais)
O espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) criador de um dos personagens
mais célebres da literatura, Dom Quixote sempre foi uma esfinge
para os estudiosos. Pouco se sabe sobre sua vida, ainda que inúmeras biografias
do escritor tenham vindo à luz desde o século XVIII. Ao mesmo tempo,
muito se fantasiou a seu respeito. Cervantes é retratado de forma equilibrada
pelo espanhol Andrés Trapiello. Ele confronta os relatos já publicados
sobre o escritor, investiga até que ponto sua vida se espelha em sua obra
e usa da imaginação para especular sobre os mistérios a seu
respeito. O livro, de 1993, chega ao Brasil numa versão atualizada por
Trapiello em 2001. Leia
trecho.
Jamais
Ceder! (tradução de Antonio Carlos Braga; Jorge Zahar; 358
páginas; 49 reais) Durante a II Guerra Mundial, os discursos do
então primeiro-ministro inglês Winston Churchill levantavam não
só a moral de seu país: transmitidos pela rádio BBC, eles
davam esperança aos povos sob jugo das tropas nazistas na Europa continental.
Por meio de sua oratória compilada nesse volume por seu neto, Winston
S. Churchill , é possível ter uma panorâmica do conflito,
assim como de outros grandes embates políticos do século XX. A seleção
cobre desde sua primeira fala pública, em 1899, quando ele se lançava
na política, até 1963, dois anos antes de sua morte. Churchill aborda
do comunismo ao radicalismo islâmico, com uma lucidez que conserva a atualidade
de seus discursos. Leia
trecho. Marina,
de Marina Tsvietáieva (tradução de Décio Pignatari;
Travessa dos Editores; 152 páginas; 28 reais) Marina Tsvietáieva
(1892-1941) foi uma das grandes expressões da poesia modernista russa.
Mas sua obra tem pouca divulgação no Brasil. Marina, resultado
de oito anos de pesquisa e tradução do concretista Décio
Pignatari, corrige a injustiça. Ele também assina os três
prefácios, que tratam da tradução, da posição
de Marina no conturbado ambiente ideológico da Rússia da época
e de sua biografia da juventude agitada ao suicídio. Poemas como
Ensaio do Ciúme combinam rigor formal com alta carga emocional:
"Como vai indo com a outra?/ Tão fácil, não? basta
um impulso/ no remo com a orla, a minha/ imagem se borra, se afasta".
Leia
trecho.
DISCO Grand
Prix, Vive La Fête (ST2) Há oito anos, Danny Mommens,
baixista da banda belga de música experimental dEUS, caiu de amores pela
cantora Els Pynno. Foi o que bastou para ele largar as esquisitices, montar o
Vive La Fête e passar a compor pop dançante. Grand Prix é
o quarto CD da dupla, que goza de alguma popularidade no Brasil (há pouco
mais de um ano, tocou em diversas capitais). O Vive La Fête mistura rock,
música eletrônica e letras em francês, nas quais Els Pynno
esbanja sensualidade. O que não falta em Grand Prix são boas
baladas românticas é o caso de Machine Sublime. Exactement,
por sua vez, lembra a melhor fase do grupo inglês New Order. |