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26 de setembro de 2007
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Cinema
Big bomba

A indústria de fast-food é tema de um filme sem-sal

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Trailer do filme

Três anos atrás, o documentário Super Size Me caiu como um míssil sobre as redes americanas de fast-food. Submetendo a si próprio a uma dieta à base de McDonald's, o diretor Morgan Spurlock se tornou a imagem viva do mal que as comidas supercalóricas podem fazer à saúde. Nação Fast Food (Fast Food Nation, Estados Unidos, 2006), que estréia nesta sexta, volta a pôr na berlinda essa indústria que movimenta 110 bilhões de dólares anuais nos Estados Unidos. Mas, perto de Super Size Me, seu efeito é o de um tiro de chumbinho. O filme se baseia num best-seller de 2001 em que o jornalista Eric Schlosser (também co-roteirista, ao lado do diretor Richard Linklater) faz um libelo contra o McDonald's e seus concorrentes. No filme, tenta-se costurar as teses alarmistas do livro num enredo ficcional. Ao investigar a contaminação de hambúrgueres por bactérias, um executivo (Greg Kinnear) de uma rede que tem como carro-chefe um certo sanduíche Big One depara com uma cadeia produtiva imersa em podridão, na qual um matadouro infecto explora imigrantes ilegais. E tome imagens indigestas de bois dilacerados. Embora se debrucem sobre um tema sem dúvida relevante, tudo o que Schlosser e Linklater têm a oferecer é um repeteco da surrada ladainha contra o "sistema". E o pior é que o fazem com um roteiro chocho. Por meio de uma série de tramas paralelas, procura-se ilustrar várias facetas da questão. Mas o conjunto não dá liga. Como um hambúrguer ruim, o filme é cheio de gordura e desprovido de sabor. Uma verdadeira Big Bomba.

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