BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2027

26 de setembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Lya Luft
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Música
Pira & Pora

Velhos e novos sertanejos levam o disco
de Renato Teixeira à lista dos mais vendidos

 
Lailson Santos
Teixeira: ele ganhou tanto dinheiro que jogou uma parte para pessoas na rua

Lançado há cinco meses, Renato Teixeira no Auditório Ibirapuera é um pequeno fenômeno do combalido mercado fonográfico brasileiro. Vendeu 64.000 unidades, entre CDs e DVDs, e disputa as primeiras posições da parada com Ivete Sangalo e Sandy & Júnior. Uma das explicações do sucesso está no fato de que Teixeira tem boa aceitação tanto entre os fãs de música caipira quanto entre o público do novo sertanejo. Os primeiros gostam de Romaria e Tocando em Frente, canções calcadas na toada e na moda de viola. Os sertanejos modernos identificam no som dele a influência da música folk americana, que também serviu de inspiração para Chitãozinho & Xororó. Seria muito simplista, porém, limitar o estilo de Renato Teixeira a essas duas vertentes. Ele também carrega um forte acento da MPB tradicional, seja nas melodias bem elaboradas, seja nas letras que falam de coisas simples, mas sem o lugar-comum dos artistas sertanejos. "Em casa a gente ouvia muito Cartola e Noel Rosa", diz. "Eu mesmo decidi me tornar artista quando conheci a bossa nova." Por causa disso, Teixeira caiu na graça de intérpretes como Elis Regina e Maria Bethânia.

Renato Teixeira nasceu em Santos, litoral de São Paulo, mas foi criado no interior do estado. Ali não só se encantou com a música caipira como também descobriu Bob Dylan e Joan Baez, então conhecidos como cantores de protesto (ainda que ele não conseguisse entender as letras do compositor americano). Em 1967, Gal Costa (então Maria da Graça) gravou a marcha-rancho Dadá Maria. No ano seguinte, Roberto Carlos se encantou com Madrasta, composta ao lado de Beto Ruschel. "Nos deram tanto dinheiro que eu e o Ruschel pegamos um táxi e fomos para o Aterro do Flamengo, no Rio. Abrimos as janelas do carro e jogamos parte do adiantamento para as pessoas que estavam na rua", lembra. Depois disso, Teixeira esperou dez anos para desfrutar novamente do sucesso. Foi em 1977, quando Elis Regina gravou Romaria. "Parece que o culpado foi o Pedro Mariano, filho dela, que a toda hora pedia para tocar a música do caipira pira pora." A partir de Romaria, ele engrenou uma carreira-solo que driblou até os altos e baixos do mercado fonográfico. "Nunca faltou público nos meus shows", diz.

O sucesso de Renato Teixeira no Auditório Ibirapuera se deve ao fato de o disco reunir os marcos de sua carreira. O compositor, no entanto, encontra ainda uma explicação teórica: "Minha música tem muita modulação. Ela vibra e agarra o público". Renato Teixeira é assim: caipira pira pora, mas com teoria.

 

TOADA SEM FIM

Canções de Renato Teixeira que os cantores brasileiros adoram regravar

Romaria
460 regravações Cantada por: Elis Regina, Maria Bethânia e Chitãozinho & Xororó

Tocando em Frente
60 regravações Cantada por: Maria Bethânia, Daniel, Oswaldo Montenegro, entre outros

 

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |