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Guia
Eles não são mais
os mesmos
A pedido de VEJA, a especialista
em organização doméstica Cristina Papazian
testou três dos novos modelos de eletrodomésticos
à venda no Brasil. Eles prometem um avanço em
relação àqueles que os precedem
seja por oferecer mais funções, seja por facilitar
velhos usos. Mas nem sempre funcionam conforme o manual, como
mostrou a avaliação da especialista:
Fotos
Divulgação, Thomas Kremer
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ASPIRADOR COM FILTRO DE ÁGUA
Modelo avaliado:
Kärcher DS 5 500
Diferença em relação às versões
tradicionais: a sujeira aspirada fica retida num compartimento
do aspirador cheio de água e não em sacos
Vantagem: ao
contrário dos modelos comuns, nesse caso mesmo a sujeira
mais leve e invisível, como a poeira e os ácaros,
não é expelida pelo aspirador. Isso faz diferença
para pessoas alérgicas
Ressalvas: chega a pesar 10 quilos 4 a mais
que os aspiradores convencionais e custa caro
Preço*:
1 800 reais
VASSOURA
ELÉTRICA SEM FIO
Modelo avaliado:
Electric Sweeper, da Philips
Diferença em
relação às versões tradicionais:
com uma escova giratória movida a bateria que aspira
a sujeira para um reservatório interno, ela dispensa
pá
Vantagens: exige menos
esforço do que uma vassoura comum e não espalha
o lixo
Ressalva: é difícil
varrer os cantos com ela. Nesse caso é melhor usar
uma vassoura comum
Preço: 350 reais
FERRO A VAPOR PORTÁTIL
(do tipo steamer)
Modelo
avaliado: Steam Brush, da Max
Diferença em
relação às versões tradicionais:
com jatos de vapor mais potentes, esse tipo de ferro não
precisa encostar no tecido para desamassá-lo
e por isso as roupas podem ser passadas no cabide
Vantagens: dispensa tábua,
tira vincos de peças difíceis de passar à
moda antiga (como lençóis com elástico)
e é facilmente levado a tiracolo
Ressalva: o vapor do modelo
testado não foi suficiente para desamassar as roupas
ao contrário de outros ferros do gênero
Preço: 60 reais
*Preços
sugeridos pelos fabricantes
Parente distante
O aspirador de pó
elétrico surgiu nos Estados Unidos, em 1901. Tinha
o tamanho de uma geladeira moderna. Tal era a dificuldade
de lidar com a máquina que o fabricante desistiu de
vendê-la e passou a oferecer aos clientes apenas
o serviço de limpeza em domicílio.
Silicone
na cozinha
O silicone passou a ser
matéria-prima de utensílios culinários
na Europa dos anos 90 e atualmente já aparece em dezenas
de itens à venda no Brasil de espátulas
a fôrmas de bolo. Proveniente do silício, oferece
três vantagens na cozinha:
1
Resiste a extremos climáticos sem deformar: de 55 graus
negativos a 310 graus positivos. Vai, portanto, ao freezer
e ao forno
2
As fôrmas dispensam ser untadas, uma vez que os alimentos
não grudam nelas
3
Não solta partículas na comida, como ocorre
com outros materiais
À
moda antiga
De todas as tarefas
domésticas, uma das referidas com mais enfado é
arrancar etiquetas de loja de novos utensílios e louças.
Para executá-la, nenhuma inovação até
hoje superou uma prática que vem passando de uma geração
para outra: a de aplicar óleo de cozinha sobre a etiqueta.
É o método mais eficiente para soltar os resíduos
da cola. Ensina quem há anos já usa a técnica:
basta esfregar o óleo com vigor e depois lavar
a peça nova com água e sabão.
Fontes consultadas por VEJA: Adriano
De Luca (do Senac), Alexandre Barbosa (consultor
de tecnologia) e Fábio Castro (da Associação
Brasileira de Alergia e Imunopatologia)
Com reportagem de Flávia Pinho e Marcos Todeschini
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