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26 de setembro de 2007
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Especial
As preferidas dos analistas

Saiba quais são as ações que não podem ficar de fora
dos portfólios dos investidores nos próximos doze meses


Fernanda Galvão

Divulgação/CVRD
Companhia Vale do Rio Doce: líder nos votos, deverá ser beneficiada pelo aumento do consumo mundial de minérios

Prever o futuro no mercado financeiro já é difícil. Quando o assunto é bolsa de valores, então, a dificuldade cresce exponencialmente – sobretudo em momentos de volatilidade como o atual. No entanto, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, as bolsas não são cassinos. Formam um mecanismo econômico complexo que funciona de maneira razoavelmente eficiente e lógica. Por isso é sempre bom conversar com os especialistas em ações para saber que papéis eles consideram promissores entre os mais de 500 negociados. VEJA perguntou a profissionais de quinze instituições financeiras quais são as melhores ações para os próximos doze meses. Foram indicados 88 papéis, dos quais selecionamos os vinte mais votados. As recomendações estão divididas em dois grupos. O primeiro, das campeãs da preferência dos analistas, não pode faltar em nenhuma carteira de ações pelos próximos doze meses. O segundo é de papéis que, embora tenham recebido menos votos, foram indicados por pelo menos dois especialistas. Previu-se a valorização das ações para os próximos doze meses, até setembro de 2008. A sigla ND indica que o dado não está disponível.

O fato de uma ação ser muito recomendada não significa que ela esteja totalmente blindada contra as surpresas desagradáveis do mercado. Sempre é possível que uma tragédia – como o acidente com o avião da TAM, por exemplo – altere radicalmente os prognósticos para determinada ação. Por isso, o investidor cauteloso nunca destinaria à bolsa um dinheiro do qual possa precisar a curto prazo. Além disso, nunca tomaria uma recomendação como verdade absoluta. É bom lembrar que, se os especialistas soubessem antecipadamente quais ações subiriam mais, provavelmente ganhariam fortunas administrando os próprios milhões.

• As ações a seguir foram, pela ordem, as mais recomendadas pelos analistas.

1 COMPANHIA VALE DO RIO DOCE PNA (VALE5)
SETOR: mineração
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 131%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 25%

Privatizada em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce produz um terço de todo o minério de ferro extraído no mundo, segundo os analistas. O minério de ferro é essencial para a fabricação de aço, um produto indispensável para a indústria e para a construção civil, e que vem sendo cada vez mais consumido no mundo todo. Portanto, a não ser que o investidor acredite numa recessão global no próximo ano, trata-se da favorita entre as favoritas. A companhia recebeu 60% dos votos na enquete dos analistas. Avalia-se que a Vale continuará sendo beneficiada pelo crescimento da demanda global por minérios em 2008. "O aquecimento na procura mundial, impulsionado principalmente pelas importações da China, indica que as cotações do ferro podem subir até 30%", diz Daniel Doll Lemos, da corretora Socopa. A companhia possui uma eficiente estrutura logística para atender a essa demanda e está expandindo sua produção de níquel (com a compra da mineradora canadense Inco, em 2006) e de carvão (ao adquirir a mineradora australiana Amci, no início de 2007).

2 PETROBRAS PN (PETR4)
SETOR: petróleo e gás
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 48%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 21%


Fabio Motta/AE
Petrobras: investimentos de 112 bilhões de dólares agradam aos analistas

A Petrobras é a maior empresa brasileira, a maior empresa estatal, a mais valorizada e a mais negociada em bolsa. É um gigante com todas as virtudes do tamanho e os problemas da gestão estatal – entre os quais influências e pressões políticas. Mesmo assim, não há carteira de ações que não a inclua. "As perspectivas para a estatal são muito positivas", diz o analista Renato Oshini, da corretora do HSBC. A Petrobras é a líder nacional na produção, no refino e na distribuição de um item indispensável à economia moderna: o petróleo. Nesse aspecto, as perspectivas são muito boas. Em agosto passado, a empresa publicou seu novo plano de negócios para o período 2008-2012. Ela prevê 112 bilhões de dólares em investimentos, dos quais 58% serão destinados à área de exploração e produção. Esses investimentos deverão elevar a produção de petróleo e gás da estatal, equivalente a 2,3 milhões de barris por dia, de 2006, para cerca de 3,5 bilhões de barris em 2012, um crescimento de 7,2% ao ano. A Petrobras também fez aquisições importantes no setor petroquímico e deseja participar da bonança do etanol.

3 USIMINAS PNA (USIM5)
SETOR: siderurgia e metalurgia
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 82%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 33%

A siderúrgica mineira privatizada em 1991 é outra das preferidas dos especialistas. Líder no fornecimento de aço para a indústria automobilística brasileira – que vem batendo recordes de venda –, a Usiminas está operando a plena capacidade. O consumo é tão grande que ela tem de deslocar parte da produção destinada à exportação para o mercado interno. Alguns insumos, como o aço galvanizado, tiveram até de ser importados para atender às fabricantes de veículos, diz o analista Fábio Spínola, da Quest Investimentos. "Acreditamos que, nos próximos anos, a companhia poderá expandir sua capacidade de produção e sua produtividade, o que deve sustentar altas em suas ações", afirma o analista.

4 CESP PNB (CESP6)
SETOR: energia elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 69%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 32%

A Cesp, empresa de energia elétrica paulista, vem apresentando resultados ruins. Ela teve prejuízos registrados em 2005 e 2006. Mesmo assim, a companhia é uma das preferidas dos analistas para 2008 devido à expectativa de privatização. A esperança de ver a Cesp vendida ao setor privado ganhou força no mercado depois de o governo paulista ter saneado financeiramente a companhia em meados do ano passado. Mesmo sem a privatização, porém, os analistas afirmam que a empresa terá oportunidade de melhorar seus resultados renegociando os contratos de venda de eletricidade para as distribuidoras. Esses contratos são negociados a longo prazo. "A Cesp poderá cobrar de 60% a 70% mais pela energia fornecida a partir de 2012", avalia Felipe Cunha, estrategista do Banco Brascan.

5 CCR ­ COMPANHIA DE CONCESSÕES RODOVIÁRIAS ON (CCRO3)
SETOR: exploração de pedágios
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 64%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 19%

A economia brasileira deve continuar crescendo nos próximos anos, o que significa mais movimento de pessoas e cargas pelas estradas. Ou seja, mais gente pagando pedágio e maior necessidade de construir mais estradas a curto prazo. Bom para a CCR, a maior operadora de concessões rodoviárias do país. Ela administra 1 452 quilômetros de estradas, entre elas, algumas das vias mais conhecidas do Brasil, como a Via Dutra, o sistema Anhanguera-Bandeirantes, no interior de São Paulo, e a ponte Rio–Niterói. A CCR também é considerada uma das companhias mais rentáveis do setor. "A geração de caixa da empresa é muito boa e se mantém em um patamar constante e elevado", diz Rafael Cintra, analista da Link Corretora. A empresa gerou 1,2 bilhão de reais de caixa em 2006.

6 CEMIG PN (CMIG4)
SETOR: energia elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 33%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 36%

A Companhia Energética de Minas Gerais é uma empresa rentável e em expansão, num setor em que ser grande ajuda muito. Ela adquiriu, indiretamente, 14% das ações da empresa carioca Light em 2006. "Também comprou outras participações em empresas de transmissão de energia para consolidar-se no setor", afirma Clodoir Vieira, analista da Souza Barros. A Cemig, dizem os analistas, deverá ser beneficiada pelo reajuste dos contratos de venda de energia elétrica às empresas distribuidoras. "Além disso, ela deverá ser uma boa pagadora de dividendos nos próximos três anos", diz Fábio Spínola, da Quest Investimentos.

7 GERDAU PN (GGBR4)
SETOR: siderurgia e metalurgia
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 53%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 38%


Divulgação
Gerdau: bons ganhos com o mercado de construção civil nos Estados Unidos

A siderúrgica gaúcha tem dois pontos fortes. O primeiro é o fôlego do setor de construção civil no Brasil, que mantém aquecida a demanda por produtos de aço, como vergalhões. O segundo é sua crescente internacionalização. As vendas da Gerdau são fortes nos Estados Unidos e não deverão ser afetadas pela crise financeira do mercado imobiliário americano, já que a maior parte da demanda nos Estados Unidos é de materiais para obras de infra-estrutura. A receita da Gerdau sofreu um pouco no início deste ano devido à baixa do dólar em relação ao real, encolhendo de 1,47 bilhão de reais no primeiro semestre de 2006 para 1,34 bilhão nos primeiros seis meses de 2007. "A expectativa é que os resultados sejam revertidos, especialmente se o câmbio se mantiver estável", avalia Daniel Gorayeb, analista da corretora Spinelli.

8 ITAÚSA PN (ITSA4)
SETOR: empresa de participação
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 39%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 35%

Pouco conhecida do grande público, a Itaúsa controla nomes como o Banco Itaú e a fabricante de revestimentos de madeira Duratex. Os números do Itaú, o maior banco privado nacional por ativos segundo o Banco Central, devem sustentar um bom desempenho da Itaúsa. O analista Clodoir Vieira, da corretora Souza Barros, ressalta a recente operação em que o Itaú comprou ativos do private banking do ABN Amro Bank. No último mês de abril, a Itaúsa adquiriu a carteira de clientes latinos do banco holandês e adicionou 3,3 bilhões de dólares à carteira do Itaú Private Bank, de 19,7 bilhões de dólares. "A estratégia prioritária é ampliar os negócios na América Latina, mas a operação também contribui para desestimular a entrada de outros participantes no mercado local", diz Vieira.

9 UNIBANCO Unit (UBBR11)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 40%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: ND

Os analistas estão, em geral, otimistas com relação aos resultados dos bancos. A continuidade da política de redução na taxa básica de juros deve aumentar a demanda por crédito, o que favorece o segmento como um todo. O Unibanco destaca-se devido à solidez das operações de crédito no varejo e ao potencial para melhorar a eficiência na gestão de seus custos, segundo análise da corretora do HSBC. Além disso, alguns analistas argumentam que o preço das ações do banco está abaixo do patamar justo na comparação com ativos de outras instituições financeiras.

• As ações a seguir receberam menos votos, mas, segundo alguns analistas, o investidor mais ousado não vai se arrepender se as acompanhar de perto nos próximos meses. Esse grupo está em ordem alfabética, não em ordem de preferência.

1 ALL ­ América Latina Logística Unit (ALLL11)
SETOR: logística
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 34%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 44%

A necessidade de investimentos em logística no país deverá fazer as ações da empresa subir. De acordo com Rodrigo Ferraz, analista do Banco Brascan, ainda há muito espaço para o crescimento do transporte ferroviário de cargas no Brasil. Cerca de 70% da carga que chega ao Porto de Santos, em São Paulo, vem por auto-estradas, e apenas 30% por ferrovias. Parcerias inovadoras com empresas como a produtora de celulose e papel VCP e a mineradora MMX também contribuem para o potencial de alta das ações.

2 B2W ON (BTOW3)
SETOR: comércio
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: ND
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 55%

A B2W é uma empresa recente que surgiu a partir da fusão dos sites de internet do Submarino e da Americanas.com (por isso não há uma variação em doze meses). É uma boa aposta para carteiras mais arrojadas. A recomendação do papel é baseada, principalmente, no avanço do comércio eletrônico no país. Estima-se que as operações de compra e venda de produtos pela internet cresçam em média 34% ao ano até 2010. "Além disso, os concorrentes da empresa ainda têm desempenho muito fraco", diz Daniel Doll Lemos, analista da corretora Socopa.

3 BANCO ITAÚ PN (ITAU4)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 25%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 30%

O Banco Itaú é um dos maiores e mais lucrativos bancos nacionais. Ele dobrou o número de clientes nos últimos cinco anos e deverá manter bons resultados. "A aquisição do BankBoston, os acordos operacionais com grandes redes de varejo, a ampliação da financeira Taií e os investimentos em cartões de crédito foram decisivos para que a presença do Itaú crescesse no mercado de crédito", diz Clodoir Vieira, da corretora Souza Barros.

4 BRADESCO PN (BBDC4)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 34%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 33%

O Bradesco conseguiu elevar seus empréstimos e manter taxas reduzidas de inadimplência. Além disso, ampliou a oferta de produtos financeiros (como previdência e seguros), pilares que sustentam as indicações do segmento bancário em geral. Some-se a isso o momento atual. "Quando há alta volatilidade, como agora, os papéis do setor bancário tendem a oscilar menos em comparação a outras ações", diz José Francisco Cataldo, analista da corretora do Banco Real ABN Amro.

5 BRASIL TELECOM PN (BRTO4)
SETOR: telecomunicações
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 122%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 26%

Nos últimos anos, as constantes disputas entre acionistas e as guerras de preço entre as empresas do setor afastaram muitos investidores das ações de companhias telefônicas. "A Brasil Telecom, no entanto, acaba de promover mudanças importantes no controle acionário e ampliou o leque de produtos com a oferta de serviço móvel e internet via banda larga", diz Rafael Cintra, analista da Link Corretora.

6 DURATEX PN (DURA4)
SETOR: material de construção
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 109%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 42%

A Duratex é uma tradicional fabricante de revestimentos, metais e louças sanitárias. Seu desempenho está ligado ao ritmo da construção civil, que, imagina-se, deverá passar por um período próspero em 2008 apesar dos problemas imobiliários nos Estados Unidos. A companhia é beneficiada pela auto-suficiência em madeira e tem boas perspectivas de aumento do lucro operacional, diz a analista Beatriz Battelli, do Banco Brascan. Para ela, o resultado da Duratex deve crescer gradativamente até 2011.

7 ELETROBRÁS ON (ELET3)
SETOR: energia elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 13%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 52%

A estatal teve resultados ruins no passado recente, mas agora poderá se aproveitar do crescimento da economia e dos novos investimentos necessários para aumentar a produção de energia elétrica. "A empresa foi obrigada a financiar empresas controladas e ainda foi prejudicada pela queda do dólar porque parte das receitas está cotada nessa moeda. Mas o panorama deve mudar com o aumento da receita operacional e a redução das despesas financeiras", diz Daniel Gorayeb, analista da corretora Spinelli.

8 LOJAS AMERICANAS PN (LAME4)
SETOR: comércio
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 73%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 35%


Lia Lumbambo
Lojas Americanas: musculatura tanto nas lojas quanto na internet

As vendas do varejo brasileiro cresceram 9,9% em volume e 10,6% em receita no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006. No segundo semestre, o resultado deve ser ainda melhor. As Lojas Americanas estão preparadas para enfrentar a expansão, pois a empresa possui uma ampla rede de lojas físicas para clientes de todas as faixas de renda e um forte canal de vendas pela internet, operado pela empresa B2W – cujo papel também é recomendado pelos analistas.

9 PERDIGÃO ON (PRGA3)
SETOR: alimentos
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 53%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 27%

A administração da Perdigão já sinalizou ao mercado que pretende duplicar a receita até 2011, com diversificação de sua linha de produtos. "O aumento do preço da carne de frango (acima de 25% em dólar neste ano) e os investimentos em carne bovina e produtos lácteos tornam a companhia uma opção de forte crescimento", diz o analista Fábio Spínola, da Quest Investimentos.

10 PORTO SEGURO ON (PSSA3)
SETOR: seguros
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 51%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 33%

Na avaliação de José Alberto Tovar, analista da ARX Capital, o crescimento das vendas de veículos no mercado doméstico deverá ser um dos fatores de aumento da receita da companhia no próximo ano. O baixo índice de penetração de seguros favorece ainda mais o potencial de crescimento das receitas. A Porto Seguro encerrou o primeiro semestre de 2007 com lucro líquido de 219 milhões de reais – um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

11 WEG ON (WEGE3)
SETOR: máquinas e equipamentos
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 138%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE 2008: 38%

A empresa é líder no segmento de motores elétricos, tem a maior planta industrial do mundo do setor e uma diversificada linha de produtos (que inclui 2 500 tipos de motor). "A WEG é considerada uma empresa de referência no mercado", diz Wagner Salaverry, analista da corretora Geração Futuro. As vendas trimestrais aumentaram continuamente nos últimos cinco anos, apesar da queda do dólar. "A empresa é muito eficiente na gestão e no controle de custos e investe continuamente em inovação", acrescenta o analista.

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