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Especial
As preferidas dos analistas
Saiba quais são
as ações que não podem ficar de fora
dos portfólios dos investidores nos próximos
doze meses

Fernanda Galvão
Divulgação/CVRD
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| Companhia Vale do Rio Doce:
líder nos votos, deverá ser beneficiada pelo aumento do
consumo mundial de minérios |
Prever o futuro
no mercado financeiro já é difícil. Quando
o assunto é bolsa de valores, então, a dificuldade
cresce exponencialmente sobretudo em momentos de volatilidade
como o atual. No entanto, ao contrário do que pode
parecer à primeira vista, as bolsas não são
cassinos. Formam um mecanismo econômico complexo que
funciona de maneira razoavelmente eficiente e lógica.
Por isso é sempre bom conversar com os especialistas
em ações para saber que papéis eles consideram
promissores entre os mais de 500 negociados. VEJA perguntou
a profissionais de quinze instituições financeiras
quais são as melhores ações para os próximos
doze meses. Foram indicados 88 papéis, dos quais selecionamos
os vinte mais votados. As recomendações estão
divididas em dois grupos. O primeiro, das campeãs da
preferência dos analistas, não pode faltar em
nenhuma carteira de ações pelos próximos
doze meses. O segundo é de papéis que, embora
tenham recebido menos votos, foram indicados por pelo menos
dois especialistas. Previu-se a valorização
das ações para os próximos doze meses,
até setembro de 2008. A sigla ND indica que o dado
não está disponível.
O fato de uma ação
ser muito recomendada não significa que ela esteja
totalmente blindada contra as surpresas desagradáveis
do mercado. Sempre é possível que uma tragédia
como o acidente com o avião da TAM, por exemplo
altere radicalmente os prognósticos para determinada
ação. Por isso, o investidor cauteloso nunca
destinaria à bolsa um dinheiro do qual possa precisar
a curto prazo. Além disso, nunca tomaria uma recomendação
como verdade absoluta. É bom lembrar que, se os especialistas
soubessem antecipadamente quais ações subiriam
mais, provavelmente ganhariam fortunas administrando os próprios
milhões.
As ações
a seguir foram, pela ordem, as mais recomendadas pelos analistas.
1
COMPANHIA VALE DO RIO DOCE PNA (VALE5)
SETOR: mineração
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
131%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 25%
Privatizada em 1997,
a Companhia Vale do Rio Doce produz um terço de todo
o minério de ferro extraído no mundo, segundo
os analistas. O minério de ferro é essencial
para a fabricação de aço, um produto
indispensável para a indústria e para a construção
civil, e que vem sendo cada vez mais consumido no mundo todo.
Portanto, a não ser que o investidor acredite numa
recessão global no próximo ano, trata-se da
favorita entre as favoritas. A companhia recebeu 60% dos votos
na enquete dos analistas. Avalia-se que a Vale continuará
sendo beneficiada pelo crescimento da demanda global por minérios
em 2008. "O aquecimento na procura mundial, impulsionado principalmente
pelas importações da China, indica que as cotações
do ferro podem subir até 30%", diz Daniel Doll Lemos,
da corretora Socopa. A companhia possui uma eficiente estrutura
logística para atender a essa demanda e está
expandindo sua produção de níquel (com
a compra da mineradora canadense Inco, em 2006) e de carvão
(ao adquirir a mineradora australiana Amci, no início
de 2007).
2
PETROBRAS PN (PETR4)
SETOR: petróleo
e gás
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
48%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 21%
Fabio Motta/AE
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| Petrobras: investimentos de
112 bilhões de dólares agradam aos analistas |
A Petrobras é
a maior empresa brasileira, a maior empresa estatal, a mais
valorizada e a mais negociada em bolsa. É um gigante
com todas as virtudes do tamanho e os problemas da gestão
estatal entre os quais influências e pressões
políticas. Mesmo assim, não há carteira
de ações que não a inclua. "As perspectivas
para a estatal são muito positivas", diz o analista
Renato Oshini, da corretora do HSBC. A Petrobras é
a líder nacional na produção, no refino
e na distribuição de um item indispensável
à economia moderna: o petróleo. Nesse aspecto,
as perspectivas são muito boas. Em agosto passado,
a empresa publicou seu novo plano de negócios para
o período 2008-2012. Ela prevê 112 bilhões
de dólares em investimentos, dos quais 58% serão
destinados à área de exploração
e produção. Esses investimentos deverão
elevar a produção de petróleo e gás
da estatal, equivalente a 2,3 milhões de barris por
dia, de 2006, para cerca de 3,5 bilhões de barris em
2012, um crescimento de 7,2% ao ano. A Petrobras também
fez aquisições importantes no setor petroquímico
e deseja participar da bonança do etanol.
3
USIMINAS PNA (USIM5)
SETOR: siderurgia
e metalurgia
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
82%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 33%
A siderúrgica
mineira privatizada em 1991 é outra das preferidas
dos especialistas. Líder no fornecimento de aço
para a indústria automobilística brasileira
que vem batendo recordes de venda , a Usiminas
está operando a plena capacidade. O consumo é
tão grande que ela tem de deslocar parte da produção
destinada à exportação para o mercado
interno. Alguns insumos, como o aço galvanizado, tiveram
até de ser importados para atender às fabricantes
de veículos, diz o analista Fábio Spínola,
da Quest Investimentos. "Acreditamos que, nos próximos
anos, a companhia poderá expandir sua capacidade de
produção e sua produtividade, o que deve sustentar
altas em suas ações", afirma o analista.
4
CESP PNB (CESP6)
SETOR: energia
elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
69%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 32%
A Cesp, empresa
de energia elétrica paulista, vem apresentando resultados
ruins. Ela teve prejuízos registrados em 2005 e 2006.
Mesmo assim, a companhia é uma das preferidas dos analistas
para 2008 devido à expectativa de privatização.
A esperança de ver a Cesp vendida ao setor privado
ganhou força no mercado depois de o governo paulista
ter saneado financeiramente a companhia em meados do ano passado.
Mesmo sem a privatização, porém, os analistas
afirmam que a empresa terá oportunidade de melhorar
seus resultados renegociando os contratos de venda de eletricidade
para as distribuidoras. Esses contratos são negociados
a longo prazo. "A Cesp poderá cobrar de 60% a 70% mais
pela energia fornecida a partir de 2012", avalia Felipe Cunha,
estrategista do Banco Brascan.
5
CCR COMPANHIA DE CONCESSÕES RODOVIÁRIAS
ON (CCRO3)
SETOR: exploração
de pedágios
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
64%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 19%
A economia brasileira
deve continuar crescendo nos próximos anos, o que significa
mais movimento de pessoas e cargas pelas estradas. Ou seja,
mais gente pagando pedágio e maior necessidade de construir
mais estradas a curto prazo. Bom para a CCR, a maior operadora
de concessões rodoviárias do país. Ela
administra 1 452 quilômetros de estradas, entre elas,
algumas das vias mais conhecidas do Brasil, como a Via Dutra,
o sistema Anhanguera-Bandeirantes, no interior de São
Paulo, e a ponte RioNiterói. A CCR também
é considerada uma das companhias mais rentáveis
do setor. "A geração de caixa da empresa é
muito boa e se mantém em um patamar constante e elevado",
diz Rafael Cintra, analista da Link Corretora. A empresa gerou
1,2 bilhão de reais de caixa em 2006.
6
CEMIG PN (CMIG4)
SETOR: energia
elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
33%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 36%
A Companhia Energética
de Minas Gerais é uma empresa rentável e em
expansão, num setor em que ser grande ajuda muito.
Ela adquiriu, indiretamente, 14% das ações da
empresa carioca Light em 2006. "Também comprou outras
participações em empresas de transmissão
de energia para consolidar-se no setor", afirma Clodoir Vieira,
analista da Souza Barros. A Cemig, dizem os analistas, deverá
ser beneficiada pelo reajuste dos contratos de venda de energia
elétrica às empresas distribuidoras. "Além
disso, ela deverá ser uma boa pagadora de dividendos
nos próximos três anos", diz Fábio Spínola,
da Quest Investimentos.
7
GERDAU PN (GGBR4)
SETOR: siderurgia
e metalurgia
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
53%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 38%
Divulgação
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| Gerdau: bons ganhos com o mercado
de construção civil nos Estados Unidos |
A siderúrgica
gaúcha tem dois pontos fortes. O primeiro é
o fôlego do setor de construção civil
no Brasil, que mantém aquecida a demanda por produtos
de aço, como vergalhões. O segundo é
sua crescente internacionalização. As vendas
da Gerdau são fortes nos Estados Unidos e não
deverão ser afetadas pela crise financeira do mercado
imobiliário americano, já que a maior parte
da demanda nos Estados Unidos é de materiais para obras
de infra-estrutura. A receita da Gerdau sofreu um pouco no
início deste ano devido à baixa do dólar
em relação ao real, encolhendo de 1,47 bilhão
de reais no primeiro semestre de 2006 para 1,34 bilhão
nos primeiros seis meses de 2007. "A expectativa é
que os resultados sejam revertidos, especialmente se o câmbio
se mantiver estável", avalia Daniel Gorayeb, analista
da corretora Spinelli.
8
ITAÚSA PN (ITSA4)
SETOR: empresa de participação
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 39%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 35%
Pouco conhecida
do grande público, a Itaúsa controla nomes como
o Banco Itaú e a fabricante de revestimentos de madeira
Duratex. Os números do Itaú, o maior banco privado
nacional por ativos segundo o Banco Central, devem sustentar
um bom desempenho da Itaúsa. O analista Clodoir Vieira,
da corretora Souza Barros, ressalta a recente operação
em que o Itaú comprou ativos do private banking do
ABN Amro Bank. No último mês de abril, a Itaúsa
adquiriu a carteira de clientes latinos do banco holandês
e adicionou 3,3 bilhões de dólares à
carteira do Itaú Private Bank, de 19,7 bilhões
de dólares. "A estratégia prioritária
é ampliar os negócios na América Latina,
mas a operação também contribui para
desestimular a entrada de outros participantes no mercado
local", diz Vieira.
9
UNIBANCO Unit (UBBR11)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
40%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: ND
Os analistas estão,
em geral, otimistas com relação aos resultados
dos bancos. A continuidade da política de redução
na taxa básica de juros deve aumentar a demanda por
crédito, o que favorece o segmento como um todo. O
Unibanco destaca-se devido à solidez das operações
de crédito no varejo e ao potencial para melhorar a
eficiência na gestão de seus custos, segundo
análise da corretora do HSBC. Além disso, alguns
analistas argumentam que o preço das ações
do banco está abaixo do patamar justo na comparação
com ativos de outras instituições financeiras.
As ações
a seguir receberam menos votos, mas, segundo alguns analistas,
o investidor mais ousado não vai se arrepender se as
acompanhar de perto nos próximos meses. Esse grupo
está em ordem alfabética, não em ordem
de preferência.
1
ALL América Latina
Logística Unit (ALLL11)
SETOR: logística
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 34%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 44%
A necessidade de
investimentos em logística no país deverá
fazer as ações da empresa subir. De acordo com
Rodrigo Ferraz, analista do Banco Brascan, ainda há
muito espaço para o crescimento do transporte ferroviário
de cargas no Brasil. Cerca de 70% da carga que chega ao Porto
de Santos, em São Paulo, vem por auto-estradas, e apenas
30% por ferrovias. Parcerias inovadoras com empresas como
a produtora de celulose e papel VCP e a mineradora MMX também
contribuem para o potencial de alta das ações.
2
B2W ON (BTOW3)
SETOR: comércio
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: ND
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO DE
2008: 55%
A B2W é uma
empresa recente que surgiu a partir da fusão dos sites
de internet do Submarino e da Americanas.com (por isso não
há uma variação em doze meses). É
uma boa aposta para carteiras mais arrojadas. A recomendação
do papel é baseada, principalmente, no avanço
do comércio eletrônico no país. Estima-se
que as operações de compra e venda de produtos
pela internet cresçam em média 34% ao ano até
2010. "Além disso, os concorrentes da empresa ainda
têm desempenho muito fraco", diz Daniel Doll Lemos,
analista da corretora Socopa.
3
BANCO ITAÚ PN (ITAU4)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 25%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 30%
O Banco Itaú
é um dos maiores e mais lucrativos bancos nacionais.
Ele dobrou o número de clientes nos últimos
cinco anos e deverá manter bons resultados. "A aquisição
do BankBoston, os acordos operacionais com grandes redes de
varejo, a ampliação da financeira Taií
e os investimentos em cartões de crédito foram
decisivos para que a presença do Itaú crescesse
no mercado de crédito", diz Clodoir Vieira, da corretora
Souza Barros.
4
BRADESCO PN (BBDC4)
SETOR: financeiro
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 34%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 33%
O Bradesco conseguiu
elevar seus empréstimos e manter taxas reduzidas de
inadimplência. Além disso, ampliou a oferta de
produtos financeiros (como previdência e seguros), pilares
que sustentam as indicações do segmento bancário
em geral. Some-se a isso o momento atual. "Quando há
alta volatilidade, como agora, os papéis do setor bancário
tendem a oscilar menos em comparação a outras
ações", diz José Francisco Cataldo, analista
da corretora do Banco Real ABN Amro.
5
BRASIL TELECOM PN (BRTO4)
SETOR: telecomunicações
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 122%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 26%
Nos últimos
anos, as constantes disputas entre acionistas e as guerras
de preço entre as empresas do setor afastaram muitos
investidores das ações de companhias telefônicas.
"A Brasil Telecom, no entanto, acaba de promover mudanças
importantes no controle acionário e ampliou o leque
de produtos com a oferta de serviço móvel e
internet via banda larga", diz Rafael Cintra, analista da
Link Corretora.
6
DURATEX PN (DURA4)
SETOR: material de construção
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 109%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 42%
A Duratex é
uma tradicional fabricante de revestimentos, metais e louças
sanitárias. Seu desempenho está ligado ao ritmo
da construção civil, que, imagina-se, deverá
passar por um período próspero em 2008 apesar
dos problemas imobiliários nos Estados Unidos. A companhia
é beneficiada pela auto-suficiência em madeira
e tem boas perspectivas de aumento do lucro operacional, diz
a analista Beatriz Battelli, do Banco Brascan. Para ela, o
resultado da Duratex deve crescer gradativamente até
2011.
7
ELETROBRÁS ON (ELET3)
SETOR: energia elétrica
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES:
13%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 52%
A estatal teve resultados
ruins no passado recente, mas agora poderá se aproveitar
do crescimento da economia e dos novos investimentos necessários
para aumentar a produção de energia elétrica.
"A empresa foi obrigada a financiar empresas controladas e
ainda foi prejudicada pela queda do dólar porque parte
das receitas está cotada nessa moeda. Mas o panorama
deve mudar com o aumento da receita operacional e a redução
das despesas financeiras", diz Daniel Gorayeb, analista da
corretora Spinelli.
8
LOJAS AMERICANAS PN (LAME4)
SETOR: comércio
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 73%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 35%
Lia Lumbambo
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| Lojas Americanas: musculatura
tanto nas lojas quanto na internet |
As vendas do varejo
brasileiro cresceram 9,9% em volume e 10,6% em receita no
primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo
período de 2006. No segundo semestre, o resultado deve
ser ainda melhor. As Lojas Americanas estão preparadas
para enfrentar a expansão, pois a empresa possui uma
ampla rede de lojas físicas para clientes de todas
as faixas de renda e um forte canal de vendas pela internet,
operado pela empresa B2W cujo papel também é
recomendado pelos analistas.
9
PERDIGÃO ON (PRGA3)
SETOR: alimentos
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 53%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 27%
A administração
da Perdigão já sinalizou ao mercado que pretende
duplicar a receita até 2011, com diversificação
de sua linha de produtos. "O aumento do preço da carne
de frango (acima de 25% em dólar neste ano)
e os investimentos em carne bovina e produtos lácteos
tornam a companhia uma opção de forte crescimento",
diz o analista Fábio Spínola, da Quest Investimentos.
10
PORTO SEGURO ON (PSSA3)
SETOR: seguros
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 51%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 33%
Na avaliação
de José Alberto Tovar, analista da ARX Capital, o crescimento
das vendas de veículos no mercado doméstico
deverá ser um dos fatores de aumento da receita da
companhia no próximo ano. O baixo índice de
penetração de seguros favorece ainda mais o
potencial de crescimento das receitas. A Porto Seguro encerrou
o primeiro semestre de 2007 com lucro líquido de 219
milhões de reais um aumento de 20,7% em relação
ao mesmo período do ano passado.
11
WEG ON (WEGE3)
SETOR: máquinas
e equipamentos
VALORIZAÇÃO NOS ÚLTIMOS DOZE MESES: 138%
VALORIZAÇÃO PREVISTA ATÉ SETEMBRO
DE 2008: 38%
A empresa é
líder no segmento de motores elétricos, tem
a maior planta industrial do mundo do setor e uma diversificada
linha de produtos (que inclui 2 500 tipos de motor). "A WEG
é considerada uma empresa de referência no mercado",
diz Wagner Salaverry, analista da corretora Geração
Futuro. As vendas trimestrais aumentaram continuamente nos
últimos cinco anos, apesar da queda do dólar.
"A empresa é muito eficiente na gestão e no
controle de custos e investe continuamente em inovação",
acrescenta o analista.
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