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Edição 2027

26 de setembro de 2007
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Cartas

 

"Imoral, indecente, vergonhosa e ultrajante
a absolvição do senador Renan Calheiros."
José Gomes da Silva
Monteiro, PB

Renan Calheiros

Após a leitura da reportagem de capa "Os números da vergonha" (19 de setembro), fiquei profundamente revoltado com os nossos representantes no Senado. Acredito que esse também seja o sentimento da maioria dos brasileiros. Todos nós, que esperávamos por uma punição aos crimes cometidos pelo senador Renan Calheiros, nos sentimos traídos ao saber dos conchavos que foram feitos nos bastidores para inocentá-lo. Esses senadores não são dignos do mandato que lhes foi conferido pelo povo brasileiro.
Daniel dos Santos
Paraibuna, SP

Brilhante a cobertura de VEJA sobre a votação no Senado. Os brasileiros estão indignados, quase sem saber o que fazer, com a decisão do Senado de manter Renan Calheiros como presidente. Como disse Martin Luther King: "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!".
Ari Tadeu Lírio dos Santos
Porto Alegre, RS

Vergonha? Aqueles senhores não têm a mínima. Eles são é debochados mesmo. E, ainda por cima, vem aquele senhor Almeida Lima, com sua voz empostada, dizer que foi uma vitória da democracia. Foi, sim, vitória do corporativismo, do compadrio, do toma-lá-dá-cá, do achincalhe ao povo brasileiro.
Geraldo Pereira de Barros
Barra Mansa, RJ

Em um país onde boa parte dos parlamentares consegue seu posto à base da compra de votos em seus currais eleitorais, não é de estranhar a pouca-vergonha ocorrida na semana passada no Senado. Renan, contando com o apoio de seus confrades, livrou-se da cassação no Congresso, mas foi, sem sombra de dúvida, cassado pela opinião do povo alagoano e de toda a opinião pública brasileira.
Eduardo Sampaio
Maceió, AL

Os brasileiros, mesmo de oposição, devem reconhecer que pelo menos um projeto do PAC avança. Trata-se do Programa de Absolvição do Calheiros.
Maurício de Lana
Belo Horizonte, MG

Lula é leniente, Renan é prepotente, o Congresso é conivente e o povo, impotente.
Marcos J. Lenzi
Lages, SC

Parabéns a VEJA pela capa da edição passada. O que se vê ali não é apenas a face de um político, mas a cara, sem máscara, da maioria desses políticos brasileiros que zombam do povo. Para quem quiser se fantasiar de safado no próximo Carnaval, vale a pena guardá-la e usá-la como máscara.
Mauro Messias Alvim Filho
Belo Horizonte, MG

Eu estou envergonhado. Estou com vergonha de mim mesmo. Por, em algum momento, ter duvidado do caráter e da honestidade do senador Renan. Afinal, ele foi absolvido por corretíssimos julgadores de alta credibilidade. Senador Renan, perdoe-me, pois jamais duvidarei novamente de sua integridade. Um ser tão pundonoroso...
Alexandre dos Reis Silva
Brasília, DF

O senador Renan Calheiros pode ter todos os defeitos, mas seu faro de animal político é de espantar. Seu instinto de sobrevivência na selva do poder é algo raramente visto, mesmo que guiado pelos valores errados e menos nobres. Ele gosta do poder e sabe exercitá-lo como poucos. Afinal, durante exatos 110 dias agüentou uma artilharia pesada que exigia a sua renúncia. Alegou ser uma vítima de uma imprensa preconceituosa e bairrista e de adversários políticos fracassados. A um custo altíssimo, safou-se na semana passada da guilhotina da cassação. Se foi absolvido por um placar apertado, isso pouco interessa. O resumo de seu julgamento, autêntico espetáculo de tibieza e mesquinhez política, fala por si só.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

As palavras de Danuza Leão, na reportagem, traduzem o absurdo do que presenciamos: "Estamos num país de loucos. O que houve é algo psicodélico. Parece que tomei ácido".
Etienne Douat
Joinville, SC

O que está acontecendo com o país? Ninguém merece um presidente conivente com o mal. E muito cara-de-pau.
T. Neumann
Maceió, AL

Parabéns a VEJA. Foi a única que (ao menos em sua capa) conseguiu colocar "vergonha" na cara do senador Renan Calheiros.
Geovaney L. Bandeira
Londrina, PR

Mundo cão. Para matar Saddam, sessão aberta; para ressuscitar Renan, sessão secreta.
José Maria Leal Paes
Belém, PA

Se o Brasil tinha problema de aterro sanitário, agora não tem mais. A esperança está na pá de cal saneadora da Justiça.
Laudi Vedana
Pato Branco, PR

 

O adeus do PT à ética

Apesar de estar longe, sempre acompanho os acontecimentos do nosso querido país. Nunca acreditei que a preocupação do PT com a ética fosse genuína, mas ao ler a reportagem "O triste papel do PT" (19 de setembro) fiquei decepcionado e envergonhado, até pelos outros brasileiros que, inocentemente, acreditaram nos integrantes desse partido e no presidente. Precisamos reagir e temos de exigir dos governantes o fim do voto secreto no Parlamento. Precisamos garantir que nossos representantes não adotem posições covardes e contra os interesses de nossa sociedade, tirando mais dinheiro do povo através da CPMF e mantendo no poder um malandro.
Gileno Moncorvo de Oliveira Júnior
Luanda, Angola

Devo concluir, depois de ler VEJA, que o PT se prostituiu vergonhosamente. A ética do PT exalou o último suspiro no dia 12 de setembro, está morta. Invoco lá da Grécia antiga o velho filósofo cínico, que traga a sua lâmpada para que, aqui no Brasil, encontremos a ética perdida dos políticos.
Ulysses Roberto Camargo Ribas
Ponta Grossa, PR

O triste papel do PT conheço desde 1998, quando identifiquei como os sindicalistas, em especial os ligados ao PT e ao PCdoB, se enriqueciam ilicitamente na área do transporte público urbano. Informei por carta os principais líderes – entre tantos outros destaco os senhores Luiz Inácio da Silva e deputado Eduardo Martins Cardozo –, mas eles nada fizeram. Estou convicto de que a marca do PT e de seus principais líderes é mentir e agir ilicitamente contra os interesses do povo e da nação.
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

O presidente Lula deveria rever seus conceitos a respeito do Partido dos Trabalhadores: não é o mais ético, mas, com certeza, o mais patético.
Carlos Bruni Fernandes
São Paulo, SP

O PT, ao tornar-se governo, deixou de ser a esperança para tornar-se a vergonha dos trabalhadores honestos.
Edmilton Bezerra Torres
Recife, PE

A situação do presidente Lula diante do Renangate lembra a posição de quem esbarra na frigideira, derrama o óleo quente e fica pulando para onde respinga menos.
Moacir Pires Ramos
Curitiba, PR

Penso que VEJA se enganou, pois a companheirada teve ética algum dia? Afinal, para eles o que interessava era o poder, custasse o que fosse, inclusive fazer o papel de ético.
Netanias Dias
Florianópolis, SC

 

Roberto Pompeu de Toledo

Brilhante o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo ("Senado para quê?", 19 de setembro). O bicamerismo brasileiro de fato não leva a nada além da morosidade no Legislativo e das descaradas falcatruas de seus membros. O Senado Federal é, hoje, uma instituição falida, cheia de homens de bens e carente de homens de BEM. Motivo de chacota de norte a sul do país e também no exterior.
Reinaldo de Souza Roma
Volta Redonda, RJ

Essencial e esclarecedor. O texto de Roberto Pompeu de Toledo nos trouxe mais um exemplo que corrobora o arrefecimento das instituições democráticas brasileiras. Para que existe o Senado? Atualmente, só para dilapidar recursos públicos e envergonhar a população.
Camila F. Discacciati
Juiz de Fora, MG

Ao ler o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo, imaginei: puxa vida, que vergonha devem sentir os senadores ao ler esse ensaio. Então caí na real: quem absolve Renan Ético Honesto Calheiros com a conveniência do paladino da ética e da moral (Lula) sabe o que é vergonha?
Roberto Aguiar Lins
Lauro de Freitas, BA

 

André Petry

Agradeço as boas palavras de André Petry em seu artigo "E viva o Senado!" (19 de setembro). Confesso que, como muitos dos brasileiros, estava com um sentimento forte de vergonha misturado a desalento. Pensava nos meus alunos de filosofia e ética, de antropologia jurídica, metodologia científica, sociologia. Como falar de esperança, clamar deles um melhor comportamento ético, amor ao Brasil? Lendo o artigo de André Petry, acredito que podemos partir daí para algumas reflexões. Somos brasileiros e queremos acreditar que nem tudo é Renan Calheiros e sua falta de ética, nenhuma vergonha e desamor pelos brasileiros.
Cláudia Lopes McClure
Fortaleza, CE

 

Negociatas do lobista José Dirceu

Bingos, mensalão e agora o futebol. Nota-se que o senhor José Dirceu é uma pessoa muito eclética em suas atividades, principalmente quando se trata de transações ilícitas. Vamos aguardar para ver em que outro segmento ele atua ("Ainda chefe, mas de outra turma da pesada", 19 de setembro).
Carlos Alberto Rodrigues
Santos, SP

Lula, corintiano roxo, empenhou-se ao máximo para absolver Renan Calheiros. Não será surpresa se também o fizer para inocentar seu inseparável companheiro Zé Dirceu na Operação Perestroika.
Luiz Bianchi
São Paulo, SP

 

Pesquisa do IBGE

Foi com uma mistura de orgulho e surpresa que lemos a reportagem "Um país em recuperação" (19 de setembro), que mostra a evolução dos indicadores sociais no Brasil. Orgulho porque o Brasil melhorou em todos os setores pesquisados. Surpresa porque o país ainda apresenta níveis muito altos de analfabetismo, desigualdade social e trabalho infantil. Os dados recolhidos mostram que a renda média do brasileiro cresceu e por isso há maior acesso aos bens de consumo e facilidades infra-estruturais. Houve também um impulso na produtividade pela diminuição da taxa de analfabetismo. Porém, o que espanta é a imensa concentração de analfabetos no Nordeste: o dobro da do Sudeste, onde ela já não é baixa.
Phillip Osborn e Rafael Navarro
São Paulo, SP

Já era tempo de o Brasil evoluir, mostrar que a gente também sabe ir para a frente. Foi muito bom saber que os governantes, apesar de toda a corrupção, estão melhorando, dando chances para milhares de pessoas terem um futuro melhor, fazendo com que o Brasil seja um país digno e até sonhando com o Primeiro Mundo.
Juliana Gomes da Silva
São Paulo, SP

 

Oscar Arias

Felicito VEJA pela oportuna e inteligente entrevista com Oscar Arias, presidente da Costa Rica (Amarelas, 19 de setembro). Inquestionável citação: "Só a educação tira a América Latina da pobreza". Acrescento: se o processo ensino-aprendizagem apresenta falhas, quem tem de prestar contas ao povo é o poder público, que não trata a educação e a valorização do magistério como prioridades.
Palmiro Mennucci
Presidente do Centro do Professorado Paulista
São Paulo, SP

Em meio aos dinossauros políticos que assolam a América Latina, como Fidel Castro, Chávez e Morales, a clareza de pensamento e visão de mundo do presidente Oscar Arias, da Costa Rica, traz de volta a esperança de desenvolvimento ao nosso continente.
Celso Renato Cadorini
Por e-mail

 

Alan Greenspan

A entrevista com Alan Greenspan ("As memórias do Mr. Capitalismo", 19 de setembro) foi o maior presente que VEJA deu a seus assinantes e leitores. Uma entrevista histórica, uma aula de economia e de bom senso. Eu tinha crédito com a editora (o direito de receber os números de minha assinatura); com a entrevista já foram pagos. Mas como bom consumidor e leitor quero mais (a revista está me ensinando a ser exigente). Parabéns, continuem, o Brasil agradece.
Marco Aurélio Garcia
Belo Horizonte, MG

Dúvida cruel! Não sei se o senhor Greenspan vem sendo um tremendo embusteiro ao longo do tempo ou se as cabeças pensantes do nosso governo e de seu partido de sustentação – o PT – é que o são. Ao longo da entrevista tive a impressão de que ele estava fazendo um diagnóstico minucioso e preciso da situação do Brasil, dado o grande número de situações em que nos enquadrávamos. Artigo irretocável. Parabéns a VEJA pelo presente que ofereceu aos leitores.
José Cassiano dos Santos
Presidente Venceslau, SP

Muito boa a entrevista com Alan Greenspan. Sem dúvida o capitalismo é mais capaz de gerar e distribuir riquezas do que qualquer programa social. Além disso, "o mundo do capitalismo global é mais flexível, resistente, aberto, autocorretivo e adaptável do que antes". O problema é que as pessoas parecem estar cada vez mais deprimidas, estressadas, ansiosas e irritadas, apesar de mais ricas.
José Ewerton Santos Filho
Ibitiara, BA

Dentro desse mar de lama que vimos na edição passada de VEJA, merece elogio a entrevista-reportagem com o mago Alan Greenspan, o homem que comandou a economia americana por dezoito anos com bom senso e maestria. Seus métodos, baseados no respeito às forças de mercado, na inovação como força motriz para o progresso e desenvolvimento, na capacidade autocorretiva do capitalismo, na necessidade de trazer as pessoas para esse ambiente de competição, demonstram como o Brasil está na contramão do desenvolvimento sustentável. Sua humildade, quando diz que a sorte foi sua companheira à frente do Fed, deveria servir de lição para o presidente Lula, que, apesar de ter herdado um país estável economicamente e governar durante um período de grande prosperidade mundial, afirma ter "colocado a casa em ordem", apesar da "herança maldita".
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC

 

Especial Habitação

Morar numa casa perto do éden é o sonho de todo brasileiro, como mostra a reportagem "Viva la vida mansa" (19 de setembro). Nosso amigo Epicuro dizia que o homem, para ser feliz, precisava de liberdade, amizade e tempo para meditar. As casas apresentadas possuem os requisitos, então são ótimos lugares para a felicidade.
Maryjom Venicius Teixeira Silva
Imperatriz, MA

A reportagem só serviu para mostrar que existem "brasileiros" que vivem fora da realidade, onde a futilidade e o exibicionismo são destacados. Estamos no Brasil, e não em Beverly Hills (Estados Unidos).
Magida Guedes
Taquara, RS

Sobre a reportagem "Diário de uma dona-de-casa desesperada" (19 de setembro), lamento informar que dona Fátima Alcântara passou por todo esse sofrimento porque quis. Projetar e construir uma casa é trabalho especializado de profissionais habilitados – arquitetos ou engenheiros civis – que estudam muitos anos justamente para executar essa complicada tarefa, e se meter a fazer o que não se sabe dá nisso mesmo.
Gil Guilherme Nóbrega
Arquiteto
Mogi das Cruzes, SP

Comparando o calvário que a mineira Fátima Alcântara sofreu, odeio contar isto, mas lá vai: construí uma casa nos Estados Unidos a partir da planta, num lote que era um estacionamento. Escolhi o modelo da casa, opções, detalhes, cores, dei 5.000 dólares de sinal e assinei o contrato. Marcaram a entrega das chaves para quatro meses depois, no dia 10 de agosto de 2001, às 13 horas. Eu poderia acompanhar as obras e fazer alterações dentro de prazos determinados sem custos adicionais. No dia e hora aprazados paguei o restante, recebi as chaves e entrei na casa com ar-condicionado central, refrigerador, fogão elétrico, lavadoras de roupa e louça instaladas, monocomando em todas as torneiras com água quente e fria, TV a cabo, telefone e internet ligados. Foi só entrar com os móveis. Durante a construção só saiu uma caçamba de caixas e invólucros do material destinado à casa, como entulho. A tecnologia dos gregos antigos já era melhor do que a que aplicamos aqui atualmente.
Manoel Ambrósio de Oliveira
Uberlândia, MG

Parabéns a Fátima Alcântara pelo seu "Diário de uma dona-de-casa desesperada". Já passei por situação não semelhante, mas idêntica à dela. Lembro-me de que quando começaram a fazer os buracos vi um cômodo que, futuramente, seria um lavabo e achei que não caberia nem uma criança lá dentro. Motivo: os buracos não dão a real dimensão do tamanho do cômodo porque são feitos para receber o concreto, que é a base de toda obra. Parabéns pelo seu relato. Dá até para fazer um livro, não é mesmo?
Alberto Bessa
Patos de Minas, MG

Fiquei surpreso ao deparar com o especial Habitação publicado na edição passada. O que falei numa breve entrevista por telefone com o repórter foi que, devido à violência, os moradores dos bairros da Zona Sul e da Barra optam por fazer suas programações de lazer noturno nos próprios bairros e que, conseqüentemente, atravessar o Túnel Zuzu Angel ou a Avenida Niemeyer passa a ser um risco na vida das pessoas. Um reflexo do momento conturbado que todos nós estamos vivendo. Ou seja: quem mora na Barra não quer sair da Barra, quem mora na Zona Sul não quer sair da Zona Sul à noite. Quanto menos deslocamento, melhor. Não comprei nenhum apartamento para Astrid Monteiro de Carvalho, como foi mencionado na matéria.
Alexandre Accioly

Rio de Janeiro, RJ

 

Britney Spears

É verdade que a apresentação de Britney Spears no VMA não foi das melhores, e também é fato que sua volta à tela trouxe muito ibope para várias emissoras, jornais impressos e revistas. Britney Spears pode não estar com a sua "barriguinha sarada", mas gorda, como muitos julgam, já é exagero. E, como a própria VEJA recomendou, eu também recomendo que ela freqüente uma academia diariamente, que faça um bom regime e cante muito para deixar todos os invejosos de queixo caído ("Será que ela vai ouvir?", Gente, 19 de setembro).
Diego Marcos Peixoto Lage
Belo Horizonte, MG

Vez por outra, uma modelo ou celebridade desaparece (literalmente) de cena vítima de bulimia/anorexia. Nessas ocasiões, a mídia nos bombardeia com matérias que alertam sobre os riscos das dietas extremas. A mesma mídia não perdoa alguns quilos acima da magreza excessiva exigida no mundo artístico – e praticamente inatingível, pelo menos de forma natural, pela maioria das mulheres.
Lisandre Cartaxo

João Pessoa, PB

 

Galvão Bueno e a dança do siri

Galvão Bueno dançou a dança do siri com direito ao troféu siri desengonçado (Gente, 19 de setembro), e nós, brasileiros, dançamos a dança do Renan.
Miyoko Onishi

Nagoya, Japão

 

Caso Madeleine McCann

A reportagem "No limite do impensável" (19 de setembro), que trata do desaparecimento e da suposta morte de Madeleine McCann, nos faz pensar que tamanha crueldade não é parte só da ficção, como também da nossa triste realidade. Pessoas que sedam seus filhos para poder jantar com tranqüilidade ou os agridem fisicamente, sempre demonstrando frieza no relacionamento, não devem de modo algum ser consideradas "pais". Isso mostra que o mundo está cada vez mais contaminado por gente sem escrúpulos, gente que, se não tem amor pelos próprios filhos, vai ter por quem?
Flávia Leal Nogueira Rêgo, 16 anos
Teresina, PI

O fato de os pais em nenhum momento terem chorado em público realmente intriga qualquer um. Não é possível existir um coração que não se emocione com uma situação de perda, seqüestro ou possível morte de uma criança; principalmente se esse coração for dos pais da criança. Ninguém é obrigado a chorar ou mostrar seus sentimentos em público, mas há situações em que não dá para esconder ou controlar as lágrimas, a tristeza e o desespero. A não ser que algo patológico ou muito sinistro esteja envolvido.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

Um ponto a favor dos pais da menina Madaleine McCann é o fato de eles serem médicos. Seria mais difícil para eles errar na dose de um suposto calmante para os filhos. Também teriam de ter escondido o cadáver em um freezer. Não dá para carregar e manusear um cadáver durante 25 dias.
Aldo Ferreira de Moraes Araújo
Recife, PE

 

Mega-Sena

Para nós, moradores de Joaçaba, é muito desagradável que nossa tão amada cidade esteja nas páginas de uma revista tão conceituada como VEJA como destaque em confusão. Nossa cidade sobressai por fazer um dos melhores carnavais do país, possuímos uma universidade de excelente qualidade, nosso comércio é muito procurado por pessoas de cidades próximas, aqui estão os melhores profissionais da educação, saúde, lazer, turismo, religião etc., e nosso povo é amigo e acolhedor. Os laços de amizade entre as pessoas são fortes e verdadeiros. A reportagem "A megaconfusão de Joaçaba" (19 de setembro) é bem dirigida àqueles que cobiçam muita grana, mas creio que o certo virá, cedo ou tarde, à tona e o verdadeiro ganhador será conhecido por todos os habitantes do nosso Brasil. Sabemos que a justiça prevalecerá. Convido a todos a virem a Joaçaba fazer uma fezinha e conhecer quanto é maravilhoso ser joaçabense.
Marlene Herter Dalmolin
Joaçaba, SC

 

Millôr

Só mesmo o gênio Millôr Fernandes – ele pode ser chamado assim, sem que se corra o risco de banalizar a palavra – para escrever, numa única página, num texto belíssimo, profundo e comovente sem ser piegas, a biografia definitiva do jornalista Paulo Francis. Na edição em que VEJA, com a excelência de sempre, mostra a necessidade de escrever e falar certo o português, nada mais oportuno do que a magistral aula do nosso idioma dada pelo mestre Millôr ("Paulo Francis, 10 anos depois", 12 de setembro).
Paulo Fernando Teles Morais
Aracaju, SE

Fiquei profundamente tocada pelo brilhante texto de Millôr em memória do saudoso Paulo Francis. Parabéns, Millôr. Irretocável.
Marisa Fillet Bueloni
Piracicaba, SP

 

Diogo Mainardi

O arguto Diogo Mainardi interpretou bem o pensamento de todos os brasileiros. O que será que escondem aqueles que resolveram absolver Renan Calheiros com pensamentos do tipo "Amanhã – quem sabe? – poderei estar na mesma situação", ou então "É melhor não cair no desagrado desse cara. Se ele abrir o bico, estou frito!". Isso vale para o Senado e também para o Congresso. Dá até medo escarafunchar a vida desses indivíduos.
Almerindo Pereira
Curitiba, PR

 

Tecnologia

Mergulhadores amadores, com conhecimentos básicos, não mergulham com tanques de oxigênio, mas com cilindros de ar comprimido, o mesmo ar que respiramos na superfície, só que pressurizado. Para mergulhos com oxigênio é necessário treinamento especial, pois ele pode se tornar tóxico e causar acidentes. Mergulhadores mais experientes usam, sim, misturas mais enriquecidas de oxigênio, chamadas de misturas nitrox, com até 100% de oxigênio, para maximizar seu tempo de mergulho ("Luxo embaixo d'água", 12 de setembro).
Paulo Amorim
São Paulo, SP

 

Especial Habitação 2

A respeito da prisão do empresário Péricles Druk, a comunicação social da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina esclarece que a PF é órgão com atribuições definidas pela Constituição Federal e que atua com base na legislação vigente, não se prestando a resolver nem a servir de massa de manobra para "disputas políticas locais". A operação mencionada, denominada Moeda Verde, foi deflagrada em 3 de maio de 2007, tendo por objetivo o cumprimento de medidas cautelares de busca e apreensão e de prisões temporárias, que foram devidamente autorizadas pela Justiça Federal, diante dos indícios da prática de crimes ambientais e contra a administração pública ("Viva la vida mansa", 19 de setembro).
Idia Assunção

Comunicação social/SR/DPF/SC
Florianópolis, SC

 

Doença mental

É digna de elogio a iniciativa de VEJA, que, na seção Contexto ( "Esquizofrenia, depressão, fobias: a doença mental no Brasil", 29 de agosto), tratou de um tema tão complexo como a atenção dispensada aos pacientes de doenças mentais no Brasil. No entanto, a opção mais moderna de terapia destinada a essa patologia é o aripiprazol, comercializado no Brasil desde 2002 sob a marca Abilify. Os especialistas em doenças mentais são unânimes em afirmar que a melhor terapia para a esquizofrenia passa necessariamente por medicamentos que ofereçam a estabilização do quadro dos pacientes, aliada a um nível reduzido de efeitos colaterais. Nesse sentido, estudos nacionais e internacionais comprovam que o aripiprazol é uma substância significativamente eficaz e com melhor perfil de segurança e tolerabilidade, na comparação com as alternativas mencionadas pela revista, proporcionando qualidade de vida e facilitando a adesão ao tratamento.
Antonio Carlos Salles

Bristol-Myers Squibb
São Paulo, SP

 

Mapas na internet

Na reportagem "O mundo em sua tela" (19 de setembro), o "bar" e o mapa virtual com sua localização não se encontram em "um trecho de São Francisco". O restaurante Union Oyster House (41 Union Street), reproduzido na foto no pé das páginas 122 e 123, localiza-se em Boston, num ponto turístico denominado Haymarket-Faneuil Hall, em frente ao Holocaust Memorial Park. O Union Oyster House é apontado como o restaurante mais antigo dos Estados Unidos (fundado em 1826).
Helton Reginaldo Presto Santana
Por e-mail

 

 

 

CLIMA DE INDIGNAÇÃO

 
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O leitor Eduardo Tobera Filho, de Palmas, no Paraná, ficou indignado, como muitos brasileiros, com a votação do caso Renan no Senado. "No meu último ano de faculdade estou tendo aulas de ética. Mas para quê? E as pessoas que dizem não ser pulhas nem aéticas ficam apenas assistindo a essa vergonha nacional", disse Tobera, um dos mais de
1 000 leitores que escreveram à redação nas duas últimas semanas para comentar o assunto. A reação dos leitores mostra que o mal causado por Renan Calheiros vai além do truncamento da pauta de votação da casa. Atinge sua credibilidade. "O Senado, que praticamente não serve para nada, nesta semana serviu de chacota para toda a nação", escreveu a potiguar Ingrid Wildt, de Parnamirim. João Wesley de Queiroz, de São Paulo, sugeriu uma campanha institucional: "O Ministério da Saúde deveria advertir: o Senado provoca náuseas". Wilson Gordon Parker, de Nova Friburgo, estado do Rio, pergunta: "Para que serve o Senado? A maioria do povo não tem a mínima noção da sua utilidade". Eis a conseqüência do comportamento de Renan e de seus correligionários. Durante a semana, discutiu-se até o fim do Senado, e alguns leitores alertaram a redação para um fato triste: uma busca no site de pesquisa Google para a expressão "vergonha nacional" dava como primeiro resultado a página do Senado Federal na internet. É evidente que não se pode julgar o todo pela parte e que a reação exacerbada contra o Senado se deve muito ao clima de indignação que tomou conta das pessoas de bem com a pizza servida na casa. Mas, a despeito desse episódio, o Senado Federal congrega algumas das figuras mais expressivas da política nacional e torna o processo legislativo mais cuidadoso e legítimo.



FALAR E ESCREVER CERTO

O leitor Teotônio Marques Filho, professor de português em Minas Gerais, escreveu a VEJA alertando sobre explicações imprecisas no quadro "Pecados da língua", da reportagem de capa "Riqueza da língua" (12 de setembro). Na frase "Vieram menos pessoas", a palavra "menos" não é um advérbio, como dizia o texto, mas um pronome adjetivo invariável, como "mais" – por isso não é admissível escrever "menas pessoas". E, na frase "Esse assunto é entre mim e ela", o uso do pronome pessoal oblíquo "mim" – e não do reto "eu" – se justifica porque o pronome não é o sujeito de um verbo. Ao contrário do que dizia o texto, utiliza-se o "eu" depois de preposição em algumas construções. O próprio professor Marques forneceu um exemplo em que o pronome é sujeito do infinitivo: "Traga o livro para eu ver".



POBRE DINAMARCA

Eneida Serrano
Copenhague: bicicletas da prefeitura para uso do cidadão


O leitor Maurício Lopes participou como convidado dos festejos do 7 de Setembro na embaixada brasileira em Copenhague e faz um relato que ajuda a entender um pouco a miséria do Terceiro Mundo: "Peguei meu melhor terno e lá fui brindar ao Brasil e tomar um champanhe por conta do governo brasileiro. Nos 200 metros entre a estação de trem e a casa do embaixador vi a fila de carros de placa azul das embaixadas dos países convidados para a recepção. Pelos modelos dos carros era fácil identificar quem era embaixador de país rico e quem era de país pobre, paupérrimo, miserável. Os embaixadores da Finlândia, Suécia, Noruega foram dirigindo os próprios carros, modelos 'normais' como Mondeo, Picasso, Citroën C3. Já os embaixadores latino-americanos e africanos chegaram em grandes BMWs e Mercedes, acompanhados de seus motoristas". Estranhamento maior que o do leitor deve ter o cidadão de Copenhague, acostumado a trocar a ostentação e a poluição do carrão pelo transporte verde oferecido pela prefeitura: a bicicleta. "Lembrei-me da polícia do Ceará, que, no intuito de 'servir e proteger' a população, decidiu trocar sua frota por modelos Toyota Hillux (sem blindagem) e repaginar a farda dos seus policiais fazendo concurso com estilistas famosos brasileiros", diz Lopes. "Enquanto isso, a polícia da pobre Dinamarca segue usando viaturas Ford Fiesta. Os dinamarqueses decidiram investir o dinheiro do contribuinte em armamento moderno e tecnologia de ponta para o serviço de inteligência policial."

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