"Imoral, indecente,
vergonhosa e ultrajante
a absolvição do senador Renan Calheiros." José Gomes da Silva Monteiro, PB
Renan Calheiros
Após a leitura
da reportagem de capa "Os números da vergonha" (19
de setembro), fiquei profundamente revoltado com os nossos
representantes no Senado. Acredito que esse também
seja o sentimento da maioria dos brasileiros. Todos nós,
que esperávamos por uma punição aos crimes
cometidos pelo senador Renan Calheiros, nos sentimos traídos
ao saber dos conchavos que foram feitos nos bastidores para
inocentá-lo. Esses senadores não são
dignos do mandato que lhes foi conferido pelo povo brasileiro.
Daniel dos Santos Paraibuna, SP
Brilhante a cobertura
de VEJA sobre a votação no Senado. Os brasileiros
estão indignados, quase sem saber o que fazer, com
a decisão do Senado de manter Renan Calheiros como
presidente. Como disse Martin Luther King: "O que mais preocupa
não é o grito dos violentos, nem dos corruptos,
nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!".
Ari Tadeu Lírio
dos Santos Porto Alegre, RS
Vergonha? Aqueles
senhores não têm a mínima. Eles são
é debochados mesmo. E, ainda por cima, vem aquele senhor
Almeida Lima, com sua voz empostada, dizer que foi uma vitória
da democracia. Foi, sim, vitória do corporativismo,
do compadrio, do toma-lá-dá-cá, do achincalhe
ao povo brasileiro. Geraldo Pereira de Barros Barra Mansa, RJ
Em um país
onde boa parte dos parlamentares consegue seu posto à
base da compra de votos em seus currais eleitorais, não
é de estranhar a pouca-vergonha ocorrida na semana
passada no Senado. Renan, contando com o apoio de seus confrades,
livrou-se da cassação no Congresso, mas foi,
sem sombra de dúvida, cassado pela opinião do
povo alagoano e de toda a opinião pública brasileira.
Eduardo Sampaio Maceió, AL
Os brasileiros,
mesmo de oposição, devem reconhecer que pelo
menos um projeto do PAC avança. Trata-se do Programa
de Absolvição do Calheiros. Maurício de Lana Belo Horizonte, MG
Lula é leniente,
Renan é prepotente, o Congresso é conivente
e o povo, impotente. Marcos J. Lenzi Lages, SC
Parabéns
a VEJA pela capa da edição passada. O que se
vê ali não é apenas a face de um político,
mas a cara, sem máscara, da maioria desses políticos
brasileiros que zombam do povo. Para quem quiser se fantasiar
de safado no próximo Carnaval, vale a pena guardá-la
e usá-la como máscara. Mauro Messias Alvim
Filho Belo Horizonte, MG
Eu estou envergonhado.
Estou com vergonha de mim mesmo. Por, em algum momento, ter
duvidado do caráter e da honestidade do senador Renan.
Afinal, ele foi absolvido por corretíssimos julgadores
de alta credibilidade. Senador Renan, perdoe-me, pois jamais
duvidarei novamente de sua integridade. Um ser tão
pundonoroso... Alexandre dos Reis Silva Brasília, DF
O senador Renan
Calheiros pode ter todos os defeitos, mas seu faro de animal
político é de espantar. Seu instinto de sobrevivência
na selva do poder é algo raramente visto, mesmo que
guiado pelos valores errados e menos nobres. Ele gosta do
poder e sabe exercitá-lo como poucos. Afinal, durante
exatos 110 dias agüentou uma artilharia pesada que exigia
a sua renúncia. Alegou ser uma vítima de uma
imprensa preconceituosa e bairrista e de adversários
políticos fracassados. A um custo altíssimo,
safou-se na semana passada da guilhotina da cassação.
Se foi absolvido por um placar apertado, isso pouco interessa.
O resumo de seu julgamento, autêntico espetáculo
de tibieza e mesquinhez política, fala por si só.
Gustavo Henrique de Brito Alves
Freire Recife, PE
As palavras de Danuza
Leão, na reportagem, traduzem o absurdo do que presenciamos:
"Estamos num país de loucos. O que houve é algo
psicodélico. Parece que tomei ácido". Etienne Douat Joinville, SC
O que está
acontecendo com o país? Ninguém merece um presidente
conivente com o mal. E muito cara-de-pau. T. Neumann Maceió, AL
Parabéns
a VEJA. Foi a única que (ao menos em sua capa) conseguiu
colocar "vergonha" na cara do senador Renan Calheiros. Geovaney L. Bandeira Londrina, PR
Mundo cão.
Para matar Saddam, sessão aberta; para ressuscitar
Renan, sessão secreta. José Maria Leal Paes Belém, PA
Se o Brasil tinha
problema de aterro sanitário, agora não tem
mais. A esperança está na pá de cal saneadora
da Justiça. Laudi Vedana Pato Branco, PR
O adeus do
PT à ética
Apesar de estar
longe, sempre acompanho os acontecimentos do nosso querido
país. Nunca acreditei que a preocupação
do PT com a ética fosse genuína, mas ao ler
a reportagem "O triste papel do PT" (19 de setembro) fiquei
decepcionado e envergonhado, até pelos outros brasileiros
que, inocentemente, acreditaram nos integrantes desse partido
e no presidente. Precisamos reagir e temos de exigir dos governantes
o fim do voto secreto no Parlamento. Precisamos garantir que
nossos representantes não adotem posições
covardes e contra os interesses de nossa sociedade, tirando
mais dinheiro do povo através da CPMF e mantendo no
poder um malandro. Gileno Moncorvo de
Oliveira Júnior Luanda, Angola
Devo concluir, depois
de ler VEJA, que o PT se prostituiu vergonhosamente. A ética
do PT exalou o último suspiro no dia 12 de setembro,
está morta. Invoco lá da Grécia antiga
o velho filósofo cínico, que traga a sua lâmpada
para que, aqui no Brasil, encontremos a ética perdida
dos políticos. Ulysses Roberto Camargo
Ribas Ponta Grossa, PR
O triste papel do
PT conheço desde 1998, quando identifiquei como os
sindicalistas, em especial os ligados ao PT e ao PCdoB, se
enriqueciam ilicitamente na área do transporte público
urbano. Informei por carta os principais líderes
entre tantos outros destaco os senhores Luiz Inácio
da Silva e deputado Eduardo Martins Cardozo , mas eles
nada fizeram. Estou convicto de que a marca do PT e de seus
principais líderes é mentir e agir ilicitamente
contra os interesses do povo e da nação. Edivelton Tadeu Mendes São Paulo, SP
O presidente Lula
deveria rever seus conceitos a respeito do Partido dos Trabalhadores:
não é o mais ético, mas, com certeza,
o mais patético. Carlos Bruni Fernandes
São Paulo, SP
O PT, ao tornar-se
governo, deixou de ser a esperança para tornar-se a
vergonha dos trabalhadores honestos. Edmilton Bezerra Torres Recife, PE
A situação
do presidente Lula diante do Renangate lembra a posição
de quem esbarra na frigideira, derrama o óleo quente
e fica pulando para onde respinga menos. Moacir Pires Ramos Curitiba, PR
Penso que VEJA se
enganou, pois a companheirada teve ética algum dia?
Afinal, para eles o que interessava era o poder, custasse
o que fosse, inclusive fazer o papel de ético. Netanias Dias Florianópolis, SC
Roberto Pompeu
de Toledo
Brilhante o ensaio
de Roberto Pompeu de Toledo ("Senado para quê?", 19
de setembro). O bicamerismo brasileiro de fato não
leva a nada além da morosidade no Legislativo e das
descaradas falcatruas de seus membros. O Senado Federal é,
hoje, uma instituição falida, cheia de homens
de bens e carente de homens de BEM. Motivo de chacota de norte
a sul do país e também no exterior. Reinaldo de Souza Roma Volta Redonda, RJ
Essencial e esclarecedor.
O texto de Roberto Pompeu de Toledo nos trouxe mais um exemplo
que corrobora o arrefecimento das instituições
democráticas brasileiras. Para que existe o Senado?
Atualmente, só para dilapidar recursos públicos
e envergonhar a população. Camila F. Discacciati Juiz de Fora, MG
Ao ler o ensaio
de Roberto Pompeu de Toledo, imaginei: puxa vida, que vergonha
devem sentir os senadores ao ler esse ensaio. Então
caí na real: quem absolve Renan Ético Honesto
Calheiros com a conveniência do paladino da ética
e da moral (Lula) sabe o que é vergonha? Roberto Aguiar Lins Lauro de Freitas, BA
André
Petry
Agradeço
as boas palavras de André Petry em seu artigo "E viva
o Senado!" (19 de setembro). Confesso que, como muitos dos
brasileiros, estava com um sentimento forte de vergonha misturado
a desalento. Pensava nos meus alunos de filosofia e ética,
de antropologia jurídica, metodologia científica,
sociologia. Como falar de esperança, clamar deles um
melhor comportamento ético, amor ao Brasil? Lendo o
artigo de André Petry, acredito que podemos partir
daí para algumas reflexões. Somos brasileiros
e queremos acreditar que nem tudo é Renan Calheiros
e sua falta de ética, nenhuma vergonha e desamor pelos
brasileiros. Cláudia Lopes
McClure Fortaleza, CE
Negociatas
do lobista José Dirceu
Bingos, mensalão
e agora o futebol. Nota-se que o senhor José Dirceu
é uma pessoa muito eclética em suas atividades,
principalmente quando se trata de transações
ilícitas. Vamos aguardar para ver em que outro segmento
ele atua ("Ainda chefe, mas de outra turma da pesada", 19
de setembro). Carlos Alberto Rodrigues Santos, SP
Lula, corintiano
roxo, empenhou-se ao máximo para absolver Renan Calheiros.
Não será surpresa se também o fizer para
inocentar seu inseparável companheiro Zé Dirceu
na Operação Perestroika. Luiz Bianchi São Paulo, SP
Pesquisa do
IBGE
Foi com uma mistura
de orgulho e surpresa que lemos a reportagem "Um país
em recuperação" (19 de setembro), que mostra
a evolução dos indicadores sociais no Brasil.
Orgulho porque o Brasil melhorou em todos os setores pesquisados.
Surpresa porque o país ainda apresenta níveis
muito altos de analfabetismo, desigualdade social e trabalho
infantil. Os dados recolhidos mostram que a renda média
do brasileiro cresceu e por isso há maior acesso aos
bens de consumo e facilidades infra-estruturais. Houve também
um impulso na produtividade pela diminuição
da taxa de analfabetismo. Porém, o que espanta é
a imensa concentração de analfabetos no Nordeste:
o dobro da do Sudeste, onde ela já não é
baixa. Phillip Osborn e Rafael
Navarro São Paulo, SP
Já era tempo
de o Brasil evoluir, mostrar que a gente também sabe
ir para a frente. Foi muito bom saber que os governantes,
apesar de toda a corrupção, estão melhorando,
dando chances para milhares de pessoas terem um futuro melhor,
fazendo com que o Brasil seja um país digno e até
sonhando com o Primeiro Mundo. Juliana Gomes da Silva São Paulo, SP
Oscar Arias
Felicito VEJA pela
oportuna e inteligente entrevista com Oscar Arias, presidente
da Costa Rica (Amarelas, 19 de setembro). Inquestionável
citação: "Só a educação
tira a América Latina da pobreza". Acrescento: se o
processo ensino-aprendizagem apresenta falhas, quem tem de
prestar contas ao povo é o poder público, que
não trata a educação e a valorização
do magistério como prioridades. Palmiro Mennucci Presidente do Centro do Professorado
Paulista São Paulo, SP
Em meio aos dinossauros
políticos que assolam a América Latina, como
Fidel Castro, Chávez e Morales, a clareza de pensamento
e visão de mundo do presidente Oscar Arias, da Costa
Rica, traz de volta a esperança de desenvolvimento
ao nosso continente. Celso Renato Cadorini Por e-mail
Alan Greenspan
A entrevista com
Alan Greenspan ("As memórias do Mr. Capitalismo", 19
de setembro) foi o maior presente que VEJA deu a seus assinantes
e leitores. Uma entrevista histórica, uma aula de economia
e de bom senso. Eu tinha crédito com a editora (o direito
de receber os números de minha assinatura); com a entrevista
já foram pagos. Mas como bom consumidor e leitor quero
mais (a revista está me ensinando a ser exigente).
Parabéns, continuem, o Brasil agradece. Marco Aurélio
Garcia Belo Horizonte, MG
Dúvida cruel!
Não sei se o senhor Greenspan vem sendo um tremendo
embusteiro ao longo do tempo ou se as cabeças pensantes
do nosso governo e de seu partido de sustentação
o PT é que o são. Ao longo da
entrevista tive a impressão de que ele estava fazendo
um diagnóstico minucioso e preciso da situação
do Brasil, dado o grande número de situações
em que nos enquadrávamos. Artigo irretocável.
Parabéns a VEJA pelo presente que ofereceu aos leitores.
José Cassiano
dos Santos Presidente Venceslau, SP
Muito boa a entrevista
com Alan Greenspan. Sem dúvida o capitalismo é
mais capaz de gerar e distribuir riquezas do que qualquer
programa social. Além disso, "o mundo do capitalismo
global é mais flexível, resistente, aberto,
autocorretivo e adaptável do que antes". O problema
é que as pessoas parecem estar cada vez mais deprimidas,
estressadas, ansiosas e irritadas, apesar de mais ricas. José Ewerton
Santos Filho Ibitiara, BA
Dentro desse mar
de lama que vimos na edição passada de VEJA,
merece elogio a entrevista-reportagem com o mago Alan Greenspan,
o homem que comandou a economia americana por dezoito anos
com bom senso e maestria. Seus métodos, baseados no
respeito às forças de mercado, na inovação
como força motriz para o progresso e desenvolvimento,
na capacidade autocorretiva do capitalismo, na necessidade
de trazer as pessoas para esse ambiente de competição,
demonstram como o Brasil está na contramão do
desenvolvimento sustentável. Sua humildade, quando
diz que a sorte foi sua companheira à frente do Fed,
deveria servir de lição para o presidente Lula,
que, apesar de ter herdado um país estável economicamente
e governar durante um período de grande prosperidade
mundial, afirma ter "colocado a casa em ordem", apesar da
"herança maldita". Eduardo Ledoux Gava Joinville, SC
Especial Habitação
Morar numa casa
perto do éden é o sonho de todo brasileiro,
como mostra a reportagem "Viva la vida mansa" (19 de setembro).
Nosso amigo Epicuro dizia que o homem, para ser feliz, precisava
de liberdade, amizade e tempo para meditar. As casas apresentadas
possuem os requisitos, então são ótimos
lugares para a felicidade. Maryjom Venicius Teixeira
Silva Imperatriz, MA
A reportagem só
serviu para mostrar que existem "brasileiros" que vivem fora
da realidade, onde a futilidade e o exibicionismo são
destacados. Estamos no Brasil, e não em Beverly Hills
(Estados Unidos). Magida Guedes Taquara, RS
Sobre a reportagem
"Diário de uma dona-de-casa desesperada" (19 de setembro),
lamento informar que dona Fátima Alcântara passou
por todo esse sofrimento porque quis. Projetar e construir
uma casa é trabalho especializado de profissionais
habilitados arquitetos ou engenheiros civis
que estudam muitos anos justamente para executar essa complicada
tarefa, e se meter a fazer o que não se sabe dá
nisso mesmo. Gil Guilherme Nóbrega Arquiteto Mogi das Cruzes, SP
Comparando o calvário
que a mineira Fátima Alcântara sofreu, odeio
contar isto, mas lá vai: construí uma casa nos
Estados Unidos a partir da planta, num lote que era um estacionamento.
Escolhi o modelo da casa, opções, detalhes,
cores, dei 5.000 dólares de sinal e assinei o contrato.
Marcaram a entrega das chaves para quatro meses depois, no
dia 10 de agosto de 2001, às 13 horas. Eu poderia acompanhar
as obras e fazer alterações dentro de prazos
determinados sem custos adicionais. No dia e hora aprazados
paguei o restante, recebi as chaves e entrei na casa com ar-condicionado
central, refrigerador, fogão elétrico, lavadoras
de roupa e louça instaladas, monocomando em todas as
torneiras com água quente e fria, TV a cabo, telefone
e internet ligados. Foi só entrar com os móveis.
Durante a construção só saiu uma caçamba
de caixas e invólucros do material destinado à
casa, como entulho. A tecnologia dos gregos antigos já
era melhor do que a que aplicamos aqui atualmente. Manoel Ambrósio
de Oliveira Uberlândia, MG
Parabéns
a Fátima Alcântara pelo seu "Diário de
uma dona-de-casa desesperada". Já passei por situação
não semelhante, mas idêntica à dela. Lembro-me
de que quando começaram a fazer os buracos vi um cômodo
que, futuramente, seria um lavabo e achei que não caberia
nem uma criança lá dentro. Motivo: os buracos
não dão a real dimensão do tamanho do
cômodo porque são feitos para receber o concreto,
que é a base de toda obra. Parabéns pelo seu
relato. Dá até para fazer um livro, não
é mesmo? Alberto Bessa Patos de Minas, MG
Fiquei surpreso
ao deparar com o especial Habitação publicado
na edição passada. O que falei numa breve entrevista
por telefone com o repórter foi que, devido à
violência, os moradores dos bairros da Zona Sul e da
Barra optam por fazer suas programações de lazer
noturno nos próprios bairros e que, conseqüentemente,
atravessar o Túnel Zuzu Angel ou a Avenida Niemeyer
passa a ser um risco na vida das pessoas. Um reflexo do momento
conturbado que todos nós estamos vivendo. Ou seja:
quem mora na Barra não quer sair da Barra, quem mora
na Zona Sul não quer sair da Zona Sul à noite.
Quanto menos deslocamento, melhor. Não comprei nenhum
apartamento para Astrid Monteiro de Carvalho, como foi mencionado
na matéria.
Alexandre Accioly Rio de Janeiro, RJ
Britney Spears
É verdade
que a apresentação de Britney Spears no VMA
não foi das melhores, e também é fato
que sua volta à tela trouxe muito ibope para várias
emissoras, jornais impressos e revistas. Britney Spears pode
não estar com a sua "barriguinha sarada", mas gorda,
como muitos julgam, já é exagero. E, como a
própria VEJA recomendou, eu também recomendo
que ela freqüente uma academia diariamente, que faça
um bom regime e cante muito para deixar todos os invejosos
de queixo caído ("Será que ela vai ouvir?",
Gente, 19 de setembro). Diego Marcos Peixoto
Lage Belo Horizonte, MG
Vez por outra, uma
modelo ou celebridade desaparece (literalmente) de cena vítima
de bulimia/anorexia. Nessas ocasiões, a mídia
nos bombardeia com matérias que alertam sobre os riscos
das dietas extremas. A mesma mídia não perdoa
alguns quilos acima da magreza excessiva exigida no mundo
artístico e praticamente inatingível,
pelo menos de forma natural, pela maioria das mulheres.
Lisandre Cartaxo João Pessoa, PB
Galvão
Bueno e a dança do siri
Galvão Bueno
dançou a dança do siri com direito ao troféu
siri desengonçado (Gente, 19 de setembro), e nós,
brasileiros, dançamos a dança do Renan. Miyoko Onishi Nagoya, Japão
Caso Madeleine
McCann
A reportagem "No
limite do impensável" (19 de setembro), que trata do
desaparecimento e da suposta morte de Madeleine McCann, nos
faz pensar que tamanha crueldade não é parte
só da ficção, como também da nossa
triste realidade. Pessoas que sedam seus filhos para poder
jantar com tranqüilidade ou os agridem fisicamente, sempre
demonstrando frieza no relacionamento, não devem de
modo algum ser consideradas "pais". Isso mostra que o mundo
está cada vez mais contaminado por gente sem escrúpulos,
gente que, se não tem amor pelos próprios filhos,
vai ter por quem? Flávia Leal Nogueira
Rêgo, 16 anos Teresina, PI
O fato de os pais
em nenhum momento terem chorado em público realmente
intriga qualquer um. Não é possível existir
um coração que não se emocione com uma
situação de perda, seqüestro ou possível
morte de uma criança; principalmente se esse coração
for dos pais da criança. Ninguém é obrigado
a chorar ou mostrar seus sentimentos em público, mas
há situações em que não dá
para esconder ou controlar as lágrimas, a tristeza
e o desespero. A não ser que algo patológico
ou muito sinistro esteja envolvido. Mônica Delfraro
David Campinas, SP
Um ponto a favor
dos pais da menina Madaleine McCann é o fato de eles
serem médicos. Seria mais difícil para eles
errar na dose de um suposto calmante para os filhos. Também
teriam de ter escondido o cadáver em um freezer. Não
dá para carregar e manusear um cadáver durante
25 dias. Aldo Ferreira de Moraes
Araújo Recife, PE
Mega-Sena
Para nós,
moradores de Joaçaba, é muito desagradável
que nossa tão amada cidade esteja nas páginas
de uma revista tão conceituada como VEJA como destaque
em confusão. Nossa cidade sobressai por fazer um dos
melhores carnavais do país, possuímos uma universidade
de excelente qualidade, nosso comércio é muito
procurado por pessoas de cidades próximas, aqui estão
os melhores profissionais da educação, saúde,
lazer, turismo, religião etc., e nosso povo é
amigo e acolhedor. Os laços de amizade entre as pessoas
são fortes e verdadeiros. A reportagem "A megaconfusão
de Joaçaba" (19 de setembro) é bem dirigida
àqueles que cobiçam muita grana, mas creio que
o certo virá, cedo ou tarde, à tona e o verdadeiro
ganhador será conhecido por todos os habitantes do
nosso Brasil. Sabemos que a justiça prevalecerá.
Convido a todos a virem a Joaçaba fazer uma fezinha
e conhecer quanto é maravilhoso ser joaçabense.
Marlene Herter Dalmolin Joaçaba, SC
Millôr
Só mesmo
o gênio Millôr Fernandes ele pode ser chamado
assim, sem que se corra o risco de banalizar a palavra
para escrever, numa única página, num texto
belíssimo, profundo e comovente sem ser piegas, a biografia
definitiva do jornalista Paulo Francis. Na edição
em que VEJA, com a excelência de sempre, mostra a necessidade
de escrever e falar certo o português, nada mais oportuno
do que a magistral aula do nosso idioma dada pelo mestre Millôr
("Paulo Francis, 10 anos depois", 12 de setembro). Paulo Fernando Teles
Morais Aracaju, SE
Fiquei profundamente
tocada pelo brilhante texto de Millôr em memória
do saudoso Paulo Francis. Parabéns, Millôr. Irretocável.
Marisa Fillet Bueloni Piracicaba, SP
Diogo Mainardi
O arguto Diogo
Mainardi interpretou bem o pensamento de todos os brasileiros.
O que será que escondem aqueles que resolveram absolver
Renan Calheiros com pensamentos do tipo "Amanhã
quem sabe? poderei estar na mesma situação",
ou então "É melhor não cair no desagrado
desse cara. Se ele abrir o bico, estou frito!". Isso vale
para o Senado e também para o Congresso. Dá
até medo escarafunchar a vida desses indivíduos.
Almerindo Pereira Curitiba, PR
Tecnologia
Mergulhadores amadores,
com conhecimentos básicos, não mergulham com
tanques de oxigênio, mas com cilindros de ar comprimido,
o mesmo ar que respiramos na superfície, só
que pressurizado. Para mergulhos com oxigênio é
necessário treinamento especial, pois ele pode se tornar
tóxico e causar acidentes. Mergulhadores mais experientes
usam, sim, misturas mais enriquecidas de oxigênio, chamadas
de misturas nitrox, com até 100% de oxigênio,
para maximizar seu tempo de mergulho ("Luxo embaixo d'água",
12 de setembro). Paulo Amorim São Paulo, SP
Especial Habitação
2
A respeito da prisão
do empresário Péricles Druk, a comunicação
social da Superintendência Regional da Polícia
Federal em Santa Catarina esclarece que a PF é órgão
com atribuições definidas pela Constituição
Federal e que atua com base na legislação vigente,
não se prestando a resolver nem a servir de massa de
manobra para "disputas políticas locais". A operação
mencionada, denominada Moeda Verde, foi deflagrada em 3 de
maio de 2007, tendo por objetivo o cumprimento de medidas
cautelares de busca e apreensão e de prisões
temporárias, que foram devidamente autorizadas pela
Justiça Federal, diante dos indícios da prática
de crimes ambientais e contra a administração
pública ("Viva la vida mansa", 19 de setembro). Idia Assunção Comunicação social/SR/DPF/SC
Florianópolis, SC
Doença
mental
É digna
de elogio a iniciativa de VEJA, que, na seção
Contexto ( "Esquizofrenia, depressão, fobias: a doença
mental no Brasil", 29 de agosto), tratou de um tema tão
complexo como a atenção dispensada aos pacientes
de doenças mentais no Brasil. No entanto, a opção
mais moderna de terapia destinada a essa patologia é
o aripiprazol, comercializado no Brasil desde 2002 sob a marca
Abilify. Os especialistas em doenças mentais são
unânimes em afirmar que a melhor terapia para a esquizofrenia
passa necessariamente por medicamentos que ofereçam
a estabilização do quadro dos pacientes, aliada
a um nível reduzido de efeitos colaterais. Nesse sentido,
estudos nacionais e internacionais comprovam que o aripiprazol
é uma substância significativamente eficaz e
com melhor perfil de segurança e tolerabilidade, na
comparação com as alternativas mencionadas pela
revista, proporcionando qualidade de vida e facilitando a
adesão ao tratamento. Antonio Carlos Salles Bristol-Myers Squibb São Paulo, SP
Mapas na internet
Na reportagem "O
mundo em sua tela" (19 de setembro), o "bar" e o mapa virtual
com sua localização não se encontram
em "um trecho de São Francisco". O restaurante Union
Oyster House (41 Union Street), reproduzido na foto no pé
das páginas 122 e 123, localiza-se em Boston, num ponto
turístico denominado Haymarket-Faneuil Hall, em frente
ao Holocaust Memorial Park. O Union Oyster House é
apontado como o restaurante mais antigo dos Estados Unidos
(fundado em 1826). Helton Reginaldo Presto
Santana Por e-mail
CLIMA DE INDIGNAÇÃO
Clique na imagem para ampliar
O leitor Eduardo Tobera Filho,
de Palmas, no Paraná, ficou indignado, como muitos
brasileiros, com a votação do caso Renan
no Senado. "No meu último ano de faculdade estou
tendo aulas de ética. Mas para quê? E as
pessoas que dizem não ser pulhas nem aéticas
ficam apenas assistindo a essa vergonha nacional", disse
Tobera, um dos mais de
1 000 leitores que escreveram à redação
nas duas últimas semanas para comentar o assunto.
A reação dos leitores mostra que o mal
causado por Renan Calheiros vai além do truncamento
da pauta de votação da casa. Atinge sua
credibilidade. "O Senado, que praticamente não
serve para nada, nesta semana serviu de chacota para
toda a nação", escreveu a potiguar Ingrid
Wildt, de Parnamirim. João Wesley de Queiroz,
de São Paulo, sugeriu uma campanha institucional:
"O Ministério da Saúde deveria advertir:
o Senado provoca náuseas". Wilson Gordon Parker,
de Nova Friburgo, estado do Rio, pergunta: "Para que
serve o Senado? A maioria do povo não tem a mínima
noção da sua utilidade". Eis a conseqüência
do comportamento de Renan e de seus correligionários.
Durante a semana, discutiu-se até o fim do Senado,
e alguns leitores alertaram a redação
para um fato triste: uma busca no site de pesquisa Google
para a expressão "vergonha nacional" dava como
primeiro resultado a página do Senado Federal
na internet. É evidente que não se pode
julgar o todo pela parte e que a reação
exacerbada contra o Senado se deve muito ao clima de
indignação que tomou conta das pessoas
de bem com a pizza servida na casa. Mas, a despeito
desse episódio, o Senado Federal congrega algumas
das figuras mais expressivas da política nacional
e torna o processo legislativo mais cuidadoso e legítimo.
FALAR E ESCREVER
CERTO
O
leitor Teotônio Marques Filho, professor de português
em Minas Gerais, escreveu a VEJA alertando sobre explicações
imprecisas no quadro "Pecados da língua", da
reportagem de capa "Riqueza da língua" (12 de
setembro). Na frase "Vieram menos pessoas", a palavra
"menos" não é um advérbio, como
dizia o texto, mas um pronome adjetivo invariável,
como "mais" por isso não é admissível
escrever "menas pessoas". E, na frase "Esse assunto
é entre mim e ela", o uso do pronome pessoal
oblíquo "mim" e não do reto "eu"
se justifica porque o pronome não é
o sujeito de um verbo. Ao contrário do que dizia
o texto, utiliza-se o "eu" depois de preposição
em algumas construções. O próprio
professor Marques forneceu um exemplo em que o pronome
é sujeito do infinitivo: "Traga o livro para
eu ver".
POBRE DINAMARCA
Eneida Serrano
Copenhague: bicicletas
da prefeitura para uso do cidadão
O leitor Maurício Lopes participou como convidado
dos festejos do 7 de Setembro na embaixada brasileira
em Copenhague e faz um relato que ajuda a entender um
pouco a miséria do Terceiro Mundo: "Peguei meu
melhor terno e lá fui brindar ao Brasil e tomar
um champanhe por conta do governo brasileiro. Nos 200
metros entre a estação de trem e a casa
do embaixador vi a fila de carros de placa azul das
embaixadas dos países convidados para a recepção.
Pelos modelos dos carros era fácil identificar
quem era embaixador de país rico e quem era de
país pobre, paupérrimo, miserável.
Os embaixadores da Finlândia, Suécia, Noruega
foram dirigindo os próprios carros, modelos 'normais'
como Mondeo, Picasso, Citroën C3. Já os
embaixadores latino-americanos e africanos chegaram
em grandes BMWs e Mercedes, acompanhados de seus motoristas".
Estranhamento maior que o do leitor deve ter o cidadão
de Copenhague, acostumado a trocar a ostentação
e a poluição do carrão pelo transporte
verde oferecido pela prefeitura: a bicicleta. "Lembrei-me
da polícia do Ceará, que, no intuito de
'servir e proteger' a população, decidiu
trocar sua frota por modelos Toyota Hillux (sem blindagem)
e repaginar a farda dos seus policiais fazendo concurso
com estilistas famosos brasileiros", diz Lopes. "Enquanto
isso, a polícia da pobre Dinamarca segue usando
viaturas Ford Fiesta. Os dinamarqueses decidiram investir
o dinheiro do contribuinte em armamento moderno e tecnologia
de ponta para o serviço de inteligência
policial."