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Pop medieval
Coração
de Cavaleiro é
bem bobinho, mas diverte

Isabela Boscov
Egon Endrenyi/Columbia pictures

Ledger:
astro do século XIV |
Ninguém
diria que o diretor Brian Helgeland fez o roteiro de Los Angeles
Cidade Proibida, aquele policial cru e violento. Seu Coração
de Cavaleiro (A Knight's Tale, Estados Unidos, 2001), desde
sexta-feira em cartaz, é um dos filmes mais bobinhos da safra recente
e, na sua inocência, um dos mais agradáveis também.
O enredo trata de William Thatcher (Heath Ledger, de O Patriota),
um servo que sonha virar cavaleiro. Quando seu senhor morre, William se
disfarça com a armadura do falecido e entra num torneio, daqueles
em que o pessoal se nocauteava com lanças. Para continuar no ganha-pão
e enfrentar o rival malvado que não tarda a surgir ,
é ajudado por um jovem escritor que vive perdendo as roupas no
carteado e topa forjar um título de nobreza para o plebeu. O escritor
é Geoffrey Chaucer, fundador da poesia inglesa com os Contos
de Canterbury, num dos quais o filme se baseia bem de leve. A graça
da coisa fica por conta dos anacronismos: o público dos torneios
faz olas e canta We Will Rock You, do Queen (isso no século
XIV), e William dança com sua namorada ao som de David Bowie. Ele
próprio, aliás, acaba se tornando uma espécie de
astro pop. O filme é uma mistura de Trapalhões com Shakespeare
Apaixonado e Cinderela. Mas, à sua moda, dá certo.
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