
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Opiniões
diferentes
O
presidente Bush conta com um
time de
assessores muito
competente.
Mas
eles divergem em
tom e volume
AP
 |
COLIN
POWELL
Combatente da Guerra do Vietnã e estrela do time da segurança
americana defende cautela: objetivo de preservar vidas |
Pelo
menos no papel, o presidente George W. Bush tem o "dream team" (o time
dos sonhos) da política internacional a seu redor. O currículo
de seus principais assessores para uma situação de guerra
mistura heróis, estrategistas e especialistas com carisma e muita
experiência. O vice-presidente, Dick Cheney, e o secretário
de Estado, Colin Powell, foram personagens decisivos na Guerra do Golfo,
dez anos atrás, sob o governo de Bush pai. Cheney era secretário
de Defesa e Powell, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Condoleezza
Rice, a mais jovem negra a fazer parte do alto escalão governamental,
integrava a equipe antiga como assessora do Conselho de Segurança
Nacional, órgão que hoje dirige. E o secretário de
Defesa é o ex-piloto de guerra Donald Rumsfeld, que ocupa cargos-chave
na defesa americana desde o governo Gerald Ford, em 1975. Essa equipe
de homens de ferro e uma mulher foi descrita por Henry Kissinger
como "a mais formidável coleção de cabeças
americanas jamais reunida para enfrentar uma guerra".
Tantas
estrelas, porém, formam uma equipe com perfis diversos. Ligado
à família Bush há três décadas, Cheney
teve papel vital na decisão da hora de bombardear o Iraque e depois
enviar os soldados à Guerra do Golfo. Rumsfeld e Cheney trabalham
juntos faz anos. Condoleezza, 46 anos, uma especialista na questão
soviética, que ensinou ao atual presidente o bê-á-bá
da política internacional durante a campanha presidencial e se
tornou sua amiga, completa o trio, tido como exemplar da visão
belicista dos republicanos. Nas discussões atuais sobre que estratégia
adotar contra o terrorismo, eles tendem a preferir ações
mais amplas que atinjam todos os países que fornecem algum tipo
de apoio aos terroristas. Colin Powell defende a cautela.
Colin
Powell, 64, é o mais popular secretário de Estado desde
o general George Marshall no início da Guerra Fria. Charmoso e
carismático, ele se tornou um ícone. É o garoto negro
e pobre que, saído do Bronx em Nova York, quase chegou a candidato
a presidente. Uma história de sucesso e mobilidade social muito
cara aos ideais americanos. Powell é sempre visto como um antiintervencionista
que procura ficar fora do conflito armado a todo custo, lição
que diz ter aprendido ao ver seus colegas morrer na Guerra do Vietnã.
Suas idéias de que os Estados Unidos só devem colocar as
Forças Armadas em campo quando interesses vitais da nação
estiverem em risco e quando a missão tiver um objetivo claro e
a chance de vitória for praticamente certa ficaram conhecidas sob
o nome de Doutrina Powell. Ela preconiza que, ao decidir intervir numa
situação específica, os EUA devem usar sua força
militar máxima e não deixar por menos do que arrasar completamente
o inimigo. Ou seja, só se deve entrar na briga para ganhar.
AFP
 |
CONDOLEEZZA
RICE
Depois de ensinar o bê-á-bá da política
internacional ao presidente americano, virou sua amiga: conselhos
belicistas |
| AFP
 |