
estasemana
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
online_2001/imagens/pixTransparente.gif" width="135" height="5"> |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Sumário
Especial
Artes
e Espetáculos |
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
O
escudo israelense
A
companhia aérea El
Al tem muito
que
ensinar sobre segurança
de vôos
Depois
do ataque terrorista às torres do World Trade Center, em Nova York,
e à sede do Pentágono, em Washington, os especialistas em
segurança voltaram sua atenção para a experiência
da companhia aérea El Al, uma estatal israelense que é detentora
do título de mais segura no mundo contra terroristas. Um dos fatores
desse sucesso: dentro do avião, o cockpit tem blindagem especial
e é trancado assim que o piloto e o co-piloto entram. Muitos turistas
consideram pouco agradável viajar pela El Al, mas o último
incidente grave registrado foi em 1970, quando um palestino tentou dominar
uma aeronave e acabou morto por um segurança disfarçado
de passageiro. Há sempre desses agentes em qualquer vôo,
jovens com idade entre 21 e 28 anos, que carregam armas, muitas vezes
ocultas em maletas corriqueiras de executivos, no melhor estilo dos filmes
de espionagem. Sua formação inclui a prática permanente
em simulações de
diferentes formas de seqüestro ou atentados com bomba-relógio.
A El Al começou a enrijecer seus procedimentos de controle depois
que a companhia teve um Boeing 707 seqüestrado, em 1968. O governo
construiu um sistema, até hoje imbatível, para evitar seqüestros
e sabotagem no ar ou em terra, baseado no conceito de "círculos
de proteção", segundo o israelense Benny Zolondez, diretor
operacional da I-c.a.t, uma empresa que se instalou no Brasil em 1997
com o objetivo de prestar segurança privada a grandes empresários
e órgãos do governo. São três esses círculos:
inteligência (informação ampla sobre atividades dos
inimigos de Israel e conhecimento sobre o terrorismo), segurança
física no aeroporto e garantias dentro do avião. O diferencial
para as demais companhias aéreas do mundo começa já
no recrutamento das equipes que trabalham diretamente nos vôos ou
nos aeroportos. A mão-de-obra vem de um país permanentemente
em clima de guerra os funcionários são todos israelenses,
portanto prestaram serviço militar a sério, e fazem treinamento
de segurança específico para sua área de ação,
dos comissários de bordo e pessoal de limpeza aos pilotos e co-pilotos.
No Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel-Aviv, há uma vigilância
que beira a obsessão. Os carros que chegam são examinados
por guardas armados com submetralhadoras mini-Uzi. Policiais à
paisana patrulham o prédio do aeroporto e suas entradas, bem como
observam atentamente a movimentação dos passageiros no interior,
principalmente quando deixam a mala ou os pertences de mão sozinhos.
Acompanham-se até os sinais de nervosismo e de agitação
que um passageiro possa demonstrar. Nem o lixo escapa da inspeção
freqüente. Pessoas que embarcam em outras partes do mundo com destino
a Israel são submetidas a um exaustivo questionário, para
verificar quem fez as malas ou como foi o trajeto até o aeroporto.
O executivo Antonio Ribeiro, diretor da filial de uma firma israelense
no Brasil, a Sagy Consultoria Financeira, conta que viajou pela El Al
em janeiro e quase perdeu o vôo de Zurique para Tel-Aviv, pela demora
do interrogatório, realizado por três funcionários,
sempre educados e velozes no raciocínio. Eles chegaram a entrar
em contato com a firma em Israel para perguntar se Antonio Ribeiro era
confiável e se a companhia se responsabilizava por ele. Ainda no
embarque, depois do detector de metal, há sempre revista detida
da bagagem, acompanhada por cães farejadores. A maior parte dos
aeroportos do mundo sempre foi refratária a esse rigor, uma política
que agora começa a sofrer revisão.

Veja também |
|
|
|
|
|
 |
|
 |

|
 |