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Conforto
Rápida e
saudável
A comida
semipronta já faz parte do cardápio. E tem
valor nutritivo igual ao do alimento feito em casa
As
embalagens são práticas, o conteúdo é calculado para
uma única refeição e isso facilita a vida de quem não
tem tempo para cozinhar nem para lavar panelas. É por
essa razão que os alimentos semiprontos estão sendo
cada vez mais aceitos pelo consumidor brasileiro.
Conforme os dados da Associação Brasileira das
Indústrias da Alimentação, Abia, a venda de alimentos
congelados e desidratados cresceu 16% em 1997. As vendas
totais de alimentos tiveram um crescimento de apenas 1,1%
no mesmo ano. Sinônimo de vida moderna, já existem nos
supermercados mais de 250 tipos diferentes apenas de
pratos congelados industrializados, a maioria vendida em
bandejas práticas que podem ir direto ao microondas.
Mesmo diante desses números, muita gente ainda evita os
alimentos que tornam a vida mais prática por acreditar
que eles são menos nutritivos quando comparados à
comida feita em casa. Alguns nutricionistas pensam dessa
maneira, mas pesquisas recentes mostram que pode
acontecer justamente o contrário.
Natural
x industrializado "É muito
provável que os brócolis cozidos em casa percam mais
nutrientes que os da comida industrializada", diz
Luiz Eduardo Carvalho, engenheiro de alimentos e
professor da Faculdade de Farmácia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Conforme Carvalho, todo
alimento perde parte dos nutrientes, em geral de
vitaminas, durante o preparo. Quando o legume comprado na
feira é cozido para virar salada, ele pode perder mais
vitaminas do que o mesmo vegetal submetido ao processo de
industrialização. A vantagem do industrializado, nesse
caso, é que a temperatura da água e o tempo de preparo
são calculados levando em conta a perda da menor
quantidade possível de nutrientes. Em casa, esse cuidado
nem sempre é observado. Isso não quer dizer que se deva
trocar os alimentos feitos em casa pelos
industrializados. Significa apenas, e esse é o ponto
importante, que não há restrições em adotar uma dieta
à base dos alimentos semiprontos comprados nos
supermercados, completada por salada natural ou por
frutas da época. "Do ponto de vista da
alimentação, não há problema algum", diz a
nutricionista Sonia Tucunduva Philippi, professora do
departamento de nutrição da Universidade de São Paulo.
Economia
de tempo As alternativas que tornam a
refeição mais prática vêm se multiplicando de forma
considerável. Cinco anos atrás, mais ou menos, havia
poucas opções de sopa em pacotes, quase todas ruins, um
ou outro tipo de massa congelada, e os sucos naturais,
que começavam a ganhar espaço, eram vendidos apenas nas
embalagens de 1 litro. Agora já são encontrados em
embalagens de meio litro. O conteúdo pode ser consumido
numa única refeição e o vasilhame não precisa voltar
à geladeira depois de aberto. Outro benefício desses
produtos é a economia de tempo. É possível preparar em
poucos minutos uma refeição completa, com entrada,
salada, prato principal e sobremesa, sem sujar uma
panela. Um prato de macarrão com cogumelos e ervas finas
leva dez minutos para ficar pronto no microondas. O
processo normal, além de mais trabalhoso, exige no
mínimo o dobro desse tempo.
Os preços
Os alimentos semiprontos, de modo geral, custam mais caro do que
os convencionais. Um pacote com 1 quilo de batatas cozidas, fatiadas e
congeladas, da marca francesa Bonduelle, por exemplo, custa em torno de
4 reais nos supermercados de São Paulo. Para fritar a mesma quantidade,
com a mesma qualidade, seriam necessários pelo menos 2 quilos de batatas
selecionadas, conforme um estudo feito pelo departamento de nutrição da
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Nos supermercados
paulistanos, 2 quilos da batata bolinha custam, em média, 3 reais. No
caso do suco de laranja, a diferença é bem maior. A embalagem de 1 litro
de suco pronto custa até 150% mais do que as laranjas necessárias para
produzir a mesma quantidade de suco.

Fotos: Ricardo D`Angelo |
Já
existem mais de 250
variedades de alimentos
congelados à venda nos
supermercados. Na maioria
dos casos, as embalagens
podem ser levadas ao
microondas e, claro, não
precisam ser lavadas. O preparo
das refeições desidratadas, que
vêm em pacotes,
também é
rápido e prático. Basta um
pouco de água numa panela e
oucos minutos de trabalho. |

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