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Paraguai Promessa pagaLibertação de Oviedo ameaça presidente É possível que o Paraguai esteja batendo um recorde histórico: o presidente Raúl Cubas Grau começou a enfrentar os primeiros passos de um processo de impeachment no seu terceiro dia no cargo. Isso porque se apressou em cumprir a única promessa séria que fez na campanha eleitoral: tirar da cadeia o general Lino Oviedo. Na terça-feira passada, cumpriu a palavra e reduziu a pena de dez anos, por tentativa de golpe de Estado, para três meses, já cumpridos. Mal o general pôs os pés na rua, desencadeou-se uma tempestade política. Pediram demissão os três irmãos que o presidente pôs no governo. No Congresso, a oposição se juntou a uma ala rival do Partido Colorado, a agremiação de Cubas e Oviedo, e pediu a abertura do processo de impeachment, sob o argumento de que comutação de sentenças depende de consulta prévia à Suprema Corte. A crise é um reflexo da confusa classe política paraguaia, concentrada em facções rivais do Partido Colorado, no poder há mais de cinqüenta anos. O líder da tentativa de impeachment é Luis María Argaña, vice-presidente de Cubas e arquiinimigo de Oviedo. Ele recebeu apoio da oposição e de Juan Carlos Wasmosy, o presidente que mandou o general para a cadeia mas não conseguiu impor seu sucessor ao partido. Cubas só chegou ao poder, numa aliança precária com Argaña, porque o verdadeiro candidato, o general Oviedo, se tornou inelegível devido à condenação. Nessa guarânia política só há uma regra que precisa ser observada. Ninguém pode dar um golpe de Estado, pois a participação no Mercosul, do qual o Paraguai depende para sobreviver economicamente, está condicionada ao respeito pela ordem constitucional.
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