VEJA
Recomenda
DVD
Chris Fallows
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DVD
Planeta Terra: imagens extraordinárias
do mundo natural |
PLANETA TERRA A SÉRIE
COMPLETA (Planet Earth, Inglaterra, 2006. Log On)
Nada menos do
que o registro mais extraordinário já feito sobre o mundo natural,
essa superprodução da rede inglesa BBC foi exibida por aqui na TV
paga e teve trechos veiculados no Fantástico. Agora, enfim,
chega ao DVD. Por cinco anos, quarenta equipes de filmagem percorreram 200 pontos
do planeta, com o objetivo de documentar paisagens e animais dos mais diversos
ecossistemas dos desertos às profundezas dos oceanos. Para além
da amplitude do levantamento, a série revolucionou o modo de filmar a natureza.
Por meio de lentes ultrapotentes, com alcance de até 1 quilômetro,
flagraram-se imagens estonteantes como o momento exato em que um tubarão
dá o bote numa foca. A narração de sir David Attenborough
naturalista que há mais de cinquenta anos faz documentários
confere a cada imagem sua a dramaticidade exata.
DISCOS
Divulgação
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DISCO
Dead
Weather: vozes do pântano |
HOREHOUND, Dead Weather (Sony/BMG)
Espécie de supergrupo do rock alternativo
americano, o Dead Weather tem em sua formação a vocalista Alison
Mosshart (do duo The Kills), o guitarrista Dean Fertita (do Queens of Stone Age),
o baixista Jack Lawrence (do Racounteurs) e Jack White, guitarrista dos White
Stripes e dos Racounteurs, que aqui toca e muitíssimo bem
bateria. Formada quase por acaso em uma turnê conjunta do The Kills e do
Racounteurs, a banda estreia com um CD gravado em três semanas. É
um som pesado e sombrio, com muitas guitarras e teclados distorcidos e vozes que
parecem ter sido gravadas do fundo de um pântano. Apesar (ou por causa)
dessa estranheza, esse é um disco excelente, com músicas por vezes
superiores à produção dos grupos originais dos quatro músicos. I Cut Like a Buffalo, por exemplo, está entre os melhores rocks já
compostos por White.
Divulgação
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DISCO
Arctic
Monkeys: rock incendiário, mas com melodia |
HUMBUG, Arctic Monkeys (EMI)
O quarteto
inglês estourou como um sucesso em sites como MySpace e logo ganhou os canais
convencionais de comércio seu primeiro disco, lançado em
2006, foi o álbum de estreia de venda mais rápida na história
do pop inglês, superando Blur e Oasis. Para este terceiro disco, eles recrutaram
como produtor Josh Homme, guitarrista e o principal compositor do Queens of Stone
Age. Homme trabalhou em sete das dez composições de Humbug (as outras três ficaram a cargo de James Ford, que trabalhou nos dois primeiros
discos do grupo). O rock da banda continua incendiário, mas também
está mais melódico. Faixas como My Propeller e Crying
Lightning, de andamento mais vagaroso que o habitual dos Arctic Monkeys, mostram
que eles já são bem mais que um fenômeno instantâneo
da internet.
LIVROS
Z, A CIDADE PERDIDA, de David Grann
(tradução de Claudio Carina; Companhia das Letras; 408 páginas;
49 reais)
O britânico Percy Harrison Fawcett (1867-1925) não chegava
a dar crédito ao mito do Eldorado, a cidade de riquezas prodigiosas que
os primeiros exploradores europeus imaginaram escondida na selva amazônica.
No entanto, ele estava certo de que a floresta ocultava alguma antiga civilização
perdida um lugar que ele chamava de "Cidade de Z". Depois de
várias expedições pela selva, ele se embrenhou na Amazônia,
em 1925, com o propósito de finalmente desvelar sua cidade-fantasma
e nunca mais voltou. Desde então, vários aventureiros tentaram retraçar
seus passos (e muitos morreram no caminho). Repórter da revista The
New Yorker, o americano David Grann retraçou as expedições
de Fawcett para compor um livro envolvente. A biografia do grande aventureiro
britânico mistura-se às notas de viagem de Grann pela Amazônia. Trecho do livro.
UM GATO INDISCRETO E OUTROS CONTOS, de Saki (tradução
de Francisco Araujo da Costa; Hedra; 144 páginas; 15 reais)
O britânico
Hector Hugh Munro foi um verdadeiro patriota. Embora já tivesse passado
da idade para servir, alistou-se no Exército na I Guerra Mundial. Morreu
aos 45 anos, alvejado por um atirador alemão, em uma trincheira na França,
em 1916. Sob o pseudônimo Saki, porém, Mun-ro foi um satirista mordaz
da emperrada sociedade de classes inglesa. Nos vinte contos desta antologia
muitos deles inéditos em português , Saki lança seu
humor envenenado sobre seus esnobes compatriotas. No conto-título, por
exemplo, um cientista amador consegue ensinar um gato a falar mas o feito
extraor-dinário é execrado quando o felino começa a revelar
inconfidências que ouviu dos humanos. Com esses enredos fantasiosos, Saki
faz o leitor rir da charmosa e hipócrita elite de seu tempo.
Otto
Stupakoff
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LIVRO
Pelé retratado
por Otto Stupakoff: precursor da fotografia brasileira de celebridades |
SEQUÊNCIAS, de Otto Stupakoff (Instituto Moreira Salles; 216 páginas; 62 reais)
Morto
em abril, aos 73 anos, Otto Stupakoff foi um precursor da fotografia de modelos
e celebridades. Nos anos 60, tornou-se o primeiro brasileiro a ter seu trabalho
prestigiado por revistas como Vogue e Harpers Bazaar. Além
dos editoriais de moda, ganhou prestígio como retratista. Esse lançamento
(paralelo à abertura de uma mostra devotada ao artista em São Paulo)
resgata as sequências originais a que pertencem algumas de suas imagens
mais famosas. Há retratos do compositor Tom Jobim na Praia de Ipanema e
de Pelé sobre uma laje em Santos. Na parte dedicada à moda, pode-se
conferir um registro da atriz americana Sharon Tate numa praia da Califórnia
feito em 1969, o mesmo ano em que ela foi assassinada pelos malucos liderados
por Charles Manson. E, ainda, uma foto em que Xuxa, então apenas modelo,
posa sentada numa privada. Galeria de imagens.
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A|B#] A] posição
do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não consecutivas
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