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Leitor
Igreja Universal"Depois dessa excelente reportagem,
concluí que os requisitos para ser pastor da Universal são basicamente
ter boa lábia, muita ganância e nenhum escrúpulo." Já passa da hora de os homens de bem do Brasil se indignarem
e reagirem contra a exploração da ignorância e da boa-fé
dos pobres de espírito. Tal prática, cometida por falsos mensageiros
do Evangelho, que extorquem dinheiro em nome de Jesus, deve ser reprimida em
defesa da dignidade do povo brasileiro. Abaixo os vendilhões dos templos
("Cheque ao bispo", 19 de agosto). De modo geral, a história das religiões sempre envolveu
interesses patrimoniais e financeiros e disputas pelo poder político.
É triste perceber que evoluímos muito pouco em termos de espiritualidade
e transcendência. No Brasil, a mistura entre fé e dinheiro ganha
proporções maiores devido à impunidade e à corrupção
da esfera pública, que deveria coibir esse tipo de abuso à boa-fé
do cidadão. Estava mais do que na hora de as autoridades tomarem providências
contra a quadrilha que se esconde sob esse nome pomposo e de a grande imprensa
denunciar as barbaridades ocorridas há muitos anos, não só
na Universal mas também em outras igrejas chamadas "neopentecostais",
comandadas por gente que não hesita em deixar pessoas desesperadas pelas
agruras da vida na miséria. O papa tem seu avião, anda de Mercedes blindado e passa
férias no Castel Gandolfo. Não entendo tanto alarde sobre o enriquecimento
dos bispos da Universal. Se uma multidão de incautos resolve doar o que
tem e o que não tem para uma igreja fazer templos bregas, isso não
é um problema do país. Deplorável a nefasta ação da Universal, explorando
a ignorância da parcela mais miserável da população
brasileira. Enquanto o nível de educação permanecer no
patamar atual, o povo ignorante continuará sendo explorado por esses
bispos, pastores, videntes e, pasmem, até apóstolos. Sou fiel da Igreja Universal do Reino de Deus. Posso garantir
que jamais vi bispos, pastores ou obreiros obrigando alguém a fazer alguma
coisa ou a dar algo à igreja contra a sua vontade. Ninguém é
obrigado a doar nada. As doações são voluntárias. Quanto mais eu estudo a teologia bíblica, mais vejo o abismo
entre os ensinamentos de Jesus e os "ensinamentos" praticados por alguns que
se dizem pastores. Jesus jamais extorquiu, coagiu ou pressionou seus seguidores.
Tudo o que ele pedia era o coração das pessoas, e não o
seu bolso. Jesus Cristo é o caminho. Edir Macedo é o pedágio.
Dilma e a sucessãoBem oportuna e esclarecedora a reportagem "Quem está dizendo
a verdade?" (19 de agosto), a respeito das trapalhadas que envolvem a ministra
Dilma Rousseff. Uma pretensa candidata à Presidência da República
que revela perigosas tendências para fazer valer a mentira e descaminhar
a verdade, em prejuízo dos interesses da nação. Como bem
disse a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira: "...Não
custava nada ela ter dito a verdade". Nesse caso, alguém duvida de quem
está falando a verdade? Desculpe, senhor presidente, mas, pelo histórico petista
de mentiras, quem deve provar que não esteve nesse encontro é
sua ministra, que é bastante conhecida em Brasília pelo seu gênio
forte e autoritário. Além do mais, que motivo Lina Vieira teria
para inventar essa história? Ela é funcionária de carreira
e não preci-sa de votos para se manter trabalhando. Agora, vocês... Ferrovia Norte-SulSou engenheiro civil e fiquei chocado com a foto publicada na
página 72 da edição 2 126 de VEJA, que mostra as
erosões se aproximando da superestrutura ferroviária, em uma obra
recém-construída da Ferrovia Norte-Sul. Ao contrário do
que alega o diretor da estatal, senhor Ulisses Assad, isso não é
"coisa normal". Esse tipo de "normalidade" só acontece se o serviço
for mal planejado, mal projetado e mal executado. Digo isso porque há
mais de vinte anos trabalho em obras similares, ou seja, conheço esse
tipo de serviço. É triste ver o dinheiro público ser mal
empregado e desperdiçado. Mas não me surpreende: jamais vi uma
grande obra do governo em que não houvesse problemas, sejam de ordem
técnica, sejam de ordem ética ("A ferrovia que nunca termina",
19 de agosto). J.R. GuzzoO jornalista J.R. Guzzo dissecou com maestria o momento atual
da política nacional no artigo "Do mesmo lado" (19 de agosto). Algumas
frases de seu texto são lapidares, principalmente a que diz: "Para o
que chamavam de direita e hoje chamam de base aliada,
o interesse básico é precisamente o mesmo – dinheiro". No encerramento,
Guzzo nos deixa uma esperança, ao mostrar que no horizonte começam
a aparecer candidaturas de gente que não comunga do mesmo interesse acima,
mas, sim, dos interesses republicanos.
Sistema de saúde dos EUAOs dilemas e desafios que o sistema de saúde americano
hoje enfrenta são muito complexos e comuns a vários outros países
("A morte do painel da morte", 19 de agosto). Os três principais
desafios são: 1) fazer escolhas num ambiente em que a velocidade da geração
de conhecimentos (que no caso da saúde constituem verdades temporárias,
transitórias) é relativamente maior que o enriquecimento das nações
(avaliado pelo crescimento do PIB), o que em parte justifica o maior porcentual
do PIB investido em saúde nas últimas décadas; 2) propor
estratégias capazes de adequar e alinhar os interesses individuais (ou
de partes interessadas) aos interesses coletivos; 3) educar e atribuir ao indivíduo
a responsabilidade pela sua saúde, apesar da assimetria de informação.
No caso dos EUA, país que muito valoriza as escolhas individuais e o
liberalismo econômico, há um enorme desafio adicional: como conciliar
a questão que envolve crescimento econômico, hoje dependente também
do atual sistema de saúde e modelo econômico, com a viabilidade
de suas empresas e famílias, hoje ameaçadas pelo alto custo da
assistência? Constelação FamiliarA reportagem "Relatividade da teoria" (19 de agosto) trouxe à
tona dúvidas quanto à competência profissional dos facilitadores
de Constelações Familiares e meu nome e currículo foram
citados. Como o currículo acadêmico é uma das credenciais
de qualificação, esclareço que não sou graduada
em economia, como citado na reportagem; sou graduada em engenharia, mestre em
economia e pós-graduada em psicologia. Sou também psicodramatista
e terapeuta psicocorporal. Correção: a adolescente Carly Shay, da série iCarly ("Conectada e comportada", 19 de agosto), não é órfã. Seu pai é um militar em missão num submarino e, segundo a Nickelodeon, sua mãe vive viajando.
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