Edição 1966 . 26 de julho de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

Só para mecânicos chiques


Fotos Bob Wolfenson
Gisele, Shirley e Raica: a cada quinze dias, muita pose e pouca roupa

Elegantemente desvestidas em criações de estilistas nacionais – "Usaram a foto do peito de fora? Eu sabia!", ri a gaúcha Shirley Mallmann –, todas as principais modelos brasileiras posaram para um calendário 2007, com renda revertida para entidades beneficentes. Gisele Bündchen abre a folhinha, soberana e comparativamente recatada, expondo as pernas mitológicas. A concorrência, no entanto, não é fácil. Depois de Gisele, são mais 24 modelos – uma a cada quinzena, para dar conta do excesso de oferta. Todas tão deslumbrantes que é difícil reparar nas roupas – o quase nada vestido por Raica, por exemplo, é um colete de Gloria Coelho. Ah, estavam olhando para a, digamos, tatuagem? Tudo bem. Essa é a idéia. "Não senti vergonha nenhuma. Tenho 29 anos, já tive meu filho, aceito meu corpo como está", diz Shirley, como se existisse algum problema com o "como está". As sessões de foto foram acompanhadas por depoimentos transformados em documentário, com episódios curiosos contados por elas e sobre elas. Raica fala do dia em que posou para a Dior de John Galliano dentro de uma caixa pequena demais para seu 1,79 metro e saiu com torcicolo.

 

Ao sol, um momento Diana

Integrar-se à vida da realeza britânica significa assistir a competições esportivas em quaisquer circunstâncias climáticas. Nessa função, Chelsy Davy, 20 anos, a loira exuberante que o príncipe Harry encontrou no Zimbábue e não largou mais, participou de escaldante tarde de pólo ao lado de Zara, prima dele. Zara, de short e chinelinho; Chelsy, com um vestidinho leve que a contraluz deixou transparente, tal qual a célebre foto de Diana, só que com muito mais curvas. Outro sinal de integração é que Chelsy já aprendeu a engolir traições. Na mesma manhã do jogo, em entrevista ao Mail on Sunday, Catherine Davies, 34 anos, separada, duas filhas, revelou detalhe por detalhe de uma noitada sua com Harry.

 

Vai ou não vai morrer?

Renato Rocha Miranda/TV Globo
Fernanda: carreira de etapas queimadas


Em Páginas da Vida, Fernanda só faz lamentar a gravidez inesperada e a rejeição do namorado. Na vida real, a Fernanda de verdade, sobrenome Vasconcellos, 21 anos, é pura alegria. Há menos de um ano, munida de alguma experiência em comerciais, candidatou-se a um papel em Malhação e virou logo Betina, a mocinha da história. Outro teste, e pulou para a novela das 8. "Pena que deva durar pouco, porque a Fernanda morre no parto", lamenta. Ou não: a cena, inicialmente prevista para ir ao ar na semana que vem, ainda não está escrita, Manoel Carlos está gostando de seu desempenho convincente e, como já aconteceu em outras ocasiões, cogita esticar sua temporada no ar.

 

MENTE GEMINIANA

Mônica Imbuzeiro/Ag. O Globo


Por dois motivos – a fama trazida pela novela
Esplendor, exibida em Cuba no ano passado, e uma aberta admiração pelo regime cubano e seu chefe barbudão –, a atriz Letícia Spiller, 33 anos, é uma das convidadas oficiais para as comemorações dos 80 anos do camarada Fidel Castro, no dia 13 de agosto. Cheia de compromissos, ela ainda não confirmou presença, mas torce para poder ir ao "melhor lugar do mundo" – para os pobres.

VOCÊ SE ACHA REVOLUCIONÁRIA?
Enquanto houver corrupção e fome, vou ter uma mente revolucionária. Nós, artistas, temos o dever de ajudar as pessoas a encontrar um caminho. Eu gostaria de ser mais famosa para poder dizer a Bush: "Querido, me mate para você ver o que acontece".

JÁ ESTEVE EM CUBA?
Estive há quatro anos, num congresso de cultura e desenvolvimento. É um lugar que desperta paixão e, ao mesmo tempo, revolta. As pessoas têm direito à educação e são extremamente inteligentes, mas são também muito pobres, e a maioria não pode sair do país.

VALE A PENA TER AVANÇOS SOCIAIS SEM LIBERDADE?
A liberdade não tem preço. Agora, também, de que adianta a liberdade se a gente não tem cultura, não tem saúde, não tem o que comer? Se eu fosse uma brasileira analfabeta, pobre, que não tivesse plano de saúde, escola, nada, com certeza o melhor lugar do mundo para mim seria Cuba.

MESMO SENDO UMA DITADURA?
Por um lado, acho que vale o preço. Por outro, acho que não. Taí a minha resposta. Sou muito geminiana, não dá para ter uma resposta só em relação a isso.

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Ronaldo Soares

 
 
 
 
topovoltar