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Cartas
 | "Não
há crise no sistema prisional brasileiro. Crise é algo circunstancial
e passageiro. O cárcere brasileiro já nasceu capenga."
João Batista Moraes Vieira Goiânia, GO |
Terror em São Paulo
Brilhante e bastante contundente a reportagem "O poder nas mãos dos bandidos"
(19 de julho). O crime organizado deve passar a ser considerado pelos governos
municipal, estadual ou federal uma organização terrorista.
Todos os seus métodos e ações são compatíveis
com o terrorismo e, como tal, devem ser combatidos. As leis comuns não
vão coibir suas atividades. Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP Moro numa
pequena cidade do interior do Piauí, e as imagens da TV e as reportagens
de VEJA sobre o terror em São Paulo me causam pânico. Meu Deus, nunca
imaginei que chegaríamos a esse caos. Sergio Emiliano Uchoa Barros
Campo Maior, PI É uma vergonha!
Como se já não bastasse o mar de corrupção que assola
o país, agora assistimos atônitos ao triste cenário de medo
e dor que tomou conta de São Paulo. Elicleire Rodrigues
Petrolina, PE A maior cidade
brasileira ficou nas mãos dos bandidos, e a sensação de insegurança
que já assolava o país só aumentou, para nosso lamento. Resta
à sociedade esperar que o poder público abra os olhos e atue com
responsabilidade para resolver o problema do crime organizado. Andressa
Vargas Griffante Porto Alegre, RS
O mais impressionante é que as soluções são conhecidas,
a própria reportagem de VEJA as indica, por meio de uma série de
medidas a ser tomadas. É triste constatar que os responsáveis pela
nossa segurança, que recebem fundos de nossos impostos, são menos
organizados e menos interessados em nossos direitos do que o comando do PCC é
por seus integrantes. Dinarte Zuchello Curitiba, PR
Os ataques do PCC não causam surpresa. São o resultado esperado
do nosso sistema judiciário inadequado, de uma polícia ineficiente
e de políticas sociais equivocadas. E que ninguém se iluda, novamente,
com as promessas dos políticos. Esses ataques vieram para ficar. Vamos
nos acostumar a eles da mesma forma que fizemos com os assaltos nos sinais de
trânsito, os pontos-de-venda de drogas em plena luz do dia, o mensalão
e a dengue. Marcus de Medeiros Matsushita Marília, SP
Saulo de Castro Abreu
Muito interessante a entrevista com
o secretário de Segurança de São Paulo (19 de julho). "Presídios
diferentes para diferentes tipos de presos", como disse Saulo de Castro Abreu,
é uma das mais importantes medidas para ter controle sobre os presos, baixar
o custo dos presídios e aplicar políticas de reeducação
para grande parte deles. Noi Scheffer Psicólogo e ex-superintendente
do sistema prisional de Mato Grosso Por e-mail
A entrevista com o secretário Saulo de Castro Abreu mostra toda a arrogância
que lhe é peculiar, tentando nos fazer crer que o PCC não passa
de um simples grupo de "pés-de-chinelo" que se encontra perto do fim, que
somos todos histéricos e medrosos. Ainda bem que faltam apenas cinco meses
para o término do mandato desses despreparados em políticas de segurança
pública. Carlos Lopes Bauru, SP
Estou estarrecida e profundamente chocada com a entrevista concedida pelo senhor
Saulo de Castro Abreu. É impressionante que, diante das barbaridades que
têm feito reféns os habitantes da maior cidade do país, esse
senhor se dê ao deleite de exibir tanta arrogância, prepotência
e futilidade em suas respostas. Lamento constatar que a frase dita pelo personagem
de Al Pacino no fim do filme O Advogado do Diabo poderia muito bem ser
o título dessa desoladora entrevista: "Vaidade, esse é o meu pecado
favorito". Rosemary Dantas Rio de Janeiro, RJ
Senhor secretário, posso acreditar que rato vire morcego, uva vire abacaxi,
mas, com efeito, que o famigerado "PCC não é organizado e há
muita histeria", isso não! Não acredito! Para dizer o mínimo,
é desrespeitar o intelecto do leitor de VEJA. Carlos A. Bergantini
Domingues Por e-mail
Carta ao leitor Em vez de o deputado
Pastor Amarildo querer que todo mundo que escreve em jornais e afins tenha diploma
superior de jornalismo, seria mais sensato obrigar todo candidato a cargo político
ter diploma de curso superior. Lula será incoerente se não vetar
esse projeto, afinal de contas ele é presidente do Brasil apenas com o
curso de torneiro mecânico, que nem validade como ensino médio tem
("Nas mãos do presidente", Carta ao leitor, 19 de julho). Mônica
Delfraro David Campinas, SP
Digo a todo o Brasil e ao deputado Pastor Amarildo (PSC-TO) que seria muito mais
plausível criar e aprovar um projeto de lei para que de todo candidato
a cargo político no Brasil fosse exigido um curso superior relativo à
área política. Tenho a convicção de que haveria maior
ganho para as gerações futuras. Parabéns ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva por ter vetado a primeira tentativa da Federação
Nacional dos Jornalistas (Fenaj) de coerção e mediocrização
da atividade jornalística. Mauro Assunção Cecílio
Uberaba, MG
Henry Petroski O professor Henry
Petroski (Amarelas, 19 de julho) consegue pinçar, de maneira impressionantemente
clara, as venturas e desventuras do design de produto nos Estados Unidos, da mesma
forma como as sentimos aqui, no Brasil. Meu sócio, o engenheiro José
Carlos Bornancini, e eu, arquiteto de formação, fazemos design de
produto há mais de 45 anos e, apesar de comungarmos inteiramente o pensamento
do professor Petroski, nunca conseguimos colocá-lo em palavras tão
exatas nas nossas palestras ou para nossos alunos. Mandei a ele um e-mail para
que soubesse da importância de sua entrevista no contexto e no estágio
atuais do design brasileiro. Nelson Ivan Petzold Porto Alegre,
RS As invenções e a
criatividade continuam projetando nossa época a um mundo ainda mais confortável,
mesmo com usuários menos antenados, que ainda não descobriram a
verdadeira dimensão e uso ético dos fantásticos avanços
tecnológicos. Parabéns a Rosana Zakabi por tão brilhante
entrevista. Irineu Cláudio Lanzarini Cascavel, PR
Na frase em destaque que aparece junto à
foto de Petroski, há um deslize que contraria fundamentos que justificam
toda a evolução dos últimos dois séculos: na verdade,
"a necessidade é a mãe da invenção", e não
o contrário. Pensemos juntos: quantas vezes tivemos de parar nosso carro
para telefonar, quando não existia telefone celular? Ou quantas vezes deixamos
de receber notícias instantaneamente ou não pudemos participar de
certas decisões pelo fato de não existir o telemóvel? Essa
necessidade é que levou ao desenvolvimento do produto e a sua posterior
evolução em termos de design e funcionalidade. Solival Menezes
São Paulo, SP
Felicidade Interessante saber que
os cubanos são um dos povos "mais felizes" do mundo e os americanos estão
quase entre os "mais ou menos felizes" ("A volta do bom selvagem", 19 de julho).
Considerando que felicidade deve ser a busca maior do ser humano, dá para
imaginar a quantidade de americanos que deve desejar morar em Cuba. Lamartine
Silva Cabral Aracaju, SE
Gordura trans Na Europa, o uso de
gordura trans é restrito, e em alguns países só se permite
0,1% desse tipo de gordura. As margarinas americanas contêm de 30% a 50%
de gordura trans. Pipoca de microondas, biscoitos, bolachas, sorvetes são
todos "lobos maus vestidos de chapeuzinho vermelho". Atrás de uma aparente
inocência se esconde uma gordura que mina os vasos arteriais ao longo da
vida, produzindo sua obstrução ("É pior do que se pensava",
19 de julho). Doutor Benedito Borges Cuiabá, MT Sanguessugas
A página 62 da última edição
de VEJA ("A delação funcionou", 19 de julho) me trouxe um pouco
de alento e mostrou quão importante é o papel da imprensa na cobrança
do bom funcionamento de nossas instituições, ao informar com precisão,
sem abafa. Parabéns à revista, à Polícia Federal pelo
grande trabalho e a quem tenha permitido instituir a delação premiada
em nosso Código Penal. Que essas contribuições resultem em
algo por que tanto ansiamos ver: a condenação dos comprovados e
abjetos criminosos. Mário Celso de Moraes São Paulo,
SP Claudio de Moura
Castro A questão é: de quantos
manés o Brasil precisa para crescer? No artigo, Claudio de Moura Castro
compara um funcionário de empresa de nível secundário no
exterior com um mané de curso superior no Brasil (Ponto de vista, 19 de
julho). Incluo-me entre esses manés. Imagine então o ônus
que pagam as nossas empresas. Além de toda a carga tributária que
têm de pagar, elas precisam sustentar um monte de manés. Parabéns
aos nossos manés, que vão além das faculdades, fazem MBA
e pós-graduação. Clésio de Oliveira Administrador
de empresas Criciúma, SC
Enquanto a política de investimentos no ensino fundamental for desse jeito,
continuaremos os "manés do conhecimento", os outros estarão anos
à nossa frente. Luiz Carlos Socolosk Professor São
Pedro do Ivaí, PR
Diogo Mainardi Diogo Mainardi resumiu em
seu artigo "Voto de nariz tapado" (19 de julho) o sentimento da maioria das pessoas
conscientes do país. Não temos político realmente idôneo,
então ficamos com o "menos pior" ou ainda o que tem maior possibilidade
de derrubar o governo que conseguiu, literalmente, destruir e dar novo sentido
aos conceitos de ética e moral. Afonso Vieira Tangará
da Serra, MT Mainardi resumiu com
precisão o sentimento que toma conta de todos os que estão órfãos
politicamente. Na ausência total de uma plataforma liberal-democrata, restou-nos
a aborrecida tarefa de tapar o nariz e decidir entre a esquerda social-democrata
(mensaleira ou não) de PT e PSDB, o coronelismo fisiológico do PMDB
e do PFL e o monstrinho trotskista do PSOL. A decisão por Geraldo Alckmin
não é difícil, mas a contrariedade não deixa de ser
grande. Pobres de nós, brasileiros! Thomaz Saboia Rio de
Janeiro, RJ Depois de tanto
ilusionismo na política brasileira, em que mensaleiros são apresentados
como vítimas do sistema, acho que tapar o nariz é a forma de o eleitor
brasileiro, no jogo do faz-de-conta, acreditar que há esperança.
Afinal, o que o nariz não cheira o coração não sente.
Kellen C.N. Faria Goiânia, GO
Tecnologia Fico imaginando a Copa do Mundo
em 2014 no Brasil: obras inacabadas, estádios imundos, insegurança,
arrastão, propina, mensalão, sanguessugas, corrupção,
MST, Varig, PCC. É melhor que a Copa seja realizada no Iraque. Lá
a segurança é melhor ("O que ninguém viu... na Copa que todo
mundo viu", 19 de julho). Luiz Tadeu Barbosa Silva Fátima
do Sul, MS Televisão
A detetive Olivia Benson, de Law &
Order SVU, não foi abusada sexualmente em sua adolescência. A
vítima do estupro foi sua mãe, que engravidou por isso e resolveu
ter a criança a detetive Benson, que sofreu muito com a rejeição
da mãe, que realmente era alcoólatra. Liliane de Andrade
Mogi das Cruzes, SP
Música O epitáfio do Grandaddy
não é o disco Excerpts from the Diary of Todd Zilla (que
é muito bom, mesmo), mas o Just Like the Fambly Cat, lançado
nos Estados Unidos em maio passado. Aqui, no Brasil, ainda não está
à venda. Parabéns pelo ótimo trabalho, e continuem dando
essas excelentes dicas de discos, livros, filmes e tudo o mais (VEJA Recomenda,
19 de julho). Gabriel Gama Porto Alegre, RS
Radar
A nota "A Record avança pelo país" (Radar, 12 de julho) informou
que as únicas redes nacionais presentes em Aracaju são a Globo e
a Record. Além da Globo (retransmitida pela TV Sergipe) e da Record (cuja
filiada é a TV Atalaia), em Sergipe também temos acesso à
Rede Cultura (retransmitida pela TV Aperipê), à RedeTV! (por meio
da TV Cidade) e a canais abertos religiosos, como a Canção Nova
e a Rede Vida. Ailton Alves Nunes Júnior Por e-mail
CORREÇÃO: A fabricação
de barracas impermeabilizadas à base de poliuretano se deu a partir de
1940, e não de 1920, como publicado no Guia (19 de julho).
| O BUTANTAN PODE AJUDAR
 | O
leitor Marcos Antonio Vanceto, de Piracicaba, voltou do Chile com uma preocupação:
"Soube pela TV que uma pequena aranha de cor marrom está causando sérios
problemas à população chilena. Ela vive em interiores, atrás
de móveis, livros e objetos em geral. Ela pica as pessoas e tem provocado
óbitos". De fato, a unidade de parasitologia da Universidade do Chile registra
dezenas de casos de picada pela aranha marrom (Loxosceles laeta), com a
ocorrência de duas a oito mortes por ano. "O Chile precisa da nossa ajuda.
Nós temos o Butantan, eles não", diz Vanceto. Tiago Oliveira, assessor
de imprensa do Butantan, informa que o instituto mantém colaboração
permanente com todos os países da região, como ocorreu em junho
no seminário "Diagnóstico e melhoramento de soros antivenenos na
Iberoamérica". "Infelizmente, não tivemos a participação
de nenhum cientista ou autoridade sanitária do Chile. O Butantan recebe
periodicamente grupos para visitas técnicas à sua área de
produção e realiza eventos com o objetivo de auxiliar outros países
a combater os acidentes ofídicos, aracnídicos e escorpiônicos",
diz Oliveira. Mais informações sobre o Butantan no site http://www.butantan.gov.br/.
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| OS RISCOS DAS LENTES DE CONTATO
 | A
respeito da reportagem "Vermelhos, ardentes e lacrimejantes" (5 de julho), Leandro
Luiz Fleury Rosa, especialista em lentes de contato e membro da International
Association of Contact Lens Educators e da American Optometric Association, envia
alguns comentários úteis. Para Rosa, a matéria levanta um
assunto de grande utilidade pública ao alertar para os riscos de contaminação
por microrganismos durante o uso de lentes de contato. Mas a raiz do problema,
diz ele, não está só no uso inadequado e na falta de higiene:
"Há falta de regulamentação do setor. Não se podem
vender lentes sem prescrição, mesmo as descartáveis. Muito
menos vendê-las pela internet, por telefone ou em farmácias. Mas
é o que ocorre por omissão da Anvisa e das vigilâncias estaduais
e municipais. A Confederação Nacional do Comércio, por solicitação
de especialistas em lentes de contato, apresentou à Anvisa amplo estudo
sobre os impactos desse problema, reivindicando medidas emergenciais. Não
recebeu sequer uma resposta. Portanto, se alguém tem culpa, são
as autoridades sanitárias brasileiras no cumprimento de seus deveres".
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| CPI DO CACAU
O deputado estadual baiano Heraldo Rocha apresentou um requerimento na Assembléia
Legislativa de seu estado para a criação de uma CPI que deverá
"apurar os fatos relativos à sabotagem nos cacauais da Bahia, ocasionando
a disseminação da praga conhecida como vassoura-de-bruxa". O requerimento
se sustenta na denúncia apresentada na reportagem "Terrorismo biológico"
(21 de junho), que pode ser lida em VEJA on-line (http://veja.abril.com.br/210606/p_060.html).
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