Igual ao lá de fora
Novos projetos derrubam as diferenças
entre
os carros feitos no Brasil e no exterior
Divulgação
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| Zafira, da GM:
carro brasileiro
será idêntico
ao modelo alemão
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A distância entre os carros fabricados no Brasil
e os modelos estrangeiros, que vem diminuindo nos últimos
cinco anos, ficou ainda menor na semana passada. A General
Motors anunciou que despejará 1,5 bilhão de
dólares para modernizar suas fábricas de São
Paulo, a fim de produzir dentro de seis meses a minivan
Zafira, que chegou à Europa no ano passado. O tempo
curto entre os lançamentos consolida uma tendência:
as montadoras estão eliminando as diferenças
entre os carros que produzem no Primeiro Mundo e em suas
filiais no Brasil. "É o fim daquele abismo que existia
entre os produtos da matriz e os feitos nas subsidiárias",
diz Roberto Falcão, engenheiro de produto da Volkswagen.
Apenas uma década atrás, um lançamento
do porte da Zafira demoraria pelo menos cinco anos para
chegar ao Brasil.
Assim como a nova minivan da GM, modelos como o Golf,
o Audi A3, o Clio, o Scénic e o Ford Ka são
clones fiéis de irmãos europeus. Isso ocorre
porque o mercado brasileiro, por suas dimensões e
disputa acirrada entre as marcas, tem merecido tratamento
especial. Aqui são fabricados 191 modelos de automóvel
de quinze marcas, número que deve aumentar com a
chegada de novos fabricantes até o final do ano.
A presença de carros mais sofisticados não
significa o fim do simples e barato. O veículo que
a indústria automobilística chama de "carro
para países emergentes", cujas principais características
são o despojamento e o baixo preço, permanece
o principal filão do mercado. O Gol, carro dos anos
80, é o líder imbatível de vendas.
A GM, três dias depois de anunciar os investimentos
para produzir a Zafira, inaugurou uma fábrica em
Gravataí, no Rio Grande do Sul, na qual será
feito o Celta, carro popular sem chance de figurar nas ruas
do Primeiro Mundo, mas que deve ser o mais barato do Brasil.
As montadoras concluíram que o melhor modo de ganhar
espaço é pôr à venda no país
um sucesso internacional. A Renault inaugurou sua fábrica
há um ano e meio com a minivan Scénic, modelo
lançado na França em 1996. É um carro
moderno, que vende bem. Agora, já se prepara para
efetuar no início do ano que vem as primeiras modificações
na perua. A exemplo do que foi feito nos modelos franceses
no final do ano passado, os faróis e as lanternas
serão redesenhados, e o carro deverá receber
novos motores em 2001. A demora de mais de um ano entre
os modelos francês e brasileiro é pequena em
termos industriais. Imagine que o jurássico Opala,
da GM, sobreviveu 23 anos por aqui.
Jorge Rosenberg
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Germano Luders
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A tecnologia do automóvel brasileiro melhorou
tanto que o veículo nacional já pode
ser exportado para o Primeiro Mundo com alterações
mínimas
1987 Antes
de ser vendido como Fox nos Estados Unidos, o Voyage
da Volks passava por 2 762 modificações
2000
O Golf é exportado para os EUA e o Canadá
com apenas 8 alterações de menor importância,
como pneus para neve
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