
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
DVD
 |
| Doris
Day: "mais um dos rapazes" |
Ardida
como Pimenta (Calamity Jane, Estados Unidos, 1953. Warner)
Com sua voz redonda e melodiosa e seu jeito maroto, Doris Day é
inesquecível no papel da fazendeira e pistoleira Calamity Jane,
que os mineiros da pequena vila de Deadwood consideram apenas "mais um
dos rapazes". O xerife Wild Bill Hickok (Howard Keel), porém, começa
a mudar de opinião quando Calamity põe um vestido cor-de-rosa
para ir a um baile. Trata-se de uma versão completamente ficcionalizada,
mas deliciosa, da história desses dois personagens reais, que virariam
símbolos do Velho Oeste, quando Bill montou seu celebérrimo
Wild West Show que chegou a contar com a presença do chefe
sioux Touro Sentado. Os extras são fracos, mas o disco compensa
essa falha com uma cópia gloriosa do technicolor original.
DISCOS
Heathen,
David Bowie (Sony Music) O cantor inglês passou as duas últimas
décadas flertando com o funk, o rock pesado e o drum'n'bass, entre
outros estilos musicais, e agora está de volta ao que sabe fazer
melhor: melodias sóbrias, interpretadas com vozeirão encorpado.
São os casos de Slow
Burn,com participação de Pete Townshend,
guitarrista do The Who, e de I Would Be Your Slave. Outro talento
de Bowie está nas releituras composições alheias
soam como se fossem criadas pelo artista inglês. Isso ocorre em
Cactus, do grupo americano Pixies, e I've Been Waiting for Your,
gravada por Neil Young em 1969. Ambas ganharam tratamento refinado, com
teclados saturados e solos de saxofone. O retorno de Bowie às origens
inclui ainda a produção de Tony Visconti, responsável
por alguns de seus melhores álbuns no passado entre eles
os clássicos Low, Heroes e Scary Monsters.
Divulgação
 |
 |
| Sonic
Youth: de volta ao velho e bom rock |
Murray
Street, Sonic Youth (Universal) Um dos ícones do
rock alternativo americano dos anos 80, o Sonic Youth teve seu trabalho
contestado na década passada, quando abandonou o arroz-com-feijão
e partiu para trabalhos experimentais difíceis de agüentar.
Nesse álbum, o grupo retoma a sonoridade que lhe rendeu admiradores
famosos como Kurt Cobain e o cantor Beck. As quatro primeiras faixas de
Murray Street nome da rua em que está localizado
o estúdio do grupo e uma das localidades atingidas pela tragédia
do dia 11 de setembro são puro rock de garagem, com as guitarras
de Lee Ranaldo, Thurston Moore e do novo integrante Jim O'Rourke. Em faixas
como Sympathy
for the Strawberry e Plastic Sun, o grupo volta
a flertar com o experimentalismo mas de forma divertida.
LIVROS
Dois
Assassinatos em Minha Vida Dupla, de Josef Skvorecky (tradução
de Zaida Maldonado; Record; 159 páginas; 19 reais) A República
Checa tem três escritores de renome internacional: Milan Kundera,
Vaclav Havel e Josef Skvorecky. Perseguido pelo comunismo, Skvorecky há
muito deixou o país natal, indo morar no Canadá. Nesse romance
curioso, ele mistura elementos de autobiografia a uma trama policial.
O protagonista do livro é um professor universitário, que
ajuda a elucidar um assassinato no campus onde leciona ao mesmo tempo
que defende sua mulher da acusação de ter sido uma informante
da ditadura checa. Skvorecky nunca investigou um crime. Mas sua mulher,
que ajudou vários autores do Leste Europeu a se tornarem conhecidos
para além da Cortina de Ferro, sofreu perseguição
semelhante à relatada no livro. Leia
trechos do livro.
Correntezas,
de Frances Fyfield (tradução de Celso Nogueira; Companhia
das Letras; 320 páginas; 31 reais) Uma das novas sensações
do romance policial, a escritora inglesa Frances Fyfield é advogada
criminal e chegou a colaborar com a polícia e com a promotoria
de Londres na resolução de crimes. A experiência habilitou
Fyfield na hora de criar personagens como os de Correntezas.O livro
narra a história de Henry Evans, americano que volta para a cidadezinha
de Warbling, na costa da Inglaterra, em busca de Francesca Chisholm, um
amor de vinte anos atrás. Descobre, então, que ela está
presa sob a acusação de ter afogado o filho de 5 anos. Evans
decide provar a inocência da ex-namorada, mesmo que Francesca tenha
confessado o crime e todas as provas estejam contra ela. Leia
trechos do livro.
|
CINEMA
Diabinhos
à moda antiga
Fotos divulgação
 |
| Stitch:
Elvis não morreu? |
Criado como arma de destruição por um cientista maluco
do planeta Turan, o Experimento 626 acaba de fugir para a Terra.
Os turanianos não dão muita bola para este lugar.
Consideram-no uma reserva ecológica destinada a preservar,
sobretudo, uma espécie: o mosquito. Mas o Experimento 626
não é algo que possa ficar solto no universo. É
preciso capturá-lo. Acontece que o monstrengo é também
esperto. Depois de aterrissar no Havaí, busca refúgio
no lugar mais improvável: o colo de uma menininha, que o
confunde com um cachorro esquisito e o adota com o nome de Stitch.
A menina se chama Lilo e, pensando bem, tem um traço em comum
com seu novo bichinho: é incontrolável. Por isso,
um severo assistente social ameaça arrancá-la da irmã
mais velha, com quem ela vive desde a morte dos pais. Como Lilo
& Stitch (EUA, 2002), que estréia nesta sexta-feira
no país, é um desenho animado da Disney, esse imbróglio
todo certamente vai ter um final feliz. Mas, antes que o diabinho
galáctico seja domado e os valores da família saiam
vencedores, quanta diversão o filme tem a oferecer?
Bastante.
Lilo & Stitch pertence a um grupo de desenhos da Disney
do qual também fazem parte Aladdin e A Nova Onda
do Imperador. Ou seja, tem humor acelerado e capricha no nonsense
e na irreverência. O par de personagens centrais é
um achado: embora sejam no fundo adoráveis, estão
longe de ter comportamento-modelo. O filme fica devendo uma música-tema
empolgante, mas compensa plenamente essa falha incorporando várias
canções de Elvis Presley à sua trilha sonora.
Isso certamente agradará aos pais, que, além disso,
gostarão da forma delicada com que é pintada a relação
entre as duas irmãs órfãs.
 |
| A
menina Lilo e seu "cãozinho": incontroláveis |
Resta
falar da animação. Lilo & Stitch foi feito
inteiramente com técnicas tradicionais. Nesse sentido, é
um filme emblemático. Nos últimos anos, os desenhos
infantis de longa-metragem passaram por uma revolução
digital. A animação computadorizada recebe hoje os
maiores investimentos e atrai os maiores públicos. Por isso,
desenhos feitos à moda antiga ganharam um status mais modesto
dentro dos próprios estúdios. Lilo & Stitch
teve orçamento baixo, inferior aos 100 milhões
de dólares que a Disney costumeiramente investe em seus animados.
Visualmente, não vai surpreender ninguém. Mas prova
que a animação tradicional está longe de perder
sua graça.
Carlos
Graieb
|
|
|
 |
|
 |

|
 |