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Edição 1 757 - 26 de junho de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]

MERCADO FINANCEIRO

Liquidação de inverno
No auge da histeria que tomou conta do mercado financeiro na semana passada, o Deutsche Bank ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira. Procurou alguns bancos brasileiros para avisar que estava leiloando alguns de seus créditos de empresas brasileiras. Entre elas, Petrobras, Gerdau e Light. Em bom português, o banco alemão estava querendo diminuir seu risco Brasil desfazendo-se de papéis dessas companhias.

 

ECONOMIA

Prestes a inchar
Se os ventos não mudarem de direção, o Pão de Açúcar anunciará em breve a compra das 62 lojas dos supermercados Sé, de São Paulo.

 

GOVERNO

Aperto verde-oliva
A verba extra de orçamento que o ministro Pedro Malan havia prometido no início do ano ao ministro da Defesa, Geraldo Quintão, deve ficar mesmo na promessa. Até hoje não saiu. E não tem prazo para ser desbloqueada.

Pelé tem mil e uma utilidades
Há uma movimentação pesada no governo FHC para reeditar a indicação da Pastoral da Criança, dirigida por Zilda Arns, para o Nobel da Paz deste ano. Vai desde a produção de um vídeo sobre a Pastoral até a convocação de Pelé para ir ao Parlamento da Noruega, responsável pelo prêmio, seduzir os votantes.

 

SUCESSÃO

Vai subir?
A batalha de José Serra para montar uma ampla base de sustentação política rendeu um subproduto. Em alguns Estados, como Santa Catarina, Ceará e Goiás, o tucano conta com o apoio de dois partidos. E cada um deles tem candidato próprio a governador. No palanque de quem Serra vai subir?

 

POLÍTICA

A volta de Egberto
Quem é vivo (e põe vivo nisso) sempre aparece: Egberto Baptista não ocupa nenhum cargo oficial no governo do Amazonas. Mas quem conhece todos os corredores da sede do governo chefiado por Amazonino Mendes sabe que o polêmico ex-ministro de Fernando Collor manda à beça por ali.

 

REFRIGERANTES

Sabor mundial
Daqui a pouco, a guerra entre os guaranás Antarctica e Kuat corre o risco de ter o exterior como campo de batalha. O refrigerante da AmBev já é produzido na Espanha, Portugal, Japão e Porto Rico. E o da Coca-Cola é hoje um sucesso no México. Lá, é vendido com o nome de Senzao, mas tem a mesmíssima fórmula do Kuat – aliás, desenvolvida no Brasil. Com dez meses no mercado, bateu a marca dos 100 milhões de litros. Isso é mais do que a marca Coca-Cola vendeu em países como Irlanda ou Uruguai no mesmo período.

 

IMIGRAÇÃO

Fronteira para profissionais
A fronteira do México com os Estados Unidos sempre foi uma das portas de entrada dos brasileiros que querem ir ilegalmente para a meca do capitalismo. Mas aí vai um número aterrorizador para quem pensa que a fronteira tem tantos buracos quanto um queijo suíço: atualmente, são quarenta os brasileiros presos no México por causa de uma dessas tentativas de pular a cerca. De lá, saem deportados para o Brasil e com o passaporte devidamente carimbado.

 

FERROVIAS

O trem descarrilou
A privatização não foi suficiente para colocar nos trilhos a malha ferroviária brasileira. Essa é a tônica da análise que o plenário do Tribunal de Contas da União fez do assunto na semana passada. O atendimento piorou, e as metas de segurança não foram cumpridas por mais da metade das empresas concessionárias. Isso para citar apenas duas das muitas falhas constatadas. E não há nos contratos de privatização sequer punição prevista para isso. Do jeito que está, ou o governo age depressa, ou o Brasil vai perder esse trem.

 

AVIAÇÃO

Gol contra
Se fosse instituído um troféu para a empresa aérea que mais cancela e mais atrasa vôos domésticos, com base nas estatísticas de reclamação dos passageiros feitas pelo DAC neste primeiro semestre (de janeiro a 7 de junho), seu ganhador seria a Gol.

 

VIOLÊNCIA

Tragicomédia à carioca
Os diálogos interceptados na escuta telefônica feita pelo Ministério Público nos celulares dos bandidos presos em Bangu 1 na semana passada são de arrepiar, mas em pelo menos um deles – ainda inédito – o tom é de pura comédia. Um dos traficantes mais perigosos do Rio de Janeiro, em conversa com uma moradora de uma favela carioca, pergunta sobre uma antiga namorada. De bate-pronto, vem a resposta da moça: "Estou muito preocupada. Ela está andando com alguns maus elementos..."

 

TELEVISÃO

Globo em inglês
Um diretor da NBC sondou a Globo sobre a possibilidade de a emissora brasileira produzir algumas séries para ser exibidas pela rede dos Estados Unidos. Seriam filmadas nos estúdios da Globo no Rio de Janeiro, com elenco americano – num acordo semelhante ao que já existe entre a Globo e a Telemundo, a rede americana que transmite em espanhol para a comunidade latina nos EUA.

 

Aproximação muito diplomática


Antonio Milena

Donna: tentando entender mais o PT


Com a maior discrição possível, a embaixadora dos Estados Unidos, Donna Hrinak, está auscultando o coração dos petistas. Já conversou com José Dirceu, o presidente do partido. Agora, convidou Aloizio Mercadante para uma reunião. Há dois meses no cargo, sempre muito diplomática, ela já elogiou Lula e chegou a dizer que o partido que mais conhece é o PT. Pelo visto, quer conhecer mais.

 

Para onde vai o turista estrangeiro?


Waldemir Cunha

Rio: cidade continua a preferida dos estrangeiros


A pesquisa anual da Embratur sobre o turismo no Brasil mostra que o principal destino continua a ser o Rio de Janeiro. Um a cada três visitantes estrangeiros passa por ali quando vem ao país. Salvador, com sua riqueza cultural, aparece apenas como a quinta cidade mais procurada por eles. A Amazônia não está nem na lista dos dez lugares mais visitados. Os portugueses preferem o Recife, enquanto a maior concentração de patrícios está no Rio de Janeiro. Essas são algumas curiosidades do estudo, que traz uma constatação negativa. A renda média anual do turista, que era de 39 000 dólares há três anos, baixou para 34 000 dólares.

 

Colaborou Marcelo Carneiro

 

 
 

 

Fotos: Agência Brasil e Ed Ferreira/Agência Estado

 

   
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