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Ele
quer
mudar tudo
George Lucas, um sujeito à moda
antiga, lidera
outra revolução
tecnológica com Ataque
dos Clones
Isabela Boscov, de São Francisco
Fotos © Lucas Film LTD. & TM.
All Rights Reserved
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Hayden
Christensen e Natalie Portman, como os futuros sr. e sra. Darth Vader:
tudo digital, como quer Lucas |

Veja também |
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Dentro
de uns poucos anos, os moradores do Condado de Marin, cerca de 60 quilômetros
ao norte de São Francisco, na Califórnia, poderão
comprar laticínios, hambúrgueres e até azeite de
oliva produzidos numa fazenda célebre da região o
Skywalker Ranch, de propriedade de George Lucas. O produtor da série
Star Wars, a maior franquia da história do cinema, agora
anda enamorado da idéia de virar pequeno produtor rural. Dos vinhedos
do Skywalker que sedia três de suas cinco empresas ,
ele manda a colheita para a vinícola do colega Francis Ford Coppola,
que cuida de prensar as uvas. As garrafas que saem daí costumam
ser distribuídas para amigos seletos. Os ovos e verduras servidos
nos quatro restaurantes da fazenda, onde trabalham cerca de 250 pessoas,
são em boa parte de produção própria. O gado
da raça longhorn também não está lá
de enfeite, e sim para corte. As oliveiras ainda não dão
frutos, mas seu dono pode inspecioná-las da janela de seu amplo
escritório, no 2º andar de uma mansão. Mas por enquanto
Lucas não pensa em abandonar o ganha-pão que o tornou famoso.
Há quase oito anos o diretor trabalha ininterruptamente na segunda
fase de sua série, e deve permanecer mergulhado na empreitada até
2005, quando o episódio final chegar aos cinemas. Na segunda-feira
1º de julho, chega ao Brasil o mais recente capítulo da saga,
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones (veja
crítica).
O filme até agora acumulou uma renda mundial de 468 milhões
de dólares.
"Vida
pessoal? Que vida pessoal? Aqueles dez minutos por dia?", disse Lucas
a VEJA, recebida no Skywalker Ranch enquanto ele dava os retoques finais
no seu filme. Por retoques entenda-se um trabalho monumental de pós-produção,
que implicou interferir em 100% das tomadas. A um custo de 120 milhões
de dólares, Ataque dos Clones é a primeira grande
produção a não usar nem um metro de película:
foi toda feita em vídeo digital. Para que o visual se tornasse
"amigável" às platéias desacostumadas a esse suporte
quase que só usado em filmes experimentais ou de arte ,
vários ajustes tiveram de ser feitos. Todos os tons de pele, por
exemplo, foram tratados para parecer mais naturais. Somem-se a isso os
efeitos especiais e os cenários criados em computador quase
nada do que se vê no filme existe de verdade e tem-se um
trabalho equivalente ao de cinco filmes "normais". O argentino Pablo Helman,
um dos supervisores da Industrial Light & Magic (ou IL&M), a empresa
de efeitos especiais de Lucas, calcula que cerca de 1,5 milhão
de horas de trabalho tenham sido despendidas no processo ou cerca
de 500 pessoas grudadas no computador cinco dias por semana, durante dezoito
meses. Uma das façanhas dessa equipe foi o aperfeiçoamento
dos dublês digitais. Não é um segredo que a produção
goste de alardear, mas em diversas cenas do filme os atores apenas parecem
estar lá: por questões de conveniência (como no caso
de Christopher Lee, que aos 80 anos tem de manejar um sabre de luz), foram
substituídos por sósias virtuais.
Na
opinião de Lucas, o vídeo digital é o futuro do cinema,
e ele tem apostado alto na idéia. O diretor conseguiu que a Sony
e a Panavision se unissem especialmente para bolar uma câmera adequada
às suas necessidades. "A película é uma tecnologia
do século XIX, e não tem para onde progredir. Já
o vídeo digital está em seus primeiros passos, mais ou menos
como o filme estava nos idos de 1901. Pior do que isso nunca vai ser,
e ainda vai melhorar muito", argumenta. A questão é polêmica.
Nove entre dez diretores de fotografia acham que o filme é naturalmente
belo, e o vídeo digital, naturalmente feio. Eles também
reclamam que as limitações desse meio cores e texturas
esquisitas, para ficar no começo da lista obrigam a uma
trabalheira extra, com resultados duvidosos. Pesos-pesados como Martin
Scorsese e Steven Spielberg não pretendem abandonar a película,
mas Lucas fez dessa questão uma cruzada pessoal. Hoje há
pouco mais que uma dezena de salas nos Estados Unidos (e algumas no Brasil)
equipadas para exibir Ataque dos Clones digitalmente, como o diretor
quer. Mas o produtor de Lucas, Rick McCallum, jura que vai pressionar
sem descanso para que, em 2005, Episódio III seja visto
dessa forma em pelo menos 5.000 salas. O diretor, ao que parece, não
vai sossegar enquanto não mudar tudo no cinema.
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| A
mansão-sede do Skywalker Ranch: feita em 1986, mas ao estilo
vitoriano |
Lucas
é um perfeccionista contumaz. Esse traço não passa
despercebido a quem visita o Skywalker Ranch, impecável até
para os padrões do riquíssimo norte da Califórnia.
Nos cerca de 2.700 acres da fazenda coincidentemente situada no
Lucas Valley, sobrenome também do fazendeiro que primeiro se estabeleceu
por lá há flores por toda parte, os ambientes são
espaçosos e perfeitamente arrumados e o ar é puro. Fumar
por lá, nem pensar. Nem Rick McCallum, segundo na hierarquia do
império de Lucas, pode acender um cigarro em seu escritório.
A sala de projeção do Skywalker Ranch na verdade,
um cinema gigantesco é de um apuro técnico sem rival.
Lucas é, entre outras coisas, o inventor do sistema de som THX,
um aperfeiçoamento do dolby stereo, e tratou de usar seu próprio
teatro como amostra. Embora a sede da fazenda só tenha sido erguida
em 1986, ela é minuciosamente copiada do estilo vitoriano. Sua
biblioteca é objeto de estudo de arquitetos, os vidros são
trabalhados, há telas originais de Norman Rockwell espalhadas pelas
salas e o trabalho em madeira é esmerado. Nada no Skywalker Ranch
sugere um homem que está à frente de uma revolução
tecnológica sempre em andamento no cinema. "Sou uma
pessoa meio antiga", diz Lucas, que foi criado por um pai severo, dono
de uma papelaria, na cidade californiana de Modesto.
No
que toca à personalidade, Lucas é mesmo "antigo"
um homem reservado, que guarda as demonstrações de humor
apenas para os íntimos. Sua placidez também é célebre
nos limites do Skywalker. Uma de suas assessoras diz que só é
possível perceber que o chefe está bravo quando ele próprio
anuncia: "Estou bravo". Lucas não gosta do ambiente de Hollywood
tanto que se estabeleceu longe dele , só freqüenta
festas públicas quando se trata de benemerência e decididamente
não é do tipo que circula acompanhado de top models. Seu
tempo, diz ele, é dos filhos Amanda, de 21 anos, Katie, de 13,
e Jett, de 9. Ele cria os três sozinho. Amanda foi adotada quando
Lucas ainda estava casado com a montadora Marcia Griffin. A união
durou catorze anos, até 1983, e não acabou de forma feliz.
Aparentemente descontente com a entrega do marido ao trabalho, Marcia
teve um caso extraconjugal. Consta que, no divórcio, ela levou
cerca de 50 milhões de dólares da fortuna pessoal de Lucas
hoje estimada em mais de 2 bilhões de dólares. "Eu
gostava de ser casado. Por mim, provavelmente não teria me separado.
Mas aprendi a gostar de ser solteiro. A vida não é perfeita,
mas pode ser boa quando se decide que ela seja", pondera o diretor, que
foi criado como metodista, mas brinca que, como todo mundo no norte da
Califórnia, é "meio budista".
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| Palpatine,
o futuro imperador, com uma das criaturas do filme: quase nada é
de verdade |
Depois
da separação, Lucas só teve um namoro conhecido,
com a cantora Linda Ronstadt. Comenta-se que ele teme que as mulheres
se aproximem pelos motivos errados o dinheiro. A falta de uma companheira,
diz Lucas, foi mais arrasadora quando, depois do divórcio, ele
adotou mais duas crianças e se viu às voltas com três
filhos em idades muito distintas de uma adolescente a um bebê
e com rotinas completamente diferentes. "Eu às vezes me
sentia anestesiado de tanto cansaço", relembra. "E olhe que sou
meu próprio patrão e posso fazer meus horários."
Lucas
é mais do que o seu próprio patrão. É o mais
bem-sucedido cineasta independente de todos os tempos e o único
acionista de suas empresas, que incluem a Lucasfilm, a Skywalker Sound,
a IL&M e uma divisão de games. Não deve satisfações
nem a estúdios a Fox tem apenas um acordo de distribuição
da série Star Wars nem a banqueiros. Apesar de já
ter amargado fracassos, como o universalmente detestado Howard, o Super-Herói,
seus acertos são tão esmagadores que lhe permitem financiar
os filmes com dinheiro do próprio bolso e está-se
falando aí em dezenas de milhões de dólares. Seu
sucesso é tal que ele pode se permitir atitudes cavalheirescas
que, a outros, seriam doídas. Quando Titanic, de James Cameron,
ultrapassou Star Wars na bilheteria, Lucas mandou publicar um anúncio
nas revistas especializadas em que os personagens de sua série
apareciam naufragando no transatlântico, acompanhados de parabéns.
Lucas é também um homem de negócios astuto e obstinado.
Quando a Fox lhe ofereceu um pequeno cachê para dirigir o primeiro
Star Wars, ele não se fez de rogado. Exigiu em troca apenas
o direito de explorar a venda de produtos associados ao filme. Certo de
que isso não daria em nada, o estúdio topou e assistiu
de longe à inauguração da era do merchandising e
do licenciamento em proporções antes inimagináveis.
Calcula-se que o faturamento dos produtos ligados a Star Wars ronde
os 4 bilhões de dólares.
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Os
personagens de
Star Wars naufragam
no Titanic:
anúncio publicado
por Lucas
para parabenizar James Cameron quando este o superou na bilheteria
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A
jóia desse império é a IL&M. Criada como uma
oficina que reunia gente disposta a inventar meios de dar forma ao universo
que Lucas imaginava para Star Wars, a empresa hoje é uma
potência. Sediada em 22 discretíssimos galpões em
San Rafael, próximo a São Francisco onde o diretor
mora , tem um nome falso pintado na porta da modesta recepção.
Ele não pode ser revelado por questões de segurança.
VEJA teve de se comprometer formalmente a não publicá-lo.
Do jeito que se apresenta, poderia passar por uma ótica de cidade
pequena. Mas a IL&M emprega 1.300 funcionários de 22 nacionalidades,
realiza 70% de todos os efeitos especiais de cinema no mundo e só
perde em capacidade de processamento para a Nasa. Atende qualquer cineasta,
de qualquer estúdio. A encomenda é ao gosto do cliente:
se ele quiser algo tão sofisticado que nem sequer existe ainda
(como os dinossauros de Jurassic Park), o departamento de pesquisa
e desenvolvimento da IL&M inventa os programas necessários.
Basta bancar a conta. "Hoje em dia temos apenas duas limitações:
tempo e dinheiro. Com o suficiente dos dois, fazemos qualquer coisa",
resume o supervisor Pablo Helman. Lucas que para todos os efeitos
é apenas um cliente da IL&M diz que a empresa fatura
alto, mas não dá lucro. Segundo ele, esse é o tipo
do negócio em que tudo o que se ganha tem de ser reinvestido, sob
pena de perder-se a dianteira.
Entre
as invenções de Lucas contabilizam-se ainda o "filme-evento"
essa em conjunto com o amigo Steven Spielberg, que pouco antes
de Star Wars lançara Tubarão e a edição
não-linear, que permite aos montadores acessar o filme em qualquer
ponto, mais ou menos como num CD-ROM, sem ter de fazer correr quilômetros
de película em uma moviola até enlouquecer. A verdadeira
revolução conduzida pelo diretor, contudo, foi a dos efeitos
especiais. Quando lançou o primeiro Star Wars, em 1977,
Lucas foi tomado como um excêntrico. Na época, efeitos eram
considerados uma coisa meio embaraçosa, reminiscente dos velhos
épicos de Hollywood. Num episódio famoso, Lucas fez uma
exibição prévia do filme para seus amigos mais chegados,
entre eles Brian De Palma e Spielberg. Todos acharam que o fiasco era
certo, à exceção do último. "Vai ser um arraso",
ele anunciou. Foi mais do que isso. É seguro dizer que Star
Wars é um fenômeno cultural e, para alguns fãs
mais deslumbrados, uma religião. No último censo americano,
aliás, milhares de pessoas atestaram ser da doutrina "Jedi"
aquela dos cavaleiros que dominam a Força ou, como no caso do vilão
Darth Vader, se deixam arrastar para o lado escuro desse poder misterioso.
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| Os
pais de Luke e Leia: romance que não convence |
Costuma-se
atribuir o impacto de Star Wars ao seu visual revolucionário.
Em igual medida, porém, seu sucesso depende da simplicidade franciscana
do argumento: um cozido de várias mitologias em que sobressaem
valores como heroísmo e temas como pai contra filho, o bem contra
o mal. É uma espécie de catecismo contado em imagens vertiginosas,
que de alguma forma tocou num nervo exposto da platéia. É
curioso notar que Ataque dos Clones é apenas o quinto filme
que Lucas dirige. Os outros foram THX 1138 e American Graffitti,
no início de carreira, o primeiro Star Wars e A Ameaça
Fantasma, estes separados por um intervalo de 22 anos. O Império
Contra-Ataca e O Retorno de Jedi foram, sensatamente, entregues
a profissionais mais experientes. Lucas é um produtor arrojado
e um argumentista arguto, como prova o seu sucesso. Mas, como diretor
e roteirista, não passa do sofrível. Seus diálogos
duros e repletos de clichês enfureciam Harrison Ford, o Han Solo
da primeira trilogia, que certa vez reclamou: "George, você pode
datilografar essa porcaria, mas é impossível dizê-la".
Lucas também admite que, para ele, filmar é como "fazer
compras no supermercado". Só quando entra na sala de montagem é
que ele sente que está, por assim dizer, preparando o jantar. Num
processo que horroriza muitos cineastas, ele chega a mexer digitalmente
na atuação do elenco. Combina, por exemplo, o rosto de um
ator numa tomada com o seu corpo numa outra, até chegar ao que
considera o melhor. Essa facilidade, como a Força dos jedis, tem
seu lado negativo: cada vez mais é possível perceber em
seus filmes a falta de preocupação em criar um "momento"
numa cena, aquela aura inefável que fisga a platéia não
pela razão, mas pela emoção. Como diz o veterano
diretor William Friedkin, o cinema pós-Lucas é como a comida
pós-fast food: o paladar por uma boa refeição está
virando coisa do passado.
| MUITA
INDÚSTRIA, POUCA MÁGICA |
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| McGregor
(à esq.) e Christensen: difícil
acreditar que eles são os formidáveis Obi-Wan
e Darth Vader |
Muito
tempo atrás, numa galáxia que parece cada vez mais
distante, Star Wars era uma série que tinha graça,
aventura e drama e era capaz de causar empolgação.
Hoje ela não passa de uma franquia. Esperava-se que, depois
da decepção de A Ameaça Fantasma, o
novo Episódio II: Ataque dos Clones (Star Wars
Episode II: Attack of the Clones, Estados Unidos, 2002),
que estréia no dia 1º de julho no país, fosse
capaz de redimir a saga estelar. Este, afinal, é o capítulo
em que o jovem cavaleiro jedi Anakin Skywalker (o canadense Hayden
Christensen) começa a sucumbir ao lado negro da Força,
ao mesmo tempo que contraria os votos de sua ordem e corteja a senadora
Padmé Amidala (Natalie Portman). Desse imbróglio,
como se sabe, resultarão os irmãos Luke Skywalker
e Leia e o império maligno de Darth Vader. Pois o mistério
é como essa ponta, que se passa trinta anos antes da primeira
trilogia, vai se juntar à outra: Ataque dos Clones gasta
duas horas e vinte minutos com efeitos especiais cheios de som e
de fúria, que nada significam, mas de história mesmo
tem muito pouco. Pior: o pouco que há é frouxo, confuso
e aborrecido. É um feito no pior sentido que
até atores de gabarito, como Ewan McGregor e Samuel L. Jackson,
pareçam verdadeiras moscas-mortas em cena.
São vários os problemas que atingem esta segunda fase
da série. Alguns antigos George Lucas é um
diretor e roteirista vacilante, mas que agora teima em capitanear
seus filmes, em vez de passá-los a colegas mais inspirados.
Outros problemas são mais recentes, e têm a ver com
a obsessão digital do cineasta. Uma revisão dos três
primeiros filmes esclarece a questão: os efeitos antigos,
que à época pareciam colossais, hoje de fato são
toscos perto do que se pode fazer com o auxílio de um computador.
Por outro lado, a necessidade de usar maquetes e bonecos conferia
às imagens uma concretude e uma sensação tátil
que, na sua nova versão, elas nem de longe possuem. Star
Wars nunca foi tão realista, e ao mesmo tempo tão
irreal e imaterial, tão desconectado das emoções
simples que era capaz de provocar. A ausência desse corpo-a-corpo
se reflete no trabalho dos atores. Obrigados a atuar na frente de
telas azuis (que depois são substituídas por cenários
na maior parte digitais) e contracenar com o nada, eles demonstram,
obviamente sem querer, o quanto ficam alienados por todo esse processo.
Não menos grave é o tom sério e engessado que
a saga assumiu. Sem o amor-ódio de Han Solo e Leia, toda
a tarefa de criar algum humor recai sobre os robôs C-3PO e
R2-D2, que são apenas marginalmente qualificados para tanto.
E, sem Darth Vader com o seu vozeirão sinistro e seu traje
de samurai espacial, não há nenhum terror e nenhum
drama. Como bem observou o crítico do New York Times,
Ataque dos Clones está rendendo fortunas porque os espectadores
americanos se comportam como "moscovitas da era Brejnev, fazendo
filas à porta dos cinemas por hábito e compulsão".
Vão ver muita indústria e muita luz, e quase nada
de mágica.
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