| Fale conosco |
| Ajuda |
| Mapa do site |
![]() |
|
|
Crie seu grupo |
A era dos
|
|
As
farmácias hoje são palco de uma revolução
que começou em meados dos anos 90 e não tem data para terminar
a dos super-remédios. De poderosos analgésicos a
drogas específicas para o tratamento de distúrbios graves,
eles devolveram a milhões de pessoas uma qualidade de vida que
parecia perdida para sempre. Estão para seus similares dos anos
80 assim como o Boeing 777 está para o 14-Bis, o avião
de Santos Dumont. Viagra (para impotência), Celebra e Vioxx (dores),
Zoloft (depressão) e Lípitor (taxa alta de colesterol) são
alguns dos nomes dos medicamentos ultrapotentes que entraram para o vocabulário
cotidiano. Turbinada pelos fantásticos resultados financeiros desses
produtos, a indústria farmacêutica emprega bilhões
de dólares em pesquisas, com o objetivo de produzir medicamentos
ainda mais efetivos que os atuais. Uma prova desse esforço é
que está previsto o lançamento de pelo menos uma dezena
deles até o ano que vem (veja
quadro). Além de médicos, biólogos
e químicos, a fabricação de novas drogas inclui engenheiros,
físicos e especialistas em computação. É um
processo longo e caro. Para inventar uma molécula de uma substância,
leva-se em média seis anos. Quase o mesmo tempo é gasto
em testes com animais e, ultrapassada essa fase, com seres humanos. Até
chegar às farmácias, um super-remédio terá
custado algo em torno de 800 milhões de dólares.
![]() |
![]() |
![]() |
Uma das estrelas mais faiscantes dessa constelação é o Viagra, que livrou os homens do pesadelo da impotência sexual. A operação para criar o Viagra é um exemplo de como um grande laboratório no caso, a Pfizer mobiliza mundos e fundos para lançar um super-remédio. Cerca de 1 500 pesquisadores trabalharam na confecção da pílula azul, ao longo de quinze anos. O resultado superou todas as expectativas. Só no ano passado, o remédio rendeu a seu fabricante 1,3 bilhão de dólares. Atualmente, ele é usado em 110 países. O Viagra é uma mina de ouro, representou um tremendo avanço médico e também operou uma mudança radical no terreno do comportamento. Com ele, a impotência deixou de ser um tabu, para ser discutida e tratada como mais um distúrbio que pode atingir qualquer um. O assunto se tornou tão aberto que até Pelé concordou em fazer propaganda do medicamento na televisão mas ressaltando que ele próprio nunca precisou. Na trilha do Viagra, outros laboratórios investiram pesado na confecção de drogas antiimpotência. No ano passado, chegou às farmácias brasileiras o Uprima, o comprimido vermelho do Abbott. E, até o início do ano que vem, será colocado no mercado um medicamento chamado Cialis, do Eli Lilly. O Cialis, afirma seu laboratório, terá efeito um pouco mais rápido e bem mais duradouro que o do Viagra. Deverá causar ereção trinta minutos depois de ingerido e um único comprimido dará ao paciente a capacidade de ter ereções durante 24 horas com o devido estímulo, é claro. A pílula azul da Pfizer precisa ser tomada com antecedência de pelo menos quarenta minutos, e seu efeito não ultrapassa duas horas. Ao contrário do Viagra e assim como o Uprima , o Cialis poderá ser utilizado por cardíacos, sem restrições.
O austríaco Sigmund Freud, pai da psicanálise, sonhava com a invenção de um comprimido da felicidade, que aboliria para sempre os tormentos psíquicos. Esse dia ainda parece estar longe, mas avançou-se de forma impressionante no campo dos antidepressivos. Remédios mais antigos, como o Anafranil e o Tofranil, da classe dos tricíclicos, agem diretamente na produção de serotonina e noradrenalina, duas substâncias produzidas pelo cérebro que estão relacionadas à depressão. Seus efeitos colaterais, no entanto, são pesados. Para tentar aliviá-los, as pesquisas enveredaram pelo caminho de drogas que interferissem apenas nos níveis de serotonina. Foi assim que se chegou ao festejadíssimo Prozac, precursor do Zoloft. Mas a verdade é que ele não se mostrou tão efetivo quanto seus antecessores nos casos de depressão mais severos. A última geração de antidepressivos, composta pelo Ixel, da Roche, e pelo Wellbutrin, da GlaxoSmithKline, conseguiu reunir a eficácia dos tricíclicos com a maior tolerância das drogas da família do Prozac e do Zoloft. Ambos controlam bem a depressão sem diminuir a libido e sem causar aumento de peso, dois dos efeitos adversos mais comuns dos antidepressivos antigos. O Wellbutrin vem sendo receitado até mesmo para o tratamento de mulheres que padecem de falta de desejo.
Também há boas notícias no que se refere ao combate de doenças como pneumonia, sinusite aguda e bronquite. O antibiótico Ketek, da Aventis Pharma, é uma alternativa contra tais problemas. Com ele, o tratamento dessas moléstias ficou mais curto passou a ser de cinco dias em média, com uma única dose diária. Os antibióticos que estão no mercado devem ser administrados de três a quatro vezes ao dia, num período mínimo de uma semana. Para osteoporose, o Fortéo, do Eli Lilly, é o primeiro remédio que, além de evitar o desgaste dos ossos, constrói massa óssea. Há ainda boas promessas para os diabéticos. O Exubera, da Aventis Pharma e da Pfizer, é uma insulina inalável para tratamento de diabetes tipo 1 e 2. Ela substitui as injeções e age mais rapidamente no organismo.
Os lucros provenientes das vendas de um super-remédio superam em muito o investimento. Para se ter uma idéia, em 2001 as novas drogas utilizadas no tratamento de doenças cardiovasculares e do sistema nervoso central renderam 90 bilhões de dólares aos maiores laboratórios do mundo. A indústria farmacêutica, como um todo, movimenta anualmente 350 bilhões de dólares e está crescendo a uma taxa de 14%. O círculo é virtuoso. Como seu progresso está intrinsecamente ligado à produção de fármacos cada vez mais específicos e potentes, cerca de 20% dos lucros são revertidos em pesquisas. É o setor da economia que mais aplica em estudos e desenvolvimento de novos produtos. Os custos de fabricação de um remédio aumentaram 250% na última década, e isso também se deve à maior rigidez dos órgãos de controle de medicamentos. Hoje, os testes clínicos são muito mais complexos e amplos. Estima-se que, para cobrir os gastos com pesquisas e experiências, uma companhia farmacêutica tenha de lançar, no mínimo, dois super-remédios por ano.
De cada 10.000 moléculas pesquisadas, apenas uma se mostra segura e potente o suficiente para ser transformada em medicamento. Neste exato momento, há pelo menos 1.000 drogas em desenvolvimento nos laboratórios de uma vacina contra a Aids a medicamentos capazes de prevenir tumores malignos. É impossível precisar quantas delas chegarão ao mercado. Pode acontecer de um remédio passar pelas diversas fases de pesquisa e, na reta final, descobrir-se que ele causa um efeito colateral que o inviabiliza comercialmente. Volta-se, então, à estaca zero. Também pode ocorrer de um medicamento em que se apostam todas as fichas não ser assim tão melhor que seus similares. Foi o que se deu recentemente com o Vanlev, um anti-hipertensivo da Bristol-Myers Squibb que deveria ser lançado com estardalhaço. Aguardado como a cura definitiva da pressão alta, ele se revelou pouquíssimo superior ao seu concorrente direto, o Vasotec, da Merck. Conclusão: frustradas as expectativas dos investidores, as ações da Bristol despencaram a queda foi de 30% em seis meses.
Os fracassos, no entanto, costumam virar uma nota de rodapé na história de um laboratório quando se acerta a mão. Um único super-remédio pode garantir vendas anuais na casa do bilhão de dólares. Dos 36 remédios do catálogo da Pfizer, oito respondem por 80% dos 32 bilhões de dólares faturados anualmente pela empresa. E apenas cinco produtos de um total de sessenta da Merck Sharp & Dohme garantem à empresa 65% do seu faturamento de cerca de 47 bilhões de dólares. Entre as drogas que hoje mais dão lucro estão as estatinas, substâncias que reduzem o nível de colesterol ruim e ajudam a aumentar a quantidade do bom. Explica-se: uma em cada cinco pessoas tem colesterol alto e, conseqüentemente, está mais sujeita a um infarto cardíaco. Até o lançamento do Lípitor, em 1998, o tratamento-padrão para o problema se resumia a dieta com pouca gordura e exercícios físicos. O problema é que, para a maioria das pessoas, isso não bastava o colesterol alto é sobretudo uma questão genética, e não de hábitos de vida. Com o Lípitor, o panorama mudou. Os pacientes que adicionaram o medicamento ao tratamento-padrão conseguiram reduzir o colesterol total em até 45%. Hoje, ele é consumido por 17 milhões de pessoas em todo o mundo.
Assim como o colesterol alto, a obesidade é fator de risco para o coração. Com uma agravante: faz mal também ao ego. Para controlá-la, a última palavra continua a ser o Xenical, primeiro remédio a agir diretamente no intestino e que é capaz de reduzir a absorção de gordura em até 30%. Mas existem dezenas de substâncias em estudos. A leptina é uma das que estão em fase mais adiantada de pesquisa. Trata-se de um hormônio produzido pelas células gordurosas que faz com que o apetite diminua de forma acentuada. Os laboratórios também estão estudando a indicação de antidepressivos, como o Wellbutrin e o Zoloft, para quem quer perder peso. E todos estão atrás de um remédio que acelere o metabolismo dos gordinhos, fazendo-os queimar mais calorias.
Um dos setores que mais recebem investimentos é o dos remédios contra a dor. O antiinflamatório Celebra, lançado em 1999, foi uma conquista e tanto. Ele não só tem maior ação analgésica que seus antecessores como danifica menos o estômago, órgão que mais sofre com esse tipo de remédio. Isso porque os cientistas conseguiram desenvolver uma molécula que atua apenas no local da inflamação, preservando o aparelho digestivo e as funções renais. O Celebra é efetivo principalmente no tratamento de artrite reumatóide e osteoartrite, doenças crônicas que exigem a ingestão contínua de medicamentos. O remédio contabiliza mais de 55.000 prescrições por dia em todo o mundo. Da mesma família do Celebra é o Bextra, da Pfizer/Pharmacia, que será lançado até o fim do mês que vem e é tido como a maior promessa contra dores crônicas e agudas. Ele tem potência analgésica equivalente à da morfina, mas não oferece risco de dependência.
Outro alvo importante da indústria farmacêutica são as doenças ligadas ao envelhecimento, cujo número de casos vem aumentando por causa da dilatação da expectativa de vida. Mal de Alzheimer, mal de Parkinson, osteoporose e artrite são as principais. Em 2025, a população do planeta com mais de 60 anos será de 1,2 bilhão de pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas. Como se vive mais hoje em dia, as pessoas estão sujeitas a mais doenças crônicas, que exigem a ingestão contínua de remédios. Hoje há 260 drogas em desenvolvimento contra os males do envelhecimento, entre elas, uma vacina contra a artrite reumatóide. Acaba de chegar ao mercado um medicamento para o mal de Parkinson, a Prolopa líquida, que facilita o transporte de dopamina a regiões do cérebro carentes da substância, cuja falta é a causa da doença.
Com tanto progresso, é inevitável imaginar que está próxima a cura definitiva para flagelos como o câncer e a Aids. Nenhum especialista sério arriscaria um prognóstico desses. São doenças complexas que evoluem de forma diferente e inesperada em cada paciente. Mas há o que comemorar. Embora o câncer ainda faça 1 milhão de novas vítimas todos os anos só no Brasil, as taxas de mortalidade vêm caindo drasticamente desde 1995. Em boa parte porque os quimioterápicos são atualmente muito mais eficazes. O desafio continua a ser o de matar as células cancerosas sem danificar as saudáveis. Existem cerca de 400 novas drogas para câncer em estudos nos laboratórios farmacêuticos. E, de todas as 369 que estão sendo desenvolvidas pelas empresas de biotecnologia, quase a metade (175, mais precisamente) é para tratamento do câncer. Entre as promessas para os próximos anos estão uma droga que ataca o melanoma, um dos piores tipos de câncer de pele, e outra que ajuda a prevenir o tumor de mama. Entrarão em testes, ainda, um remédio que inibe a enzima envolvida na reprodução das células do câncer de ovário e um que bloqueia o crescimento de tumores renais e pulmonares.
No caso da Aids, as conquistas foram tremendas nos últimos seis anos. Desde 1996, quando foi introduzido o coquetel de medicamentos, a mortalidade caiu pela metade. Nada menos que 98 drogas estão sendo desenvolvidas contra o vírus que causa a doença, o HIV. Uma das armas mais promissoras combina parte do material genético do HIV com uma proteína que estimula a resposta do sistema imunológico. O objetivo é limitar o dano que o vírus pode infligir ao organismo. Uma nova classe de remédios anti-Aids deve chegar ao mercado já em 2003: os inibidores de fusão. Eles impedem a entrada do HIV nas células e, com isso, a sua proliferação. Apesar da incerteza quanto à cura, os especialistas vêem o futuro com otimismo. Acreditam que, dentro de quinze anos, quem receber um resultado de HIV positivo saberá que porta um mal perfeitamente controlável pelo resto da vida.
A busca por super-remédios está promovendo profundas transformações na indústria farmacêutica. Como os investimentos têm de ser cada vez maiores e as mentes brilhantes capazes de sintetizar esses medicamentos não são exatamente abundantes, as empresas que atuam nessa área estão passando por fusões e associações. E nem sempre elas são definitivas. Há uniões que visam somente à exploração de um único remédio. Um caso exemplar é o da Pfizer e da Pharmacia, que se juntaram para fabricar o Celebra e o Bextra. Tornaram-se freqüentes, ainda, as sociedades entre gigantes da área farmacêutica e empresas de biotecnologia, de onde tem saído grande parte das novas drogas.
Tão importante quanto fabricar um super-remédio é anunciá-lo com estrondo. A estratégia de marketing da indústria farmacêutica é pesada por tradição, e remonta ao primeiro remédio produzido em escala industrial, a centenária aspirina. Em 1899, para promover o ácido acetilsalicílico, sintetizado dois anos antes por um químico alemão, a Bayer entregou aspirina em pó a médicos, para que eles a apresentassem a seus pacientes. Nascia, assim, a amostra grátis. Hoje, além de distribuir remédios gratuitamente entre os profissionais da saúde, os laboratórios bancam a ida de médicos a congressos e seminários internacionais, montados especialmente para a propaganda de um novo remédio uma estratégia questionável do ponto de vista ético, porque configura um toma-lá-dá-cá que pode influir na relação custo-benefício na hora de um profissional receitar um medicamento a um cliente. Bem mais grave do que patrocinar trens-da-alegria é a prática de contratar médicos e cientistas nominalmente independentes para que eles avalizem produtos recém-lançados. Em fevereiro deste ano, pesquisadores renomados dos Estados Unidos e da Inglaterra foram acusados de receber altas quantias de laboratórios para assinar atestados de eficácia de alguns medicamentos. O problema é que eles nem sequer haviam participado da elaboração do documento. As denúncias mostravam, ainda, que psiquiatras recebiam entre 2.000 e 5.000 dólares para elogiar determinado produto em simpósios.
A concorrência entre os laboratórios é acirradíssima. Há oito anos uma norma da Organização Mundial do Comércio estabeleceu a validade da patente de um remédio. Ela dá ao fabricante de um medicamento vinte anos de exclusividade para a sua produção e comercialização. Na vida real, a coisa funciona da seguinte forma: um laboratório cria uma molécula e, antes mesmo de saber se ela será útil para um novo remédio, requer a sua patente. Como uma droga leva em média doze anos para chegar às farmácias, isso significa que o fabricante tem, de verdade, apenas outros oito anos para vendê-la com exclusividade. Isso se o concorrente não lançar um similar ainda melhor nesse período. Vencida a patente, o caminho está aberto para a produção de genéricos. É evidente que, para a população, quanto mais genéricos, melhor trata-se de uma garantia de ter remédios a preços mais baixos. "Por outro lado, sem o lucro auferido com as patentes, não teríamos dinheiro suficiente para desenvolver os medicamentos de ponta", diz Francisco Teixeira, consultor especializado no setor farmacêutico. Para tentar driblar esse problema, uma das principais metas da indústria é reduzir o tempo de produção de um medicamento. É a lei da máxima exploração possível: quanto antes ele chegar ao mercado, maior será o lucro obtido com suas vendas. Uma prática já adotada pelos laboratórios para garantir mais alguns anos de exclusividade é pleitear uma nova patente para um produto que está para entrar em domínio público, sob o argumento de que ele serve para outras finalidades. Está em estudo, por exemplo, a indicação do antiinflamatório Celebra para tratamento do câncer de mama. No campo das doenças cardíacas, estuda-se a associação do anti-hipertensivo Norvasc ao Lípitor, redutor de colesterol, numa única cápsula.
Na produção de novos remédios, os laboratórios contam principalmente com recursos de computação gráfica. O primeiro passo é desenhar na tela uma molécula qualquer. Em seguida, os pesquisadores tentam encaixá-la em estruturas causadoras de doenças, como vírus e bactérias. Se o encaixe ocorre perfeitamente, isso significa que a molécula criada em computador pode vir a se transformar num remédio contra aquele mal. Quando não se combina com nenhum agente patogênico, ela é guardada num banco de imagens. Isso porque, no futuro, poderá ter serventia contra uma doença da qual ainda não se conhece a causa ou mesmo contra uma que não existia na época em que a molécula foi inventada. Apesar de todo o aparato tecnológico, que ajuda a determinar previamente o caminho a ser percorrido em cada pesquisa, ainda há espaço para surpresas. Foi assim com o Viagra. Cientistas testavam uma molécula que prometia ser capaz de reduzir a pressão arterial. Ao avaliar os primeiros ensaios clínicos, descobriram que os pacientes do sexo masculino relataram a ereção como um dos efeitos colaterais. A partir daí, eles mudaram os rumos de seus estudos, aperfeiçoando a molécula para que ela combatesse primordialmente a impotência. Deu no que deu: um super-hiper-mega-remedião.
|
FORÇA NA PESQUISA Para se ter uma idéia do tamanho dos investimentos dos laboratórios, o número de cientistas do Abbott, um dos gigantes americanos, é cinco vezes maior do que o total de pesquisadores da área de saúde cadastrados no maio |
FORÇA NA PESQUISA Para se ter uma idéia do tamanho dos investimentos dos laboratórios, o número de cientistas do Abbott, um dos gigantes americanos, é cinco vezes maior do que o total de pesquisadores da área de saúde cadastrados no maior programa brasileiro de fomento à pesquisa, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) |
|
|