Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 757 - 26 de junho de 2002
Geral Turismo
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

A quinta geração dos Ford
A sofisticação
dos equipamentos
de cozinha

Não ligue tanto para o índice glicêmico
Serviços de proteção para executivos estão
em alta

Os pacotes com festas e paquera só para solteiros
Costa do Sauípe quer atrair mais turistas estrangeiros
Aeroporto gaúcho agora é também shopping center
Um diamante negro de 179 quilates vai a leilão
Brasileiros pagam imposto do tempo do Império
Os trinta anos
do escândalo de Watergate

O QG de Beira-Mar dentro do presídio
O Brasil mostrou força para chegar ao título
Felipão cala os seus críticos
Os super-remédios

Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Também tem avião

Salgado Filho é o primeiro aeroporto a se
transformar em shopping center no Brasil


Divulgação



PORTO ALEGRE

Com 68 lojas, três cinemas e restaurante, é o primeiro shopping center num aeroporto brasileiro
Liane Neves


Veja também
Galeria de fotos: mais exemplos de shoppings em aeroportos

A maioria dos grandes aeroportos internacionais parece um shopping center, tal a quantidade de lojas e restaurantes existente em suas dependências. No Brasil, com exceção das lojas duty-free, o comércio aeroportuário sempre foi minguado. O Salgado Filho, em Porto Alegre, é um caso à parte. Ele foi transformado na primeira experiência daquilo que a Infraero, a estatal que administra a quase totalidade dos aeroportos brasileiros, apelidou de aero-shopping. Seu novo terminal, inaugurado há nove meses, abriga 68 lojas, quatro lanchonetes, um restaurante, uma clínica médica e um cinema multiplex com três salas, o único na cidade com sessões pela manhã. Tudo isso está localizado antes dos balcões de check-in, para poder atender quem não vai viajar. O local já se tornou um passeio concorrido na capital gaúcha. "Nos fins de semana, pelo menos cinco ônibus de turistas param por aqui para conhecer o aeroporto", diz Itamar de Toledo Colaço, superintendente regional da Infraero. Os aeroportos do Recife, de Salvador, Brasília, Cumbica, em São Paulo, e o Tom Jobim, no Rio de Janeiro, estão em obras e também se encherão de lojas entre o término deste ano e o início de 2003.

O conceito de shopping em aeroportos é bem conhecido no exterior, com lojas de maior porte na área de embarque. "Essa é a tendência mais comum em grandes aeroportos, que funcionam como centros de conexão, e não como destino final dos passageiros", observa José Borelli Neto, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e especialista em projetos de terminais aeroportuários. Nesses aeroportos, as lojas ficam na área destinada aos passageiros em trânsito e vendem o que o país tem de melhor. No Charles de Gaulle, em Paris, o forte são as marcas famosas, como Hermès e Cartier, ao lado de filiais das Galeries Lafayette e Printemps, tradicionais lojas de departamentos da cidade. Em Heathrow, o principal aeroporto de Londres, há uma filial da Harrods, a loja de departamentos mais conhecida da capital inglesa, onde são vendidos 10% do total de perfume comercializado na Inglaterra. A razão é simples: lá, o produto custa 40% mais barato que na rua. O uísque escocês sai pela metade do preço. O ritmo de venda em Heathrow é de uma garrafa a cada sete segundos.

 
Divulgação



CHARLES DE GAULLE – PARIS
O forte do shopping no aeroporto são os produtos das grifes francesas, como Cartier, Christofle e Hermès

Estudos internacionais mostram que quem viaja a negócios gasta em média 100 dólares em compras de última hora no aeroporto. O comércio tem peso enorme no orçamento desses terminais. Mais da metade do 1,6 milhão de dólares gastos por dia na manutenção do aeroporto londrino é coberta pelo dinheiro que vem do aluguel das lojas. O arrendamento de espaço comercial no Salgado Filho rendeu nos primeiros quatro meses deste ano 4,65 milhões de reais. Representa um terço de todo o faturamento e é maior que o lucro obtido com a movimentação de carga. No conceito internacional, em aeroportos menores, que funcionam sobretudo como destino final dos passageiros, a área comercial deve ser instalada antes do balcão do check-in. O objetivo é vender aos visitantes, funcionários e acompanhantes, que não podem entrar no setor de embarque. A freqüência nos terminais brasileiros obedece a outra lógica: a cada dois passageiros que embarcam em Cumbica, o aeroporto mais movimentado do país, aparecem três acompanhantes. Das 115.000 pessoas que ali circulam por dia, só 30% são passageiros. É um público de causar inveja a qualquer shopping do mundo.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS