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Procuram-se hóspedes

Costa do Sauípe quer atrair
estrangeiros com vôos extras

Divulgação

Resorts no Sauípe: muito longe para quem vive na Europa ou nos EUA


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Galeria de fotos: Costa do Sauípe

O complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, na Bahia, foi planejado para ser a Cancún brasileira, um pólo de atração para o turismo internacional. Como o balneário mexicano, oferece mega-hotéis, praias paradisíacas e uma estrutura de lazer nunca vista no Brasil. O que sobra em Cancún e falta na Costa do Sauípe são os turistas estrangeiros. Um ano e meio depois de inaugurados, os cinco resorts e as seis pousadas operam com 52% de ociosidade, o que significa mais de 800 quartos vazios. De cada 100 hóspedes, apenas cinco vêm do exterior. Uma das razões é a escassez de vôos internacionais diretos para Salvador. São onze por semana, mas só de Lisboa e Buenos Aires. A situação começa a mudar na próxima semana, com a inauguração de novas rotas da Varig para a capital portuguesa, Madri, Milão e Miami. Em dois meses, virão também os vôos para Paris e Frankfurt. Ao todo serão mais nove vôos semanais, cada um com capacidade para 225 passageiros. O governo da Bahia, com a ajuda financeira do setor hoteleiro do Estado, vai investir 700.000 dólares na promoção desses vôos no exterior.

Quando o complexo de Sauípe foi projetado, há quatro anos, previa-se que pelo menos metade de seus ocupantes seria de estrangeiros. "Nós concorremos com 600 complexos hoteleiros parecidos em todo o mundo e perdemos muito de nossa competitividade quando um turista é obrigado a viajar quinze horas e fazer conexões para chegar até aqui", observa Thomas Humpert, presidente da Sauípe S/A, a administradora do complexo. Enquanto os estrangeiros não chegam, os hotéis apelam para promoções. Os dois resorts da rede Marriott-Renaissance oferecem diárias 25% mais baratas que no começo do ano com atividades de lazer gratuitas para atrair hóspedes brasileiros. Por 1.500 reais, um casal passa cinco dias no hotel, com café da manhã e jantar incluídos e acesso livre à estrutura de entretenimento, incluindo o spa recém-inaugurado. "Queremos que os brasileiros conheçam nossos resorts", diz Alex Fiz, diretor de marketing da rede na América Latina. É uma medida drástica. O hotel Marriott, o último a ser inaugurado, é o que mais se ressente da ausência de estrangeiros. Em abril a situação foi desesperadora: o hotel teve uma taxa de ocupação de apenas 23%.

Os cinco resorts da Costa do Sauípe esperavam lotar 50% dos apartamentos com hóspedes estrangeiros. Só conseguiram ocupar 5% com visitantes de outros países.

Metade dos 1 600 apartamentos do complexo continua vazia um ano e meio depois da inauguração.



   
 
   
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