
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Eles
querem guarda-costas
Seqüestros
provocam aumento
na procura por pacotes de
proteção para executivos
Rosana
Zakabi
O aumento dos casos de seqüestro está causando reviravolta
nos negócios das empresas de segurança no Brasil. Até
o fim do ano passado, 70% das solicitações de consultoria
feitas à americana Kroll Associates, uma das maiores companhias
especializadas em gerenciamento de riscos, relacionavam-se a assuntos
corporativos, como fraudes internas e proteção de instalações.
Apenas 30% se referiam à segurança de funcionários
e sua família. Hoje, quase metade dos pedidos diz respeito à
proteção pessoal. Na inglesa Control Risks, esse tipo de
serviço dobrou nos últimos dois anos. A clientela não
é somente de grandes companhias. Donos de empresas de porte médio
também buscam auxílio dos especialistas, com medo de seqüestro.
"Os executivos estão agora exigindo carro blindado e aulas de defesa
pessoal", diz James Wygand, presidente da Control Risks para o Brasil
e outros países da América do Sul.
A maioria dos pedidos é de São Paulo, onde o número
de seqüestros cresceu 320% nos três primeiros meses do ano
em relação ao mesmo período de 2001. Mas também
existem solicitações de Belo Horizonte, Rio de Janeiro,
Curitiba e Campinas. "Hoje há clientes que nos procuram somente
para contratar serviços de segurança pessoal, o que era
muito raro alguns anos atrás", observa Vagner D'Angelo, diretor
da Kroll. Ao serem contratadas, as consultorias analisam o cotidiano do
cliente, desde o momento em que sai de casa: ruas por onde trafega, locais
que freqüenta, pessoas com quem convive no dia-a-dia. Depois fazem
um relatório identificando os riscos a que ele e sua família
estão expostos e indicam os pontos em que a segurança deve
ser reforçada. Elas oferecem ainda curso de direção
defensiva, no qual se aprende a fugir de assaltos e seqüestros no
trânsito, e inspecionam a casa e o escritório do cliente,
para orientá-lo na compra de equipamentos para proteger esses locais.
O preço médio do pacote é de 20.000 dólares.
Até o ano passado, a Kroll prestava serviços para oito grupos
de estrangeiros por mês, cada um com quatro ou cinco executivos.
O número caiu para dois grupos, com apenas dois integrantes em
cada um. O motivo: por causa da insegurança, as empresas estrangeiras
estão evitando enviar executivos para o Brasil.
|
Os pacotes de proteção pessoal passaram de 30% para
50% do total de negócios no Brasil da Kroll e da Control
Risks, multinacionais especializadas em segurança empresarial
Os serviços incluem carros blindados, curso de direção
defensiva e equipamentos de segurança na casa e no escritório
|
|
|
 |
|
 |

|
 |