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Edição 1 757 - 26 de junho de 2002
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"Nem no futebol há o risco de nos transformarmos numa Argentina. Somos capazes de liderar e influenciar toda a América Latina."
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

Crise

Oportuna a avaliação momentânea da situação do Brasil e da Argentina ("O Brasil pode virar uma Argentina?", 19 de junho). O importante para todos nós, latino-americanos, é assimilar que a globalização é cega e avassaladora e que precisamos estimular e realizar o espírito do Mercosul para que muito em breve possamos efetivamente negociar nosso futuro econômico.
Gustavo Baptista Éboli
Porto Alegre, RS

Apesar de todos os riscos que corremos, o que me assusta não é a possibilidade de nos tornarmos uma Argentina. O que amedronta muito mais é a possibilidade bem real de estarmos nos tornando uma nova Colômbia. Para isso não existe solução a curto prazo.
Edilson Oliviera
São Paulo, SP

Fico arrepiado quando leio reportagens dessa natureza. Como lojista, sei quanto é sofrido conviver com inflação alta e moeda desvalorizada. O Brasil pode virar tudo, Argentina não!
Francisco Rodrigues Neto
Paulo Afonso, BA

Espero que o candidato Luís Inácio Lula da Silva tenha lido esta reportagem e siga o conselho dado pela Carta ao leitor de 19 de junho: "...saia da puberdade socialista e mostre preto no branco como pretende manter o país no rumo da modernidade e da estabilidade".
Gedier B. Ribeiro Jr.
Sorocaba, SP

Se o Brasil se tornar uma Argentina, de quem vai ser a culpa? Falam tanto do Plano Real, controle da inflação, superávit primário, aumento de impostos, controle de déficit público e da inflação, mas onde está a reforma fiscal e tributária?
Rubens Gonçalves
Curitiba, PR

Para que não corramos o risco de seguir o infeliz caminho tomado pela Argentina, ajudaria se a patota que escreve os discursos de Lula o fizesse expressar um compromisso mínimo com respeito a contratos firmados, afastando a aguda desconfiança que o PT sempre inspirou ("Até o PT está com medo", 19 de junho).
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

É fundamental que as pessoas melhorem a visão de mercado a fim de tomar decisões que ajudem a si mesmas e ao país. Parabéns, VEJA, por mais essa formidável contribuição à sociedade.
Emerson Maurício Souto
São Paulo, SP

 

Nigel Travis

Brilhante a entrevista com o executivo da maior rede de locação de filmes do mundo, o senhor Nigel Travis (Amarelas, 19 de junho). Ele demonstrou que os filmes são formas inexauríveis de entretenimento quando são produzidos com respaldo em pesquisas minuciosas sobre as preferências do público consumidor de cada país. São figuras com o perfil do senhor Travis que ratificam a importância do empenho e da inovação na conquista do sucesso.
Hugo Lins Barbosa Coelho
Recife, PE

Algumas décadas atrás os filmes eram mais inocentes e incentivavam a criatividade e a imaginação. Hoje em dia, quanto maior o número de mortos, maior o sorriso dos pequenos telespectadores. Vamos mudar esse quadro.
Priscila Rodrigues Bezerra Loiola
Fortaleza, CE

 

Claudio de Moura Castro

Não há nada melhor do que ouvir boas notícias sobre o Brasil ("A educação invisível", Ponto de vista, 19 de junho). E é realmente prazeroso saber que nossa educação, ainda que muitas vezes "invisível", se mostra tão promissora e diferenciada.
Henrique David
Vitória, ES

Claudio de Moura Castro nos revela um ponto de vista otimista sobre a educação no país. É de pessoas como ele que os brasileiros precisam para melhorar o autoconceito. O objetivo da educação é o desenvolvimento do indivíduo, e, para tal, a imagem positiva sobre nós mesmos representa uma importante ferramenta. Parabéns, Claudio de Moura Castro! Seu artigo não faz parte das estatísticas educativas, entretanto contribui muito para a educação.
Solange Tolomio Guimarães
São Paulo, SP

 

Oriente Médio

Minha geração viu com orgulho a queda do Muro de Berlim e a nobreza da reunificação da Alemanha. Agora, para manchar esse orgulho, aparece Ariel Sharon, reeditando um muro ainda mais vergonhoso – mais que político, ele é religioso. A história não merecia esse muro ("Um muro para manter o terror do lado de fora", 19 de junho).
Antonio Carlos Ribeiro
Livramento de Nossa Senhora, BA

 

Comportamento

Gostei muito da reportagem "O valor da sesta" (19 de junho). São poucas as pessoas que acreditam que dormindo pelo menos meia hora após o almoço a estafa física e mental diminui. Por ser um curto período de sono, muitos acabam achando que é melhor adiantar o dever para chegar mais cedo em casa. Meia hora que seja de sono compensa, sim. Só fazendo o teste para acreditar.
Jenifer Laila Lima
Piracicaba, SP

Esqueceram-se de citar o mais ilustre de todos os praticantes da sesta reconfortante, recuperadora, reparadora, reconstituinte: o primeiro-ministro britânico sir Winston Spencer Churchill. Ele não deixava de fazer a sesta, mesmo nos dias mais sombrios da II Guerra Mundial, de 1939 a 1945. As incursões da Luftwaffe sobre Londres e outras grandes cidades inglesas arrasando tudo e, em seguida, as bombas voadoras, e o Grande Homem dormindo tranqüilamente à tarde. Eram as únicas horas em que não tinha nas mãos um copo de brandy ou uísque e um charuto. E dava forças e exemplo aos seus concidadãos para a longa, sangrenta e brava luta nos dias e anos adiante: "...combateremos nas praias, nos campos, nos vilarejos...".
Everton M. Santos
Brasília, DF

 

Violência

É uma pena constatar que nossa Cidade Maravilhosa está ficando para lá de "cidade perigosa". Não bastam os assaltos, os homicídios, os seqüestros, os estupros? Quando o governo vai acordar e ver que ele não está governando o Estado do Rio, mas que todos os fluminenses estão sendo governados pelo tráfico? Além de ser a sombra da Colômbia, isso tudo é um terrorismo contra a imprensa e todos nós ("Crueldade – O que vale é a lei do bandido", 19 de junho).
Lucilene Leutenegger Machado
Zurique, Suíça

Moro há dois anos nos Estados Unidos, faço planos para voltar ao Brasil em 2004, mas esses fatos me assustam, pois não vejo uma única esperança de que isso mude. Coisa alguma pode ser feita. Não importa quem esteja no poder. Essa é mais uma raiz do câncer do Brasil. Não há nada mais importante que viver.
Alcione Félix
Brighton, Nova York, EUA

 

Tim Lopes

O que aconteceu com nosso queridíssimo Tim Lopes é o que ocorre diariamente nas cidades brasileiras, onde os traficantes fazem o que querem ("Trabalho de risco", 12 de junho). Até quando vamos viver assim, se nem os policiais treinados para executar o trabalho conseguem enfrentar a fúria dos traficantes? Quem fará a justiça? Chapolim Colorado?
Daniel Nascimento Campos
Salvador, BA

 

Radar

Indignados com a nota publicada na coluna Radar sob o título "O preferido do Exército..." (19 de junho), queremos expressar nosso mais profundo repúdio pelas ofensas que nos foram assacadas. Baseia-se ela em parecer da Procuradoria do Tribunal de Contas da União. O escritório não recebe nem um tostão do Exército brasileiro, e sim um pagamento mensal e individual dos interessados, eis que o convênio firmado impõe a adesão voluntária de cada cliente, assim como permite sua desistência a qualquer momento. Para esclarecimentos gerais, nosso escritório existe há 38 anos, praticando advocacia contenciosa em todos os campos do direito, seguindo sempre as normas éticas e legais que regem o nosso ofício. Nesses cinco anos de convênio, foram atendidas 269.381 pessoas em todas as áreas do direito.
Iberê Z. Bandeira de Mello
Bandeira de Mello e Advogados Associados
São Paulo, SP

Sobre a nota "Um cinqüentenário sem gás" (Radar, 19 de junho), a Pepsi-Cola do Brasil tem o seguinte a comentar: em abril de 2002, a Pepsi-Cola detinha 4,2% do mercado nacional de refrigerantes, no qual cada ponto porcentual equivale a aproximadamente 100 milhões de reais. No mesmo mês de 2000, esse índice era de 3,7%.
Bruno Francisco
Diretor de marketing da Pepsi-Cola
São Paulo, SP

 

João Goulart

Talvez não saibam os responsáveis pela reportagem "O poder da faixa" (12 de junho) que, através do general Amaury Kruel, então comandante do II Exército de São Paulo, foi proposto a João Goulart, na crise que culminou no golpe de 1964, que ele continuasse na Presidência da República com a condição de fechar o Congresso Nacional e prender os seus amigos Leonel Brizola e Miguel Arraes. A resposta de Jango a esse atentado contra a democracia foi: "Vocês, militares, vão ter de ter a responsabilidade histórica de derrubar o presidente da República. Prefiro cair de pé a trair o povo brasileiro". Parece-me que atitudes como essa não podem partir de homens com "personalidade fraca, facilmente manipulável", como consta na matéria.
João Vicente Goulart
Rio de Janeiro, RJ

 

Urbanismo

Excelente a reportagem "O reconstrutor de cidades" (19 de junho), sobre o trabalho do brasileiro Jonas Rabinovitch, conceituado urbanista da ONU, que participou da reconstrução e do desenvolvimento urbano de diversos países e atualmente busca soluções para a reconstrução de Cabul e outras cidades do Afeganistão. Promover o desenvolvimento de uma nação arrasada por guerras não deve ser tarefa nada fácil.
Betty Vibranovski
Rio de Janeiro, RJ

Gostaria de acrescentar à reportagem que sou coordenador na área de desenvolvimento urbano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), agência da ONU para desenvolvimento, com projetos em 166 países. O Pnud normalmente trabalha em cooperação com governos, organizações não-governamentais e agências da ONU, como Unicef, Unesco e UN-Habitat.
Jonas Rabinovitch
Nova York, NY, EUA

 

Animais domésticos

Os gastos estratosféricos com animais de estimação são regalias americanas, pois no Brasil ainda ficamos com o velho e bom vira-lata, que pode não ser um luxo, mas enche nossa vida de alegria ("Ao melhor amigo, o luxo", 19 de junho).
Thiago Hausner de Macêdo
Pedralva, MG

 

Diogo Mainardi

Obrigado por falar por muitos que também não gostam de futebol ou não o apreciam como "arte". Gostaria de poder acompanhá-lo à Amsterdã de 1660, pois, junto com o futebol, o pagode e a péssima música dita "sertaneja", eu me sinto um ET em meu país ("Futebol emburrece", 19 de junho).
Diógenes Gomes

Carapicuíba, SP

 

Para usar

Houve um pequeno equívoco na nota "Ação e aventura" (Para usar, 19 de junho). Uma das fotos publicadas mostra uma pessoa praticando mergulho autônomo. O "mergulho livre", indicado na nota, é caracterizado pela ausência de garrafa de ar comprimido e de regulador.
Carlos Alberto Riboldi
Brasília, DF

 

 

CHOVERAM CRÍTICAS


O artigo "O hino só atrapalha" (12 de junho), no qual o colunista Diogo Mainardi sugeriu mudanças drásticas no Hino Nacional brasileiro, provocou 492 comentários dos leitores. A esmagadora maioria discordou do colunista. Mas "O hino só atrapalha" alcançou o 4º lugar no ranking dos textos mais comentados na história da revista:


1) Terrorismo – "Este mundo nunca mais será o mesmo" (capa, 19 de setembro de 2001) – 653

2) "Cazuza – A luta em público contra a Aids" (capa, 26 de abril de 1989) – 625

3) "O paradoxo da miséria" (capa, 23 de janeiro de 2002) – 517

4) "O hino só atrapalha" (Diogo Mainardi, 12 de junho de 2002) – 492

5) "Eu fiz aborto" (capa, 17 de setembro de 1997) – 446

6) "Falar e escrever, eis a questão" (capa, 7 de novembro de 2001) – 372

7) "Raul Gil sabe que..." (televisão, 26 de setembro de 2001) – 360

8) Adriane Galisteu (Amarelas, 8 de setembro de 1999) – 354

9) Narcisa Tamborindeguy (Amarelas, 18 de novembro de 1998) – 330

10) Criminalidade – "O Brasil ensangüentado" (capa, 30 de janeiro de 2002) – 329

 

O VÔO DOS PRESIDENTES

Na reportagem "O poder da faixa" (12 de junho), VEJA informou que Washington Luís (1926-1930) foi o primeiro presidente a voar. De Brasília, o ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Flores da Cunha Bierrenbach escreveu: "O primeiro presidente da República a voar não foi Washington Luís, mas Wenceslau Braz (1914-1918), dez anos antes. No dia 2 de abril de 1917, decolou do cais da Ilha das Enxadas, em hidroavião da Aviação Naval pilotado pelo tenente Schorcht, sobrevoou a Baía de Guanabara e foi até Niterói". O leitor Antonino da Silva, de Mococa, São Paulo, também se lembrou do feito de Wenceslau Braz – o primeiro chefe de Estado a voar em avião militar brasileiro sobre o território nacional. Mas parece que VEJA, o ministro e o leitor se esqueceram de mais alguém. Quem lembra com detalhes é o leitor Graco Magalhães Alves, de Natal, Rio Grande do Norte: "O marechal Hermes da Fonseca (1910-1914) voou no avião militar Farman pilotado pelo tenente Albert Fequant, em Mourmelon, França, no dia 8 de julho de 1910. Em 15 de abril de 1913, no avião Curtiss pilotado pelo americano David H. McCulloug, o marechal Hermes voou sobre a Baía de Guanabara (o primeiro vôo de um presidente brasileiro nos céus do Brasil)".

 

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