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Oportuna
a avaliação momentânea da situação do
Brasil e da Argentina ("O Brasil pode virar uma Argentina?", 19 de junho).
O importante para todos nós, latino-americanos, é assimilar
que a globalização é cega e avassaladora e que precisamos
estimular e realizar o espírito do Mercosul para que muito em breve
possamos efetivamente negociar nosso futuro econômico. Apesar de
todos os riscos que corremos, o que me assusta não é a possibilidade
de nos tornarmos uma Argentina. O que amedronta muito mais é a
possibilidade bem real de estarmos nos tornando uma nova Colômbia.
Para isso não existe solução a curto prazo. Fico arrepiado
quando leio reportagens dessa natureza. Como lojista, sei quanto é
sofrido conviver com inflação alta e moeda desvalorizada.
O Brasil pode virar tudo, Argentina não! Espero que
o candidato Luís Inácio Lula da Silva tenha lido esta reportagem
e siga o conselho dado pela Carta ao leitor de 19 de junho: "...saia da
puberdade socialista e mostre preto no branco como pretende manter o país
no rumo da modernidade e da estabilidade". Se o Brasil
se tornar uma Argentina, de quem vai ser a culpa? Falam tanto do Plano
Real, controle da inflação, superávit primário,
aumento de impostos, controle de déficit público e da inflação,
mas onde está a reforma fiscal e tributária? Para que
não corramos o risco de seguir o infeliz caminho tomado pela Argentina,
ajudaria se a patota que escreve os discursos de Lula o fizesse expressar
um compromisso mínimo com respeito a contratos firmados, afastando
a aguda desconfiança que o PT sempre inspirou ("Até o PT
está com medo", 19 de junho). É
fundamental que as pessoas melhorem a visão de mercado a fim de
tomar decisões que ajudem a si mesmas e ao país. Parabéns,
VEJA, por mais essa formidável contribuição à
sociedade.
Brilhante
a entrevista com o executivo da maior rede de locação de
filmes do mundo, o senhor Nigel Travis (Amarelas, 19 de junho). Ele demonstrou
que os filmes são formas inexauríveis de entretenimento
quando são produzidos com respaldo em pesquisas minuciosas sobre
as preferências do público consumidor de cada país.
São figuras com o perfil do senhor Travis que ratificam a importância
do empenho e da inovação na conquista do sucesso. Algumas décadas
atrás os filmes eram mais inocentes e incentivavam a criatividade
e a imaginação. Hoje em dia, quanto maior o número
de mortos, maior o sorriso dos pequenos telespectadores. Vamos mudar esse
quadro.
Não
há nada melhor do que ouvir boas notícias sobre o Brasil
("A educação invisível", Ponto de vista, 19 de junho).
E é realmente prazeroso saber que nossa educação,
ainda que muitas vezes "invisível", se mostra tão promissora
e diferenciada. Claudio
de Moura Castro nos revela um ponto de vista otimista sobre a educação
no país. É de pessoas como ele que os brasileiros precisam
para melhorar o autoconceito. O objetivo da educação é
o desenvolvimento do indivíduo, e, para tal, a imagem positiva
sobre nós mesmos representa uma importante ferramenta. Parabéns,
Claudio de Moura Castro! Seu artigo não faz parte das estatísticas
educativas, entretanto contribui muito para a educação.
Minha geração
viu com orgulho a queda do Muro de Berlim e a nobreza da reunificação
da Alemanha. Agora, para manchar esse orgulho, aparece Ariel Sharon, reeditando
um muro ainda mais vergonhoso mais que político, ele é
religioso. A história não merecia esse muro ("Um muro para
manter o terror do lado de fora", 19 de junho).
Gostei muito
da reportagem "O valor da sesta" (19 de junho). São poucas as pessoas
que acreditam que dormindo pelo menos meia hora após o almoço
a estafa física e mental diminui. Por ser um curto período
de sono, muitos acabam achando que é melhor adiantar o dever para
chegar mais cedo em casa. Meia hora que seja de sono compensa, sim. Só
fazendo o teste para acreditar. Esqueceram-se
de citar o mais ilustre de todos os praticantes da sesta reconfortante,
recuperadora, reparadora, reconstituinte: o primeiro-ministro britânico
sir Winston Spencer Churchill. Ele não deixava de fazer a sesta,
mesmo nos dias mais sombrios da II Guerra Mundial, de 1939 a 1945. As
incursões da Luftwaffe sobre Londres e outras grandes cidades inglesas
arrasando tudo e, em seguida, as bombas voadoras, e o Grande Homem dormindo
tranqüilamente à tarde. Eram as únicas horas em que
não tinha nas mãos um copo de brandy ou uísque e
um charuto. E dava forças e exemplo aos seus concidadãos
para a longa, sangrenta e brava luta nos dias e anos adiante: "...combateremos
nas praias, nos campos, nos vilarejos...".
É
uma pena constatar que nossa Cidade Maravilhosa está ficando para
lá de "cidade perigosa". Não bastam os assaltos, os homicídios,
os seqüestros, os estupros? Quando o governo vai acordar e ver que
ele não está governando o Estado do Rio, mas que todos os
fluminenses estão sendo governados pelo tráfico? Além
de ser a sombra da Colômbia, isso tudo é um terrorismo contra
a imprensa e todos nós ("Crueldade O que vale é a
lei do bandido", 19 de junho). Moro há
dois anos nos Estados Unidos, faço planos para voltar ao Brasil
em 2004, mas esses fatos me assustam, pois não vejo uma única
esperança de que isso mude. Coisa alguma pode ser feita. Não
importa quem esteja no poder. Essa é mais uma raiz do câncer
do Brasil. Não há nada mais importante que viver.
O que aconteceu
com nosso queridíssimo Tim Lopes é o que ocorre diariamente
nas cidades brasileiras, onde os traficantes fazem o que querem ("Trabalho
de risco", 12 de junho). Até quando vamos viver assim, se nem os
policiais treinados para executar o trabalho conseguem enfrentar a fúria
dos traficantes? Quem fará a justiça? Chapolim Colorado?
Radar Indignados
com a nota publicada na coluna Radar sob o título "O
preferido do Exército..." (19 de junho), queremos expressar
nosso mais profundo repúdio pelas ofensas que nos foram assacadas.
Baseia-se ela em parecer da Procuradoria do Tribunal de Contas da União.
O escritório não recebe nem um tostão do Exército
brasileiro, e sim um pagamento mensal e individual dos interessados, eis
que o convênio firmado impõe a adesão voluntária
de cada cliente, assim como permite sua desistência a qualquer momento.
Para esclarecimentos gerais, nosso escritório existe há
38 anos, praticando advocacia contenciosa em todos os campos do direito,
seguindo sempre as normas éticas e legais que regem o nosso ofício.
Nesses cinco anos de convênio, foram atendidas 269.381
pessoas em todas as áreas do direito. Sobre a nota
"Um
cinqüentenário sem gás" (Radar, 19 de junho),
a Pepsi-Cola do Brasil tem o seguinte a comentar: em abril de 2002, a
Pepsi-Cola detinha 4,2% do mercado nacional de refrigerantes, no qual
cada ponto porcentual equivale a aproximadamente 100 milhões de
reais. No mesmo mês de 2000, esse índice era de 3,7%.
Talvez não
saibam os responsáveis pela reportagem "O poder da faixa" (12 de
junho) que, através do general Amaury Kruel, então comandante
do II Exército de São Paulo, foi proposto a João
Goulart, na crise que culminou no golpe de 1964, que ele continuasse na
Presidência da República com a condição de
fechar o Congresso Nacional e prender os seus amigos Leonel Brizola e
Miguel Arraes. A resposta de Jango a esse atentado contra a democracia
foi: "Vocês, militares, vão ter de ter a responsabilidade
histórica de derrubar o presidente da República. Prefiro
cair de pé a trair o povo brasileiro". Parece-me que atitudes como
essa não podem partir de homens com "personalidade fraca, facilmente
manipulável", como consta na matéria.
Excelente
a reportagem "O reconstrutor de cidades" (19 de junho), sobre o trabalho
do brasileiro Jonas Rabinovitch, conceituado urbanista da ONU, que participou
da reconstrução e do desenvolvimento urbano de diversos
países e atualmente busca soluções para a reconstrução
de Cabul e outras cidades do Afeganistão. Promover o desenvolvimento
de uma nação arrasada por guerras não deve ser tarefa
nada fácil. Gostaria
de acrescentar à reportagem que sou coordenador na área
de desenvolvimento urbano do Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (Pnud), agência da ONU para desenvolvimento,
com projetos em 166 países. O Pnud normalmente trabalha em cooperação
com governos, organizações não-governamentais e agências
da ONU, como Unicef, Unesco e UN-Habitat.
Os gastos
estratosféricos com animais de estimação são
regalias americanas, pois no Brasil ainda ficamos com o velho e bom vira-lata,
que pode não ser um luxo, mas enche nossa vida de alegria ("Ao
melhor amigo, o luxo", 19 de junho).
Obrigado
por falar por muitos que também não gostam de futebol ou
não o apreciam como "arte". Gostaria de poder acompanhá-lo
à Amsterdã de 1660, pois, junto com o futebol, o pagode
e a péssima música dita "sertaneja", eu me sinto um ET em
meu país ("Futebol emburrece", 19 de junho).
Para usar Houve um
pequeno equívoco na nota "Ação
e aventura" (Para usar, 19 de junho). Uma das fotos publicadas
mostra uma pessoa praticando mergulho autônomo. O "mergulho livre",
indicado na nota, é caracterizado pela ausência de garrafa
de ar comprimido e de regulador.
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