VEJA Recomenda
EXPOSIÇÃO
OUROS
DE ELDORADO: ARTE PRÉ-HISPÂNICA DA COLÔMBIA
(em cartaz
a partir de sábado 29, na Pinacoteca do Estado de São Paulo)
Divulgação
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No século XVI, conquistadores espanhóis embrenharam-se pela América
do Sul em busca do lugar onde viveria o El Dorado ou "homem
dourado", chefe de uma tribo indígena tão aquinhoada com ouro
que ele cobriria seu corpo com o metal precioso em pó. Tal personagem,
é claro, nunca foi encontrado (e, com o tempo, sua história se transmutaria
na lenda do Eldorado, cidade imaginária toda construída de ouro).
Mas, ao se dirigirem à região do povo mítico em questão,
os muíscas nas proximidades de onde hoje se localiza Bogotá,
capital da Colômbia , os espanhóis depararam com tesouros não
menos impressionantes. Ao longo de 2 000 anos, os muíscas e outras
tribos colombianas desenvolveram processos avançados de ourivesaria. Boa
parte do que resistiu à corrida pela riqueza dos séculos seguintes
integra o acervo de mais de 30 000 peças do Museu do Ouro de Bogotá
o testemunho mais extraordinário da opulência das culturas
pré-colombianas. A mostra paulistana traz 250 desses artefatos pela primeira
vez ao país, em um apanhado que inclui desde adornos, como pingentes e
braceletes, até itens de cunho religioso. |
EXPOSIÇÃO
Estátua
pré-colombiana:
o acervo do Museu do Ouro
de Bogotá revela a arte
de tribos como os muíscas |
DVD
A
BATALHA DOS TRÊS REINOS (Red Cliff, China, 2008. Europa)
Everett Collection/Keystone
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DVD
A
Batalha dos Três Reinos: depois de muito tempo, um filme inédito
do diretor John Woo |
Entre as décadas de 80 e 90, o chinês John Woo foi tido como o mais
original e vigoroso diretor de filmes de ação em atividade, em uma
ascensão que culminaria com A Outra Face, de 1997, e Missão:
Impossível 2, de 2000. E, então, a estrela de Woo começou
a se apagar: há mais de cinco anos não se ouvia falar em filme novo
seu por aqui. A Batalha dos Três Reinos remedeia em parte a situação
chega diretamente em DVD, uma arena acanhada para as gigantescas cenas
de batalha deste épico histórico (novidade na carreira do diretor).
Mas mostra que Woo é ainda dono de um senso de ritmo inigualável,
e mantém seu dom para cortar se-quências colossais com cenas
de singelez absoluta. Um exemplo admirável: a aparição
do senhor da guerra Zhou Yu (o sempre impressionante Tony Leung), em que um exercício
de combate é interrompido pelo som distante de uma flauta. A história
é aquela coisa no século III, suseranos com nomes difíceis
de lembrar travam guerra entre si, requisitando milhares de figurantes. Mas não
é pelo enredo que se assiste aos filmes de Woo, e sim pela sua capacidade
de tornar o simples movimento algo belo e cheio de emoção.
LIVRO
EM
CASA, de Marilynne Robinson (tradução de Adriana Lisboa; Nova
Fronteira; 400 páginas; 39,90 reais)

A americana
Marilynne Robinson, 63 anos, publicou apenas três livros em três décadas
de carreira. É daquelas autoras que constroem pacientemente uma geografia,
um universo autônomo onde transcorrem suas histórias no caso,
a pequena cidade de Gilead, no Iowa. Seu romance anterior, prêmio Pulitzer
de 2005, é intitulado Gilead e tem como protagonista John Ames,
um velho reverendo que, nos anos 50, reconstitui sua vida e a história
de sua família em uma carta ao filho. Embora Ames reapareça no novo
romance, Em Casa não é uma continuação. Trata-se
de uma nova história, centrada na família do melhor amigo de Ames,
o também reverendo Robert Boughton. Doente, ele recebe de volta em casa
a filha Glory, que vem cuidar dele nos seus dias finais. E Jack, o filho alcoólatra
e desregrado, também retorna, causando uma certa comoção
na pacata e conservadora cidadezinha. Com uma narrativa delicada, mas densa, o
romance de Marilynne atualiza, com grande sensibilidade, o tema bíblico
do retorno do filho pródigo.
DISCOS
NOS QUINTAIS
DO MUNDO, DJ Tudo (Mundo Melhor)
DJ Tudo é o
pseudônimo do instrumentista e produtor Alfredo Bello. Em dezenove anos
de carreira, ele trabalhou com artistas promissores da MPB atual, como o compositor
pernambucano Junio Baretto, e participou do CD mais recente do produtor jamaicano
Lee Perry. Mas seu melhor projeto é o estudo de ritmos folclóricos
brasileiros, que deu origem a uma coleção de quinze discos. A pesquisa
e a mistura também pontuam Nos Quintais do Mundo. Bello pinça
trechos de cantadores nordestinos, percussão africana ou gêneros
como maxixe e maracatu e dá a eles ambientação de dub ou
música dançante. Que não fique a impressão de que Nos Quintais do Mundo é um álbum estranho ou de utilidade
apenas antropológica: Bello está mais para a contemporaneidade da
dupla Brian Eno e David Byrne (autores de My Life in the Bush of Ghosts, um dos primeiros discos a explorar a world music) que para os estudos
folclóricos de Mário de Andrade. Faixas como Gaita Mestra e Baião Antigo têm poder de combustão para incendiar
qualquer pista de dança.
PYROTECHNICS: VIVALDI
ARIAS, Vivica Genaux (Emi)
Divulgação
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DISCO
Vivica
Genaux: a meio-soprano que veio do Alasca canta
as árias pirotécnicas
de Vivaldi |
Nascida no Alasca, Vivica
Genaux é uma das raras unanimidades do mundo do canto lírico: é
admirada por seu virtuosismo, por suas apresentações arrebatadoras
como as que fez em São Paulo, no ano passado, quando interpretou
peças de Händel , pelo bom gosto de seu repertório e
pela beleza de traços exóticos. A meio-soprano começou cantando
óperas de Rossini, como O Barbeiro de Sevilha e La Cenerentola.
No fim dos anos 90, ela conheceu o regente belga Rene Jacobs, que sugeriu à
cantora que se aprofundasse no repertório barroco. Desde então,
Vivica lançou discos importantes dedicados ao período (mas sem abandonar
completamente as óperas de Rossini), como uma coletânea de árias
celebrizadas pelo castrato Farinelli e a ópera Rinaldo, de
Händel. Pyrotechnics une Vivica a outro especialista em música
barroca, o violonista e maestro Fabio Biondi. O título do álbum
"pirotecnias" tem boa razão de ser: Vivaldi era
famoso por criar árias que exigiam excepcional virtuosismo e precisão
de seus intérpretes qualidades que Vivica tem de sobra.
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[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
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