Guia
Não
me deixe só!

Com
reportagem de Daniela Macedo e Gabriella Sandoval
Dorling Kindersley/Getty Images
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É o que muitos cães gostariam
de dizer a seus donos quando eles saem de casa. Os tipos mimados e dependentes
são os que mais ficam ansiosos e entediados quando estão sozinhos.
A reação? Latidos, arranhões nas portas e muita desordem
para desespero dos donos e dos vizinhos. É possível reverter
a situação, segundo o zootecnista Alexandre Rossi, autor do livro
Adestramento Inteligente:
Ao chegar e sair de
casa, não faça festa para o seu cão. Guarde a bolsa ou a
pasta, tire
os sapatos, beba uma água e, só então, o
acaricie
Para mostrar a ele quem manda (só
para lembrar: deveria ser você), ceda a pedidos apenas quando ele atender
primeiro a comandos como "senta" ou "deita". Se ele não
obedecer, ignore-o e vá fazer outra coisa
Acostume-o a não segui-lo o tempo todo. Quando ele correr na sua frente
pela casa, desvie o caminho. Evite chamar o cão quando ele estiver fora
do seu campo de visão e ignore alguns pedidos de carinho. É para
o bem dele
Entretenha-o na sua ausência
com atividades como um brinquedo que libera comida quando acionado. Outra sugestão
é esconder petiscos pela casa. Assim, ele associará sua saída
a momentos prazerosos
Se ele grudar na porta para
impedir sua saída, treine o comando "fica". Coloque-o na caminha
e dê um passo para trás, seguido de um rápido carinho. Se
ele obedecer, elogie-o de forma contida. Caso contrário, coloque-o de volta
e repita a palavra-chave. Treine esse distanciamento gradativamente, até
que o cão entenda que você vai sair, mas voltará
Felinos
adoráveis, mas desobedientes
Shutterstock
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Embora mais independentes
do que os cães, os gatos também têm problemas de comportamento
que, na maioria das vezes, visam a chamar a atenção do dono. Aqui,
os mais comuns e como revertê-los:
Problema:
o gato urina fora da caixa de areia
O que dizem os especialistas: castrar os machos previne a demarcação de território, mas
o motivo para o xixi fora de lugar pode ser outro. Como os gatos são muito
seletivos e higiênicos, o problema pode vir de uma simples insatisfação
com o "banheiro". Troque a caixa e o tipo de areia e procure mantê-la
longe da comida e da água. Para quem tem mais de um animal, cada um precisa
de sua própria caixinha de areia. "De preferência, mantenha
uma caixa a mais do que o número de gatos na casa, para que eles possam
fazer a escolha", diz Alexandre Rossi
Problema: o
gato arranha os móveis da casa
O que dizem os especialistas: os bichanos não destroem o sofá da casa apenas para afiar as unhas.
Eles o fazem também para demarcar território e para relaxar. "Oferecer
arranhadores é uma forma de evitar que eles ataquem os móveis",
diz o veterinário Mauro Lantzman. Se, ainda assim, continuarem arranhando
sofás e almofadas, cole fitas adesivas dupla face nesses locais, o que
dificultará o ato. Além disso, borrife água no gato cada
vez que ele arranhar o objeto ou ameaçar fazê-lo. Assim, o bicho
vai associar o ato de arranhar os móveis a uma sensação desagradável
Problema:
o gato some na presença de estranhos
O que dizem os
especialistas: ensiná-lo a conviver com estranhos, como hóspedes,
evita que seu gatinho fique sem água, alimento e banheiro por muitas
horas. O treinamento envolve a associação de momentos agradáveis
à presença de visitas. Na primeira fase, ofereça petiscos ao toque da campainha. Depois, dê o agrado quando alguém
de fora entrar em casa. Mas não permita que estranhos tentem pegar
ou acariciar o bicho enquanto ele ainda estiver desconfiado
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