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Home  »  Revistas  »  Edição 2166 / 26 de maio de 2010


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Não me deixe só!


Com reportagem de Daniela Macedo e Gabriella Sandoval

Dorling Kindersley/Getty Images

É o que muitos cães gostariam de dizer a seus donos quando eles saem de casa. Os tipos mimados e dependentes são os que mais ficam ansiosos e entediados quando estão sozinhos. A reação? Latidos, arranhões nas portas e muita desordem – para desespero dos donos e dos vizinhos. É possível reverter a situação, segundo o zootecnista Alexandre Rossi, autor do livro Adestramento Inteligente:

• Ao chegar e sair de casa, não faça festa para o seu cão. Guarde a bolsa ou a pasta, tire
os sapatos, beba uma água e, só então, o acaricie

• Para mostrar a ele quem manda (só para lembrar: deveria ser você), ceda a pedidos apenas quando ele atender primeiro a comandos como "senta" ou "deita". Se ele não obedecer, ignore-o e vá fazer outra coisa

• Acostume-o a não segui-lo o tempo todo. Quando ele correr na sua frente pela casa, desvie o caminho. Evite chamar o cão quando ele estiver fora do seu campo de visão e ignore alguns pedidos de carinho. É para o bem dele

• Entretenha-o na sua ausência com atividades como um brinquedo que libera comida quando acionado. Outra sugestão é esconder petiscos pela casa. Assim, ele associará sua saída a momentos prazerosos

• Se ele grudar na porta para impedir sua saída, treine o comando "fica". Coloque-o na caminha e dê um passo para trás, seguido de um rápido carinho. Se ele obedecer, elogie-o de forma contida. Caso contrário, coloque-o de volta e repita a palavra-chave. Treine esse distanciamento gradativamente, até que o cão entenda que você vai sair, mas voltará

 

Felinos adoráveis, mas desobedientes

Shutterstock

Embora mais independentes do que os cães, os gatos também têm problemas de comportamento que, na maioria das vezes, visam a chamar a atenção do dono. Aqui, os mais comuns e como revertê-los:

Problema: o gato urina fora da caixa de areia

O que dizem os especialistas: castrar os machos previne a demarcação de território, mas o motivo para o xixi fora de lugar pode ser outro. Como os gatos são muito seletivos e higiênicos, o problema pode vir de uma simples insatisfação com o "banheiro". Troque a caixa e o tipo de areia e procure mantê-la longe da comida e da água. Para quem tem mais de um animal, cada um precisa de sua própria caixinha de areia. "De preferência, mantenha uma caixa a mais do que o número de gatos na casa, para que eles possam fazer a escolha", diz Alexandre Rossi

Problema: o gato arranha os móveis da casa

O que dizem os especialistas: os bichanos não destroem o sofá da casa apenas para afiar as unhas. Eles o fazem também para demarcar território e para relaxar. "Oferecer arranhadores é uma forma de evitar que eles ataquem os móveis", diz o veterinário Mauro Lantzman. Se, ainda assim, continuarem arranhando sofás e almofadas, cole fitas adesivas dupla face nesses locais, o que dificultará o ato. Além disso, borrife água no gato cada vez que ele arranhar o objeto ou ameaçar fazê-lo. Assim, o bicho vai associar o ato de arranhar os móveis a uma sensação desagradável

Problema: o gato some na presença de estranhos

O que dizem os especialistas: ensiná-lo a conviver com estranhos, como hóspedes, evita que seu gatinho fique sem água, alimento e banheiro por muitas horas. O treinamento envolve a associação de momentos agradáveis à presença de visitas. Na primeira fase, ofereça petiscos ao toque da campainha. Depois, dê o agrado quando alguém de fora entrar em casa. Mas não permita que estranhos tentem pegar ou acariciar o bicho enquanto ele ainda estiver desconfiado

 

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