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Home  »  Revistas  »  Edição 2166 / 26 de maio de 2010


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Deboche petista da lei eleitoral
Convocação da seleção brasileira
Roberto Pompeu de Toledo
Milionários (capa)

 

Milionários

"É muito bom saber que a política econômica do Brasil favorece a expansão da iniciativa privada e que cada vez mais pessoas da classe média estão aptas a criar seus próprios negócios e a obter sucesso."
Eduardo Villaça Neto
São Paulo, SP

Gostei muito das dicas para me tornar um empreendedor de sucesso, uma vez que tenho o sonho de ser um empresário na área da hotelaria e espero realizá-lo futuramente. Tenho 18 anos, sou estudante e seria ótimo fazer parte de uma reportagem como essa daqui a vinte anos – ou, tomara, até menos do que isso.
Marco Aurélio Matos de Moraes
Barretos, SP

Mesmo no país com uma das cargas tributárias mais altas do mundo, muitos brasileiros não estão deixando passar a oportunidade de progredir.
Geraldo Nardi
São Gabriel da Palha, ES

 

Carta ao Leitor

A Carta ao Leitor "A riqueza sem culpa" (19 de maio) cita, no início, a passagem bíblica de Marcos 10:25: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus", e dá a entender que esse trecho demonstra a condenação divina à riqueza. Porém, a leitura completa do capítulo 10 esclarece que não é a riqueza em si que dificulta a entrada dos ricos no céu: por terem seus desejos e necessidades materiais supridos, eles tendem a se sentir autossuficientes e creem não necessitar de Deus. Mas, sem Deus, diz a Bíblia, as portas dos céus não lhes serão abertas. A Bíblia relata muitas histórias de homens de fé imensamente ricos, como Jó, Abraão, Salomão, Davi e José de Arimateia. Portanto, os ricos podem sentir-se aliviados. Deus não condena a riqueza – desde que adquirida de forma honesta, diga-se.
Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros
Professora de escola bíblica
Maringá, PR

A Carta ao Leitor "A riqueza sem culpa" deveria servir para abrir a cabeça dura de alguns ideólogos – aqueles que creem que, se a realidade não bate com a teoria, a realidade deveria ser mudada. Assim foi com duas experiências sociais do século XX gestadas por ideologias irreais. A União Soviética deu no que deu: a equalização da miséria, milhões de sacrificados e o seu desaparecimento. A China, porém, converteu-se nessa intrigante experiência de um regime social feroz e truculento, é verdade, mas que se rendeu ao capitalismo, tornando o país uma fenomenal potência econômica. É um tema que comporta um oceano de considerações. Parabéns ao editor.
Marcello Kutner
São Paulo, SP

 

Sem fronteiras
O goiano Clóvis de Almeida e seufilho Ismael
querem fazer mais sucesso com os sorvetes
de frutas típicas do cerrado. "Meu objetivo
é o mundo", afirma Ismael
Anderson Schneider

 

 

Afeganistão

Vale a pena viver como as mulheres afegãs ("Afeganistão – um inferno para as mulheres", 19 de maio)? Para muitas, o suicídio passa a ser uma opção real de dar fim a um sofrimento que, algumas vezes, está próximo de se transformar em tortura. Morei por mais de um ano com uma estudante afegã em Londres, quando fazíamos faculdade, e ela me relatou exatamente a situação descrita por VEJA. Mesmo tendo sofrido esses horrores, ela se considerava uma privilegiada, pois tinha conseguido deixar o país.
Marcela Fornazier Huffenbaecher
São Paulo, SP

Revoluções são realizadas de diferentes maneiras. Podem acontecer por meio de armas ou de forma silenciosa e simbólica – como o gesto da autoimolação a que as afegãs vêm recorrendo. A violência de atear fogo ao próprio corpo talvez seja a única linguagem compreensível para a tirania masculina – além de fazer referência a um resquício de autonomia sobre o próprio corpo. A única coisa que lhes resta.
Ângela Luiza S. Bonacci
São Paulo, SP

Triste saber, em pleno século XXI – em que as mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho e conseguem conciliar com tanta maestria emprego e família –, da existência de um país em que elas são vistas apenas como meras procriadoras, impossibilitadas de mostrar seu potencial e, principalmente, de expressar-se, servindo de escravas para o marido. Não podemos virar as costas para essa brutal realidade, em que mulheres tão jovens tentam acabar com a vida em busca de uma fuga de tanta crueldade e violência.
Priscila Orige
Rio de Janeiro, RJ

 

Deboche petista da Lei Eleitoral

A frase "Jamais me defrontei com algo tão escancarado", do ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral, que faz referência à campanha eleitoral antecipada da candidata petista, ratifica o que a maioria dos brasileiros de bom senso já sabia: Dilma e Lula praticam atos que desrespeitam as leis vigentes no país, mas que trazem vantagens para o seu partido. Acorda, Brasil ("Nas barbas da Justiça", 19 de maio)!
Adoniro Prieto Mathias
Londrina, PR

Chocantes o cinismo e a falta de caráter dessa dupla. O que mais preocupa é a possibilidade de o país ser dirigido por quem já começa a tirar proveito da impunidade e contabiliza erros como acertos.
Euzébio Melo
Fortaleza, CE

A multa é irrisória e a penalidade, se considerarmos que será aplicada só em 2011 (se for), parece zombaria. A atuação do PT, de Lula e de sua gangue em relação ao que eles chamam de democracia é inaceitável.
Clovis F. Roncon
São Paulo, SP

Afinal, Dilma Rousseff é uma mulher forte, intransigente, a ex-guerrilheira que escolheu pegar em armas para lutar pela democracia e participar de ações terroristas decorrentes dessa escolha ou a mulher meiga, descabidamente adocicada que o marketing político mostrou no último programa do PT? Durante o movimento do qual ela fez parte, precisou mudar de nome para não ser presa. Valeria agora mudar, ou fingir mudar, de personalidade para conquistar o poder? Além de debochar da Justiça, o programa eleitoral em questão maquiou a candidata, com pretensões de enganar, também, o povo brasileiro.
Eni Maria Martin de Carvalho
Botucatu, SP

 

Artigo de Moisés Naím

Li o interessante artigo "Os corações partidos por Lula no mundo" (19 de maio), de Moisés Naím, e cheguei à seguinte constatação: esse presidente pode ter enganado a maioria analfabeta e ignorante do Brasil, mas a mim não enganou, pois sei que um abacateiro não produz pepino, e vice-versa. Diante de tantas patacoadas diplomáticas e ridículas teses defendidas pelo "Chamberlain de Garanhuns", a melhor definição para ele é mesmo a de idiota útil aos propósitos dos ditadores e facínoras de plantão no mundo moderno. Portanto, aqui estão os meus pêsames ao Brasil.
Estácio Trajano Borges
Porto Velho, RO

Sou brasileiro, não desisto nunca. Jamais fui "intoxicado pelo sucesso e apaixonado por Lula". Se Deus sair candidato com o apoio de Lula, coloco um par de chifres e faço campanha para o capeta.
Marcos Pontes
Brasília, DF

 

Convocação da seleção brasileira

Sensata e corajosa a decisão do técnico Dunga de não relacionar alguns representantes nacionais para a Copa de 2010, mesmo sob pressão popular. Que o treinador consiga nos dar muitas alegrias ("Dunga fez a coisa certa", 19 de maio).
Maikon Lima Ferreira
Teresina, PI

Ao descartar alguns medalhões e ao não convocar, ainda, algumas promessas do nosso futebol, já envoltas em muita badalação, Dunga privilegiou a formação de uma equipe, de um coletivo.
Ricardo Goulart
Franca, SP

O grupo de Dunga pode até trazer o hexacampeonato, mas não haverá uma comoção. Esse futebol horroroso e pragmático só encanta a quem torce para o placar. Não consigo imaginar alguém dizendo, daqui a vinte anos: "Lembra daquele timaço que o Dunga montou com Josué, Kléberson e Júlio Baptista?".
Arthur Moreira
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

Vi seleções brilhantes – Hungria (1954), Holanda (1974 e 1978) e Brasil (1982) – que, por caprichos do futebol, não chegaram ao título mundial. Mas não sabia que, para o Brasil ganhar uma Copa, é preciso "comprometimento", "superação", "patriotismo" e "ir à guerra", mesmo que sejam convocados vários jogadores medianos, como o técnico o foi quando jogava. "Coerência" é deixar de lado jogadores talentosos e que estão brilhando, preteridos por alguns que nem conseguem atuar em sua equipe... Como disse o brilhante jornalista Roberto Pompeu de Toledo no artigo "Talibãs de chuteiras" (19 de maio), a Copa do Mundo de 2010 começa mal.
Celso de Castro Scafi
Flórida Paulista, SP

 

Prisão da procuradora Vera Lúcia

O caso da procuradora aposentada carioca Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, acusada de torturar uma menina de 2 anos, é um triste reflexo da inversão de valores da sociedade brasileira ("Adotar para maltratar?", 19 de maio). O motivo que deveria tê-la desqualificado para a adoção foi justamente o que a qualificou. Ou alguém acredita que seria dada a guarda provisória de uma criança de 2 anos a uma senhora de 66 que não tivesse o atrativo da "herança"? As necessidades de uma criança, além da subsistência básica, estão ligadas ao amor, ao afeto e à energia.
Fabiane Pieruccini
Curitiba, PR

Estou com um processo de adoção em andamento no fórum da minha cidade e percebo a seriedade e o comprometimento de todos. É lamentável que o caso da procuradora aposentada Vera Lúcia ponha em questão o trabalho de pessoas sérias em prol de crianças e adolescentes.
Karina Leite Cruz Andrade
Bocaiuva, MG

 

Jovens prodígios da matemática

A edição 2.165 de VEJA traz o final de uma história que a própria revista começou a contar na edição 1.435 (13 de março de 1996). Em uma emocionante e divertida entrevista nas páginas amarelas, sob o título "É triste ser analfabeto", Antonio Ramos da Silva, então prefeito de Quixaba (PE), contava como estava transformando sua cidade ao investir seriamente na área educacional. Essa história ficou na minha cabeça e eu me perguntava, vez por outra, sobre os resultados dessa audaciosa experiência. Agora, pela reportagem "Meninos prodígios" (19 de maio), sei que Quixaba é a cidade onde estuda o menino João Lucas Gambarra, personagem em destaque no quadro "O campeão de Quixaba".
Roberto Maciel
Salvador, BA

Fiquei feliz ao ver que há no Brasil quem faça alguma coisa para ajudar os nossos pequenos gênios. Eu, como professor da rede pública, sempre questiono com a direção da escola o motivo pelo qual não fazemos algo pelos nossos bons alunos. Tudo o que se faz é pelo aluno que não é bom – e que muitas vezes não é bom porque não quer. O discurso é o mesmo: "Temos de recuperar o aluno que não atingiu as habilidades e competências definidas pelo plano de ensino". E tome recuperação contínua, paralela e de todas as outras formas possíveis. Enquanto isso, o bom aluno fica de lado. Como é de praxe no Brasil, estamos punindo os bons.
Fernando Antônio Magri Junior
Professor de matemática
Americana, SP

 

Milionários 2

Excelente a reportagem "A receita dos milionários" (19 de maio), que mostra que é possível, com muito empenho, trabalho, dedicação e um pequeno diferencial, destacar-se num mercado cada vez mais competitivo. Contudo, é preciso lembrar que a fórmula do sucesso inclui sempre o apoio de parceiros. Foi assim, por exemplo, que as Óticas Diniz deixaram de ser uma empresa familiar e se transformaram na maior rede de óticas do Brasil, com 450 lojas franqueadas. Fico feliz e muito lisonjeado por ter sido escolhido por VEJA como um dos personagens da reportagem, mas o mérito de nosso êxito deve ser compartilhado com nossos funcionários e franqueados, esses, sim, os verdadeiros empreendedores.
Arione Diniz
Diretor-presidente das Óticas Diniz
Teresina, PI

 

Greve de servidores públicos

Em relação à reportagem "Melhor ficar longe deles" e à entrevista do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, intitulada "Atentado à democracia", publicadas na edição 2.165 de VEJA (19 de maio), a Advocacia-Geral da União (AGU) esclarece: no texto de introdução à entrevista, VEJA afirma que o ministro "...classifica a greve de servidores como um atentado à democracia...". O trecho publicado é genérico e não reflete com precisão o que pensa o ministro. Para ficar claro, o ministro Adams disse que "greve na Justiça Eleitoral, em ano de eleições, é um atentado à democracia". Logo, o ministro se referia a um tipo específico de paralisação, e não a todas as greves.
Adão Paulo Oliveira
Chefe da assessoria de comunicação social da Advocacia-Geral da União
Brasília, DF

 

Simon Murray

Obrigado pela entrevista com o inglês Simon Murray ("É preciso viver aventuras", Amarelas, 19 de maio). Causou-me enorme emoção sua história de vida. Trata-se de um ser humano raríssimo: inspirado por um romantismo desvairado, pela determinação corajosa e, sobretudo, pelo desejo irredutível de liberdade e aventura. E, para completar minha admiração, diante da pergunta "Qual foi a maior lição que o senhor aprendeu?", a resposta: "Abri meus horizontes, acima de tudo a respeito das pessoas".
Mariza Trancoso
Belo Horizonte, MG

 

Nova Orleans

A ótima reportagem "A arte de tocar em frente" (19 de maio), sobre a recuperação cultural de Nova Orleans, refere-se à cidade como a capital da Louisiana; apesar de Nova Orleans ser a maior cidade do estado, sua capital é Baton Rouge. Parabéns pelo trabalho! Mantenham sempre o elevado nível de reportagem que é a marca registrada de VEJA.
Guilherme Barbosa
Lynchburg, Virgínia, EUA

 

As jovens e a menstruação

A leitora Maria Izabel de Ugalde M. Rocha (Leitor, 19 de maio) relatou o sofrimento que a menstruação lhe causava e a feliz esperança de que a medicina esteja agora evoluindo para começar a "dar às mulheres a opção de não menstruar sem prejuízo à saúde". Em 1985, assisti, durante um congresso em São Paulo, a uma acalorada discussão entre mestres da ginecologia. Todos debatiam contra um especialista que defendia a ideia de dar às mulheres a opção de não menstruar – principalmente àquelas que usam contraceptivos e que, não ovulando, não necessitam sangrar. Depois de horas, um deles concluiu que aquele mestre, o doutor Elsimar Metzker Coutinho, deveria estar uns vinte anos à frente dos demais. Quase 25 anos depois, leio em VEJA que "nem as jovens querem mais menstruar" (edição 2.164, 12 de maio). O grande médico e cientista doutor Coutinho, autor dos livros Menstruação, a Sangria Inútil e Vivendo sem Regras e sem TPM, entre outros, estava mesmo mais de duas décadas à frente de seu tempo.
Eliana Lopes da Silva Polotto
Médica ginecologista
São José do Rio Preto, SP

 

Copa de 2014

Estou triste com a notícia de que minha cidade, Natal, é uma das duas que devem ficar de fora da Copa de 2014 ("Substituição antes de entrar em campo", Radar, 19 de maio). Acredito que isso não acontecerá. Primeiro porque as obras já foram iniciadas. Segundo porque a cidade tem um dos maiores potenciais turísticos do Brasil, além de uma grande rede hoteleira. Por que Natal sairia da disputa? Membros da Fifa já vieram aqui e parecem ter gostado do que viram.
Alan Marinho César
Natal, RN

 

Turismo no Brasil

Não é de admirar que o turismo no Brasil esteja em baixa (SobeDesce, 19 de maio). Alguém viu nos últimos tempos algum personagem de novela dizer que passaria a lua de mel em um estado brasileiro? O destino é sempre algum outro país mundo afora. Se os brasileiros não valorizam seu país, imagine os estrangeiros.
Nilton Filho
Lagoa do Sítio, PI

 

Humor na TV

Sou estrangeiro, moro no Brasil há quinze anos e sempre questionei a falta de causticidade dos comediantes da TV brasileira ("Sacrilégio de fachada", 19 de maio). O ator afro-americano Chris Rock teve a liberdade de zombar de todos os clichês raciais e racistas no seu último show, Kill the Messenger, gravado na África do Sul.  Não acho que um saltimbanco como Rock poderia se firmar aqui, infelizmente.
Tiziano Fangazio
Santana de Parnaíba, SP

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