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Milionários "É
muito bom saber que a política econômica do Brasil favorece
a expansão da iniciativa privada e que cada vez mais pessoas
da classe média estão aptas a criar seus próprios negócios e a obter sucesso." Gostei muito das dicas
para me tornar um empreendedor de sucesso, uma vez que tenho o sonho de ser um
empresário na área da hotelaria e espero realizá-lo futuramente.
Tenho 18 anos, sou estudante e seria ótimo fazer parte de uma reportagem
como essa daqui a vinte anos ou, tomara, até menos do que isso. Mesmo
no país com uma das cargas tributárias mais altas do mundo, muitos
brasileiros não estão deixando passar a oportunidade de progredir.
Carta ao Leitor A Carta ao Leitor "A riqueza sem culpa"
(19 de maio) cita, no início, a passagem bíblica de Marcos 10:25:
"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do
que um rico entrar no reino dos céus", e dá a entender que
esse trecho demonstra a condenação divina à riqueza. Porém,
a leitura completa do capítulo 10 esclarece que não é a riqueza
em si que dificulta a entrada dos ricos no céu: por terem seus desejos
e necessidades materiais supridos, eles tendem a se sentir autossuficientes e
creem não necessitar de Deus. Mas, sem Deus, diz a Bíblia,
as portas dos céus não lhes serão abertas. A Bíblia relata muitas histórias de homens de fé imensamente ricos, como
Jó, Abraão, Salomão, Davi e José de Arimateia. Portanto,
os ricos podem sentir-se aliviados. Deus não condena a riqueza desde
que adquirida de forma honesta, diga-se. A Carta ao Leitor "A riqueza
sem culpa" deveria servir para abrir a cabeça dura de alguns ideólogos
aqueles que creem que, se a realidade não bate com a teoria, a realidade
deveria ser mudada. Assim foi com duas experiências sociais do século
XX gestadas por ideologias irreais. A União Soviética deu no que
deu: a equalização da miséria, milhões de sacrificados
e o seu desaparecimento. A China, porém, converteu-se nessa intrigante
experiência de um regime social feroz e truculento, é verdade, mas
que se rendeu ao capitalismo, tornando o país uma fenomenal potência
econômica. É um tema que comporta um oceano de considerações.
Parabéns ao editor.
Afeganistão Vale
a pena viver como as mulheres afegãs ("Afeganistão um
inferno para as mulheres", 19 de maio)? Para muitas, o suicídio passa
a ser uma opção real de dar fim a um sofrimento que, algumas vezes,
está próximo de se transformar em tortura. Morei por mais de um
ano com uma estudante afegã em Londres, quando fazíamos faculdade,
e ela me relatou exatamente a situação descrita por VEJA. Mesmo
tendo sofrido esses horrores, ela se considerava uma privilegiada, pois tinha
conseguido deixar o país. Revoluções
são realizadas de diferentes maneiras. Podem acontecer por meio de armas
ou de forma silenciosa e simbólica como o gesto da autoimolação
a que as afegãs vêm recorrendo. A violência de atear fogo ao
próprio corpo talvez seja a única linguagem compreensível
para a tirania masculina além de fazer referência a um resquício
de autonomia sobre o próprio corpo. A única coisa que lhes resta. Triste
saber, em pleno século XXI em que as mulheres estão cada
vez mais presentes no mercado de trabalho e conseguem conciliar com tanta maestria
emprego e família , da existência de um país em que
elas são vistas apenas como meras procriadoras, impossibilitadas de mostrar
seu potencial e, principalmente, de expressar-se, servindo de escravas para o
marido. Não podemos virar as costas para essa brutal realidade, em que
mulheres tão jovens tentam acabar com a vida em busca de uma fuga de tanta
crueldade e violência.
Deboche petista da Lei Eleitoral A frase "Jamais me defrontei com algo tão
escancarado", do ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior
Eleitoral, que faz referência à campanha eleitoral antecipada da
candidata petista, ratifica o que a maioria dos brasileiros de bom senso já
sabia: Dilma e Lula praticam atos que desrespeitam as leis vigentes no país,
mas que trazem vantagens para o seu partido. Acorda, Brasil ("Nas barbas
da Justiça", 19 de maio)! Chocantes o cinismo e a falta de
caráter dessa dupla. O que mais preocupa é a possibilidade de o
país ser dirigido por quem já começa a tirar proveito da
impunidade e contabiliza erros como acertos. A
multa é irrisória e a penalidade, se considerarmos que será
aplicada só em 2011 (se for), parece zombaria. A atuação
do PT, de Lula e de sua gangue em relação ao que eles chamam de
democracia é inaceitável. Afinal, Dilma Rousseff é
uma mulher forte, intransigente, a ex-guerrilheira que escolheu pegar em armas
para lutar pela democracia e participar de ações terroristas decorrentes
dessa escolha ou a mulher meiga, descabidamente adocicada que o marketing político
mostrou no último programa do PT? Durante o movimento do qual ela fez parte,
precisou mudar de nome para não ser presa. Valeria agora mudar, ou fingir
mudar, de personalidade para conquistar o poder? Além de debochar da Justiça,
o programa eleitoral em questão maquiou a candidata, com pretensões
de enganar, também, o povo brasileiro.
Artigo de Moisés Naím Li o interessante artigo "Os
corações partidos por Lula no mundo" (19 de maio), de Moisés
Naím, e cheguei à seguinte constatação: esse presidente
pode ter enganado a maioria analfabeta e ignorante do Brasil, mas a mim não
enganou, pois sei que um abacateiro não produz pepino, e vice-versa. Diante
de tantas patacoadas diplomáticas e ridículas teses defendidas pelo
"Chamberlain de Garanhuns", a melhor definição para ele
é mesmo a de idiota útil aos propósitos dos ditadores e facínoras
de plantão no mundo moderno. Portanto, aqui estão os meus pêsames
ao Brasil. Sou brasileiro, não desisto nunca. Jamais
fui "intoxicado pelo sucesso e apaixonado por Lula". Se Deus sair candidato
com o apoio de Lula, coloco um par de chifres e faço campanha para o capeta.
Convocação da seleção brasileira Sensata e corajosa a decisão
do técnico Dunga de não relacionar alguns representantes nacionais
para a Copa de 2010, mesmo sob pressão popular. Que o treinador consiga
nos dar muitas alegrias ("Dunga fez a coisa certa", 19 de maio). Ao
descartar alguns medalhões e ao não convocar, ainda, algumas promessas
do nosso futebol, já envoltas em muita badalação, Dunga privilegiou
a formação de uma equipe, de um coletivo. O
grupo de Dunga pode até trazer o hexacampeonato, mas não haverá
uma comoção. Esse futebol horroroso e pragmático só
encanta a quem torce para o placar. Não consigo imaginar alguém
dizendo, daqui a vinte anos: "Lembra daquele timaço que o Dunga montou
com Josué, Kléberson e Júlio Baptista?".
Roberto Pompeu de Toledo Vi seleções brilhantes
Hungria (1954), Holanda (1974 e 1978) e Brasil (1982) que, por caprichos
do futebol, não chegaram ao título mundial. Mas não sabia
que, para o Brasil ganhar uma Copa, é preciso "comprometimento",
"superação", "patriotismo" e "ir à
guerra", mesmo que sejam convocados vários jogadores medianos, como
o técnico o foi quando jogava. "Coerência" é deixar
de lado jogadores talentosos e que estão brilhando, preteridos por alguns
que nem conseguem atuar em sua equipe... Como disse o brilhante jornalista Roberto
Pompeu de Toledo no artigo "Talibãs de chuteiras" (19 de maio),
a Copa do Mundo de 2010 começa mal.
Prisão da procuradora Vera Lúcia O caso da procuradora aposentada
carioca Vera Lúcia de SantAnna Gomes, acusada de torturar uma menina
de 2 anos, é um triste reflexo da inversão de valores da sociedade
brasileira ("Adotar para maltratar?", 19 de maio). O motivo que deveria
tê-la desqualificado para a adoção foi justamente o que a
qualificou. Ou alguém acredita que seria dada a guarda provisória
de uma criança de 2 anos a uma senhora de 66 que não tivesse o atrativo
da "herança"? As necessidades de uma criança, além
da subsistência básica, estão ligadas ao amor, ao afeto e
à energia. Estou com um processo de adoção
em andamento no fórum da minha cidade e percebo a seriedade e o comprometimento
de todos. É lamentável que o caso da procuradora aposentada Vera
Lúcia ponha em questão o trabalho de pessoas sérias em prol
de crianças e adolescentes.
Jovens prodígios da matemática A
edição 2.165 de VEJA traz o final de uma história que a própria
revista começou a contar na edição 1.435 (13 de março
de 1996). Em uma emocionante e divertida entrevista nas páginas amarelas,
sob o título "É triste ser analfabeto", Antonio Ramos
da Silva, então prefeito de Quixaba (PE), contava como estava transformando
sua cidade ao investir seriamente na área educacional. Essa história
ficou na minha cabeça e eu me perguntava, vez por outra, sobre os resultados
dessa audaciosa experiência. Agora, pela reportagem "Meninos prodígios"
(19 de maio), sei que Quixaba é a cidade onde estuda o menino João
Lucas Gambarra, personagem em destaque no quadro "O campeão de Quixaba". Fiquei
feliz ao ver que há no Brasil quem faça alguma coisa para ajudar
os nossos pequenos gênios. Eu, como professor da rede pública, sempre
questiono com a direção da escola o motivo pelo qual não
fazemos algo pelos nossos bons alunos. Tudo o que se faz é pelo aluno que
não é bom e que muitas vezes não é bom porque
não quer. O discurso é o mesmo: "Temos de recuperar o aluno
que não atingiu as habilidades e competências definidas pelo plano
de ensino". E tome recuperação contínua, paralela e
de todas as outras formas possíveis. Enquanto isso, o bom aluno fica de
lado. Como é de praxe no Brasil, estamos punindo os bons.
Milionários 2 Excelente
a reportagem "A receita dos milionários" (19 de maio), que mostra
que é possível, com muito empenho, trabalho, dedicação
e um pequeno diferencial, destacar-se num mercado cada vez mais competitivo. Contudo,
é preciso lembrar que a fórmula do sucesso inclui sempre o apoio
de parceiros. Foi assim, por exemplo, que as Óticas Diniz deixaram de ser
uma empresa familiar e se transformaram na maior rede de óticas do Brasil,
com 450 lojas franqueadas. Fico feliz e muito lisonjeado por ter sido escolhido
por VEJA como um dos personagens da reportagem, mas o mérito de nosso êxito
deve ser compartilhado com nossos funcionários e franqueados, esses, sim,
os verdadeiros empreendedores.
Greve de servidores públicos Em relação à
reportagem "Melhor ficar longe deles" e à entrevista do advogado-geral
da União, Luís Inácio Adams, intitulada "Atentado à
democracia", publicadas na edição 2.165 de VEJA (19 de maio),
a Advocacia-Geral da União (AGU) esclarece: no texto de introdução
à entrevista, VEJA afirma que o ministro "...classifica a greve de
servidores como um atentado à democracia...". O trecho publicado é
genérico e não reflete com precisão o que pensa o ministro.
Para ficar claro, o ministro Adams disse que "greve na Justiça Eleitoral,
em ano de eleições, é um atentado à democracia".
Logo, o ministro se referia a um tipo específico de paralisação,
e não a todas as greves.
Simon Murray Obrigado pela entrevista com o inglês Simon Murray ("É
preciso viver aventuras", Amarelas, 19 de maio). Causou-me enorme emoção
sua história de vida. Trata-se de um ser humano raríssimo:
inspirado por um romantismo desvairado, pela determinação corajosa
e, sobretudo, pelo desejo irredutível de liberdade e aventura. E, para
completar minha admiração, diante da pergunta "Qual foi a
maior lição que o senhor aprendeu?", a resposta: "Abri
meus horizontes, acima de tudo a respeito das pessoas".
Nova Orleans A ótima reportagem "A arte de tocar em frente"
(19 de maio), sobre a recuperação cultural de Nova Orleans, refere-se
à cidade como a capital da Louisiana; apesar de Nova Orleans ser a maior
cidade do estado, sua capital é Baton Rouge. Parabéns pelo trabalho!
Mantenham sempre o elevado nível de reportagem que é a marca registrada
de VEJA.
As jovens e a menstruação A leitora Maria Izabel de Ugalde M. Rocha (Leitor, 19 de maio)
relatou o sofrimento que a menstruação lhe causava e a feliz esperança
de que a medicina esteja agora evoluindo para começar a "dar às
mulheres a opção de não menstruar sem prejuízo à
saúde". Em 1985, assisti, durante um congresso em São Paulo,
a uma acalorada discussão entre mestres da ginecologia. Todos debatiam
contra um especialista que defendia a ideia de dar às mulheres a opção
de não menstruar principalmente àquelas que usam contraceptivos
e que, não ovulando, não necessitam sangrar. Depois de horas,
um deles concluiu que aquele mestre, o doutor Elsimar Metzker Coutinho,
deveria estar uns vinte anos à frente dos demais. Quase 25 anos depois,
leio em VEJA que "nem as jovens querem mais menstruar" (edição
2.164, 12 de maio). O grande médico e cientista
doutor Coutinho, autor dos livros Menstruação, a Sangria Inútil e Vivendo sem Regras e sem TPM, entre outros, estava mesmo mais de duas
décadas à frente de seu tempo.
Copa de 2014 Estou triste com a notícia de que minha cidade, Natal,
é uma das duas que devem ficar de fora da Copa de 2014 ("Substituição antes
de entrar em campo", Radar, 19 de maio). Acredito que isso não acontecerá.
Primeiro porque as obras já foram iniciadas. Segundo porque a cidade
tem um dos maiores potenciais turísticos do Brasil, além de uma
grande rede hoteleira. Por que Natal sairia da disputa? Membros da Fifa já
vieram aqui e parecem ter gostado do que viram.
Turismo no Brasil Não é de admirar que o turismo no Brasil esteja
em baixa (SobeDesce, 19 de maio). Alguém viu nos últimos tempos
algum personagem de novela dizer que passaria a lua de mel em um estado brasileiro?
O destino é sempre algum outro país mundo afora. Se os brasileiros
não valorizam seu país, imagine os estrangeiros.
Humor na TV Sou estrangeiro, moro no Brasil há quinze anos e sempre
questionei a falta de causticidade dos comediantes da TV brasileira ("Sacrilégio
de fachada", 19 de maio). O ator afro-americano Chris Rock teve a liberdade
de zombar de todos os clichês raciais e racistas no seu último
show, Kill the Messenger, gravado na África do Sul. Não
acho que um saltimbanco como Rock poderia se firmar aqui, infelizmente. |