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Home  »  Revistas  »  Edição 2166 / 26 de maio de 2010


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Um amor de espiã

Ex-agente da CIA que detonou Bush quer acabar com o gatilho nuclear;
mas antes dá uma voltinha no tapetão de Cannes


Vilma Gryzinski

Mark Mainz/AP

Adivinhem o que as duas ao lado estão pensando: a) Ai, esse salto está me matando; b) O meu vestido é mais bonito que o dela; c) O equilíbrio mundial de forças propiciado pela política de destruição mútua garantida, via grandes arsenais nucleares, já se esgotou e é preciso partir para o desarmamento total. Evidentemente, todo mundo cravou na terceira opção. A resposta está correta, pelo menos no caso, hipotético embora demonstrável, de Valerie Plame (à esquerda na foto), que foi à estreia, em Cannes, do filme sobre sua vida em companhia da atriz que a interpreta, Naomi Watts. Agente da CIA com especialização em armas de destruição em massa, Valerie virou, em 2003, heroína das hostes anti-Bush – ou seja, uns 90% da humanidade. Relembrando: o marido dela, um diplomata bacanão, Joe Wilson, havia sido enviado ao Níger para investigar uma possível conexão com o Iraque para a produção de armamentos proibidos. Não encontrou nada e escreveu um artigo no New York Times dizendo isso, para desgosto dos bushistas, que usavam o argumento das bruxarias atômicas para defender a invasão do Iraque. Logo depois, um assessor vazou o nome de Valerie, uma agente de campo, o que é proibido por lei (posteriormente, foi condenado). Quem resistiria à história de uma espiã linda, loira e martirizada? Ninguém nem tentou. Valerie saiu da CIA, escreveu um livro, ficou famosa. E as armas nuclea-res? Ela está em outro filme, um documentário que propugna a destruição de todos os arsenais atômicos como forma de impedir que alguma coisa acabe nas mãos de terroristas. A ideia é ingênua, mas, pensando melhor, quem sabe não pudesse emplacar com os barbudinhos
do Irã. Não daria certo? Ah, tem tanta gente tentando...
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