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Especial
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A
importância da beleza
Bob Wolfenson
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Divulgação
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AS
MAIS BELAS
Gisele Bündchen e a atriz Diane Krueger como
Helena de Tróia: simetria e proporção
nos traços |
A
todo momento, mesmo sem perceber, fazemos julgamentos
estéticos sobre o que enxergamos, sejam objetos,
pessoas ou paisagens. Mas em que critérios se
baseiam nossas avaliações? Em outras palavras,
como definir a beleza? Eis aí uma questão
que, através da história, preocupou filósofos
e cientistas e cada época deu uma resposta
diferente a ela. As curvas da modelo Gisele Bündchen
hoje deslumbram os homens e provocam inveja nas mulheres,
mas nas duas últimas décadas do século
XIX sua silhueta esguia seria considerada sinal de pouca
saúde ou desleixo: bonitas mesmo eram as mulheres
rechonchudas. Durante muitos séculos, beleza
foi um conceito intrinsecamente ligado à geometria.
"Os ideais matemáticos da beleza, a noção
de que ela está ligada à unidade, à
organização espacial e à ordem,
nasceram na Grécia antiga, perpetuaram-se em
outras culturas e até hoje, de certa forma, continuam
a ser usados", diz a psicóloga Nancy Etcoff,
da Universidade Harvard.
O filósofo grego Platão fez eco a Pitágoras,
ao dizer que o belo residia no tamanho apropriado das
partes, que se ajustavam de forma harmoniosa no todo,
criando assim o equilíbrio. Esse ideal estaria
personificado em Helena, pivô da Guerra de Tróia,
episódio que pode ser visto atualmente no cinema
em versão de Hollywood. De tão deslumbrante,
Helena foi elevada à categoria de semideusa no
célebre poema épico Ilíada,
de Homero. Sabe-se que a beleza da rainha egípcia
Nefertiti, esposa do faraó Amenófis IV,
que viveu catorze séculos antes de Cristo, também
se amparava no equilíbrio das formas. O busto
com sua imagem, hoje exposto no Museu Egípcio
de Berlim, mostra que tinha o semblante perfeitamente
simétrico e perfil bem delineado, além
de maçãs do rosto salientes e lábios
carnudos detalhes que remetem ao conceito atual
de beleza feminina. A doutrina grega da beleza comportava,
ainda, um outro conceito importante o da luminosidade.
Em Homero, pode-se ler que "belas são as armas
dos heróis, porque são ornadas e resplandecentes;
é bela a luz do sol e da lua, e belo é
o homem de olhos brilhantes". A luminosidade se tornaria,
assim, um ideal a ser perseguido, principalmente na
pintura renascentista. Também durante a Renascença,
artistas como Leonardo da Vinci, Albrecht Dürer
e Michelangelo passaram a utilizar uma equação
matemática chamada proporção áurea
aplicada no projeto arquitetônico da maioria
das grandes catedrais desde a Idade Média ,
para ilustrar o conceito de que muito da beleza de homens
e mulheres dependia das proporções entre
a cabeça e o corpo. A escultura Davi,
de Michelangelo, é um dos exemplos mais perfeitos
da aplicação da proporção
áurea.
Foi no século XVIII que nasceu a disciplina filosófica
que leva o nome de estética e que se ocupa do
belo e da arte. Na segunda metade do século seguinte,
as explicações sobre a natureza da beleza
tomaram um rumo inesperado com as teorias do naturalista
inglês Charles Darwin. Em seu livro A Origem
das Espécies, de 1859, ele a definiu como
um fator biológico necessário à
reprodução dos animais. Hoje, psicólogos
evolucionistas defendem suas teorias sobre a beleza
calcados na premissa darwiniana de que ela serve para
assegurar a sobrevivência da espécie humana.
A preferência dos homens por mulheres jovens,
de quadris largos e cintura fina atributos ligados
à fertilidade seria uma forma de garantir
a geração de filhos saudáveis.
Já as mulheres se sentiriam atraídas por
homens altos e fortes, porque esses seriam atributos
de bons provedores e de defensores da prole em qualquer
circunstância.
Muitos estudiosos vão à frente nessa teoria
e afirmam que atualmente, mais do que nunca, a aparência
física é levada em conta não apenas
no terreno do amor e do sexo, mas em todos os relacionamentos
pessoais. No ambiente de trabalho, por exemplo. Antigamente,
para causar boa impressão quanto ao visual, bastava
que o funcionário se apresentasse com roupas
adequadas. Hoje, diz o economista Markus Mobius, da
Universidade Harvard, é preciso mais do que isso.
Sob o título Why Beauty Matters (Por que
a Beleza Importa), Mobius publicou o resultado de seu
estudo em dezenas de empresas americanas. Ele conclui
que as pessoas mais bonitas e não as mais
bem vestidas ou educadas ganham mais do que aquelas
a quem falta esse atributo. "Beleza evoca confiança
e ser confiável, hoje, se traduz em melhores
salários", ele escreve. Para os menos belos,
restam os recursos hoje disponíveis, que incluem
desde cosméticos até cirurgias plásticas.
É um setor que movimenta anualmente 160 bilhões
de dólares no mundo.
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Guerra
de curvas e egos
AFP
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O
CARTÃO-POSTAL
Museu Guggenheim de Bilbao: Gehry usou um software
próprio para projetar aviões militares
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O
canadense Frank Gehry e o holandês Rem Koolhaas
são hoje as duas maiores estrelas da arquitetura
e o estilo de ambos não poderia ser mais
diferente, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.
Gehry, de 75 anos, tem como marca registrada as construções
apoteóticas, cobertas por chapas de aço
ou titânio que se entrelaçam em curvas
côncavas e convexas. Suas obras mais vistosas
são o Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha,
e o auditório Walt Disney Concert Hall, em Los
Angeles. Ambas brilham tanto quanto seu ego. Freqüentemente
acusado de se repetir, costuma retrucar dizendo que
se utilizar das mesmas formas é uma questão
de estilo. "Ninguém nunca acusou Picasso ou Matisse
de repetir o tema de suas pinturas", disse ele a VEJA,
numa conversa recente.
AP
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| Gehry:
o mais famoso |
As obras de Koolhaas, de 59 anos, costumam guardar poucas
semelhanças entre si. As mais festejadas são
a recém-inaugurada Biblioteca Pública
de Seattle, uma caixa com paredes de vidro irregulares
coberta por uma espécie de colmeia de aço,
e o sensacional túnel ferroviário que
passa sobre o campus de Chicago do Instituto de Tecnologia
de Illinois. O holandês é um teórico
da arquitetura, que abomina os arranha-céus (diz
que eles isolam as pessoas em vez de promover sua integração)
e em 1978 lançou o explosivo best-seller Delirious
New York, um manifesto ranzinza contra o perfil
urbano de Manhattan.
Com personalidades tão diferentes, é compreensível
que as duas estrelas freqüentemente troquem dardos
certeiros. "As posições intelectuais de
Koolhaas são muito úteis para os jovens
recém-saídos da faculdade", diz Gehry.
"Alguns arquitetos começam a capitalizar o sucesso
e se repetem em vez de tentar novos territórios",
devolve Koolhaas. Enquanto os dois discutem, as grandes
cidades do mundo ganham cartões-postais instantâneos
com suas obras de ótimo design.
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Uma
idéia criativa: ordem na bagunça
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Embora
ofereçam grande variedade de roupas íntimas,
as lojas de departamentos nunca foram o local preferido
das mulheres para comprá-las. Na hora da escolha,
a profusão de ofertas, em vez de ajudar, atrapalha.
Disposta a contornar esse problema, a cadeia americana
Warnaco contratou a empresa de design Ideo para reformar
seu setor de calcinhas e sutiãs. A primeira providência
foi ordenar a bagunça. O visual abarrotado, no
qual era praticamente impossível encontrar os
tamanhos e as cores desejadas, foi substituído
pelos designers por um espaço limpo e desimpedido.
Cada marca de lingerie ganhou uma seção
própria, com divisórias e exibidores coloridos
que ressaltam o nome do fabricante. Contrataram-se vendedoras
para auxiliar na busca de peças, criou-se um
espaço social com sofás e poltronas e
um lugar para abrigar bolsas e pacotes de clientes.
Tudo para evitar que as americanas acabem, como quase
sempre acontece, batendo na porta de uma concorrente
glamourosa e arrumadinha, como a Victoria's Secret.
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Quando
a roda encontrou a mala
Divulgação
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| Maleta
da americana Züca: rodinhas para subir escadas
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Carregar peso é uma condenação
da espécie desde que os ancestrais humanos assumiram
a postura ereta. Desde esse salto evolucionário,
passaram-se milhões de anos até a invenção
da roda, cujo exemplar mais antigo foi datado em 5.500
anos. Curiosamente, só em 1987 ocorreu a alguém
unir a roda ao peso mais comum que as pessoas carregam,
suas malas de viagem. Esse benemérito se chama
Robert Plath, um piloto da companhia aérea americana
Northwest, inventor da mala com rodinhas. Karl Marx
foi o primeiro economista a entender o poder dos objetos,
seus desenhos e tecnologias. Ele chamou isso de "meios
de produção". Abriu-se então um
campo de investigação vastíssimo.
Hoje se sabe que o canhão, ao lançar bolas
de aço sobre as muralhas medievais, decretou
o fim do feudalismo e o começo do capitalismo.
A disseminação das portas em casas deu
origem à privacidade e à propriedade privada,
dois pilares da vida moderna. Os óculos liberaram
as mãos para o trabalho, duplicando a produtividade,
feito nunca igualado, nem mesmo pelos computadores ou
pela internet.
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O
que é, o que é?
A
criatividade pode produzir ilusões de ótica.
Tente identificar para que servem os objetos abaixo.
Confira
as respostas
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