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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Resgate Abaixo de Zero: divertimento-família
no melhor estilo |
Resgate Abaixo de Zero (Eight Below, Estados Unidos,
2006. Estréia nesta sexta-feira no país) Depois
de salvarem a vida de um cientista e de seu guia, Jerry (Paul Walker),
os oito cães de trenó liderados pela fêmea Maya
ficam para trás, numa estação de pesquisa na
Antártica, para enfrentar o terrível inverno polar
por conta própria. Durante seus seis meses de solidão,
seis huskies e dois malamutes darão provas de inteligência,
iniciativa e personalidade capazes de abalar o espectador mais cético
(inclusive seu coração). Cheio de simpatia e lindamente
fotografado, Resgate Abaixo de Zero é um exemplo do
entretenimento "família" da Disney no seu melhor. Veja
cenas.
Divulgação
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| Tempo de Valentes: policial
com sotaque portenho |
Tempo de Valentes (Tiempo de Valientes, Argentina,
2005. Estréia nesta sexta-feira no país) O
detetive Diaz (Luis Luque) foi traído pela mulher e está
um caco; o psicanalista Mariano (Diego Peretti) deve ao juiz algumas
horas de serviço comunitário por causa de um acidente
de trânsito. Nada mais natural então do que juntar
os dois, pensa o comissário de polícia. O resultado
dessa parceria desencontrada é um decalque divertido, com
sotaque marcadamente portenho, de gêneros canônicos
do cinema americano, como o policial e o faroeste. Se há
uma ressalva é que o diretor Damián Szifron copiou
dos originais também o hábito de desandar no terço
final da história. Mas o que se vê até aí
vale a experiência.
DVDs
Jeannie É um Gênio
A Primeira Temporada (I Dream of Jeannie, Estados
Unidos, 1965. Sony) Antes de se tornar o rei dos best-sellers,
o escritor e produtor Sidney Sheldon criou essa jóia da televisão:
a história do gênio Jeannie (Barbara Eden), que, transplantada
em sua garrafa para a Flórida pelas mãos do astronauta
Major Nelson (Larry Hagman), passou cinco temporadas colocando seu
amo em toda espécie de encrenca e sempre com a melhor
das intenções. Contemporânea de A Feiticeira,
mas muito mais travessa e irreverente (basta lembrar que Jeannie
e o Major Nelson moravam juntos sem ser casados), a série
de Sheldon, produzida até 1970, resiste bravamente à
comparação com qualquer sitcom feita nos dias
de hoje.
Arquitetura da Destruição
(Undergängens Arkitektur, Suécia, 1989. Versátil)
Filho de alemães que fugiram da perseguição
de Adolf Hitler para a Suécia, o cineasta Peter Cohen é
o autor de dois dos mais contundentes e provocativos documentários
já realizados sobre o nazismo: Homo Sapiens, de 1990,
que tratava da doutrina da "raça superior", e esse Arquitetura
da Destruição, uma brilhante exposição
sobre os ideais estéticos do nacional-socialismo. Da frustrada
carreira artística de Hitler aos projetos arquitetônicos
de Albert Speer, passando pelas colossais cerimônias públicas
do III Reich e pela eliminação de seres humanos "indesejáveis",
Cohen demonstra como o nazismo tentou forjar um mundo supostamente
perfeito a partir da violência. Um dos raros filmes que fazem
por merecer o título de "indispensáveis".
LIVROS
David Levenson/Getty Images
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| A inglesa Zadie Smith: cenários multiculturais
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O Caçador de Autógrafos,
de Zadie Smith (tradução de Beth Vieira; Companhia
das Letras; 392 páginas; 49 reais) O primeiro romance
da inglesa Zadie Smith, o aclamado Dentes Brancos, retratava
uma Londres pós-colonial habitada por imigrantes das mais
variadas procedências. O mesmo cenário multicultural
também aparece em O Caçador de Autógrafos,
cujo protagonista, Alex-Li Tandem, é filho de pai chinês
e mãe judia. O tema central, porém, é a indústria
da celebridade. Alex-Li ganha a vida vendendo autógrafos
de figuras famosas. Obcecado por uma vedete dos anos 40, ele viaja
para Nova York na tentativa de encontrá-la. Zadie Smith mistura
as mais variadas referências culturais nesse romance, do mundo
pop ao esoterismo da cabala, em uma narrativa marcada pelo humor.
Leia
trecho.
China
S.A., de Ted Fishman (tradução de C.E. de
Andrade; Ediouro; 376 páginas; 59,90 reais) Jornalista
e ex-corretor da bolsa, o americano Ted Fishman foi à China
para compor um retrato vibrante de uma das economias que mais crescem
no mercado internacional. O autor mostra como os chineses, amparados
por uma mão-de-obra barata e por uma cultura empresarial
dinâmica, estão mudando o modo como se fazem negócios
no mundo. Os números que Fishman apresenta são impressionantes
calcula-se, por exemplo, que nos próximos quinze anos
300 milhões de chineses vão se deslocar das zonas
rurais para as cidades em busca de empregos. O mais interessante
do livro são as entrevistas com os chineses de operários
a empresários que movem essa potência. Leia
trecho.
DISCO
Gareth Daves/Getty Images
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| Damian Marley: nos rastros do pai |
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Welcome to Jamrock, Damian "Jr.
Gong" Marley (Universal) Um dos 150 filhos atribuídos
ao cantor de reggae Bob Marley (1945-1981), Damian herdou a habilidade
musical do pai. Welcome to Jamrock é seu terceiro
disco e mistura o canto falado dos rappers jamaicanos com elementos
de rock e dance music. All Night, por exemplo, faz lembrar
as músicas do DJ inglês Fatboy Slim, enquanto Pimpa's
Paradise é a releitura de um sucesso de Bob Marley na
década de 80 (a canção, cuja letra retrata
o dia-a-dia de uma groupie, mostra que o mundo do showbiz não
mudou muito desde a morte de Bob). Damian é adepto da filosofia
rastafári, que afirma que o sanguinário ditador etíope
Hailé Selassié era Jesus Cristo reencarnado, mas essa
baboseira pseudo-religiosa não contamina o disco.
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