Edição 1953 . 26 de abril de 2006

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A nova odisséia de Penélope


Priscila Prade/VIP
A VJ em versão sarada: só curiosidade

Não fosse pela profusão de tatuagens no corpo, seria difícil identificar na boxeadora ao lado, pronta para atacar na próxima edição da revista Vip, os antigos traços da VJ Penélope Nova, 32 anos. Ex-gorduchinha, ex-moreninha, Penélope em 2004 começou a encarar a sério regime e musculação. Deu-se a primeira transformação. No fim do ano passado, já loira, magra e siliconada, deu um passo adiante: por seis semanas, seguiu à risca a rigorosa dieta e o treinamento das montanhas humanas que disputam competições de fisiculturismo. Deu no que deu: 10% de gordura no corpo, um padrão de atleta. Pois com esse prontuário Penélope ainda é capaz de jurar de luvinhas juntas que não liga a mínima para a estética: "Só queria ver como eu ia ficar. Nunca encanei com o formato do meu corpo". Tá bom.

 

Vitória da insistência

Andreas Neumanin
Pelé: banquinho e violão


Nos próximos meses, Pelé vai circular em outros reinos. No cinema, aparecerá pescando e tocando violão no documentário Puro Espírito do Brasil, patrocinado por uma cachaça. "Estou falando do meu país. Não faço nenhum endosso de bebida alcoólica", vai logo avisando. Pouco antes, e após décadas de ensaio, sai seu primeiro CD. "Não sofri nas mãos dos treinadores o que sofri nas mãos do maestro Ruriá Duprat", brinca Pelé, que faz duetos com Gilberto Gil e, graças a uma remasterização, com Elis Regina. "O Pelé, como compositor, é muito bom", atesta, majestaticamente. "Como cantor, está aprendendo."

 

Armani até na pele

Divulgação/TV Globo
Cuoco, em cena: aos 72 anos, enfim um papel chique

Bicheiro, motorista de táxi, um inesquecível trambiqueiro travestido de guru e até o protagonista de O Cafona. Ao longo de sua vasta e prolífica carreira, o ator Francisco Cuoco, 72 anos, ficou conhecido por tipos mais à vontade com sapato branco e meia preta do que com smoking e gravata-borboleta. Pois na nova novela das 7 da Globo, Cobras & Lagartos, vai se reconstruir: seu personagem, Omar Pasquim, é puro Giorgio Armani. Dono da loja Luxus, praticamente uma Daslu, Pasquim tem o cabelo branco (apliques aqui e ali), os olhos azuis (lentes de contato), a pele dourada (bronzeamento artificial), o guarda-roupa quase invariavelmente preto e as maneiras impecáveis do estilista italiano. Queiram os deuses das novelas que algo engraçado saia disso tudo.

 

Acreditem: é ela mesmo


Kevin Winter/Getty Images
Getty Images
Nadia hoje, com Conner, e no tempo das medalhas: trinta anos de mudança

Exatos trinta anos depois que deslumbrou o mundo esportivo com os movimentos perfeitos de seu corpinho minúsculo, a ex-ginasta ex-romena (naturalizada americana) Nadia Comaneci ressurgiu em Los Angeles ocupando espaço de honra no tapete vermelho da estréia do filme Stick It. Bastante espaço, diga-se. Aos 44 anos, casada com Bart Conner, 48, com quem dirige uma escola de ginástica em Oklahoma, Nadia, que vive nos Estados Unidos desde que fugiu da Romênia comunista, em 1989, virou um monumento ao silicone: busto de dimensões olímpicas, lábios idem e cintura indefinida... pela gravidez. Isso mesmo – o primeiro filho do casal nasce em julho.

 

O meu é mais estranho que o seu

Jimmy Duvall/AP
Katie e Cruise: orgulhosos pais de Suri


Pronto, nasceu. Na terça-feira 18, o elétrico papai Tom Cruise e a plácida mamãe Katie Holmes anunciaram a chegada de sua primeira filha. Nome: Suri, que, segundo o comunicado da família, quer dizer "princesa" em hebraico e "rosa vermelha" em persa. No mesmo dia, por coincidência, Brooke Shields, em quem Cruise andou aplicando cientológicos puxões de orelha, deu à luz sua segunda filha. Nome: Grier Hammond. Confirma-se assim a preferência dos atores de Hollywood por dar nomes esdrúxulos a seus rebentos. O desejo de estabelecer diferenças com o resto da comum humanidade não é nada muito preocupante. Como notou a psicóloga Jenn Berman, de Beverly Hills, citada pelo jornal The New York Times, "em se tratando de filhos de celebridades, os outros problemas são tão grandes que esse nem conta". Mais amostras de criatividade:

Pilot Inspektor – Isso mesmo: "inspetor (com k) piloto" é o nome do filho de Jason Lee, protagonista da série My Name Is Earl, com Beth Riesgraf. "Foi só um nome que inventamos", ri papai. E o "k"? "É para dar um tom oficial."

MJ Kim/Getty Images


Apple – "É fofo, é saudável, é bíblico", justificou mamãe Gwyneth Paltrow ao dar à primeira filha nome de fruta (maçã). Já o segundo, também nascido neste mês, frustrou as expectativas: embora fora de moda, recebeu o comparativamente normal nome de Moses.

Banjo – A atriz australiana Rachel Griffiths incorporou Brenda, seu papel em A Sete Palmos – a série em que ser esquisito é pré-requisito –, quando assim batizou seu filho com Andrew Taylor. Explicação: "Queríamos um nome australiano".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone

 
 
 
 
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