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Cartas
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"Fica claro que nossa triste saga
já tem nome: Alula Babá e os quarenta ladrões.
A senha do bando é: Abre-te, Valério!"
Miguel Aranega
Rio de Janeiro, RJ |
Lula e os quarenta ladrões
Parabéns, procurador-geral da
República, Antonio Fernando de Souza. Seus três filhos
devem estar orgulhosos do senhor, pois finalmente alguém
nomeou corretamente a corja que insiste em governar este país.
Os quarenta ladrões já estão identificados.
Alguém duvida quem seja o Ali Babá? ("O sujeito oculto",
19 de abril).
Lucila de Freitas Secaf
Ribeirão Preto, SP
Só não vê quem
não quer: a versão brasileira do Ali Babá,
chefão-mor dos quarenta ladrões, só pode ser
o presidente Lula.
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF
Se o bando do Al Capone cruzasse com
o bando dos 40, morreria de vergonha pela infantilidade de seus
atos. O bando dos 40 dá de 10 a zero.
Oséas Fernandes
Cachoeiro de Itapemirim, ES
Será que esse Ali Babá
é inimputável por nada ver, nada ouvir, nada saber,
nada entender? Não se trata, então, de um Ali Babá,
mas de um autêntico Ali Bobô!
Hélio de Lima Carvalho
São Paulo, SP
Feliz foi Ali Babá, que conheceu
só quarenta ladrões.
Rudolfo Scher
Cerro Largo, RS
Sou músico na terra das 1 001
falcatruas e me apresento em um famoso restaurante daqui. Todas
as semanas tenho o prazer (!) de cantar e tocar para vários
dos companheiros de Ali Lulalá (Zé Dirceu, Luiz Gushiken
e outros integrantes da quadrilha), que, entre um camarão
ao molho de ervas finas e algumas garrafas de vinho que devem custar
dez vezes mais do que eu ganho em um mês, se divertem, riem
e caçoam da cara dos brasileiros. Queria eu ter o poder de
falar ao microfone, alto e bom som: "Vocês estão presos!"
Régis Torres
Brasília, DF
A denúncia contra os quarenta
quadrilheiros é um marco histórico por demonstrar,
após quase dezoito anos de vigência da nova Constituição,
que o Ministério Público, uma instituição
essencial à função da Justiça (artigo
127 da Carta de 1988), vai saindo da adolescência e entrando
na maturidade. A peça de acusação é
o resultado de investigações da CPI, da PF e do próprio
Ministério Público Federal. Nesse ponto, talvez a
reportagem tenha deixado de ressaltar uma importante conseqüência:
cuida-se de mais uma investigação realizada pelo Ministério
Público (nesse caso, não isoladamente), que certamente
servirá de referência para que o próprio Supremo
Tribunal Federal conclua o julgamento do "caso Remi Trinta", no
qual é questionado se o Ministério Público
pode ou não realizar investigações diretas.
Atualmente, o placar está 3 a 2, com vantagem para o entendimento
de que o MP pode, sim, investigar diretamente. Se o STF decidir
que o MP não pode investigar (o que se espera que não
ocorra), a denúncia do MPF contra os mensaleiros será
liminarmente rejeitada. Vale notar que a investigação
direta pelo Ministério Público é uma tendência
do moderno processo penal em todo o mundo: na Europa, nos Estados
Unidos e em todos os ordenamentos jurídicos de países
democráticos. A investigação pelo MP é
o objeto de uma pesquisa de mestrado que atualmente desenvolvo,
já em fase de conclusão, cuja cópia terei prazer
de oportunamente encaminhar a essa prestigiosa revista. A denúncia
do procurador-geral é também importante por mostrar
à sociedade como deve trabalhar o Ministério Público:
com discrição, sem estardalhaço, e por isso
mesmo eficientemente. A postura do PGR no caso é um exemplo
para todos os membros do Ministério Público, sobretudo
os mais jovens, como eu, que conto com 28 anos de idade e quatro
de carreira, três deles dedicados à repressão
ao crime organizado do Espírito Santo (trabalho que impõe
a mim e a diversos colegas alguns sacrifícios na vida pessoal,
mas que todos aceitamos ao optar pela carreira). A propósito,
a utilização, na peça do procurador-geral e
no presente e-mail, das palavras "quadrilha" e "quadrilheiros" não
é simples recurso de linguagem para acentuar a gravidade
dos fatos: trata-se de expressões técnicas, que têm
base no artigo 288 do Código Penal (Associarem-se mais de
três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer
crimes. Pena: reclusão de um a três anos). Aliás,
em termos de rigor técnico, a denúncia merece mesmo
todos os elogios que recebeu. A peça foi evidentemente respaldada
em um trabalho minucioso, independente e responsável.
Bruno Calabrich
Professor de direito processual penal, mestrando em direitos fundamentais
e procurador da República
Vitória, ES
Em sua peça acusatória,
o procurador-geral da República usou a palavra "quadrilha"
não apenas para especificar a ocorrência crime do artigo
288 do Código Penal, mas para definir o autêntico e
direto significado ao desempenho engenhoso de todos os quarenta
profissionais do crime envolvidos no episódio do mensalão.
Ficou bem claro que a atuação voluntária e
consciente do ex-ministro José Dirceu, para garantir aos
mensaleiros e fazê-los acreditar que nada lhes aconteceria
no início, durante e depois das operações criminosas,
só logrou êxito porque ele (Dirceu) se utilizou do
poder de ser até então a segunda pessoa mais poderosa
do Estado brasileiro, atrás apenas do presidente da República.
Logo, não precisamos de nenhum esforço para entender
que os mecanismos do mensalão foram utilizados para beneficiar
diretamente o PT e o 41º criminoso: Luiz Inácio Lula
da Silva.
Rafael Lopes Lorenzoni
Rio Verde, GO
A propósito de todo esse lamaçal
que inunda o governo do senhor Lula-não-sei-de-nada, infinitamente
mais devastador do que o do infame Fernando Collor, eu me pergunto:
por onde andam os caras-pintadas? E a UNE que os liderava? Por que
estão calados apesar de tamanha sujeira? Será que
existe um mensalão ou mesadão comprando a consciência
de seus líderes ou eles ainda acreditam que isso tudo é
um complô das elites burguesas capitalistas? Realmente estamos
vivendo num novo Brasil, e não se fazem mais estudantes como
antigamente.
Fabio Marcondes
Niterói, RJ
Márcio Thomaz Bastos
Excelente a matéria "O ministro-advogado"
(19 de abril), que mostrou a astúcia de um advogado exercendo
o poder de ministro de Estado para enganar uma nação
inteira. Espero a saída do ministro Márcio Thomaz
Bastos para os próximos dias e também espero, como
advogado e brasileiro, que seu exemplo jamais seja seguido por outros
que vierem a ocupar o Ministério da Justiça.
Marcello Oakim de Carvalho
Rio de Janeiro, RJ
Miguel Reale Júnior
Excepcional a entrevista com o jurista
Miguel Reale Júnior ("É impossível que o presidente
não soubesse", 19 de abril). Observador experiente e atento,
o doutor Reale faz um alerta importantíssimo sobre possíveis
e graves conseqüências que poderão advir de uma
eventual reeleição do atual presidente da República
ou seja, a sensação da onipotência e
da impunidade que passarão a ter Lula e seus asseclas do
PT. Num ponto, contudo, discordo do doutor Reale: o ministro Peluso
não foi, não é e nunca será o melhor
ministro do Supremo, pois que, ao impedir o depoimento do caseiro
Francenildo com o ridículo argumento da "falta de condições
culturais", mostrou quão preconceituoso é. Esse traço
de sua personalidade é absolutamente inaceitável para
quem julga.
Renato Braga Villela
Niterói, RJ
Muito oportuna a entrevista com o jurista
Miguel Reale Júnior. De forma inteligente e bem ponderada,
o jurista faz uma análise bastante interessante do governo
Lula diante dos últimos acontecimentos da política
nacional. Lamentáveis, naturalmente. Em particular, no derradeiro
tópico da entrevista, Reale Júnior faz uma observação
muito sensata, que confesso ser o meu maior temor: a instalação
de um governo autoritário e totalitarista.
Leonardo Gadelha de Oliveira
João Pessoa, PB
Lendo a entrevista com o jurista Miguel
Reale Júnior, quando ele usa o ditado espanhol: "Quieres
conocer Carlito? Dale un carguito", lembrei do meu marido, que dizia,
talvez já plagiando alguém, sobre os corruptos: "Queres
conhecer um vilão? Ponha-lhe o poder na mão".
Jandyra Escóssia
Natal, RN
A certeza de que Lula é o principal
interessado e beneficiário do esquema de corrupção
que assolou o Congresso e outras empresas estatais não aumentará
o nível de revolta que a sociedade já sente. Ela apoiará
com maturidade o impeachment desse oportunista. A sociedade quer,
sim, o fim desta gestão fraudulenta, e Lula já sabe
disso.
José Alencar Galvão
São Paulo, SP
Presidente Lula: em nome de sua mãe,
e de sua infância pobre, diga a verdade a todos nós
que o elegemos: sabia ou não sabia da existência dessa
rede criminosa? Seja grande, e limpo, até na derrota.
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG
Diogo Mainardi
Com respeito a Franklin Martins,
observo que há pouco mais de um ano, no início dos
depoimentos sobre esta nojeira que vivemos, ouvi do referido senhor
que o primeiro depoimento do famigerado Marcos Valério havia
sido seguro e bem embasado (?!). Após esse comentário,
eu, que vinha sendo um ouvinte dedicado do referido senhor, passei
a considerar suspeitas suas opiniões. O artigo de Mainardi
explica a motivação daquela análise aparentemente
burra.
Daniel H. Johnston
Maringá, PR
Interessante. Há vários
meses vendo e ouvindo um programa da Globo News (Fatos e Versões),
vinha achando estranho que o tal Franklin Martins repetisse como
um mantra: "A CPMI ainda não disse de onde veio o dinheiro
do mensalão", como se isso não estivesse claro depois
de meses de depoimentos. Acrescentava: "Até agora há
muito falatório, mas, de concreto mesmo, nada. Só
espuma". A impressão que me ficava sempre era que lá
no fundo ele queria dizer que aquela trabalheira toda não
ia dar em nada, ou pelo menos assim gostaria, aparentemente. Agora,
graças ao trabalho investigativo do Mainardi, vejo-o envolvido
num conluio familiar porque tinha o "rabo preso". Coitado, seu pai,
o já falecido jornalista Mário Martins, de marcante
posição na antiga revista O Cruzeiro, deve
estar na sua tumba revolvendo-se de asco e vergonha, pelo papelão
de seus rebentos. Continue, Mainardi, as suas pesquisas investigativas,
que, até hoje, não foram desmentidas pelos malandrinhos
e malandrões.
Ayrton Gonçalves
Por e-mail
Prezo seu conhecimento e sua
coluna nos presta um grande serviço ao denunciar vários
episódios da lamentável história política
que vivemos. Em referência ao último artigo, o senhor
deveria se informar melhor sobre a trajetória do senhor Victor
Martins. Ele vem de um longo e árduo trabalho pelo desenvolvimento
do Espírito Santo e tem notório conhecimento sobre
o mercado e a indústria do petróleo. Se nas agências
reguladoras e, principalmente na própria Petrobras, forem
nomeados para direção técnicos com a capacidade
do senhor Victor Martins, e não políticos ou seus
indicados como de costume, principalmente neste governo do PT, estaremos
mais bem representados.
Fabrício Fontana
Vitória, ES
Crise da Varig
Profundamente esclarecedora a
reportagem "Razões para não ajudar a Varig". A "nossa
Varig" vem há décadas, qual uma estatal, deleitando-se
no berço esplêndido do quase-monopólio das linhas
internacionais, herdado da antiga Panair do Brasil, em circunstâncias
obscuras, desdenhando da concorrência e ignorando princípios
básicos da iniciativa privada. Ao ajudá-la escancaradamente
com bilhões do Erário, o governo federal não
apenas ridicularizará a figura do contribuinte mas também
criará um novo capítulo na cartilha do mau uso do
dinheiro público, como ilustram outras reportagens na mesma
revista: "Todos os homens do presidente"; "Lula, o sujeito oculto";
e "Os 40 ladrões". Lembremos que a PanAm, que era a própria
imagem dos Estados Unidos, sucumbiu ante problemas similares, e
a aviação naquele país não foi extinta.
Marco Nogara
Curitiba, PR
A Varig não está
pedindo ajuda ao governo. A Varig é credora de uma ação
contra a União, transitada em julgado, referente ao congelamento
de passagens que já beneficiou a Transbrasil, estimada em
4,5 bilhões de reais. Desde o fim do período FHC até
agora no governo Lula, o pagamento depende, tão-somente,
de vontade política. A Varig deve ao fundo de pensão
dos funcionários, Aerus, 2,3 bilhões de reais. O pagamento
tornaria tanto a Varig quanto o fundo de pensão Aerus novamente
viáveis. Essa dívida do governo terá de ser
paga, ainda que seja para a massa falida. Por que então não
evitar a falência?
Vitor Hugo Stepansky
Aposentado da Varig após 35 anos de serviço e dependente
do fundo de pensão Aerus
Porto Alegre, RS
Perguntas que podem salvar
vidas
Parabéns a VEJA pelas
orientações contidas na reportagem "85 perguntas que
podem salvar a sua vida" (Guia, 19 de abril). A leitura de perguntas
e respostas pertinentes às dez doenças que mais têm
atingido os brasileiros esclarece com ênfase o cuidado que
devemos ter em relação às informações
recebidas no nosso cotidiano. Isso porque, na maioria das vezes,
quando uma doença aflige um amigo, vizinho ou conhecido,
e os procedimentos usados por eles dão certo, a tendência
é copiá-los sem se dar conta de que o nosso organismo
pode reagir de maneira diferente. E é justamente aí
que mora o perigo.
Aiala Paloma Oliveira Alves
Salvador, BA
O conteúdo da reportagem
nos brinda com fatos esclarecedores, contribuindo em muito para
que dúvidas possam ser sanadas a contento. Mais uma vez,
VEJA presta gigantesco serviço aos seus leitores.
Lourenço Pereira Filho
Uruaçu, GO
Prisão de Suzane von
Richthofen
Parabenizo a jornalista Juliana
Linhares e a revista VEJA pela reportagem "Pré-condenada"
(19 de abril), que coloca no eixo democrático e justo o caso
Richthofen.
Célio Gurfinkel
São Paulo, SP
Parabéns a Juliana Linhares
por seu equilíbrio e bom senso ao comentar a volta à
prisão de Suzane von Richthofen. Em meio a tanta violência
dos grandes centros urbanos do Brasil, o cidadão chega a
perder o senso do correto e do justo. Ouvi e li muito comentário
rancoroso pedindo, ao que mais parece, vingança em vez de
justiça. Então, eis que a sensata Juliana diz ao finalizar
a matéria: "Suzane e seus comparsas receberão a sentença
pelo crime que cometeram de um corpo de jurados, como em qualquer
país civilizado. Até lá, toda condenação
que lhes for imposta só pode ser chamada de injustiça".
É bom que se diga que não sou de forma alguma a favor
do que essa moça fez, mas é lamentável a truculência
com que esse episódio tem sido tratado pelas autoridades
e por alguns representantes da imprensa.
Paulo R.F. Toledo
Santo André, SP
Márcio Thomaz Bastos
2
Diferentemente do que constou
na reportagem "O ministro-advogado" (19 de abril), quem me indicou
para defender o ex-deputado José Dirceu foi o advogado José
Carlos Dias.
José Luis Oliveira Lima
Advogado
São Paulo, SP
Holofote
A revista VEJA opinou sobre a
honra do juiz federal Jorge Ledur Brito ("De que lado das grades?",
Holofote, 19 de abril). A Associação dos Juízes
Federais do Brasil, em conjunto com a Associação Paranaense
dos Juízes Federais, desagrava em público o juiz Ledur
Brito, afirmando que o agravo perpetrado pela revista VEJA é
injusto.
Jorge Maurique
Presidente da Ajufe
Friedmann Wendpap
Presidente da Apajufe
Brasília, DF
André Petry
Sobre o artigo "Tudo desigual"
(19 de abril), o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirma que o texto
da liminar do ministro Cezar Peluso é claro e inequívoco:
o motivo da convocação do senhor Francenildo Costa
se prendia a assunto estranho aos fatos determinados que constituem
o objeto legal da CPI, em afronta direta à Constituição
Federal (artigo 58, parágrafo 3º). A referência
à pessoa do convocado, ao pé da decisão e noutro
contexto, em nada altera nem deprecia a razão fundamental
daquela liminar: ofensa à Constituição da República.
Delorgel Valdir Kaiser
Secretário de Comunicação Social do STF
Brasília, DF
Educação
Tive uma dupla surpresa boa ao
ler VEJA. Sendo brasileiro radicado em Portugal há quinze
anos, a leitura semanal da revista faz a gente não se sentir
tão longe e muito menos "alienado" das aventuras do planeta
Brasil. A primeira boa surpresa é poder constatar que projetos
como aquele que é mantido pela Embraer em São José
dos Campos ("O futuro a jato", 12 de abril) fazem calar a boca e
a descrença de muitos particulares e instituições
que apostam pouco, ou nada, em pessoas com parcos recursos, como
se a falta deles fosse diretamente proporcional à capacidade
de vencer. A segunda boa surpresa é que sou amigo e colega
de profissão do doutor Alexandre Wanderley (filho do falecido
Juarez Wanderley, que deu nome ao colégio de sucesso). Parabéns
a VEJA pela matéria, à Embraer pelo projeto e, principalmente,
aos alunos, por não desapontarem na aposta tão certa
e justa. Assim, um dia eu volto para o Brasil.
Carlos Batista
Lisboa, Portugal
CORREÇÕES: O
costureiro Clodovil é filiado ao PTC, e não ao PSC,
como informou a nota "Pode piorar" (Radar, 12 de abril).
Diferentemente do que afirmou a nota "O Santana morre aos 22
anos" (Radar, 5 de abril), o carro da Volkswagen não era
o quarto modelo mais antigo ainda em produção no Brasil,
e sim o quinto.
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JUDAS E O "MALUCO
BELEZA"
A
reportagem "Antiguidade não é prova" (12
de abril) noticiou que um manuscrito de 1 700 anos,
intitulado Evangelho de Judas, foi traduzido recentemente
por pesquisadores de vários países, com
o apoio da National Geographic Society. Segundo o manuscrito,
Judas Iscariotes, ao entregar Jesus aos romanos, não
o teria traído, mas cumprido uma ordem do próprio
Cristo. Também de acordo com o documento, depois
da crucificação de Jesus, episódio
que marca a salvação da humanidade na
tradição cristã, Judas não
se enforcou. Em lugar disso, retirou-se para meditar
no deserto. O leitor Aristides Marchetti Filho, de Ribeirão
Preto, em São Paulo, leu a matéria e logo
se lembrou da canção Judas, celebrizada
pelo roqueiro Raul Seixas. "Parece que, há décadas,
Raul tinha conhecimento do conteúdo do texto
sobre Judas divulgado na imprensa mundial", observou
Marchetti Filho. A seguir, trechos da letra da música:
"Parte de um plano secreto / amigo fiel de Jesus / eu
fui escolhido por ele / para pregá-lo na cruz
/ Cristo morreu como um homem / um mártir da
salvação / deixando para mim seu amigo
/ o sinal da traição /...Se eu não
tivesse traído / morreria cercado de luz / e
o mundo hoje então não teria / a marca
sagrada da cruz / e para provar que me amava / pediu
outro gesto de amor / pediu que o traísse com
um beijo / que minha boca então marcou".
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