Edição 1953 . 26 de abril de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
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Cartas

 
"Fica claro que nossa triste saga já tem nome: Alula Babá e os quarenta ladrões. A senha do bando é: Abre-te, Valério!"
Miguel Aranega
Rio de Janeiro, RJ

 

Lula e os quarenta ladrões

Parabéns, procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Seus três filhos devem estar orgulhosos do senhor, pois finalmente alguém nomeou corretamente a corja que insiste em governar este país. Os quarenta ladrões já estão identificados. Alguém duvida quem seja o Ali Babá? ("O sujeito oculto", 19 de abril).
Lucila de Freitas Secaf
Ribeirão Preto, SP  

Só não vê quem não quer: a versão brasileira do Ali Babá, chefão-mor dos quarenta ladrões, só pode ser o presidente Lula.
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF  

Se o bando do Al Capone cruzasse com o bando dos 40, morreria de vergonha pela infantilidade de seus atos. O bando dos 40 dá de 10 a zero.
Oséas Fernandes
Cachoeiro de Itapemirim, ES  

Será que esse Ali Babá é inimputável por nada ver, nada ouvir, nada saber, nada entender? Não se trata, então, de um Ali Babá, mas de um autêntico Ali Bobô!
Hélio de Lima Carvalho
São Paulo, SP  

Feliz foi Ali Babá, que conheceu só quarenta ladrões.
Rudolfo Scher
Cerro Largo, RS  

Sou músico na terra das 1 001 falcatruas e me apresento em um famoso restaurante daqui. Todas as semanas tenho o prazer (!) de cantar e tocar para vários dos companheiros de Ali Lulalá (Zé Dirceu, Luiz Gushiken e outros integrantes da quadrilha), que, entre um camarão ao molho de ervas finas e algumas garrafas de vinho que devem custar dez vezes mais do que eu ganho em um mês, se divertem, riem e caçoam da cara dos brasileiros. Queria eu ter o poder de falar ao microfone, alto e bom som: "Vocês estão presos!"
Régis Torres
Brasília, DF

A denúncia contra os quarenta quadrilheiros é um marco histórico por demonstrar, após quase dezoito anos de vigência da nova Constituição, que o Ministério Público, uma instituição essencial à função da Justiça (artigo 127 da Carta de 1988), vai saindo da adolescência e entrando na maturidade. A peça de acusação é o resultado de investigações da CPI, da PF e do próprio Ministério Público Federal. Nesse ponto, talvez a reportagem tenha deixado de ressaltar uma importante conseqüência: cuida-se de mais uma investigação realizada pelo Ministério Público (nesse caso, não isoladamente), que certamente servirá de referência para que o próprio Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento do "caso Remi Trinta", no qual é questionado se o Ministério Público pode ou não realizar investigações diretas. Atualmente, o placar está 3 a 2, com vantagem para o entendimento de que o MP pode, sim, investigar diretamente. Se o STF decidir que o MP não pode investigar (o que se espera que não ocorra), a denúncia do MPF contra os mensaleiros será liminarmente rejeitada. Vale notar que a investigação direta pelo Ministério Público é uma tendência do moderno processo penal em todo o mundo: na Europa, nos Estados Unidos e em todos os ordenamentos jurídicos de países democráticos. A investigação pelo MP é o objeto de uma pesquisa de mestrado que atualmente desenvolvo, já em fase de conclusão, cuja cópia terei prazer de oportunamente encaminhar a essa prestigiosa revista. A denúncia do procurador-geral é também importante por mostrar à sociedade como deve trabalhar o Ministério Público: com discrição, sem estardalhaço, e por isso mesmo eficientemente. A postura do PGR no caso é um exemplo para todos os membros do Ministério Público, sobretudo os mais jovens, como eu, que conto com 28 anos de idade e quatro de carreira, três deles dedicados à repressão ao crime organizado do Espírito Santo (trabalho que impõe a mim e a diversos colegas alguns sacrifícios na vida pessoal, mas que todos aceitamos ao optar pela carreira). A propósito, a utilização, na peça do procurador-geral e no presente e-mail, das palavras "quadrilha" e "quadrilheiros" não é simples recurso de linguagem para acentuar a gravidade dos fatos: trata-se de expressões técnicas, que têm base no artigo 288 do Código Penal (Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes. Pena: reclusão de um a três anos). Aliás, em termos de rigor técnico, a denúncia merece mesmo todos os elogios que recebeu. A peça foi evidentemente respaldada em um trabalho minucioso, independente e responsável.
Bruno Calabrich
Professor de direito processual penal, mestrando em direitos fundamentais e procurador da República
Vitória, ES  

Em sua peça acusatória, o procurador-geral da República usou a palavra "quadrilha" não apenas para especificar a ocorrência crime do artigo 288 do Código Penal, mas para definir o autêntico e direto significado ao desempenho engenhoso de todos os quarenta profissionais do crime envolvidos no episódio do mensalão. Ficou bem claro que a atuação voluntária e consciente do ex-ministro José Dirceu, para garantir aos mensaleiros e fazê-los acreditar que nada lhes aconteceria no início, durante e depois das operações criminosas, só logrou êxito porque ele (Dirceu) se utilizou do poder de ser até então a segunda pessoa mais poderosa do Estado brasileiro, atrás apenas do presidente da República. Logo, não precisamos de nenhum esforço para entender que os mecanismos do mensalão foram utilizados para beneficiar diretamente o PT e o 41º criminoso: Luiz Inácio Lula da Silva.
Rafael Lopes Lorenzoni
Rio Verde, GO  

A propósito de todo esse lamaçal que inunda o governo do senhor Lula-não-sei-de-nada, infinitamente mais devastador do que o do infame Fernando Collor, eu me pergunto: por onde andam os caras-pintadas? E a UNE que os liderava? Por que estão calados apesar de tamanha sujeira? Será que existe um mensalão ou mesadão comprando a consciência de seus líderes ou eles ainda acreditam que isso tudo é um complô das elites burguesas capitalistas? Realmente estamos vivendo num novo Brasil, e não se fazem mais estudantes como antigamente.
Fabio Marcondes
Niterói, RJ

 

Márcio Thomaz Bastos

Excelente a matéria "O ministro-advogado" (19 de abril), que mostrou a astúcia de um advogado exercendo o poder de ministro de Estado para enganar uma nação inteira. Espero a saída do ministro Márcio Thomaz Bastos para os próximos dias e também espero, como advogado e brasileiro, que seu exemplo jamais seja seguido por outros que vierem a ocupar o Ministério da Justiça.
Marcello Oakim de Carvalho
Rio de Janeiro, RJ

 

Miguel Reale Júnior

Excepcional a entrevista com o jurista Miguel Reale Júnior ("É impossível que o presidente não soubesse", 19 de abril). Observador experiente e atento, o doutor Reale faz um alerta importantíssimo sobre possíveis e graves conseqüências que poderão advir de uma eventual reeleição do atual presidente da República – ou seja, a sensação da onipotência e da impunidade que passarão a ter Lula e seus asseclas do PT. Num ponto, contudo, discordo do doutor Reale: o ministro Peluso não foi, não é e nunca será o melhor ministro do Supremo, pois que, ao impedir o depoimento do caseiro Francenildo com o ridículo argumento da "falta de condições culturais", mostrou quão preconceituoso é. Esse traço de sua personalidade é absolutamente inaceitável para quem julga.
Renato Braga Villela
Niterói, RJ  

Muito oportuna a entrevista com o jurista Miguel Reale Júnior. De forma inteligente e bem ponderada, o jurista faz uma análise bastante interessante do governo Lula diante dos últimos acontecimentos da política nacional. Lamentáveis, naturalmente. Em particular, no derradeiro tópico da entrevista, Reale Júnior faz uma observação muito sensata, que confesso ser o meu maior temor: a instalação de um governo autoritário e totalitarista.
Leonardo Gadelha de Oliveira
João Pessoa, PB  

Lendo a entrevista com o jurista Miguel Reale Júnior, quando ele usa o ditado espanhol: "Quieres conocer Carlito? Dale un carguito", lembrei do meu marido, que dizia, talvez já plagiando alguém, sobre os corruptos: "Queres conhecer um vilão? Ponha-lhe o poder na mão".
Jandyra Escóssia
Natal, RN  

A certeza de que Lula é o principal interessado e beneficiário do esquema de corrupção que assolou o Congresso e outras empresas estatais não aumentará o nível de revolta que a sociedade já sente. Ela apoiará com maturidade o impeachment desse oportunista. A sociedade quer, sim, o fim desta gestão fraudulenta, e Lula já sabe disso.
José Alencar Galvão
São Paulo, SP  

Presidente Lula: em nome de sua mãe, e de sua infância pobre, diga a verdade a todos nós que o elegemos: sabia ou não sabia da existência dessa rede criminosa? Seja grande, e limpo, até na derrota.
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

 

Diogo Mainardi

Com respeito a Franklin Martins, observo que há pouco mais de um ano, no início dos depoimentos sobre esta nojeira que vivemos, ouvi do referido senhor que o primeiro depoimento do famigerado Marcos Valério havia sido seguro e bem embasado (?!). Após esse comentário, eu, que vinha sendo um ouvinte dedicado do referido senhor, passei a considerar suspeitas suas opiniões. O artigo de Mainardi explica a motivação daquela análise aparentemente burra.
Daniel H. Johnston
Maringá, PR

Interessante. Há vários meses vendo e ouvindo um programa da Globo News (Fatos e Versões), vinha achando estranho que o tal Franklin Martins repetisse como um mantra: "A CPMI ainda não disse de onde veio o dinheiro do mensalão", como se isso não estivesse claro depois de meses de depoimentos. Acrescentava: "Até agora há muito falatório, mas, de concreto mesmo, nada. Só espuma". A impressão que me ficava sempre era que lá no fundo ele queria dizer que aquela trabalheira toda não ia dar em nada, ou pelo menos assim gostaria, aparentemente. Agora, graças ao trabalho investigativo do Mainardi, vejo-o envolvido num conluio familiar porque tinha o "rabo preso". Coitado, seu pai, o já falecido jornalista Mário Martins, de marcante posição na antiga revista O Cruzeiro, deve estar na sua tumba revolvendo-se de asco e vergonha, pelo papelão de seus rebentos. Continue, Mainardi, as suas pesquisas investigativas, que, até hoje, não foram desmentidas pelos malandrinhos e malandrões.
Ayrton Gonçalves
Por e-mail

Prezo seu conhecimento e sua coluna nos presta um grande serviço ao denunciar vários episódios da lamentável história política que vivemos. Em referência ao último artigo, o senhor deveria se informar melhor sobre a trajetória do senhor Victor Martins. Ele vem de um longo e árduo trabalho pelo desenvolvimento do Espírito Santo e tem notório conhecimento sobre o mercado e a indústria do petróleo. Se nas agências reguladoras e, principalmente na própria Petrobras, forem nomeados para direção técnicos com a capacidade do senhor Victor Martins, e não políticos ou seus indicados como de costume, principalmente neste governo do PT, estaremos mais bem representados.
Fabrício Fontana
Vitória, ES

 

Crise da Varig

Profundamente esclarecedora a reportagem "Razões para não ajudar a Varig". A "nossa Varig" vem há décadas, qual uma estatal, deleitando-se no berço esplêndido do quase-monopólio das linhas internacionais, herdado da antiga Panair do Brasil, em circunstâncias obscuras, desdenhando da concorrência e ignorando princípios básicos da iniciativa privada. Ao ajudá-la escancaradamente com bilhões do Erário, o governo federal não apenas ridicularizará a figura do contribuinte mas também criará um novo capítulo na cartilha do mau uso do dinheiro público, como ilustram outras reportagens na mesma revista: "Todos os homens do presidente"; "Lula, o sujeito oculto"; e "Os 40 ladrões". Lembremos que a PanAm, que era a própria imagem dos Estados Unidos, sucumbiu ante problemas similares, e a aviação naquele país não foi extinta.
Marco Nogara
Curitiba, PR

A Varig não está pedindo ajuda ao governo. A Varig é credora de uma ação contra a União, transitada em julgado, referente ao congelamento de passagens que já beneficiou a Transbrasil, estimada em 4,5 bilhões de reais. Desde o fim do período FHC até agora no governo Lula, o pagamento depende, tão-somente, de vontade política. A Varig deve ao fundo de pensão dos funcionários, Aerus, 2,3 bilhões de reais. O pagamento tornaria tanto a Varig quanto o fundo de pensão Aerus novamente viáveis. Essa dívida do governo terá de ser paga, ainda que seja para a massa falida. Por que então não evitar a falência?
Vitor Hugo Stepansky
Aposentado da Varig após 35 anos de serviço e dependente do fundo de pensão Aerus
Porto Alegre, RS

 

Perguntas que podem salvar vidas

Parabéns a VEJA pelas orientações contidas na reportagem "85 perguntas que podem salvar a sua vida" (Guia, 19 de abril). A leitura de perguntas e respostas pertinentes às dez doenças que mais têm atingido os brasileiros esclarece com ênfase o cuidado que devemos ter em relação às informações recebidas no nosso cotidiano. Isso porque, na maioria das vezes, quando uma doença aflige um amigo, vizinho ou conhecido, e os procedimentos usados por eles dão certo, a tendência é copiá-los sem se dar conta de que o nosso organismo pode reagir de maneira diferente. E é justamente aí que mora o perigo.
Aiala Paloma Oliveira Alves
Salvador, BA

O conteúdo da reportagem nos brinda com fatos esclarecedores, contribuindo em muito para que dúvidas possam ser sanadas a contento. Mais uma vez, VEJA presta gigantesco serviço aos seus leitores.
Lourenço Pereira Filho
Uruaçu, GO

 

Prisão de Suzane von Richthofen

Parabenizo a jornalista Juliana Linhares e a revista VEJA pela reportagem "Pré-condenada" (19 de abril), que coloca no eixo democrático e justo o caso Richthofen.
Célio Gurfinkel
São Paulo, SP

Parabéns a Juliana Linhares por seu equilíbrio e bom senso ao comentar a volta à prisão de Suzane von Richthofen. Em meio a tanta violência dos grandes centros urbanos do Brasil, o cidadão chega a perder o senso do correto e do justo. Ouvi e li muito comentário rancoroso pedindo, ao que mais parece, vingança em vez de justiça. Então, eis que a sensata Juliana diz ao finalizar a matéria: "Suzane e seus comparsas receberão a sentença pelo crime que cometeram de um corpo de jurados, como em qualquer país civilizado. Até lá, toda condenação que lhes for imposta só pode ser chamada de injustiça". É bom que se diga que não sou de forma alguma a favor do que essa moça fez, mas é lamentável a truculência com que esse episódio tem sido tratado pelas autoridades e por alguns representantes da imprensa.
Paulo R.F. Toledo
Santo André, SP

 

Márcio Thomaz Bastos 2

Diferentemente do que constou na reportagem "O ministro-advogado" (19 de abril), quem me indicou para defender o ex-deputado José Dirceu foi o advogado José Carlos Dias.
José Luis Oliveira Lima
Advogado
São Paulo, SP

 

Holofote

A revista VEJA opinou sobre a honra do juiz federal Jorge Ledur Brito ("De que lado das grades?", Holofote, 19 de abril). A Associação dos Juízes Federais do Brasil, em conjunto com a Associação Paranaense dos Juízes Federais, desagrava em público o juiz Ledur Brito, afirmando que o agravo perpetrado pela revista VEJA é injusto.
Jorge Maurique
Presidente da Ajufe
Friedmann Wendpap
Presidente da Apajufe
Brasília, DF

 

André Petry

Sobre o artigo "Tudo desigual" (19 de abril), o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirma que o texto da liminar do ministro Cezar Peluso é claro e inequívoco: o motivo da convocação do senhor Francenildo Costa se prendia a assunto estranho aos fatos determinados que constituem o objeto legal da CPI, em afronta direta à Constituição Federal (artigo 58, parágrafo 3º). A referência à pessoa do convocado, ao pé da decisão e noutro contexto, em nada altera nem deprecia a razão fundamental daquela liminar: ofensa à Constituição da República.
Delorgel Valdir Kaiser
Secretário de Comunicação Social do STF
Brasília, DF

 

Educação

Tive uma dupla surpresa boa ao ler VEJA. Sendo brasileiro radicado em Portugal há quinze anos, a leitura semanal da revista faz a gente não se sentir tão longe e muito menos "alienado" das aventuras do planeta Brasil. A primeira boa surpresa é poder constatar que projetos como aquele que é mantido pela Embraer em São José dos Campos ("O futuro a jato", 12 de abril) fazem calar a boca e a descrença de muitos particulares e instituições que apostam pouco, ou nada, em pessoas com parcos recursos, como se a falta deles fosse diretamente proporcional à capacidade de vencer. A segunda boa surpresa é que sou amigo e colega de profissão do doutor Alexandre Wanderley (filho do falecido Juarez Wanderley, que deu nome ao colégio de sucesso). Parabéns a VEJA pela matéria, à Embraer pelo projeto e, principalmente, aos alunos, por não desapontarem na aposta tão certa e justa. Assim, um dia eu volto para o Brasil.
Carlos Batista
Lisboa, Portugal

 

CORREÇÕES: O costureiro Clodovil é filiado ao PTC, e não ao PSC, como informou a nota "Pode piorar" (Radar, 12 de abril). Diferentemente do que afirmou a nota "O Santana morre aos 22 anos" (Radar, 5 de abril), o carro da Volkswagen não era o quarto modelo mais antigo ainda em produção no Brasil, e sim o quinto.

 

JUDAS E O "MALUCO BELEZA"

A reportagem "Antiguidade não é prova" (12 de abril) noticiou que um manuscrito de 1 700 anos, intitulado Evangelho de Judas, foi traduzido recentemente por pesquisadores de vários países, com o apoio da National Geographic Society. Segundo o manuscrito, Judas Iscariotes, ao entregar Jesus aos romanos, não o teria traído, mas cumprido uma ordem do próprio Cristo. Também de acordo com o documento, depois da crucificação de Jesus, episódio que marca a salvação da humanidade na tradição cristã, Judas não se enforcou. Em lugar disso, retirou-se para meditar no deserto. O leitor Aristides Marchetti Filho, de Ribeirão Preto, em São Paulo, leu a matéria e logo se lembrou da canção Judas, celebrizada pelo roqueiro Raul Seixas. "Parece que, há décadas, Raul tinha conhecimento do conteúdo do texto sobre Judas divulgado na imprensa mundial", observou Marchetti Filho. A seguir, trechos da letra da música: "Parte de um plano secreto / amigo fiel de Jesus / eu fui escolhido por ele / para pregá-lo na cruz / Cristo morreu como um homem / um mártir da salvação / deixando para mim seu amigo / o sinal da traição /...Se eu não tivesse traído / morreria cercado de luz / e o mundo hoje então não teria / a marca sagrada da cruz / e para provar que me amava / pediu outro gesto de amor / pediu que o traísse com um beijo / que minha boca então marcou".

 
 
 
 
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