Edição 1 646 -26/4/2000

VEJA esta semana

Brasil
MST, o movimento sem fim
O eterno Brizola renasce candidato a prefeito
Ainda a crise da Vasp
Aberto o processo de impeachment de Celso Pitta
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Aviação

Novos credores

Dívida da Vasp ameaça reduzir frota da empresa

Marcos Rosa
Canhedo, aos funcionários do INSS: "Vocês querem me quebrar"


É muito difícil saber qual é a frota da Vasp. Atolada em dívidas, o número de aeronaves em condições de voar pela firma de Wagner Canhedo diminui ou aumenta ao sabor das ações judiciais movidas por credores. Oficialmente, a Vasp opera 46 aviões. Na semana passada, quatro aeronaves estavam no centro de discussões judiciais. Na segunda-feira, a Justiça autorizou a Vasp a usar três Boeing que permaneciam arrestados por falta de pagamento. Dois dias depois, foi a vez de a Justiça dar ganho de causa ao dono de outro Boeing que reclama por falta de pagamento. A aeronave só não foi apreendida porque Wagner Canhedo fechou um acordo com o proprietário. Nesta semana, a Vasp deve enfrentar mais uma onda de debates judiciais. Quatro MD-11 alugados, que operam rotas internacionais da companhia, também estão com os papagaios atrasados e seus donos querem os aviões de volta.

As discussões entre a Vasp e seus credores apontam para algumas mudanças. Canhedo costumava envolver-se em questões na Justiça em geral quando tinha o Estado como adversário. Procurava poupar os credores privados como forma de garantir o fornecimento de serviços. O fato de estar enfrentando empresas privadas tem sido considerado um dado preocupante. O que estará acontecendo com a receita da Vasp, que agora precisa deixar de pagar também aluguéis de aviões? Das 46 aeronaves, 38 são da Vasp. As demais são mantidas sob controle da firma em sistema de leasing. Detalhe: os jatos de sua propriedade são justamente os mais velhos – com idade média equivalente ao dobro da média nacional. Se perder os aviões alugados, a Vasp perde em competitividade.

Em meio a tanta confusão, Canhedo obteve pelo menos uma notícia boa. O governo aceitou sua adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), para refinanciar e parcelar uma dívida que, só com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pode chegar a 610 milhões de reais. Para fazer o acordo, Canhedo foi pessoalmente ao departamento de cobrança do INSS, em São Paulo. Durante a conversa com os funcionários, bem ao seu estilo, reclamou do tratamento que recebeu: "Vocês estão querendo quebrar minha empresa", protestou.

 

Saiba mais
Dos arquivos de VEJA
  Como pagar tudo?
  Se o cheque voar, a Vasp não voa
  A receita de Canhedo para não pagar