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Edição 2053

26 de março de 2008
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Menina maluquinha

Maisa Silva, 5 anos, fala o que lhe dá na telha
no SBT. E faz o ibope do Sábado Animado aumentar


Marcelo Marthe

Divulgação

Maisa, a apresentadora sem superego: "Alooor?"


Recentemente, a apresentadora Maisa Silva fez uma confidência em seu programa no SBT. "Eu mamo na mamadeira, vou admitir. Não tenho vergonha de dizer que tomo tetê", declarou. O rasgo de sinceridade diz tudo sobre a artista – Maisa é uma garota de 5 anos. E também sobre seu estilo. Há quatro meses, ela é âncora do Sábado Animado, na rede de Silvio Santos. Maisa levantou o ibope do programa matinal, que atinge até 9 pontos de média. Também virou sucesso na internet – seus vídeos foram vistos mais de 1 milhão de vezes no YouTube. O que a torna especial? Bem, a garota é afiada. E, como qualquer criança de sua idade, fala tudo que lhe dá na telha. Como as gincanas que comanda são gravadas ao vivo, numa produção meio capenga, o resultado é sempre inesperado. Um dia, ao se desequilibrar, ela soltou: "Opa, estou bêbada". Nos telefonemas com os espectadores, as trombadas são muitas. Uma tirada típica: "A ligação está boa, está ruim, está boa, está ruim. Ih, sou louca mesmo". Maisa é politicamente incorreta. Ao falar com um menino que insistia em pronunciar "alor" em vez de "alô", disparou: "Você é de Diadema? É por isso". Também já caçoou de outro que queria ganhar um "Praystation" (o correto é "PlayStation"). Ela é, em suma, o que um psicanalista chamaria de apresentadora sem superego – a instância do inconsciente que exerce a função de autocensura.

"Aos 2 anos, Maisa já insistia nessa história de virar artista", diz a mãe, Gislaine Silva Andrade, dona-de-casa do interior de São Paulo (o pai, Celso Andrade, é técnico de telefonia). Em seu terceiro aniversário, a menina deu um ultimato: pediu de presente a chance de ser caloura de Raul Gil. Com dublagens e covers do grupo Rouge e de Ivete Sangalo, em pouco tempo se tornou um dos trunfos do programa. Dois anos mais tarde, Silvio Santos impressionou-se com a minicantora ao zapear pela TV. E assim se abriu caminho para sua transferência para o SBT. O empresário incumbiu a filha Silvia Abravanel de dirigir Maisa no Sábado Animado. A interação da dupla é incrível. "A gente se entende pelo olhar. É transmissão mesmo", diz a diretora. Mas Silvia fala se necessário – por exemplo, quando Maisa esquece as regras do jogo que tem de explicar aos espectadores.

Maisa gaba-se de ser uma "apresentadora de primeira classe" (está no 1º ano na escola). "Meus pais não esperavam que eu fosse virar celebridade", conta. A garota idolatra Hannah Montana, heroína da série do Disney Channel. Mas tem noção da distância que a separa da estrela infantil americana. "Lá, a coisa é em dólar, meu bem", diz. Maisa e seus pais até que não podem reclamar. Ela ganhava 1 500 reais por mês de Raul Gil. No SBT, embolsa em torno de 20.000 reais entre salário e merchandising.

 

ISTO É MAISA

"Opa, estou bêbada" (ao escorregar no cenário)
 
"Eu sou apresentadora de primeira classe"
 
"Tem muitas pessoas se casando, mas não é casamento de verdade. É casamento de combinação"
 
"Eu mamo na mamadeira, vou admitir. Não tenho vergonha de dizer que tomo tetê"
 
"Desirée, você é homem ou mulher?"



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